Vestir uma camiseta representa muita coisa. Claro, uma camiseta pode ser só uma camiseta, que você usa para não sair por aí com o torso nu. Mas pode ser também um statement, uma forma de expressão. Seja uma camiseta básica, sem estampa nenhuma, ou uma camiseta com uma imagem estampada. Ou ainda, a forma mais direta de expressar uma ideia: palavras. Seja uma provocação, um grito de liberdade, um bordão ou apenas algo nonsense, a frase certa no peito pode se tornar inesquecível. É quando a moda e a cultura pop se encontram de forma mágica. A camiseta vira uma bandeira, uma memória, um manifesto.
A Strip Me entende e leva essa conexão a sério. Por isso temos uma coleção inteira dedicada a camisetas com frases e palavras com alma pop, atitude e muito bom gosto. Para celebrar essa mistura de estilo e história, listamos aqui as 10 camisetas com frases mais icônicas da cultura pop, divididas entre pessoas reais e personagens fictícios. Assim, você vai descobrir de onde a gente tira inspiração para criar nossas camisetas, com boas doses de nostalgia, rebeldia e originalidade.
O fotógrafo Bob Gruen concebeu uma das fotos mais marcantes da história da música pop ao clicar John Lennon usando uma camiseta que o músico comprou por 5 dólares pouco depois de se mudar para NY. A foto acabou se tornando símbolo da mudança do ex-beatle para os Estados Unidos, e de mudanças estéticas e de atitude no rock n’ roll.
Kurt Cobain é muito lembrado por usar camisetas curiosas. Muitas delas ele mesmo estampava. Em geral, ele trazia no peito nomes de bandas que ele admirava e eram pouco conhecidas, como Flipper ou Meat Puppets. Pouco antes de sua morte, Cobain apareceu com uma camiseta provocadora e irônica, zombando do movimento que ajudou a criar. A frase virou um epitáfio involuntário e lendário.
Nos anos 2000, Britney Spears virou musa pop nos Estados Unidos e no mundo. Mas, ao contrário do que a moral conservadora esperava, ela sempre teve personalidade forte — e nunca fugiu de polêmicas. Tanto que foi clicada usando essa frase carregada de sarcasmo e crítica ao culto à fama. Virou símbolo da pressão sobre mulheres na indústria pop.
Sinéad O’Connor – “Wear a Condom”
Essa foto clássica, feita pela artista Kate Garner, ilustrou uma propaganda que foi censurada antes de ser veiculada. O ano era 1986 e, mesmo com a AIDS matando muita gente, a igreja católica condenava o uso de preservativos. Ativista ferrenha e sem medo de polêmicas, Sinéad usou essa frase numa camiseta estando grávida, aumentando ainda mais a polêmica.
👑 Princesa Diana – “I’m a Luxury… Few Can Afford”
Diana usou essa frase estampada numa blusa, não uma camiseta, enquanto fugia dos holofotes da realeza. Mas está valendo. Afinal, a frase é ótima e super combina com a Lady Di, um Ícone fashion e de personalidade. Aquela blusa dizia muito sem precisar explicar nada.
No episódio The One With The Tiny T-Shirt, Ross e Rachel fazem a divisão de pertences depois da separação. Ross aparece com essa camiseta que é pura nostalgia. Homenagem à banda Frankie Goes to Hollywood, que foi sucesso real e bombava na MTV americana com o seu hit chamado Relax.
A frase estampada na camiseta da anti-heroína virou febre entre os fãs. Sexy, perigosa e debochada, como ela própria. Há quem diga que há uma referência indireta aí à Lady Gaga, que se refere a seus fãs como little monsters. Mas até o fechamento dessa edição não obtivemos a confirmação.
Napoleon Dynamite – “Vote for Pedro”
No clássico cult teen Napoleon Dynamite, o protagonista aparece usando uma camiseta com os dizeres “Vote for Pedro”. A peça virou febre real após o lançamento do filme, com seu humor esquisito, estética retrô e charme nerd. A frase saiu das telas direto pras ruas, se tornando um símbolo pop das eleições mais bizarras do cinema.
A camiseta branca que John Travolta usa depois de limpar o carro é real e virou cult. A atlética da Universidade da California de Santa Cruz certamente amou ser representada ali, e nem ligou para a piadinha ao final da cena, em que o personagem de Tarantino diz que Vincent e Jules estão parecendo dois panacas com aquelas roupas.
Rocky Balboa – “Win Rocky Win”
A camiseta aparece em Rocky II, mas a história é anterior. No primeiro filme, durante os treinos para a grande luta, Adrian dá essa camiseta para Rocky como incentivo. Mas a cena foi cortada na edição final. Foi Stallone quem resolveu utilizar a camiseta durante as filmagens do segundo filme, e ela se tornou icônica, e um easter egg muito bem escondido, que só quem é fã mesmo saca.
Camiseya NonsenseCamiseta Latina AmericaCamiseta Ouvindo Smiths
Uma frase, às vezes até uma única palavra, pode dizer tudo. Principalmente quando vem numa camiseta, sobre o peito de quem tem atitude, personalidade e muito estilo. As camisetas all type da Strip Me são feitas com algodão certificado, têm caimento impecável, são confortáveis e, claro, cheias de criatividade. No nosso site, você encontra essa coleção completa, além das camisetas de cinema, música, cultura pop e muito mais. E de quebra, fica por dentro de todos os lançamentos.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist saborosa inspirada nessa lista de gente elegante usando camisetas com frases! Camiseta com frase top 10 tracks.
Camiseta ThingsCamiseta AmericanoCamiseta No Risk No Story
Para o Dia dos Namorados que está chegando, a Strip Me se inspirou em quatro casais icônicos da cultura pop para ajudar você a encontrar o presente ideal, com personalidade, estilo e muito amor.
Presentear quem a gente ama parece fácil, mas não é bem assim. Se você está no começo do relacionamento, ainda está descobrindo os gostos e o estilo da pessoa amada, se o relacionamento já tem alguns anos de vida, vai ficando cada vez mais difícil surpreender. Mas, no fim das contas, esse é um dos charmes do Dia dos namorados, esse desafio, essa vontade de dar um presente incrível, a ansiedade de saber o que você vai ganhar… isso sem falar no jantarzinho, ficar agarradinhos no sofá. Enfim, Dia dos Namorados é tudo de bom!
E, pensando nessa escolha do presente ideal, a Strip Me está aqui para te dar uma forcinha. Para isso, criamos um cenário divertido: e se alguns casais icônicos trocassem presentes com as nossas coleções? O que será que Beyoncé daria pro Jay Z? E o que Elton John escolheria para David Furnish? Assim, selecionamos quatro casais famosos, cada um com uma personalidade marcante, e imaginamos o que eles escolheriam da Strip Me para presentear um ao outro. O resultado foram combos apaixonados, estilosos e com muita personalidade.
Beyoncé & Jay Z
Rainha do pop e do empoderamento, Beyoncé é uma força criativa que transborda talento e presença. Jay Z é um dos maiores nomes do rap e do business musical, dono de uma mente afiada tanto no microfone quanto nos negócios. Juntos, formam um dos casais mais poderosos (e estilosos) da cultura pop. Música, arte e atitude são a alma dessa parceria.
De Beyoncé para Jay Z:
Camiseta Pick UpCamiseta Hip Hop
Queen B não deixaria passar a chance de presentear seu rei com peças que celebram suas raízes. O combo escolhido por ela é um tributo ao som que moldou a carreira de ambos. A camiseta Pick Up traz o visual old school dos toca-discos, enquanto a camiseta Hip Hop celebra com orgulho o hip hop dos anos90, que inspirou e fez de Jay Z uma lenda viva.
De Jay Z para Beyoncé:
Camiseta Grace PleasureCamiseta Let’s Dance
Jay sabe que sua musa brilha em qualquer pista. Por isso, ele apostaria na elegância vintage da camiseta Grace Pleasures, com a diva Grace Jones em destaque, e na vibe dançante da camiseta Let’s Dance, inspirada no clássico de Bowie. Afinal, ela merece presentes com referências a ícones que estejam a altura de seu talento e estilo.
Daniela Mercury & Malu Verçosa
Daniela e Malu são sinônimo de amor, liberdade e luta por igualdade. A cantora e a jornalista, ambas baianas, se tornaram um símbolo da visibilidade LGBTQIA+ no Brasil ao celebrarem publicamente sua união. Juntas, irradiam brasilidade, alegria e engajamento. Um casal vibrante, que mistura música, cor e afeto em tudo o que fazem.
De Malu para Daniela:
Camiseta CajuínaCamiseta Jaboticaba
Quando se trata de brasilidade, cor e intensidade, ninguém supera Daniela Mercury. Malu escolheu para ela a camiseta Cajuína, que explode em cores vibrantes como as que Daniela carrega em sua música e presença. Já a camiseta Jaboticaba é um toque pessoal: um carinho aos olhos escuros, doces e intensos da cantora, que são como jaboticabas maduras.
De Daniela para Malu:
Camiseta BonfimCamiseta Cocada
Daniela retribui com duas camisetas que são puro axé e afeto. A camiseta Bonfim, com fitinhas típicas da Bahia, carrega pedidos de sorte, saúde e amor. Já a camiseta Cocada é tropical, doce e vibrante como o sorriso de Malu. Ambas celebrando as origens das duas com muito bom gosto e estilo. Viva a Bahia!
Elton John & David Furnish
Elton John dispensa apresentações — um ícone da música, do estilo e da extravagância, com um coração gigante. David Furnish, cineasta e produtor, é seu parceiro de vida há décadas, sempre discreto, sensível e com um olhar artístico apurado. Eles representam um amor longevo, cúmplice e cheio de brilho. Glamour e parceria definem.
De David para Elton
Camiseta DiscoballCamiseta Sounds Better
David conhece bem a alma glitter e dançante de Elton. A camiseta Discoball homenageia toda a era disco, com muito brilho e atitude, já a camiseta Sounds Better é uma verdadeira declaração: “music sounds better with you”. Porque por mais genial que Elton seja, para David, a música sempre soa melhor quando eles estão juntos.
De Elton para David:
Camiseta Câmera 8mmCamiseta Tolouse-Lautrec
Para um diretor e produtor como David, Elton pensaria em algo que mistura arte, cinema e história. A camiseta Câmera 8mm tem a vibe nostálgica do cinema analógico, e a camiseta Tolouse-Lautrec é um aceno ao universo boêmio e criativo que tanto inspira os dois.
Rodrigo Hilbert & Fernanda Lima
O casal queridinho do Brasil! Rodrigo e Fernanda formam uma dupla que encanta pela leveza, beleza e sintonia. Ela, apresentadora e atriz de espírito livre; ele, o multitarefas que cozinha, constrói e faz de tudo um pouco — sempre com charme e simplicidade. Juntos, são o retrato da harmonia entre afeto, estilo de vida e autenticidade.
De Fernanda para Rodrigo:
Camiseta Feito no BrasilCamiseta Latino Americano
Fernanda apostaria em camisetas que gritam orgulho de ser quem se é. A camiseta Feito no Brasil e a camiseta Latino Americano refletem bem a vibe do Rodrigo: pé no chão, raiz, engajado e, claro, feito à mão.
