Oasis no Brasil 2025: tudo sobre os shows em São Paulo e a volta histórica

Oasis no Brasil 2025: tudo sobre os shows em São Paulo e a volta histórica

Oasis Live ’25 Tour chega ao Brasil! A Strip Me explica a volta histórica dos Gallagher, os ingressos esgotados e o que esperar dos shows.

Para a surpresa de todo mundo, o Oasis está de volta, e está voando alto! Os irmãos Gallagher se reconciliaram, armaram uma turnê mundial milionária e estão fazendo bonito. Em novembro, São Paulo vai receber dois shows da banda que moldou o rock pós grunge dos anos 90, e praticamente definiu uma era. Não é exagero: estamos falando de um dos maiores retornos da história recente da música, e os fãs já vivem uma mistura de nostalgia, ansiedade e catarse coletiva.

A importância do Oasis na história da música

Nos anos 90, o Oasis foi muito mais do que uma banda. Era um fenômeno cultural. Vindo de Manchester, cidade operária que já havia dado ao mundo os Smiths, o Joy Division e o Stone Roses, os irmãos Gallagher levaram adiante uma tradição de música feita com raiva, paixão e o charmoso sotaque mancunian, típico da região.

O lançamento de Definitely Maybe (1994) foi um estouro imediato: em poucos dias, tornou-se o álbum de estreia mais vendido da história do Reino Unido. No ano seguinte, (What’s the Story) Morning Glory? colocou o Oasis no topo do mundo, com hinos como Wonderwall, Don’t Look Back in Anger e Champagne Supernova. O impacto foi tão grande que o álbum passou a ser comparado, em termos de influência, a discos clássicos dos Beatles e Stones.

Outro ponto que marcou o Oasis foi a famosa rivalidade com o Blur, que em 1995 movimentou a imprensa e ficou conhecida como a “Batalha do Britpop”. Enquanto o Blur representava uma classe média intelectualizada de Londres, o Oasis falava diretamente ao coração da classe trabalhadora do norte da Inglaterra. Era mais que música: era identidade.

A treta dos Gallagher e o fim da banda

Parte do mito em torno do Oasis sempre esteve ligada à relação explosiva entre Liam e Noel Gallagher. Entre brigas, ofensas públicas e entrevistas memoráveis (e constrangedoras), os irmãos transformaram cada aparição em espetáculo. O ápice da tensão veio em 2009, quando uma discussão nos bastidores de um festival em Paris levou Noel a deixar a banda. “Simplesmente não dava mais”, disse ele na época. Muitos fãs acreditaram que aquela seria a última página da história.

Nos anos seguintes, Liam seguiu com o Beady Eye e depois em carreira solo, enquanto Noel construiu uma sólida trajetória com os High Flying Birds. Ambos projetos de alto nível, e os irmãos juravam nunca mais dividir o palco. Por isso a reunião anunciada em 2024 pegou todo mundo de surpresa. Inclusive nós, aqui na Strip Me, que sempre amamos Oasis e todo o som de Manchester. Tanto é que temos na nossa coleção de camisetas de música peças lindas como a camiseta Maybe, a Britpop, a Rock Star e a Post Punk.

A Oasis Live ’25 Tour – reencontro e catarse

A turnê começou pela Europa e já mostrou momentos históricos: os irmãos subindo ao palco de mãos dadas, sorrisos tímidos durante as músicas e setlists recheados de clássicos. Em Londres, o show no Wembley reuniu mais de 80 mil pessoas em clima de final de Copa do Mundo. No show da Espanha, tiveram fãs que atravessaram o continente para presenciar a volta da banda que marcou sua juventude.

As críticas têm sido generosas. Liam, em ótima forma vocal, surpreende pela entrega — principalmente em músicas que exigem mais fôlego, como Slide Away, além de uma aparente sobriedade. Noel parece mais sereno, focado em retomar a química musical com o irmão. A impressão geral é de que o tempo separados trouxe maturidade sem tirar a energia bruta que sempre foi marca registrada dos caras.

Ingressos para os shows do Oasis no Brasil – a corrida dos fãs

Quando o anúncio do Oasis no Brasil foi confirmado, a internet entrou em ebulição. Em poucas horas, os ingressos esgotaram, mesmo com preços bem altos. A demanda foi tamanha que gerou filas virtuais com centenas de milhares de pessoas, e relatos de fãs que passaram horas tentando garantir um lugar, e acabaram não conseguindo.

