Keith Richards, um estilo de vida. Por Bruno Vinícius Silva

Keith Richards, um estilo de vida. Por Bruno Vinícius Silva

“Se Keith Richards não existisse, o rock ‘n’ roll teria que inventá-lo” – Lester Bangs, 1971.

Com vocês uma compilação das melhores respostas de Keith Richards nas mais diversas entrevistas ao longo de sua carreira. Enjoy it!

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Q: O que você considera sua grande realização na vida?
Keith: Acordar.

Q: E qual foi sua viagem preferida?
Keith: A vida.

Q: Qual a pergunta que mais lhe fazem?
Keith: Essa que você acabou de perguntar.

Q: Como moldou seu estilo, que é reverenciado hoje por atores como Johnny Depp?
Keith: Você não encontra seu estilo. Seu estilo encontra você.

Q: E sobre a fama de apagar em festas e ocasiões especiais?
Keith: Acontece, mas nunca passei mal no banheiro de ninguém. Considero isso o ápice da falta de educação.

Q: Os Beatles tinham como tema predominante o amor. Você acha que os Stones tem um tema predominante?
Keith: Sim, mulheres.

Q: Você não é umas das pessoas mais vaidosas do mundo. Não acha que o apelo visual esta em voga demais atualmente?
Keith: Você pode estar todo podre, mas se estiver bronzeado, todo mundo acha que esta em excelente forma.

Q: Qual a substância mais estranha que já usou?
Keith: Já cheirei meu pai.

Q: Quais as principais discordâncias entre você e Mick?
Keith: Não temos muitas. Discordamos apenas na música, na banda e no que fazemos juntos.

Q: Sobre a lenda de sua transfusão completa de sangue. O que tem a dizer que ainda não foi dito sobre isso?
Keith: Pense comigo, quem iria querer o meu sangue?

Q: Você ficou Dez anos liderando a lista de prováveis celebridades que morreriam no ano. O que achava disso?
Keith: Fiquei muito triste quando sai da lista.

Q: Por que não canta mais músicas nos discos dos Stones?
Keith: E o que sobraria para o Mick fazer?

Q: Quando Mick Jagger foi condecorado Sir pela Rainha, não era de se esperar que você, como co-fundador da banda, também fosse convidado?
Keith: Eles não me ofereceram esse título, pois sabiam muito bem onde eu mandaria enfiar.

Q: Ao longo dos anos, você adquiriu o status de cara mais “cool” do rock´n roll. Como você explica isso?
Keith: Se for para ficar doidão, que fique com elegância.

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Q: Qual o segredo para sobreviver a tantos excessos?
Keith: Veja bem, já fui preso, execrado, perdi um filho, vários amigos, já vi assassinatos, mas nunca perdi o humor. E sempre fui exigente com as substâncias que usei.

Q: Você poderia dizer qual o maior problema que as drogas já lhe causaram?
Keith: Nunca tive problemas com drogas, só com a polícia.

Q: O que pensa sobre a lenda urbana que somente você e as baratas sobreviveriam a um holocausto nuclear?
Keith: Pobres baratas.

 


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Like a Rolling Stone: por Bruno Vinicius Silva

Like a Rolling Stone: por Bruno Vinicius Silva

Qual a razão do eterno charme dos Rolling Stones? O que esses senhores de 70 anos, que já protagonizaram escândalos que fariam bandas como os Guns´n Roses ou os Sex Pistols ficarem coradas de vergonha, representam atualmente em uma indústria de entretenimento cada vez mais escassa de atitude e que parece ser planejada por contadores americanos ávidos por dinheiro? E porque ainda precisamos dos velhos e malvados Stones?

Precisamos dos Rolling Stones basicamente porque a função do rock´n roll desde o seu início é de romper com padrões vigentes, sair do marasmo e sacudir as pessoas e a sociedade em que essas estão inseridas. Os Stones parecem viver permanentemente em um túnel do tempo, em uma era que os astros do rock não eram apenas marionetes instruídas por assessores de imprensa em sintonia com o politicamente correto e sim dândis hedonistas da livre expressão artística.

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Que figuras tristes são os astros atuais se comparados aos Stones. Mal começam a fazer sucesso e já começam a ostentar, menosprezar seu público, se acomodam e passam a se levar a sério demais.

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E esse é um dos charmes dos Stones, não se levarem tão a sério. Como não gostar da única banda que ousou rivalizar com os sacrossantos Beatles, ao se comportarem de uma maneira tão espontânea, insolente e divertida. Algumas canções clássicas dos Stones renderiam uma visita inesperada da polícia se fossem lançadas atualmente (Exagero? Veja a letra de Stray Cat Blues de 1968 ou de Some Girls de 1978 só como exemplos).

Aliás, na contra capa de seu primeiro álbum já estava dada a dica: “Os Rolling Stones não são apenas uma banda, são um estilo de vida” – * (A contra capa do segundo disco, entretanto já ia além e sugeria ao jovem que não tivesse dinheiro para comprar o disco que roubasse de um cego, o que deu merda é lógico).

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E o que seria esse estilo de vida Stones de ser? De acordo com Bill Wyman, ser um Stone é ser um aventureiro, uma pessoa que goste de viajar, que não fica parada no tempo e faz acontecer. Em outras palavras a tradução do trecho que inspirou o nome da banda – “A Rolling Stone gathers no moss”, ou seja, Pedra que Rola não cria Limo.