De Rodrigo para Fernanda:
Camiseta LoveCamiseta Personalizada
Rodrigo não é só marido, pai, cozinheiro, apresentador, marceneiro, ferreiro… ele é também um cara criativo. Por isso, escolheria a camiseta Love, direta e simbólica, e não resistiria a colocar a mão na massa ao escolher uma camiseta personalizada, com estampa criada por ele mesmo. Porque se tem uma coisa que o Rodrigo ama é fazer, especialmente quando é pra ela.
Seja para um namoro recém-começado ou para uma relação que já passou por muitas fases, a Strip Me tem camisetas, bermudas e acessórios que contam histórias, revelam personalidades e mostram sentimentos. Tudo com muito bom gosto, qualidade, conforto e originalidade. Então, neste Dia dos Namorados, celebre o amor com estilo. Chega lá na nossa loja e conheça todas as nossas coleções. Tem arte, música, cinema, cultura pop, bebidas, brasilidades, minimalistas, florais e muito mais! Além disso, no nosso site você fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.
De Mozart a Tim Maia, saiba quais são os filmes que transformaram vidas reais em clássicos do cinema, e ainda seguem vivos na cultura pop.A Strip Me selecionou os 10 melhores para você. E mais alguns.
A vida imita a arte, a arte imita a vida… e o cinema é o palco onde essa troca acontece com maior intensidade. Poucas coisas são tão fascinantes quanto ver histórias reais ganhando forma na tela grande, com drama, emoção e, muitas vezes, com uma pitada de ficção. As melhores cinebiografias não são apenas retratos fiéis de seus personagens, mas obras que conseguem traduzir a alma de uma pessoa para milhões de espectadores.
Selecionar um top 10 das melhores cinebiografias é um trabalho hercúleo. Mas a Strip Me não se intimida assim tão fácil, e encarou esse desafio. Para elaborar essa lista, nos guiamos por uma combinação de fatores: qualidade cinematográfica (com direção afiada, roteiro bem construído, fotografia exuberante), repercussão de público e crítica (incluindo bilheteria e premiações), impacto da performance do ator ou atriz que interpreta o biografado, e, claro, a relevância que o filme conquistou na cultura pop. Muita coisa boa ficou de fora. Por isso, além do nosso Top 10, não resistimos e elencamos também uma lista de menções honrosas e outra com cinebiografias brasileiras que merecem ser lembradas.
Portanto, sem mais delongas, a Strip Me apresenta as 10 melhores cinebiografias de todos os tempos, organizadas em ordem cronológica de lançamento:
Raging Bull (1980) – Martin Scorsese
Robert De Niro mergulha no papel do boxeador Jake LaMotta como se estivesse lutando pela própria alma. Com direção brutal e sensível de Scorsese, o filme retrata com intensidade a autodestruição, o orgulho e a redenção de um homem dividido entre a violência e a vulnerabilidade. Esteticamente um filme lindíssimo, filmado em preto e branco e com uma fotografia marcante. Clássico absoluto do cinema norte-americano.
Amadeus (1984) – Milos Forman
A rivalidade entre Mozart e Salieri se transforma em uma ópera cinematográfica arrebatadora. Visualmente deslumbrante, com atuações inesquecíveis (Tom Hulce como o excêntrico gênio e F. Murray Abraham como o invejoso Salieri), o filme conquistou 8 Oscars e permanece como uma das maiores cinebiografias da história. Além de competir em pé de igualdade com Um Estranho no Ninho pelo título de obra prima de Milos Forman.
Great Balls of Fire! (1989) – Jim McBride
Dennis Quaid interpreta o selvagem Jerry Lee Lewis com energia explosiva e carisma. A cinebiografia é elétrica, exagerada e cheia de rockn’ roll, exatamente como seu protagonista. Um retrato divertido e caótico de um dos nomes mais polêmicos da música americana. O longa conta com a direção frenética de McBride e roteiro escrito por Myra Lewis, ninguém menos que a esposa de Jerry Lee.
The Doors (1991) – Oliver Stone
Val Kilmer não atuou em The Doors, mas sim incorporou Jim Morrison em uma performance hipnotizante, quase sobrenatural. Oliver Stone constrói um retrato psicodélico e visceral da banda, da contracultura e do caos que cercava o “Rei Lagarto”. Um mergulho intenso na mente de um ícone pop controverso e eterno.
Malcolm X (1992) – Spike Lee
Um retrato poderoso de uma das figuras mais importantes do século 20. Denzel Washington brilha, ou melhor, incendeia, no papel do líder ativista, em um épico dirigido com urgência e paixão por Spike Lee. O filme emociona, revolta e inspira, tudo ao mesmo tempo. Um marco indispensável do cinema negro, e uma das obras mais influentes dos anos 90.
O Povo Contra Larry Flynt (1996) – Milos Forman
Woody Harrelson vive Larry Flynt, o controverso criador da revista Hustler, em uma cinebiografia provocadora sobre liberdade de expressão e moralidade pública. Com toques de humor ácido e um roteiro afiado, o filme mostra como até os personagens mais polêmicos podem se tornar defensores de princípios democráticos. Mais uma obra irretocável de Milos Forman, que conta ainda com atuações brilhantes de Edward Norton e Courtney Love.
Ray (2004) – Taylor Hackford
Jamie Foxx simplesmente é Ray Charles. A performance rendeu a ele o Oscar de Melhor Ator, em uma cinebiografia que combina talento musical, drama pessoal e superação com ritmo e emoção. Um tributo poderoso a uma verdadeira lenda do soul. Vale lembrar que Taylor Hackford também dirigiu o memorável O Advogado do Diabo, além de vários clipes e um ótimo documentário sobre Chuck Berry. Em Ray, ele juntou sua expertise em vídeos musicais com seu talento para dirigir dramas.
Walk the Line (2005) – James Mangold
A trajetória conturbada de Johnny Cash ganha vida com Joaquin Phoenix no papel principal e Reese Witherspoon como June Carter. O filme mostra os altos e baixos de uma lenda do rock n’ roll e da música country, com um toque romântico e performances arrebatadoras. Recentemente, Mangold voltou ao mundo da música ao conceber o excelente A Complete Unknown, que só não entrou nessa lista porque não é exatamente uma biografia, já que retrata só um breve recorte da vida de Bob Dylan.
Vice (2018) – Adam McKay
Christian Bale está irreconhecível como Dick Cheney, o vice-presidente mais poderoso (e controverso) da história americana. O filme mistura crítica política, humor ácido e uma montagem ousada para contar como o “homem nos bastidores” moldou uma era inteira da política mundial. O filme em si é realmente maravilhoso. A versatilidade e fluidez que McKay imprime é deliciosa. Mas o destaque aqui vai para Christian Bale que não só entregou uma interpretação fantástica. Ele se recusou a usar maquiagem pesada e enchimentos nas roupas, engordando quase 20 quilos para interpretar Cheney.
Oppenheimer (2023) – Christopher Nolan
Um épico moderno que fez história. Nolan leva o espectador para dentro da mente de J. Robert Oppenheimer, o físico responsável pela criação da bomba atômica. Cillian Murphy entrega uma performance intensa e complexa, em um filme monumental que levanta dilemas éticos e existenciais com maestria. Ao lado de Interstelar, esta é uma das obras mais grandiosas de Nolan!
Top 5 – Menções Honrosas
São tantos filmes memoráveis que não dá pra não falar desses também! São verdadeiras joias que quase entraram no Top 10:
Man on the Moon (1999) – Jim Carrey como Andy Kaufman em uma performance excêntrica e arrebatadora.
Frida (2002) – Um retrato sensorial e intenso da artista mexicana Frida Kahlo.
Capote (2005) – Philip Seymour Hoffman mergulha no escritor Truman Capote, em um estudo de personagem impecável.
Milk: A Voz da Igualdade (2008) – Sean Penn vive o ativista Harvey Milk em um filme inspirador e necessário.
A Teoria de Tudo (2014) – Eddie Redmayne se transforma em Stephen Hawking com emoção e sensibilidade.
Top 5 – Cinebiografias Brasileiras
O Brasil tem histórias incríveis, e muitas delas já viraram grandes filmes. Aqui vão cinco que merecem ser lembrados:
Garrincha: Estrela Solitária (2003) – A vida do “anjo das pernas tortas”, em toda sua glória e tragédia.
Olga (2004) – Uma história de amor, política e tragédia com forte impacto histórico.
Cazuza – O Tempo Não Para (2004) – O furacão que foi Cazuza, com poesia, música e intensidade.
Chico Xavier (2010) – A jornada espiritual e humana do médium mineiro.
Tim Maia (2014) – Soul, funk, temperamento e talento em uma cinebiografia à altura do síndico.
Camiseta PsychoMoletom Jazz MilesCamiseta Filme Clássico
Histórias reais sempre mexem com a gente. Talvez porque lembrem que por trás de todo ídolo, gênio ou herói, existe um ser humano cheio de contradições, dúvidas e paixões. E é justamente essa humanidade que faz da arte algo tão poderoso. Aqui na Strip Me, a gente também acredita no poder de histórias bem contadas, e no estilo que acompanha cada uma delas. Se toda vida daria um filme, certamente a Strip Me é o melhor figurino. Vem conhecer nossa coleção de camisetas de cinema, música, cultura pop e muito mais. No nosso site você confere todas as nossas coleções e fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist caprichada com o que há de melhor nas trilhas sonoras de alguns dos filmes citados nesse post. Cinebiografia top 10 tracks.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Do axé ao pop: 10 shows históricos que transformaram Copacabana no maior palco do mundo.
De Ivete a Lady Gaga, passando por Stones, Madonna e Jorge Ben Jor. A Strip Me relembra os megashows que arrastaram milhões para Copacabana, a praia mais famosa do Brasil.
Copacabana não é só calçadão, cerveja gelada, pé na areia e vista deslumbrante. É também palco de alguns dos maiores shows ao ar livre da história da música mundial. Desde os anos 90, o bairro mais famoso do Brasil virou passarela para ícones da música brasileira e internacional desfilarem seu talento. Tudo de graça e à beira-mar para milhões de pessoas curtirem numa boa muito barulho, diversão e arte.
Sendo assim, ainda impactada pelo espetáculo que Lady Gaga protagonizou no primeiro fim de semana de maio de 2025, a Strip Me relembra 10 apresentações históricas em Copacabana, que geraram repercussão global e momentos inesquecíveis. No fim, ainda falamos da nova iniciativa da prefeitura do Rio, “Todo Mundo no Rio”, e especulamos quem será a próxima estrela a pisar nesse palco lendário, ou melhor, nessas areias cheias de história.
Na virada de 1993 para 1994, dois pilares da música brasileira transformaram Copacabana numa pista de dança de soul e funk com muita brasilidade. Estima-se que 3 milhões de pessoas dançaram ao som de Tim Maia e Jorge Ben Jor, que mandaram um show gratuito inesquecível! Um Réveillon épico que ficou marcado como um dos maiores já realizados no país. Energia, suingue e carisma transbordaram na praia.