Esse fenômeno não aconteceu só aqui. No Reino Unido, a venda para a Oasis Live ’25 Tour bateu recordes: mais de 1 milhão de ingressos vendidos em um único dia. O Brasil repetiu a cena, provando que o poder da banda permanece intacto.

Hoje, os ingressos oficiais já estão esgotados, mas ainda é possível encontrar opções em plataformas de revenda autorizadas e seguras. A recomendação é sempre evitar o mercado paralelo (os famosos cambistas), que coloca em risco tanto o seu bolso quanto a experiência do show.

O que esperar dos shows no Brasil

Se tem uma palavra que define o que vem por aí, é catarse. Fãs de diferentes idades, dos que viveram o britpop na adolescência até os que conheceram a banda via playlists no streaming, vão se encontrar para cantar juntos em estádios lotados.

Liam tem surpreendido com a energia e a voz, enquanto Noel surge mais conciliador, olhando para frente. O setlist não economiza: dos primeiros hits às baladas eternas, a turnê é um presente para fãs que esperaram mais de 15 anos. E no Brasil, conhecido por seu público caloroso (pra dizer o mínimo), a expectativa é de que os shows entrem para a lista das apresentações mais marcantes da história da banda.

Oasis e a Strip Me – música, estilo e atitude

Aqui na Strip Me, a gente sabe que música não é só som: é identidade. O Oasis sempre foi isso: estilo, atitude, autenticidade. Não é à toa que os irmãos Gallagher, o britpop em geral, seguem estampando camisetas, playlists e memórias. E na nossa coleção de camisetas musicais, a gente entrega bom gosto, originalidade, conforto, e muita atitude, claro! No nosso site você confere essa e todas as nossas outras coleções, além de ficar por dentro de todos os lançamentos. Camisetas que compõe o look para qualquer rolê, inclusive shows inesquecíveis como os que estão por vir!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist para você ir esquentando os motores para novembro. Oasis top 10 tracks!

Oasis ao vivo: 5 shows lendários e tudo sobre a Oasis Live ’25 Tour no Brasil

Oasis ao vivo: 5 shows lendários e tudo sobre a Oasis Live ’25 Tour no Brasil

A Strip Me relembra 5 shows lendários do Oasis e conta tudo sobre a Live ’25 Tour no Brasil. Prepare-se para um retorno histórico aos palcos!

Carisma e presença de palco são armas essenciais para qualquer banda de rock que quer fazer história. O Oasis é prova disso – à sua maneira. Quem vê os irmãos Gallagher no palco percebe algo curioso: a banda tem energia, mas é contida. Noel, com sua guitarra afiada e postura de maestro, lembra um Pete Townshend sem pirotecnia. Já Liam, o vocalista e centro das atenções, dispensa corridas à la Axl Rose ou stage dives de Eddie Vedder. Ele canta imóvel, inclinado para a frente, mãos para trás, olhar desafiador. Mesmo assim, domina o palco como poucos.

Saído de Manchester, o Oasis construiu uma história de mais de 30 anos marcada por polêmicas, clássicos e muita personalidade. Ainda que outros músicos tenham passado pelo grupo, são Noel e Liam que personificam a banda. Essa trajetória foi escrita em discos lendários, e também em palcos inesquecíveis. Com a tão aguardada volta ao Brasil em 2025, depois de 16 anos separados, é hora de aquecer as turbinas. A Strip Me relembra os 5 shows mais marcantes da carreira do Oasis e mostra o que esperar das apresentações que vão sacudir o país em novembro.


Boardwalk, Manchester – 1991

Todo império começa pequeno. Em 18 de agosto de 1991, uma banda, até então chamada Rain, subiu ao palco do Boardwalk, um clubzinho em Manchester, para um show que ninguém imaginava ser histórico. Não havia multidão, nem hit nas paradas, apenas uma banda crua, faminta por espaço, mostrando riffs que soavam como hinos para uma geração cansada do synthpop. Foi ali que Liam desabrochou como vocalista, Noel viu que a banda tinha potencial e o britpop, que começou tímido com o Stone Roses, viu nascer seu maior expoente.


Glastonbury Festival – 1994

Do club underground para o maior festival do Reino Unido em três anos. Em 1994, com Definitely Maybe prestes a explodir {mas com os singles Shakermaker, Live Forever e Supersonic já estourados), o Oasis entregou um show cheio de atitude no Glastonbury. Foi a consagração diante de uma plateia gigante, a primeira vez que a arrogância e o carisma dos Gallagher invadiram as casas britânicas via TV. Quem estava lá sabia: aquilo não era só uma banda, era o início de um fenômeno cultural.