Assistir um show ou ouvir um disco clássico como Sticky Fingers nos conecta imediatamente com essas figuras insolentes e suas histórias de rebeldia, transgressão, prisões, brigas e traições entre integrantes e de sobrevivência. Aliás, essa tem sido a tônica do grupo desde os anos 60. Depois de terem sido escolhidos como bodes expiatórios da sociedade conservadora e passado por um numero infindável de batidas policiais, processos, perseguições da imprensa, a banda insiste em sobreviver.

Como diriam em uma de suas canções definitivas, Jumpin Jack Flash, em que Jagger cita ser criado por uma velha e desdentada bruxa, ter sido surrado nas costas, afogado e deixado para morrer, mas que estava tudo legal, de fato isso que dá gás, o que em outras palavras significa, “Passei pelo pior, mas sobrevivi com um sorriso.”

Para se livrarem de sua antiga gravadora (A famosa Decca que recusou os Beatles e que os censurava constantemente), os Stones estavam devendo três álbuns. Depois de uma combinação ardilosa de coletâneas antigas e discos ao vivo, ficou faltando um single exigido por contrato. Mick Jagger e Keith Richards então compuseram algo que sabiam que a gravadora não teria coragem de lançar. Um single homoerótico chamado Cocksucker Blues (O Blues do chupador de p**), com diversas palavras de baixo calão que acusava o próprio dono da Decca de procurar rapazes nos becos de Londres. Obviamente o contrato foi rescindido. Algum artista atual teria a coragem e autoconfiança para isso?

Feito isso a imagem definitiva dos Rolling Stones (aquela de 1972, época do inimitável Exile on Main Street) foi construída sobre esse amálgama de sobrevivência e decadência. 24 horas no ar, com farras intermináveis, agora donos da própria gravadora e do próprio nariz, tudo que era moderno, descolado e subversivo passava pelos Stones dos anos 70. O nome do documentário que foi censurado em todos os países que registrou esse período? Cocksucker Blues.

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Keith Richards certa vez disse que Bob Dylan, no auge do seu estrelato nos 60, disse: “Eu poderia ter escrito Satisfaction, mas vocês não conseguiriam escrever Blowin in the Wind“. A resposta de Keith foi unicamente “Vá se Foder cara”.

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Depois desse entrevero com os Stones, Bob Dylan escreveu seu hino máximo “Like a Rolling Stone” em 1965, e apesar de jurar que nada teve a ver com a banda, ironicamente descreve perfeitamente seu espírito livre, desimpedido e rebelde.

“How Does it Feel ?

To be without a home?

Like a complete unknow?

Like a Rolling Stone?”

(Qual a sensação?

De estar sem lar?

Como um completo desconhecido?

Como uma pedra rolando?)

Pra tentar sintetizar o que é o estilo de vida de um Rolling Stone, dá o play na sensacional versão de Tumblin’ Dice de 1972. Os Stones no seu auge!

 


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Jailbreak: as histórias que estampam a camiseta

Jailbreak: as histórias que estampam a camiseta

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Uma das preferidas aqui na Strip Me é a Camiseta Jailbreak; que em sua estampa apresenta diversas estrelas da música no momento em que tiveram que tirar aquela famosa foto na delegacia.

O termo para essas fotos é “Mug Shot”, e elas são feitas, tanto aqui no Brasil como lá nos Estados Unidos, para arquivo da polícia logo após o momento da prisão.

Na camiseta Strip Me Jailbreak escolhemos um time sensacional de músicos que se envolveram em situações complicadas com a lei, são eles: Mick Jagger, David Bowie, Elvis Presley, Jimi Hendrix, Frank Sinatra e Jim Morrison.

O porque das fotos

Mick Jagger

jailbreak3Mick, eterno bad boy do rock and roll, já se envolveu em inúmeras confusões com a polícia. Para a Camiseta Jailbreak nós escolhemos uma foto de 1966, onde ele foi preso por posse de “cannabis sativa”, aka maconha.

David Bowie

jailbreak1Já o Bowie, que também estampa nossa camiseta, coleciona algumas prisões em flagrante e condenações. Para a estampa, escolhemos uma foto de 1976, quando ele foi preso em NY por posse de maconha, em meio a uma turnê em conjunto com o Iggy Pop.

Elvis Presley

Elvis também foi preso mais de uma vez. A primeira nos anos 50, por dirigir acima do limite de velocidade. E a segunda, na foto que está na nossa camiseta, em 1976, por se envolver em uma confusão com outra lenda do rock and roll: Jerry Lee Lewis. Diz a lenda que a confusão se deu porque Jerry, provavelmente alcoolizado, insistia em ver Elvis em sua casa em Graceland. Sabe-se lá porque os dois acabaram discutindo e a confusão foi parar na delegacia.

Jimi Hendrix

http://www.youtube.com/watch?v=-CNh5kaVqgI

Sem sombra de dúvidas o maior guitarrista de todos os tempos também era um mestre na arte da confusão. A foto da nossa estampa, de 1969, é de uma prisão em Toronto, no Canadá, por porte de haxixe e heroína.

Frank Sinatra

jailbreak2Francis Albert Sinatra, mais conhecido como Frank Sinatra, era, além de um dos maiores talentos da música mundial, também um bon vivant de primeira categoria. A foto da estampa, de 1938 – quando ele tinha apenas 23 anos, é decorrente de uma prisão por adultério e sedução (!!!).

Jim Morrison

O eterno frontman do The Doors, também era um especialista em confusões, tanto que já foi preso até no palco, em um show de 1967. A foto que ilustra nossa camiseta é de 1970, quando Jim foi preso na Flórida por profanação e indecência.

Demais essas histórias, né? Aproveita e deixe aqui seu comentário! 😀

 


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