Um ano depois, o palco de Copacabana recebeu uma constelação da MPB em tributo a Tom Jobim, falecido um ano antes. Chico, Gil e Caetano, acompanhados de Gal Costa, Milton Nascimento e outros gigantes, celebraram a bossa nova e a poesia brasileira. O show emocionou milhares e eternizou a conexão entre música e paisagem carioca.
Rod Stewart – Reveillón 1994
Na mesma virada, logo após os mestres da MPB, o britânico Rod Stewart subiu ao palco e quebrou tudo, incluindo alguns recordes. Cerca de 3,5 milhões de pessoas se aglomeraram em Copacabana para assistir ao show, que entrou para o Guinness como o maior público de um artista solo na história da música. Um Réveillon que ninguém esquece.
Lenny Kravitz – 21/03/2005
Mesmo com uma chuvinha chata que não deu trégua o dia todo na cidade maravilhosa, Lenny Kravitz levou seu groove à praia, num show gratuito que reuniu cerca de 500 mil pessoas. A apresentação fez parte das comemorações do aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completava então 440 anos. O show foi tumultuado, atrasou para começar, mas depois que a primeira canção tocou, o clima mudou e ganhou ares de festival, com muita paz, amor e guitarras.
Um dos momentos mais lendários da história do rock em solo brasileiro. Os Rolling Stones tocaram para 1,5 milhão de pessoas. O show fez era parte da turnê A Bigger Bang, com direito a palco flutuante e transmissão internacional. Um verdadeiro tsunami sonoro na orla carioca, com direito a Mick Jagger mandando em bom português a tradicionalíssima saudação: “Oi, tudo bem?” Foi um show épico.
Ivete Sangalo – Reveillón 2006
Virada de 2006 para 2007, e quem deixou rolar a festa foi Ivete Sangalo, no auge de sua popularidade. Cerca de 2 milhões de pessoas celebraram o ano novo ao som de Abalou e outros sucessos da musa do axé. O show teve estrutura digna de artista gringo, com luzes e telões moderníssimos, além daquela energia que só Ivete sabe entregar.
Stevie Wonder – 25/12/2012
Pois é, nem só de festa de Reveillón vive Copacabana. O Natal de 2012 trouxe de presente para os cariocas o mestre do soul Stevie Wonder. O multiinstrumentista se apresentou para mais de 500 mil pessoas no dia 25 de dezembro, encerrando o ano com emoção e elegância. Apesar de algumas críticas pela escolha da data, o show foi um presentão para quem esteve lá.
Alok – 26/08/2023
O DJ brasileiro mais bombado do planeta levou seu set futurista para Copacabana em 2023, com direito a drones, laser, telões e remix de hits nacionais. Mesmo com chuva e confusão, o show atraiu cerca de 1 milhão de pessoas e consolidou Alok como um dos nomes mais populares da música eletrônica no mundo.
Madonna – 04/05/2024
Comemorando 40 anos de carreira, Madonna aterrissou em Copacabana para um show gratuito histórico. Foram 1,6 milhão de pessoas na areia, em um espetáculo de duas horas com coreografias, hits e muita nostalgia pop. A imprensa internacional definiu como “uma apresentação monumental”. Rolaram umas críticas na imprensa especializada, é verdade, principalmente por conta da ausência de músicos no palco e etc. Mas Madonna não é a maior diva do pop por acaso, e para o público, foi um show memorável.
E quando achamos que não dava pra superar a Madonna, Lady Gaga vem e entrega uma ópera pop gótica para 2,1 milhões de Little Monsters em Copacabana. Teve Shallow, Bad Romance, uma baita banda afiada tocando, dança com esqueletos e até momento dramático ao piano. O Rio inteiro virou palco da Haus of Gaga.
Todo Mundo no Rio: o futuro gigante dos shows em Copacabana
Em 2024, a Prefeitura do Rio lançou o projeto “Todo Mundo no Rio”, com a proposta de realizar um megashow gratuito por ano em Copacabana até 2028. A ideia é simples e infalível: trazer grandes nomes da música global para apresentações abertas ao público. Assim, movimenta a economia local, aquece o turismo e reforça o Rio de Janeiro como capital cultural do planeta.
O evento de 2025 com Lady Gaga superou todas as expectativas — tanto em público quanto em repercussão mundial — e já criou uma nova tradição carioca.
Camiseta CopacabanaCamiseta Beach SoundsCamiseta Brasil
E para 2026… quem vem aí?
Com Madonna e Gaga já carimbadas, os rumores são fortes: Coldplay, Beyoncé, Adele ou até uma volta triunfal de Taylor Swift? Ou será a vez de um brasileiro como Anitta ou Caetano Veloso encabeçar o palco novamente? Seja quem for, uma coisa é certa: em maio de 2026, Copacabana vai ferver, e a Strip Me já está pronta para te ajudar a arrasar no look. Afinal, na nossa loja você encontra a camiseta perfeita para qualquer rolê, do festival ao churrasquinho com a galera. Cola lá para conferir nossas coleções de camisetas de música, cinema, cultura pop, bebidas, brasilidades e muito mais. Além disso, no nosso site você também fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist animadíssima, com os clássicos de cada um dos shows citados neste texto. Copacabana Concerts top 10 tracks.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em 10 Curiosidades incríveis sobre a trilha sonora de Pulp Fiction que você precisa conhecer.
Mais do que músicas de fundo, as canções de Pulp Fiction ajudaram a contar a história, mudaram a indústria fonográfica e marcaram a cultura pop para sempre. A Strip Me desvenda para você os segredos dessa trilha sonora inesquecível!
De maneira geral, a trilha sonora não é apenas um acessório no cinema, ela está integrada à narrativa. A música (ou ausência dela) ajuda a transmitir com mais intensidade a mensagem ali contida. Por exemplo, é a ausência de música que faz de Onde os Fracos Não Tem Vez uma obra tão avassaladora, bem como é a música genial de John Willians que faz E.T. – O Extraterrestre tão emocionante, ou Indiana Jones ser tão empolgante. Além disso, o uso de canções pop também sempre tiveram esse efeito ao longo da história do cinema. Born to Be Wild está eternamente ligada ao filme Easy Rider, assim como Mrs. Robinson ao A Primeira Noite de Um Homem, e assim como tantas outras canções ligadas a filmes memoráveis. Tendo tudo isso em mente, fica evidente o quão revolucionário para o cinema foi Pulp Fiction, a obra prima de Quentin Tarantino, em 1994.
Propositalmente, Tarantino não quis nenhuma música composta para o filme, nenhum tema ou música incidental. Ele apenas fez uma seleção de canções que iam do surf ao country, passando pelo soul, funk e rock e as distribuiu pelo filme. Numa entrevista de 1995, Tarantino diz que utilizou a surf music como fio condutor de todo o filme porque percebeu que soa como se Morricone fizesse rock n’ roll. Em Pulp Fiction, as músicas vão muito além de ambientar as cenas, para serem parte ativa da narrativa. Cada escolha musical feita por Tarantino carrega peso emocional e simbólico, ajudando a descrever estados de espírito, antecipar reviravoltas ou intensificar a atmosfera de uma sequência de cenas. O disco da trilha sonora foi lançado praticamente junto com o filme e realmente mudou o cenário da música pop e a forma como a indústria cinematográfica iria trabalhar as trilhas sonoras dali em diante.
Uma trilha sonora tão emblemática como essa não poderia deixar de ser celebrada pela Strip Me, que se identifica completamente com a pegada rock n’ roll e a diversidade de estilos que Pulp Fiction apresenta. Por isso, trouxemos hoje 10 curiosidades sobre essa obra prima.
Tornou-se notório depois de Pulp Fiction que Tarantino escolhe muitas músicas das trilhas sonoras de seus filmes antes mesmo de escrever as cenas. Indo um pouco além de Pulp Fiction, para ilustrar isso, o cineasta afirmou que já sabia que queria usar a música Don’t Let Me Be Misunderstood para um duelo com espadas samurai, e a cena toda do final de Kill Bill foi coreografada em cima da canção. A mesma coisa aconteceu com boa parte das canções de Pulp Fiction. Tarantino desenvolveu as cenas já tendo as músicas como referência. E foi essa relação simbiótica que fez essa trilha sonora ser tão revolucionária.
Não é só música. Os diálogos memoráveis entre as canções
Um dos grandes charmes do álbum de Pulp Fiction é que ele não traz apenas música, intercalando trechos de diálogos memoráveis do filme entre as faixas. O efeito é imediato: ao ouvir o álbum, você praticamente reassiste ao filme na cabeça, revivendo cenas, personagens e toda a atmosfera única da trama. Embora Pulp Fiction não tenha sido o primeiro a misturar falas e músicas em uma trilha sonora, foi um dos responsáveis por popularizar esse formato e transformá-lo em tendência. Poucos meses depois, a trilha de Assassinos por Natureza (que também tem o dedo de Tarantino, aliás) seguiria um caminho parecido. A diferença é que, em Pulp Fiction, as falas foram incorporadas de forma tão natural que o álbum inteiro se transforma numa experiência cinematográfica auditiva.
Ferramenta narrativa. Como a trilha ajuda a contar a história do filme
Ao invés de buscar músicas da época ou encomendar composições incidentais para cada cena, Tarantino escolheu faixas que causassem emoção, que pudessem efetivamente reforçar o humor ácido, a tensão, ou a sensação de nostalgia artificial que permeia todo o filme. Em Pulp Fiction, as músicas são parte do storytelling. Bullwinkle Part II acompanha a viagem de heroína de Vincent, criando um clima sombrio e alucinado. Girl, You’ll Be a Woman Soon serve como trilha para a sedução e o prenúncio da tragédia. Comanche transforma uma cena violenta num espetáculo ainda mais desconcertante. Tarantino usa a trilha sonora como se fosse mais um roteirista, guiando pelas emoções dos personagens e amplificando a experiência sensorial do espectador.
Sucesso. A trilha sonora que vendeu mais que muita banda grande
Estima-se que o disco da trilha sonora de Pulp Fiction vendeu aproximadamente 6 milhões e 300 mil cópias ao redor do mundo. Só nos Estados Unidos foram pelo menos 3 milhões de cópias. Um feito gigantesco para uma coletânea de músicas antigas e sem nenhuma faixa pop contemporânea à época de seu lançamento. Foi um verdadeiro marco para o mercado fonográfico. Vale lembrar também que ali entre 1994 e 1995 rolou a popularização do CD, que tornava a experiência de ouvir o disco mais agradável, não sendo necessário interromper a audição para virar o lado do disco. Qualquer pessoa que tenha vivido os anos 90 certamente tem uma história com essa trilha sonora. Na maioria das vezes, essas histórias se resumem a ouvir o disco repetidas vezes por meses a fio.