Maine Road, Manchester – 1996

Do bairro para o estádio. Em abril de 1996, o Oasis voltou para casa e tocou para 40 mil pessoas no Maine Road, o mítico estádio do Manchester City. Foi mais que um show: um evento que mostrou como os garotos de Burnage tinham se tornado heróis locais e ícones nacionais. “Don’t Look Back in Anger” virou coro de hino futebolístico. Era o orgulho de Manchester reverberando em cada acorde.


Knebworth, Inglaterra – 1996

Aqui não estamos falando só do auge do Oasis, mas do britpop como movimento cultural. Duas noites, 250 mil pessoas, ingressos disputados por milhões. Em agosto de 1996, Knebworth se tornou sinônimo de megalomania rock’n’roll. O setlist era uma metralhadora de clássicos: “Wonderwall”, “Champagne Supernova”, “Live Forever”… tudo embalado por um Liam no auge da persona rockstar e Noel comandando o show com elegância e atitude. A banda que queria ser maior que os Beatles, parecia estar se aproximando de seu objetivo.


Rock in Rio, Brasil – 2001

Se Glastonbury apresentou o Oasis para o Reino Unido, o Rock in Rio fez isso para o Brasil. Em janeiro de 2001, a banda desembarcou no país com a turnê de Standing on the Shoulder of Giants e levou o público ao delírio na Cidade do Rock. Numa entrevista antes do show, Noel disse que o mundo seria um lugar melhor sem o Guns n’ Roses (Axl e sua turma faziam parte do lineup daquele dia no festival). Mas a polêmica estava longe de ser o ápice daquela noite. Liam exalava arrogância, Noel estava nitidamente à vontade no palco e a banda entregou um show arrebatador. Entre hits e novas faixas, foi a noite em que milhares de brasileiros cantaram o show inteiro como se fossem nativos de Manchester.


Oasis em São Paulo (22 e 23 de novembro de 2025) – O que esperar?

Catarse. Não espere nada menos que uma catarse. O que se viu até agora na dezena de shows que a banda apresentou no Reino Unido de julho até aqui não deixa dúvida. Os irmãos Gallagher subindo ao palco de mãos dadas, e trocando olhares e acenos ao longo dos shows, Liam entregando performances surpreendentes, dado o seu histórico de excessos, e o setlist… Ah, o setlist é espetacular! Contempla essencialmente os discos Definitely Maybe e (What’s the Story) Morning Glory?, mas também traz clássicos como Acquiesce, Little by Little, Stand By Me, D’You Know What I Mean? e outras canções.

O Oasis está afiadíssimo no palco, e nós estamos prontos, contando os dias, para presenciar esse show histórico! A Strip Me, que manja tudo de rock n’ roll stars, te ajuda a criar o look perfeito para qualquer show. Camisetas mega confortáveis, com tecido certificado e, é claro, muito estilo e originalidade! Acesse o nosso site para conferir as coleções de camisetas de música, cultura pop, cinema, drinks, festivais e muito mais, além de ficar por dentro dos nossos lançamentos.

Vai fundo!

Para ouvir: Normalmente, a gente elabora uma playlist caprichada para embalar a sua leitura. Mas está disponível no Spotify a gravação do mítico show em Knebworth, citado aqui no texto. Melhor que qualquer playlist, é conferir esse show na íntegra. Aqui está o link. Cheers, mate!

Guia Strip Me: Os melhores festivais e shows no Brasil em 2025.

Guia Strip Me: Os melhores festivais e shows  no Brasil em 2025.

Entre março e novembro de 2025, o Brasil será palco de uma série de shows e festivais de música imperdíveis. A Strip Me traz pra você os principais eventos que vão agitar o país nesse período.

Acabou o Carnaval! Agora o ano começa pra valer no Brasil. E este vai ser um ano daqueles! De uns tempos pra cá, o Brasil tem se consolidado como um dos principais destinos para grandes eventos musicais no mundo. O país atrai tanto artistas internacionais de peso quanto valoriza sua rica cena musical local, promovendo festivais que misturam ritmos, culturas e experiências únicas. De São Paulo ao Rio de Janeiro, de Curitiba a Brasília, o calendário de festivais e shows de 2025 promete ser um dos mais intensos e diversificados dos últimos tempos, celebrando tanto a potência da música brasileira quanto a grandiosidade de performances internacionais.