Um empurrãozinho rumo ao mainstream. Como a banda Urge Overkill estourou graças a Tarantino
A banda Urge Overkill foi formada em 1986 em Chicago. Uma típica banda de rock alternativo, como muitas que surgiram na época, aparentemente fadada a tocar nas college radios, e só. Entre 1989 e 1991, lançou 3 discos independentes. Após receber alguns elogios abrindo shows do Nirvana em 1991, na lendária tour do Nevermind, a banda assinou com a Geffen e lançou um EP em 1992 e um novo disco em 1993. Mesmo com contrato com uma grande gravadora, estavam longe de ser uma banda famosa e muito popular. Foi quando Tarantino se encantou com a versão que a banda fez para uma música de Neil Diamond, gravada no tal EP de 1992. Depois do estouro de Pulp Fiction, catapultados pela música Girl, You’ll Be a Woman Soon, a banda passou a tocar em festivais, aparecer na mídia e tudo mais. Mas não conseguiram segurar a onda. Lançaram um disco às pressas em 1995, que não foi muito bem sucedido e a banda se separou em seguida. Rolou uma reunião da banda em 2010, e eles seguem por aí até hoje, sem fazer muito alarde.
Surf Revival. O renascimento da surf music pós-Pulp Fiction
A surf music foi concebida e ganhou notoriedade no comecinho dos anos 60, se dividindo em duas vertentes: a surf music e as surf songs. A surf music propriamente dita era essencialmente instrumental, inspirado por bandas como The Ventures, o guitarrista Dick Dale formatou a música surf como a conhecemos. Guitarra estralada, levemente distorcida e afundada em reverb, sobre uma batida cadenciada e um baixo hipnótico. Já as surf songs eram as músicas de bandas como Beach Boys e Jan and Dean, que emulavam um pouco dessa sonoridade, mas tinha vocais trabalhados, músicas com letras falando sobre praia e etc. O gênero era muito popular, mas foi perdendo espaço para a psicodelia, o rock de protesto… e caiu no ostracismo ali pelos anos 70. Até que Tarantino resolveu utilizar a surf music como base para a trilha sonora de Pulp Fiction. Os anos 90 viveram um baita revival de surf music por conta de Pulp Fiction. Dick Dale voltou a gravar discos e fazer shows e pintaram novas bandas, como Man or Astro-Man, totalmente inspiradas na linguagem surf.
Clássico mediterrâneo. Misirlou: de melodia exótica a hino pop dos anos 90
A faixa mais emblemática de toda a trilha sonora de Pulp Fiction certamente é Misirlou. Mas se engana quem pensa que foi Dick Dale o criador da obra. Misirlou, na verdade, é uma música tradicional dos povos do mar Mediterrâneo, principalmente Grécia e Turquia. É dessas músicas antiquíssimas, cujo autor é desconhecido. Ela já foi gravada algumas vezes, inclusive, antes de Dale. Reza a lenda que Dick Dale estava numa festa tocando guitarra, e foi desafiado por amigos a tocar uma música usando apenas uma corda do instrumento. Lembrou-se então dessa melodia que seu pai, de origem turca, cantarolava em casa. Tocou e gostou do resultado. Acabou desenvolvendo o arranjo e gravando Misirlou em 1962. Pouco mais de 30 anos depois, Tarantino desenterrou essa pérola e a tornou uma das músicas instrumentais mais populares dos anos 90, chegando a tocar massivamente nas rádios (coisa raríssima para uma música instrumental). Mais recentemente, ela serviu de base para o Black Eyed Peas cravar um dos maiores clássicos da primeira década do século vinte e um, a música Pump It.
Dança no improviso. A cena da dança mais icônica do cinema
A sequência mais marcante de Pulp Fiction é a dança de Mia Wallace e Vincent Vega competindo pelo troféu do Concurso de Twist do Jack Rabbit Slim’s. Essa cena acabou se tornando umas das mais parodiadas do cinema desde então. E foi uma cena idealizada por Tarantino já tendo a música You Never Can Tell, do Chuck Berry como trilha. Provavelmente foi a música que inspirou a criação da cena, inclusive. Mas o mais curioso aqui é que tudo foi feito meio que no improviso. Principalmente a dança. Normalmente, numa situação como essa, a dança é coreografada e os atores ensaiam antes de filmar pra valer a cena. Mas aqui não. Tarantino simplesmente montou todo o set e orientou Uma Thurman e John Travolta a improvisarem. Colocou a música pra tocar e disse ao casal algo como: “Dancem e se divirtam, que a gente vai filmando aqui”. Deu no que deu.
Legado. Como a trilha de Pulp Fiction virou referência cultural
Quando Pulp Fiction chegou aos cinemas em 1994, ele não apenas reinventou o cinema independente, mas também revolucionou a maneira como o público e a indústria encaravam trilhas sonoras. A trilha sonora de Pulp Fiction definiu o tom do filme e se tornou um fenômeno cultural que redefiniu a importância das músicas licenciadas no cinema. Com seu ecletismo calculado, Tarantino provou que uma boa trilha pode ser tão icônica quanto os próprios personagens, elevando a narrativa e gerando um impacto que ultrapassa as telas. Ainda hoje, ao ouvir qualquer faixa dessa seleção histórica, é impossível não ser transportado de volta para o universo estilizado e explosivo do filme. Para ver esse impacto basta pegar os filmes da metade dos anos 90 pra cá. Além de usarem cada vez mais as falas intercaladas às músicas, podemos notar trilhas cada vez mais cuidadosas na seleção das músicas utilizadas. Repare, por exemplo, nas trilhas de filmes como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998), Onze Homens e Um Segredo (2001) e, recentemente, o ótimo Cruella (2021). Este é o legado da trilha sonora de Pulp Fiction.
Edição de colecionador. A edição especial da trilha com faixas bônus e raridades
Para celebrar os 10 anos do lançamento de Pulp Fiction, a MCA Records lançou em 2003 uma reedição da trilha sonora de Pulp Fiction. Music From The Motion Picture Pulp Fiction (Collector’s Edition) foi lançado apenas em CD nos Estados Unidos e Europa. Traz uma capa diferente, com apenas um recorte do cartaz do filme, com o olhar fatal de Uma Thurman. O disco traz ainda quatro músicas extras, que aparecem no filme, mas não entraram no disco. São elas Since I First Met You, da banda The Robins e Rumble, do guitarrista Link Wray, que tocam na cena da conversa entre Mia e Vincent no Jack Rabbit Slim’s, Strawberry Letters #23 dos Brothers Johnson, que aparece brevemente no início do filme, quando Jules e Vincent andam pelo corredor do prédio, e Out of Limits, da banda The Marketts, mais um surf que toca após Bruce Willis acelerar a moto, quer dizer, a chopper, ao dizer “Zed’s dead, baby.” Por fim, o disco traz ainda um trecho de uma entrevista onde Tarantino fala sobre a trilha sonora de Pulp Fiction. E a faixa começa com ele logo dizendo: “A primeira coisa que faço quando tenho uma ideia para um novo filme, é ir até minha coleção de discos e começo a ouvir música.”
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A verdade é que Pulp Fiction é uma fonte inesgotável de inspiração. Seja pela estética, pela história desconstruída, pelos diálogos inesquecíveis ou pela trilha sonora arrebatadora e atemporal. Não é à toa que a obra prima de Tarantino seja um dos temas mais explorados pela Strip Me, tanto nas estampas de camisetas, sempre lindas e originais, seja nos textos aqui do blog. Para conhecer todas as nossas camisetas que fazem referência a Pulp Fiction e ainda conferir toda a nossa coleção de camisetas de cinema, dá uma olhada na nossa loja. Além disso, por lá você encontra camisetas de música, arte, cultura pop, bebidas e muito mais, e também todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Olha, a gente até poderia, como de costume, fazer um top 10 com as melhores músicas da trilha sonora do filme. Mas é uma tarefa deveras inglória. Então vamos colocar aqui o link pra você simplesmente ouvir toda a trilha sonora, e rever o filme mais uma vez na sua mente, enquanto curte cada faixa. Ouça aqui.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em O Lado B da Música Brasileira: Ritmos que Contam Outras Histórias do Brasil.
A riqueza musical brasileira vai além do sertanejo e do samba. A nossa música pulsa com ritmos regionais cheios de identidade e tradição, que nem sempre alcançam todos os cantos do país. Por isso, a Strip Me apresenta 5 ritmos típicos que revelam as raízes culturais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Parece óbvio dizer isso. Mas, nem só de Caetano Veloso, Anitta, Gilberto Gil, Belo e Chitãozinho & Xororó vive a música brasileira. Existe um Brasil musical que não sobe ao palco do Rock in Rio, que raramente aparece nas playlists das mais tocadas do Spotify, mas que faz parte da alma sonora do país. Estamos falando do lado B da música brasileira, gêneros musicais e ritmos regionais que são muito populares em determinadas regiões, mas que não alcançam visibilidade nacional. Gêneros musicais que contam recortes únicos da história do Brasil, com autenticidade e identidade própria.
Do Norte ao Sul, passando pelo Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, cada canto do país vibra ao som de gêneros que merecem ser descobertos. Se liga nessa trip sonora pelos ritmos mais incríveis, apesar de pouco conhecidos nacionalmente, da nossa música, que a Strip Me preparou para você.
Milonga. O som e a poesia dos pampas gaúchos.
Com origens nas tradições gauchescas e forte influência da cultura platina, a milonga é um gênero musical que expressa a vida no campo, o amor pela terra e o espírito do gaúcho. É marcada por compasso lento, melodia melancólica e letras profundas. A milonga é o lado mais introspectivo e poético do Sul. Se originou entre os povos pampeanos ainda entre o fim do século dezenove e início do século vinte. Uma região onde as culturas uruguaia, argentina e brasileira se misturaram de maneira muito intensa. Inclusive, considera-se que a milonga deu origem ao tango argentino, mas no Brasil não sofreu tantas mudanças rítmicas e segue sendo uma das mais tradicionais formas de expressão do povo gaúcho, tendo sido incorporada até mesmo no rock, com bandas como Graforréia Xilarmônica e Engenheiros do Hawaii.
Moda de Viola. O lirismo do interior do sudeste.
Nascida nas roças e estradas de Minas e São Paulo, a moda de viola é uma forma musical que narra a vida rural com lirismo e profundidade. A viola caipira de 10 cordas dá o tom às histórias cantadas por duplas, que cantam fazendo harmonia em intervalo de terças. A moda de viola deu origem ao que conhecemos hoje nacionalmente por sertanejo. Na real, a música sertaneja vem passando por muitas modificações ao longo das décadas. Começou com a moda de viola, depois foi mudando sua estrutura rítmica e melódica incorporando elementos de guarânias paraguaias, enveredou pelo pop romântico, ganhou solos de guitarra, e hoje se divide entre a sofrência e o sertanejo universitário, muito mais urbano. Mas a moda de viola segue viva e representa o Sudeste longe da urbanização, com cheiro de terra molhada e café coado na hora.
Rasqueado. O som envolvente do Pantanal.
Mistura de polca paraguaia, ritmos indígenas, música sertaneja e até mariachis mexicanos, o rasqueado mato-grossense é um gênero alegre e contagiante. Presente em festas de peão e festivais regionais, ele é tocado com viola, acordeão e muito improviso. É o coração sonoro de Cuiabá e adjacências. Seu nome se refere à forma como os dedos “rasgam” as cordas de instrumentos como a viola de cocho, criando um ritmo característico. O rasqueado influenciou muito a música sertaneja atual (também chamada de sertanejo universitário). Em algumas canções de artistas matogrossenses como Zé Lucas & Benício e Luan Santana, dá pra notar o ritmo contagiante do rasqueado.
Brega. Os nordestinos também amam.
Talvez o gênero musical mais conhecido nacionalmente dessa lista, o brega se popularizou Brasil afora ali pelo fim dos anos noventa, comecinho dos dois mil, com Frank Aguiar e seu Morango do Nordeste. Mas, muito antes do brega ser cool, ele já era trilha sonora dos corações partidos no Nordeste brasileiro. Com letras diretas e dramáticas, o brega mistura romantismo exagerado e arranjos eletrônicos. De Reginaldo Rossi ao atual brega funk de Recife, o gênero se reinventa sem perder a essência popular. O brega, na verdade, já tem derivações distintas que fogem do padrão do estilo até os anos oitenta, alguns dos quais distantes da linha romântica popular, como são os casos do brega pop e do tecnobrega, categorizados pela modernização dos instrumentos musicais e por uma batida mais dançante. Por muito tempo chamado de cafona, o brega é, na verdade, uma das maiores expressões do sentimento popular nordestino. Suas letras falam de dor de cotovelo, paixão, traição e redenção com uma intensidade dramática única. É música pra cantar junto com lágrimas nos olhos e cerveja na mão.
Guitarrada. A surf music da Amazônia.
A banda Calypso, com seu inconfundível guitarrista Chimbinha, é apenas a ponta do iceberg de um gênero musical irresistível chamado guitarrada. Sabe aquele som estalado de uma stratocaster sem distorção, carregada no reverb? Então, essa é a base da guitarrada. Uma mistura de carimbó, cúmbia, merengue e rock instrumental, que resulta num som dançante e hipnótico. Criada por Mestre Vieira nos anos 1970, seguido por nomes como Aldo Sena e Manoel Cordeiro, a guitarrada é popularíssima no norte do Brasil, mas conquista também o povo nordestino. O maior expoente recente do gênero, aliás, é uma banda alagoana chamada Figueroas, com clássicos como Melô do Jonas e Bangladesh. Para saber como Dick Dale soaria se tivesse nascido em Belém do Pará, basta pegar qualquer disco do Aldo Sena.
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Esses ritmos são mais que estilos musicais, são manifestações culturais vivas, ligadas ao cotidiano, à história oral e à ancestralidade do povo brasileiro. Ao dar play nesses sons, a gente se conecta com o Brasil profundo, plural e diverso que nem sempre aparece nos holofotes da mídia. E você bem sabe que a Strip Me veste a camiseta da brasilidade e da música brasileira em toda a sua diversidade. Se você curtiu essa viagem musical pelos ritmos regionais do país, aproveita o embalo e cola lá no nosso site. Conheça nossas coleções de camisetas de música, brasilidades, Carnaval, cultura pop e muito mais. Além disso, você fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Claro, uma playlist caprichada com o lado B da música popular brasileira. Lado B da MPB top 10 tracks.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Top 10 Strip Me: 10 gatos inesquecíveis da cultura pop.
Se tem um bicho que domina o imaginário popular, é o gato. Presente em todas as mídias e expressões artísticas, fica evidente que a vida humana sem um bichano por perto seria muito sem graça. Por isso a Strip Me hoje destaca os gatos mais famosos da cultura pop.
Desde tempos imemoriais, os gatos fascinam e intrigam os seres humanos. Acredita-se que a domesticação desses felinos tenha começado há cerca de 9.000 anos, quando agricultores do Oriente Médio perceberam que os gatos eram ótimos caçadores de roedores. No Antigo Egito, os gatos foram elevados ao status de divindades, sendo associados à deusa Bastet, símbolo da proteção e fertilidade. Sua importância era tamanha que a pena para quem matasse um gato era a morte. De lá para cá, esses animais se espalharam pelo mundo, conquistando lares, corações e, claro, a cultura pop.
O escritor Charles Bukowski, apaixonado por gatos, disse numa entrevista o seguinte: “Se você está se sentindo mal, basta olhar para os gatos, você vai se sentir melhor, porque eles sabem que tudo é exatamente como é. Não há nada para ficar animado. Eles simplesmente sabem. Eles são salvadores. Quanto mais gatos você tiver, mais tempo você viverá”. Misteriosos, independentes e cheios de personalidade, os felinos conquistaram seu espaço no cinema, na TV, nos quadrinhos e até na música. Às vezes eles são parceiros fiéis de personagens icônicos, outras vezes são vilões de bigodes afiados, mas uma coisa é certa: quando um gato aparece na tela, ele rouba a cena.
De mafiosos a bruxas, de desenhos animados a clássicos do rock, os gatos marcaram presença em diversas mídias e ajudaram a construir alguns dos momentos mais memoráveis do entretenimento. A Strip Me apresenta uma lista cheia de fofura com alguns dos felinos mais famosos da cultura pop e sua importância para cada obra.
Nada como um gato no colo para suavizar a imagem de um chefão da máfia. O felino que ronrona tranquilamente enquanto Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando, intimida um patrício durante a festa de casamento de sua filha foi um achado de última hora. Diz a lenda que o gato nem estava no roteiro e foi encontrado perambulando pelos estúdios pelo próprio diretor Francis Ford Coppola, que resolveu incluí-lo na cena, que se tornou icônica.
2. O Gato de Holly Golightly (Bonequinha de Luxo)
Audrey Hepburn e seu gato sem nome formaram um dos pares mais inesquecíveis do cinema. No filme Bonequinha de Luxo, o bichano simboliza o espírito livre da protagonista, Holly Golightly. O momento em que ela, no auge da angústia, abandona o gato na chuva e depois o reencontra é de amolecer o coração do mais brutos dos seres humanos.
3. Gato Félix (Quadrinhos e Animação)
Antes mesmo do Mickey Mouse dar as caras neste mundo, o Gato Félix já brilhava nas telonas do cinema mudo. Criado nos anos 1910, esse gato de sorriso largo e truques mágicos encantou gerações. Sua bolsa mágica e sua capacidade de se safar de qualquer enrascada o transformaram em um verdadeiro ícone da animação e dos quadrinhos.
4. Garfield (Quadrinhos e Animação)
Preguiçoso, cínico e adorador de lasanha, Garfield é o gato que todos amam (e se identificam). Criado por Jim Davis em 1978, ele conquistou o mundo com suas tirinhas cheias de humor ácido. Seu ódio às segundas-feiras e suas constantes provocações ao ingênuo cão Odie fazem parte da cultura pop até hoje.
5. Salem Saberhagen (Sabrina, Aprendiz de Feiticeira)
Nenhum gato falante é tão sarcástico e espirituoso quanto Salem. Na série Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, esse ex-feiticeiro transformado em gato por tentar dominar o mundo, garante algumas das melhores tiradas da série. Com sua voz grave e comentários afiados, ele rouba a cena sempre que aparece.
Os Simpsons já tiveram vários gatos chamados Bola de Neve ao longo dos anos, mas o mais lembrado é o Bola de Neve II. Esse felino preto acompanha a família amarela em várias aventuras, sempre mantendo a pose indiferente e misteriosa típica dos gatos. Um verdadeiro clássico da TV.
7. Tom (Tom & Jerry)
Tom é o eterno perseguidor do esperto ratinho Jerry, numa das animações mais famosas da história. Criado em 1940, ele já sofreu todo tipo de pancada, explosão e quedas sem fim. Apesar de sempre acabar derrotado, sua resiliência e expressões exageradas garantiram sua popularidade por décadas.
8. Frajola (Looney Tunes)
“Eu acho que vi um gatinho!” Sim, todos nós vimos mesmo! Frajola é o eterno caçador do passarinho Piu-Piu e, assim como Tom, está fadado a falhar constantemente. Com seu sotaque engraçado e sua insistência em capturar a presa amarela, ele se tornou um dos felinos mais queridos da animação.
9. Stray Cat Strut (Stray Cats)
A banda Stray Cats trouxe o rockabilly de volta às paradas nos anos 80, e sua música Stray Cat Strut é praticamente um hino dos felinos independentes. A canção conta a história de um gato de rua cheio de atitude, que vive a vida do jeito que quer. Um verdadeiro espírito livre, assim como o rock n’ roll, e como todo gato deve ser.
10. The Lovecats (The Cure)
Os britânicos do The Cure entregaram um dos maiores sucessos de sua carreira, The Lovecats, fazendo uma singela e cativante ode aos felinos. Lançada em 1983, a música tem uma melodia envolvente e brincalhona, e seu clipe repleto de gatos consolidou sua conexão com o universo felino. Uma homenagem perfeita ao charme dos bichanos.
Menção honrosa
Ficou muito gato de fora dessa lista, é verdade. Da Mulher-Gato ao Manda Chuva, passando pelos Thundercats, o gato enigmático de Alice no País das Maravilhas, o Gato de Botas do Shrek e tantos outros. Mas não podemos encerrar essa lista sem sequer citar o clássico maior da televisão, uma canção curta, mas cheia de sentimento. Claro que estamos falando de Smelly Cat, o hit inquestionável da querida Phoebe Buffay em Friends. É um dos momentos mais emblemáticos da série. E, seja onde for, sempre que tem um momento emblemático, tem um gato em algum canto observando com desprezo e indiferença.
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Seja na tela grande, nos quadrinhos ou na música, os gatos continuam encantando todo mundo com suas personalidades marcantes. Eles podem ser engraçados, sofisticados e notavelmente indiferentes, mas uma coisa é certa: são sempre inesquecíveis. Além da cultura pop, os gatos também deixaram sua marca no mundo das artes plásticas. Um dos exemplos mais famosos é o cartaz “Tournée du Chat Noir“, criado por Théophile Steinlen no século XIX para divulgar o famoso cabaré parisiense Le Chat Noir. A imagem do gato negro elegante e misterioso se tornou um símbolo artístico atemporal tão marcante, que inspirou a Strip Me a criar uma camiseta lindissima. Mas não fica nisso, na coleção de camisetas pet friendly, você encontra muitas outras camisetas incríveis estampadas com gatos e doguinhos. Isso sem falar nas camisetas de cultura pop, cinema, artes e muito mais. No nosso site você confere tudo e ainda fica por dentro dos nossos lançamentos, que pintam toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist todinha dedicada a gatos e gatas. Gatos top 10 tracks.
Para ler: A Editora L&PM lançou aqui no brasil o excelente Sobre Gatos, uma coletânea composta de textos e poemas inéditos sobre esses bichos maravilhosos que conquistaram a alma do nosso querido Velho Safado, Charles Bukowski. Leitura recomendadíssima.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Guia Strip Me: Os melhores festivais e shows no Brasil em 2025.
Entre março e novembro de 2025, o Brasil será palco de uma série de shows e festivais de música imperdíveis. A Strip Me traz pra você os principais eventos que vão agitar o país nesse período.
Acabou o Carnaval! Agora o ano começa pra valer no Brasil. E este vai ser um ano daqueles! De uns tempos pra cá, o Brasil tem se consolidado como um dos principais destinos para grandes eventos musicais no mundo. O país atrai tanto artistas internacionais de peso quanto valoriza sua rica cena musical local, promovendo festivais que misturam ritmos, culturas e experiências únicas. De São Paulo ao Rio de Janeiro, de Curitiba a Brasília, o calendário de festivais e shows de 2025 promete ser um dos mais intensos e diversificados dos últimos tempos, celebrando tanto a potência da música brasileira quanto a grandiosidade de performances internacionais.
A Strip Me, que não deixa passar nenhum festivalzinho que seja, te dá a letra dos melhores shows que vão rolar nesse ano. Então já prepara a agenda do celular aí, pra marcar as datas.
Março
Lollapalooza O festival mais hypado de todos os tempos está de volta neste ano, mais uma vez nos aprazíveis morrinhos do Autódromo de Interlagos. O lineup de 2025 vem forte com nomes como Olivia Rodrigo, Shawn Mendes, Alanis Morissette, Justin Timberlake, Foster the People e Zedd. 28, 29 e 30 de março no Autódromo de Interlagos – São Paulo
Alanis Morissette Além de ser uma das principais headliners do Lollapalooza, a musa dos anos 90, Alanis Morissette, também se apresenta na capital paranaense. A canadense vai despejar seus hits na Pedreira Paulo Leminski. 30 de março na Pedreira Paulo Leminski – Curitiba
Abril
Stray Kids Quem está ali na faixa dos 40 anos, certamente preferia que fossem os Stray Cats. Mas terão que se contentar em levar seus filhos para assistir este que é um dos maiores nome do K-Pop. 1 de abril no Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro 5 e 6 de abril no Estádio MorumBis – São Paulo
Monsters of Rock Por falar em gente já com certa idade, o festival Monsters of Rock celebra em 2025 os 30 anos de sua primeira edição no Brasil. E quem vai animar a festa são feras do metal como Scorpions, Judas Priest, Europe e Queensrÿche. 19 de abril no Allianz Parque – São Paulo
Maio
Lady Gaga Depois de Madonna causar frenesi nas areias de Copacabana, este ano é a vez de Lady Gaga subir no palco e sacudir a baía de Guanabara, trazendo a tour de seu disco mais recente, Mayhem. E o melhor: O show é de graça! Só fica esperto com esse seu celular! Attenzione pickpocket! 3 de maio na praia de Copacabana – Rio de Janeiro
System of a Down Serj Tankian e sua turma barulhenta voltam ao Brasil para shows super aguardados! A banda esteve no Brasil pela última vez em 2015. 6 de maio no Estádio Major Antônio Couto Pereira – Curitiba 8 de maio no Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro 10 e 11 de maio no Allianz Parque – São Paulo 14 de maio no Autódromo de Interlagos – São Paulo
Porão do Rock O Porão do Rock se estabeleceu já faz um tempo como um dos festivais de rock mais autênticos e com uma curadoria invejável. Neste ano o festival traz a excelente banda Stone Temple Pilots, além de contar com Sepultura, Black Pantera, Dead Fish, BaianaSystem e muito mais. 23 e 24 de maio no estacionamento da Arena BRB – Brasília
C6 Fest O C6 Fest chega a sua terceira edição com 4 dias de festival e muitas atrações interessantes e diversificadas. Neste ano, tem como principais nomes Pretenders, Wilco, Air, Nile Rodgers & Chic e Seu Jorge. Aliás, a banda de Chrissie Hynde chega no Brasil dias antes do festival para se apresentar em Porto Alegre dia 18, Curitiba dia 20 e Brasília dia 22. 22, 23, 24 e 25 de maio no Parque Ibirapuera – São Paulo
Popload O festival mais celebrado da música alternativa não poderia ficar de fora. O Popload esse ano vem cremoso com atrações como Norah Jones, St. Vincent, Laufey, Terno Rei & Samuel Rosa e muito mais. 31 de maio no Parque Ibirapuera – São Paulo
Junho
Best of Blues & Rock Na atividade desde 2013, o festival Best of Blues & Rock sempre traz grandes atrações, misturando diferentes estilos e gerações. Neste ano apresentam Dave Mathews Band, Alice Cooper, Deep Purple, Richard Ashcroft, além dos brasileiros Cachorro Grande, Barão Vermelho e muito mais. 7, 8, 14 e 15 de junho no Parque Ibirapuera – São Paulo
João Rock O maior festival de músicabrasileira do país promete mais uma edição de grandes shows e infra estrutura caprichada, pro rolê ser uma experiência muito além da música. Mas, claro, o foco são os shows. Os destaques entre as atrações de 2025 são Planet Hemp, BaianaSystem, Natiruts, Sandra Sá, Toni Tornado & A Banda do Síndico, Seu Jorge e muito mais. 14 de junho no Parque Permanente de Exposições – Ribeirão Preto
Julho
James Blunt Haja visto que julho é alta temporada de shows no hemisfério norte (a.k.a. verão) o mês de julho é pouco movimentado por aqui. Mas no zero a zero a gente não fica. O britânico James Blunt se apresenta por aqui com hits como You’re Beautiful e Same Mistake e vem celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Back to Bedlam. Dia 8 de julho no Terra SP – São Paulo
Agosto
Kylie Minogue A maior diva pop da Austrália acumula hits mundo afora, e vem para o Brasil para um único e aguardado show. 15 de agosto no Auditório Ibirapuera – São Paulo
I Wanna Be Tour O festival com foco no punk e emo teve sua primeira edição ano passado e foi um sucesso. Em 2025 eles voltam com grandes atrações como Fall Out Boy, Good Charlotte, Forfun, Dead Fish e Fresno. 23 de agosto no Estádio Couto Pereira – Curitiba 30 de agosto no Allianz Parque – São Paulo
Setembro
Coala O festival mais querido da músicanacional tem como headliners em 2025 Liniker e Caetano Veloso, além de outras atrações ainda a serem reveladas. Apesar desse suspense envolvendo o lineup, o festival está confirmadíssimo. 5, 6 e 7 de setembro no Memorial da América latina – São Paulo
The Town O The Town iniciou suas atividades aqui no Brasil em 2023, e em suas duas edições, trouxe lineups invejáveis! 2025 não será diferente. Green Day, Sex Pistols e Iggy Pop encabeçam a vertente punk do evento, que vai contar também com Mariah Carey, Kate Perry e Camila Cabello. 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro no Autódromo de Interlagos – São Paulo 17 de setembro no Rio Guamá – Belém 20 de setembro no Estádio do Mangueirão – Belém
Outubro
Steven Wilson Um dos maiores nomes do rock progressivo, Steven Wilson já passou pelas bandas Yes, King Crimson, Jethro Tull, Marillion e XTC. Seu show inclui sucessos de todas essas bandas, além de material solo do multi instrumentista. Para quem se liga nessa vertente de som, é imperdível. 17 de outubro no Tokyo Marine Hall – São Paulo
Tomorrowland A edição tupiniquim deste ano do maior festival de música eletrônica do mundo vai ser um arraso e contará com vários nomes brasileiros no lineup. As atrações ainda não foram confirmadas para a edição brasileira, mas normalmente, quem toca na edição belga, que rola em julho, acaba tocando também na edição brasileira. Alguns dos nomes confirmados para o festival na Bélgica são Acid Asian, Alok, ANNA, Antdot, Bhaskar, Blazy, Cat Dealers, Curol, Dubdogz, FTampa, Vegas, Vintage Culture, Webra e outros. 10, 11 e 12 de outubro no Parque Maeda – Itu
Novembro
Oasis Depois de uma venda disputadíssima e muito rápida de ingressos no ano passado, o Oasis volta ao Brasil para dois shows aguardadíssimos. Enquanto tem gente fazendo bolão para adivinhar a data em que os irmãos Gallagher vão brigar e cancelar a turnê no meio, os sortudos que estão com ingresso comprado aguardam novembro ansiosamente. 22 e 23 de novembro no Estádio Morumbis – São Paulo
Rock the Mountain Rock the Mountain é aquele festival que transborda bicho grilagem, e justamente por isso, é uma delícia! Natureza, rangos vegetarianos, artesanato, tirolesa e muita música. Neste ano o festival tem como atração gringa a britânica Jorja Smith, mas conta ainda com Liniker, BaianaSystem, Chet Faker, Gloria Groove e Ney Matogrosso. 31 de outubro, 1, 2, 7, 8 e 9 de novembro no parque Municipal de Petrópolis – Petrópolis
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Então é isso. Realmente estamos bem servidos de shows e festivais em 2025. De K-Pop a heavy metal, tem de um tudo esse ano! Pra nós isso é ótimo! A diversidade de festivais não só movimenta a economia e o turismo, mas também fortalece o intercâmbio cultural entre público e artistas. É tanto rolê bom, que ainda bem que você tem a Strip Me pra deixar no estilo com todo o conforto do mundo! Além da descoladíssima Coleção Festival, fosse encontra camisetas de música, cultura pop, brasilidades, bebidas e muito mais! Chega lá no nosso site pra conferir, assim você também fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Strip Me Top 10: Os blocos de Carnaval imperdíveis em 2025.
Esqueça os camarotes VIP, as abadás caríssimos e a fila para pegar aquela cerveja morna. Nos bloquinhos, a festa é democrática e a diversão é garantida. A Strip Me te ajuda a cair na folia elencando os melhores blocos de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Pois é. Se tem uma coisa que o Brasil sabe fazer como ninguém, é Carnaval. E o fenômeno dos blocos de rua, também chamados carinhosamente de bloquinhos, é cada vez mais popular e se mostra a melhor parte do Carnaval esbanjando diversidade. Uma festa democrática, na rua e totalmente de graça, onde a única pulseirinha possível é a da hidratação (fica a dica). Você bem sabe que os blocos de Carnaval não surgiram ontem e, muito menos, como tendência pra postar no Instagram. No começo do século XX, os primeiros cortejos carnavalescos já reuniam multidões nas ruas ao som de marchinhas e batuques. Os cordões carnavalescos e os ranchos foram precursores do que hoje conhecemos como bloquinhos.
Atualmente, os bloquinhos arrastam milhões de foliõesBrasil afora. São festas gratuitas, diversas e cheias de personalidade. Tem bloco de axé, de samba, de rock, de pop, de funk, de música brega, de tudo junto e misturado! Sem falar nos blocos temáticos, inspirados em séries, filmes, memes e até ciências (sim, existe um bloco que exalta a tabela periódica, por exemplo). Sem falar que o bloquinho virou palco para fantasias que vão do clássico pirata ao inovador Tia do Zap. Para você curtir o Carnaval de rua em todo o seu esplendor, a Strip Me elenca os melhores e mais famosos blocos de São Paulo e Rio de Janeiro. Confira.
Em 2015 duas amigas resolveram criar um bloco que fosse a cara da cidade e encontraram na obra de Rita Lee todos os elementos que procuravam. A celebração do feminino, a irreverência e músicas maravilhosas que facilmente poderiam empolgar multidões. Afinal, Caetano já cravou que Rita Lee é a mais concreta tradução de São Paulo, né? Há exatos 10 anos que o bloco Ritaleena é sucesso absoluto no Carnaval paulistano, atraindo milhares de pessoas. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @bloco_ritaleena
Bloco do Sargento Pimenta 23/02 – 11h – Ibirapuera
Bloco criado em 2010 no Rio de Janeiro, logo de cara fez o maior sucesso. Afinal, não tinha como dar errado, tocar clássicos dos Beatles em versões carnavalescas. Dois anos depois de sua criação, a trupe participou também do Carnaval de rua de São Paulo e conquistou o coração dos paulistanos. De lá pra cá o bloco se divide todo ano com datas em São Paulo e no Rio, além de constantemente viajar para outras cidades do Brasil. Neste ano, o bloco se apresenta no Rio de Janeiro no dia 03 de março, 10h no aterro do Flamengo. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @blocodosargentopimenta
Tradicionalíssimo bloco paulistano, em atividade desde 1999. Desde sua criação já tinha a o intuito de inserir cada vez mais diversidade no Carnaval de rua de São Paulo. Assim foi feito, através da fusão de ritmos como o samba, baião e maracatu. É, sem dúvida, um dos mais animados da capital paulista e faz questão de não se limitar a um só bairro da cidade. Neste ano, estarão em Pinheiros e na Vila Madalena. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @blocobatunta
Monobloco 23/02 – 14h – Ibirapuera
Mais um bloco carioca que conquistou os paulistanos. Criado em 2000 como uma oficina de percussão para jovens, no ano seguinte, fez um desfile nas ruas do Rio de Janeiro no Carnaval e se tornou um bloco permanente desde então. A passagem por São Paulo é obrigatória em todo Carnaval já faz muitos anos. Mas o bloco ultrapassou as barreiras carnavalescas, já tendo lançado 4 discos e dois DVDs, faz shows Brasil afora o ano todo e ainda segue sendo oficina de percussão, ensinando música para jovens da periferia carioca. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @monoblocooficial
Acadêmicos do Baixo Augusta 23/02 – 14h – Consolação
Acadêmicos do Baixo Augusta é um dos blocos mais importantes de São Paulo. Foi criado em 2009 já pensando que o Carnaval paulistano precisava de um bloco com foco na inclusão e diversidade. A região conhecida como Baixo Augusta é desde sempre um local de boemia, onde misturam-se diferentes tribos em democrática harmonia. O bloco procura manter essa aura. Além de tudo, é conhecido por aglutinar grandes nomes do meio artístico. Por exemplo, quem comanda a banda do bloco é o Simoninha, a rainha do bloco é a adorável Alessandra Negrini e o porta estandarte é o talentoso escritor Marcelo Rubens Paiva, que, aliás, é cadeirante. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @academicosdobaixoaugusta
Cordão da Bola Preta 23/02 – 9h – Rua da Relação + 01/03 – 9h – Rua Primeiro de Março
Este é o maior e mais antigo bloco de Carnaval do Brasil (e, consequentemente, do mundo, né…). Iniciou suas atividades no Carnaval de 1918, no centro do Rio de Janeiro. Desde então, desfila tradicionalmente todo ano, no sábado de carnaval, no centro da cidade, começando por volta das 9h da manhã. O bloco também sai na sexta-feira imediatamente anterior à abertura do Carnaval, no mesmo local. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @cordaodabolapretaoficial
Amigos da Onça 01/03 – 9h – Praia do Flamengo
Em atividade desde 2012, o grupo se apresenta não só como bloco, mas também no formato banda, com um estilo performático espalhafatoso e irreverente, trazendo em seu repertório, além de composições autorais, uma mistura de ritmos, que passa pelo pop, salsa, rock, reggae, samba, funk, carimbó, maracatu, baião, pagode baiano e pagodes dos anos 90. É diversão garantida ou seu dinheiro de volta. Mas como é de graça…fica elas por elas. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @blocoamigosdaonca
Bangalafumenga 02/03 – 9h – Monumentos aos Pracinhas
O bloco surgiu em 1998, inicialmente apenas como um grupo de amigos, artistas que se dedicavam a poesia, samba e improvisos, no Planetário da Gávea. No mesmo ano eles decidiram desfilar no Carnaval, nas ruas do Leblon, se tornando oficialmente um bloco. Em 2001 os músicos do bloco passaram a se apresentar como banda, e seguem fazendo shows para além dos carnavais, e já estão com 3 discos lançados. Para mais informações siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @bangalafumenga
Carmelitas 28/02 – 13h – Largo do Curvelo + 04/03 – 8h – Largo do Curvelo
Outro bloco super tradicional do Rio de Janeiro, e com uma história maravilhosa. Rolava uma lenda nos anos oitenta de que uma freira havia sido vista pulando o muro do Convento das Carmelitas, no bairro de Santa Teresa, e se misturado aos foliões de um bloco na sexta feira de Carnaval, e depois fora flagrada pulando de volta para dentro do convento na terça feira. Em 1990 foi criado o Bloco das Carmelitas, que desfila em Santa Teresa toda sexta e toda terça de Carnaval, e muitos dos foliões vão fantasiados de freira e padre, para que a verdadeira freira passe despercebida. E é um dos blocos mais animados do Rio de Janeiro até hoje. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @blocodascarmelitas
Fundado originalmente em Salvador, Bahia, no ano de 1949, Filhos de Gandhi é um afoxé, ou seja, é um cortejo de rua que sai durante o Carnaval, sendo uma manifestação com raízes no povo Iorubá. Geralmente, seus integrantes são vinculados a um terreiro de Candombléou de Umbanda. Em 1951 o alguns baianos que se mudaram para o Rio de Janeiro, fundaram o afoxé com o mesmo nome na capital carioca em 1951. E ele segue como bloco carnavalesco desde então exaltando os ritmos e crenças das religiões de matrizes africanas com muita beleza e animação. Para mais informações, siga o bloco não só na rua, mas também no Instagram @filhosdegandhirio
Então é isso. Foliões, uni-vos! Porque o Carnaval já nos bate à porta. E se você nunca foi num bloquinho, se joga sem medo, porque é bom demais! Pode se lambuzar de glitter (mas daquele biodegradável, de preferência) sem medo de ser feliz e cair no samba! E pra você curtir no estilo e com muito conforto, a Strip Me tem as coleções de Carnaval, Verão, Brasilidades, Bebidas, e até uma especial do Cartola, pra você usar e abusar, lembrando que são camisetas 100% algodão certificado, mega confortáveis e com caimento perfeito, seja no P ou no XGG. Cola lá no nosso site pra conferir.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist perfeita pra fazer aquele esquenta com os maiores sucessos dos principais blocos do Brasil! Bloquinho top 10 tracks.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Disco na agulha: Os 10 discos mais raros em vinil da música brasileira.
O revival dos discos de vinil rolou já tem alguns anos. Hoje, deixou de ser tendência e é uma demanda real do mercado fonográfico. Para colecionadores veteranos e iniciantes, a Strip Me levanta os 10 discos da música brasileira mais procurados em vinil.
Se alguém te dissesse, lá pelos anos 2000, que os LPs voltariam a ser desejados, disputados e até mesmo fabricados em larga escala novamente, provavelmente você iria rir e chamar esse alguém de maluco, enquanto colocava de volta o fone de ouvido e seguiria ouvindo no discman o CD que você acabara de “queimar” com as músicas que baixou do Napster. Mas eis que, desafiando o inevitável avanço tecnológico, os discos de vinil ressuscitaram das cinzas, como uma fênix em formato de bolacha preta. E não, isso não é só nostalgia barata. O retorno triunfal do vinil pode ser explicado por vários fatores, mas o principal deles é o próprio ritual que envolve colocar um disco para tocar. Em um mundo onde tudo é instantâneo, essa cerimônia sonora oferece um charme irresistível.
E não pense você que quem faz esse mercado girar é somente o colecionador mais velho, aquele cara saudosista, que viveu a época em que a fita cassete era a única alternativa além do vinil e a digitalização da música era coisa de ficção científica. Esses aficionados, muitas vezes, ainda guardam seus toca-discos originais e podem ser encontrados discutindo calorosamente sobre prensagens, selos raros e a mítica superioridade do som analógico. Por outro lado, uma nova geração de colecionadores tem surgido. Jovens que cresceram na era do streaming, onde a música é etérea, invisível, sem um suporte físico. Para eles, o vinil é um objeto de desejo, uma peça de arte que combina a experiência auditiva com o prazer tátil, de segurar algo real. Esses novos fãs do LP são movidos tanto pela qualidade sonora quanto pela estética. Capas icônicas, encartes caprichados e aquele ar cult que transforma qualquer prateleira em uma galeria de arte.
A grande diferença entre esses dois perfis de colecionadores é que os mais velhos nutrem uma obsessão maior por ter discos em suas prensagens originais, da época de seu lançamento. Já os mais jovens não se importam tanto com isso, até preferindo adquirir prensagens recentes, em que discos clássicos ganham edições de luxo, com vinil de 180 gramas, muitas vezes colorido, encartes e etc. Hoje a Strip Me, que também se liga no chiadinho inebriante da agulha em contato com o disco, elenca os álbuns de música brasileira mais procurados em suas prensagens originais. A maior parte deles já ganharam reedições recentemente, e são fáceis de serem encontrados. Mas suas prensagens originais seguem raríssimas. Confere aí.
Chega de Saudade – João Gilberto (1959)
Considerado o marco zero da bossa nova, este disco certamente é um dos mais influentes da música brasileira moderna. Ainda que Tom Jobim seja fundamental para a existência da bossa nova, foi o jeito de cantar sussurrando e a batida de violão característica de João Gilberto que forjaram a sonoridade e estética do gênero. Por sua tamanha importância histórica, este disco é valiosíssimo para qualquer colecionador que se preze. Mas, claro, desde que seja a prensagem original de 1959, com o selo da Odeon no disco, já que a obra recebeu vários reedições ao longo dos anos.
Raulzito e Os Panteras – Raulzito e Os Panteras – (1968)
Primeiro registro oficial de Raul Seixas em disco, este álbum está longe de trazer aquela genialidade que o Raul entrega em Krig-Ha-Bandolo, por exemplo. Mas ainda assim, já deixa pistas do que estaria por vir no futuro. A começar pela ousada versão de Lucy in the Sky With Diamonds, intitulada aqui como Você Também Pode Sonhar. As autorais Me Deixa em Paz, Trem 103 e O Dorminhoco também já davam uma pista do que seria a carreira de Raul Seixas posteriormente. A banda, incialmente conhecida simplesmente como The Panthers, se tornou Raulzito e Os Panteras quando se mudou de Salvador para o Rio de Janeiro e começou a ser banda de apoio de músicos como Jerry Adriani e Roberto Carlos, no auge da Jovem Guarda. A prensagem original, de janeiro de 1968, é rara, já que o disco vendeu pouco e logo saiu de catálogo. Depois da morte de Raul o disco foi reeditado em 1989, mas passou despercebido e não é visto como item valioso pelos colecionadores, ao contrário da prensagem de 1968, que vale um bom dinheiro.
Ronnie Von – Ronnie Von (1968)
É difícil de acreditar que esse tiozinho que a gente vê na TV todo engomadinho, comendo risoto e tomando vinho, foi um dos responsáveis pelo surgimento do rock psicodélico brasileiro. Ronnie Von fez muito mais do que colocar Os Mutantes pra tocar na TV, ajudando a tornar a banda mais popular. Ele gravou, em 1968, o primeiro de 3 discos que misturam psicodelia e rock progressivo com muita qualidade. Entretanto, esses discos não venderam bem na época e caíram no esquecimento. Desapontado, Ronnie Von trilhou outros rumos em sua carreira artística, até acabar abandonando a música e se tornando apresentador de televisão. Em 2001, a banda gaúcha Vídeo Hits regravou a música Sílvia 20 Horas Domingo, gravada originalmente neste disco do Ronnie Von de 1968. Isso fez com que surgisse no underground um revival dessa fase psicodélica do Ronnie Von e uma caça a esse disco, que teve uma prensagem limitada na época de seu lançamento. Ele foi relançado em 2005 e depois em 2013. mas a prensagem de 1968 segue um artigo raro, que vale uma nota preta.
Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das 10 – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista (1971)
Literalmente, um dos discos mais lendários da história da música brasileira. Isso porque a gravação desse álbum envolve várias lendas. A primeira, e mais famosa delas, é que tudo não passou de uma traquinagem, em que Raul Seixas, então produtor na CBS, aproveitou um fim de semana prolongado em que os diretores da gravadora estavam viajando para juntar seus amigos no estúdio e gravar umas maluquices. A turma em questão contava com Sérgio Sampaio, Edy Star e Mirian Batucada, além do próprio Raul. Diz a lenda ainda que foi prensada uma tiragem reduzida daquela gravação e distribuída sem o aval da gravadora, que quando soube do conteúdo do disco, mandou recolher das lojas. Uma história muito boa pra ser verdade. E realmente, não aconteceu nada disso. Raul Seixas, que encabeçou o projeto, tinha autorização da gravadora e liberdade para fazer o que bem quisesse. Mas o disco encalhou nas lojas na época, justamente por ser muito esquisitinho. Depois da morte de Raul Seixas, esse disco se tornou uma relíquia. E é, de fato, um disco muito bom! Foi relançado em 2018, em vinil de 180 gramas e tudo. Mas a prensagem de 1971 não é nada fácil de se achar, e, se encontrada, não sai por menos de 500 reais.
Jorge Ben On Stage – Jorge Ben (1972)
Um dos discos mais raros desta lista, justamente por não ter sido relançado posteriormente. E trata-se de uma obra fantástica. É o registro de um show feito em março de 1972 no Japão, onde Jorge Ben, acompanhado do legendário Trio Mocotó, enfileira suas músicas mais brilhantes até então em interpretações arrebatadoras. O disco só foi lançado no Japão e é objeto de culto por colecionadores de vinil e fãs do Jorge Ben. Sem nenhuma explicação convincente, além daquelas desculpas de sempre, de diretos de registro dos fonogramas por parte das gravadoras e blá blá blá, o disco nunca ganhou uma edição brasileira, sequer em CD. Claro, com a popularização do compartilhamento de mp3, o disco foi digitalizado e se espalhou. Se você ainda baixa mp3 em plataformas tipo Soulseek, provavelmente vai achar, mas também dá pra ouvir esse registro irretocável no Youtube. E vale muito a pena ouvir!
Ogum Xangô – Gilberto Gil e Jorge Ben (1975)
A gravação deste disco foi a conclusão de uma das histórias mais famosas e saborosas da música brasileira. No início de 1975, Eric Clapton veio para o Brasil passar férias. Ele não faria nenhum show por aqui, então a Phonogram, sua gravadora, acabou organizando uma festa para recebê-lo, com os principais nomes de seu catálogo brasileiro. Estavam lá Rita Lee, Caetano Veloso e muitos outros. Incluindo Gilberto Gil e Jorge Ben. A certa altura, surgem uns violões e começa uma animada jam session, com Gil, Jorge, Clapton e mais dois ou três músicos. Mas, Gil e Jorge estavam com a pá virada e começaram a bombardear riffs grooveados, calcados em batidas e ritmos africanos, fazendo improvisos inacreditáveis. Um a um, os músicos foram saindo da jam, sem conseguir acompanhar os dois, incluindo o deus da guitarra Eric Clapton. O anfitrião da festa era André Midani, então presidente da gravadora. Enquanto Gil e Jorge debulhavam seus violões, Midani puxou de lado o produtor Armando Pittigliani e disse: “Eu quero esses dois em estúdio gravando isso amanhã!”. Claro que não foi no dia seguinte, já que a festinha acabou de manhã. Mas menos de uma semana depois, já estavam em estúdio. O resultado foi um dos discos mais experimentais e empolgantes da MPB. É outro que não teve reedição até hoje, e é considerado mosca branca pelos colecionadores.
Paêbiru – Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975)
Paêbiru segue sendo o disco brasileiro mais caro no mercado do vinil. Isso porque só foram prensadas 1.500 cópias no ano de seu lançamento, e aproximadamente mil delas foram perdidas numa enchente em Recife dias antes da distribuição do disco nas lojas. Uma cópia em bom estado, da prensagem original de 1975, vale aproximadamente 4 mil reais. E o disco em si é realmente muito bom. Se Ronnie Von marca o início da psicodelia no Brasil, Lula Côrtes e Zé Ramalho marcam a fusão impecável do rock psicodélico e progressivo com ritmos nordestinos. É um disco experimental e muito envolvente, instigante. Uma curiosidade sobre ele é que o título do disco foi grafado errado e não foi corrigido. Pois trata-se de um disco conceitual que aborda através dos 4 elementos da natureza, terra, fogo, água e ar, a mística trilha indígena Peabiru, Os Caminhos do Peabiru formam uma rede de trilhas ancestrais que datam de mais de 3 mil anos. Elas conectam o Oceano Atlântico ao Pacífico, passando pelo Brasil, Paraguai e Bolívia, chegando até o Peru. No território nacional percorre o litoral de Santa Catarina e São Paulo e corta o Paraná de leste a oeste. Cultuado no mundo todo, o disco já recebeu reprensagens alemã e britânica em vinil, além da reedição de luxo brasileira lançada em 2019.
Racional Vol.1 e Vol.2 – Tim Maia (1975)
Os discos mais emblemáticos da carreira de Tim Maia, ironicamente foram absolutamente rejeitados por ele. A história é conhecida. Tim embarcou nessa seita maluca chamada Cultura Racional, parou de beber, fumar e cheirar, emagreceu e passou a escrever canções que exaltavam a tal Cultura Racional, o livro O Universo em Desencanto e o autor do livro e profeta auto proclamado da seita, Manuel Jacinto Coelho. O disco, dividido em dois volumes, foi lançado de forma independente pelo selo do próprio Tim, a Seroma Discos, já que gravadora nenhuma ousou investir numa sandice daquelas. Tal qual aconteceu com John Lennon na India, com o guru Maharishi Mahesh Yogi, Maia descobriu, pouco depois do lançamento dos discos, que Manuel Jacinto aprontava das suas, indo contra muita coisa que sua seita pregava. Full pistola, Tim Maia mandou recolher e destruir todos os discos em circulação. E até sua morte, evitava falar sobre, negava pedidos de artistas querendo regravar uma ou outra faixa e proibia relançamento dos dois volumes (além de voltar a beber, fumar e cheirar como nunca). Mas depois de sua morte, com o crescente interesse do público pela música negra brasileira dos anos setenta, e posteriormente com o filme Cidade de Deus, não tinha mais quem segurasse. Os dois volumes receberam reedições luxuosas em CD e vinil. Mas uma cópia bem conservada original de 1975 pode valer mais de mil reais.
Zebra / Masquerade – Vímana (1977)
O Vímana teve uma trajetória breve e conturbada. A banda surgiu na leva do rock progressivo que assolou o Brasil em meados dos anos setenta, destacando bandas como O Terço, Moto Perpétuo, Casa das Máquinas e outras. O que torna a história do Vímana curiosa, apesar de a banda ter lançado apenas um compacto, é sua formação. Faziam parte da banda Lulu Santos, Ritchie e Lobão, ainda jovenzinhos, mas já virtuosos em seus respectivos instrumentos (na época Lobão era baterista, vale lembrar). Além disso, a dissolução da banda, que tinha sim um baita potencial para trilhar um caminho de sucesso, se deu de maneira pitoresca. A banda fora contratada para integrar o novo conjunto de Patrick Moraz, ex tecladista da cultuada banda Yes. Acontece que Patrick começou a ficar enciumado com o carisma de Lulu Santos no palco, que roubava as atenções para si. Para piorar, Lobão foi descoberto tendo um caso com a esposa de Patrick. Aí, foi aquele brigueiro e a banda acabou. O compacto, lançado antes de Patrick Moraz aparecer, até que vendeu razoavelmente bem, mas depois sumiu do mercado. Com o revival do vinil, muita gente começou a procurar o compacto, que se tornou ítem de colecionador valioso. O compacto de 7 polegadas foi reeditado pela Polysom em 2016.
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – Robson Jorge & Lincoln Olivetti (1982)
Exemplo clássico de como o tempo é capaz de transformações drásticas. Robson Jorge e Lincoln Olivetti, acima de tudo, eram produtores musicais e arranjadores geniais. Responsáveis por grandes discos de artistas variados, de Tim Maia a Reginaldo Rossi e de Gal Costa a Sidney Magal. A dupla, amplamente antenada com o que rolava na gringa, tinha pleno conhecimento do que era hype em termos de arranjos, e dominavam os equipamentos mais modernos, como sintetizadores e mesas de som. A dupla foi responsável por repaginar e trazer uma qualidade até então inalcançável para a indústria fonográfica tupiniquim. Mas acabou sendo amplamente criticada por isso. Críticos diziam que Jorge e Olivetti pasteurizavam o som e o destituía de sua brasilidade. Uma bobagem pretensiosa. A partir dos anos 2000, com o regaste da música brasileira negra dos anos setenta, que redescobriu Cassiano, e Gerson King Combo, trouxe junto o único disco em que Jorge e Olivetti saíram da ficha técnica na contra capa, para figurar como protagonistas. A dupla foi reconhecida por essa nova geração como grande inovadora e transformadora da música pop brasileira. O disco é um amontoado de grooves dançantes irresistíveis, grandes timbres e ótimas melodias. O disco saiu em vinil em 1982 e até que vendeu bem, mas logo saiu de catálogo. Até 2016, era um dos discos mais raros e caros da música brasileira, tendo sido redescoberto por inúmeros DJs, que o utilizavam como base para seus beats. Por fim, ele ganhou uma reedição no Brasil em 2016 e também foi prensado na Inglaterra em 2018.
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No fim das contas, o revival do vinil veio pra ficar e é um lembrete de que nem tudo que é antigo perde o valor. Em uma época em que tudo pode ser baixado, ouvido sob demanda e até ignorado com um simples clique, o vinil exige tempo, paciência e dedicação, e talvez seja justamente isso que o torne tão especial. E a Strip Me, sempre de olho nas tendências, e movida pela boa música, não pode deixar de exaltar essa mídia tão charmosa e icônica que é o disco de vinil. Levamos isso tão a sério que disco e vitrola é o que não falta na nossa coleção de camisetas de música. Mas, claro, tem também as camisetas de arte, cinema, cultura pop e muito mais. Na nossa loja você confere o nosso catálogo todinho e ainda fica por dentro dos nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Lógico, uma playlist deliciosa com o que há de melhor nos 10 discos citados nessa lista. Disco Raro BR top 10 tracks.
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