A Strip Me, que não deixa passar nenhum festivalzinho que seja, te dá a letra dos melhores shows que vão rolar nesse ano. Então já prepara a agenda do celular aí, pra marcar as datas.

Março

Lollapalooza
O festival mais hypado de todos os tempos está de volta neste ano, mais uma vez nos aprazíveis morrinhos do Autódromo de Interlagos. O lineup de 2025 vem forte com nomes como Olivia Rodrigo, Shawn Mendes, Alanis Morissette, Justin Timberlake, Foster the People e Zedd.
28, 29 e 30 de março no Autódromo de Interlagos – São Paulo

Alanis Morissette
Além de ser uma das principais headliners do Lollapalooza, a musa dos anos 90, Alanis Morissette, também se apresenta na capital paranaense. A canadense vai despejar seus hits na Pedreira Paulo Leminski.
30 de março na Pedreira Paulo Leminski – Curitiba

Abril

Stray Kids
Quem está ali na faixa dos 40 anos, certamente preferia que fossem os Stray Cats. Mas terão que se contentar em levar seus filhos para assistir este que é um dos maiores nome do K-Pop.
1 de abril no Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro
5 e 6 de abril no Estádio MorumBis – São Paulo

Monsters of Rock
Por falar em gente já com certa idade, o festival Monsters of Rock celebra em 2025 os 30 anos de sua primeira edição no Brasil. E quem vai animar a festa são feras do metal como Scorpions, Judas Priest, Europe e Queensrÿche.
19 de abril no Allianz Parque – São Paulo

Maio

Lady Gaga
Depois de Madonna causar frenesi nas areias de Copacabana, este ano é a vez de Lady Gaga subir no palco e sacudir a baía de Guanabara, trazendo a tour de seu disco mais recente, Mayhem. E o melhor: O show é de graça! Só fica esperto com esse seu celular! Attenzione pickpocket!
3 de maio na praia de Copacabana – Rio de Janeiro

System of a Down
Serj Tankian e sua turma barulhenta voltam ao Brasil para shows super aguardados! A banda esteve no Brasil pela última vez em 2015.
6 de maio no Estádio Major Antônio Couto Pereira – Curitiba
8 de maio no Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro
10 e 11 de maio no Allianz Parque – São Paulo
14 de maio no Autódromo de Interlagos – São Paulo

Porão do Rock
O Porão do Rock se estabeleceu já faz um tempo como um dos festivais de rock mais autênticos e com uma curadoria invejável. Neste ano o festival traz a excelente banda Stone Temple Pilots, além de contar com Sepultura, Black Pantera, Dead Fish, BaianaSystem e muito mais.
23 e 24 de maio no estacionamento da Arena BRB – Brasília

C6 Fest
O C6 Fest chega a sua terceira edição com 4 dias de festival e muitas atrações interessantes e diversificadas. Neste ano, tem como principais nomes Pretenders, Wilco, Air, Nile Rodgers & Chic e Seu Jorge. Aliás, a banda de Chrissie Hynde chega no Brasil dias antes do festival para se apresentar em Porto Alegre dia 18, Curitiba dia 20 e Brasília dia 22.
22, 23, 24 e 25 de maio no Parque Ibirapuera – São Paulo

Popload
O festival mais celebrado da música alternativa não poderia ficar de fora. O Popload esse ano vem cremoso com atrações como Norah Jones, St. Vincent, Laufey, Terno Rei & Samuel Rosa e muito mais.
31 de maio no Parque Ibirapuera – São Paulo

Junho

Best of Blues & Rock
Na atividade desde 2013, o festival Best of Blues & Rock sempre traz grandes atrações, misturando diferentes estilos e gerações. Neste ano apresentam Dave Mathews Band, Alice Cooper, Deep Purple, Richard Ashcroft, além dos brasileiros Cachorro Grande, Barão Vermelho e muito mais.
7, 8, 14 e 15 de junho no Parque Ibirapuera – São Paulo

João Rock
O maior festival de música brasileira do país promete mais uma edição de grandes shows e infra estrutura caprichada, pro rolê ser uma experiência muito além da música. Mas, claro, o foco são os shows. Os destaques entre as atrações de 2025 são Planet Hemp, BaianaSystem, Natiruts, Sandra Sá, Toni Tornado & A Banda do Síndico, Seu Jorge e muito mais.
14 de junho no Parque Permanente de Exposições – Ribeirão Preto

Julho

James Blunt
Haja visto que julho é alta temporada de shows no hemisfério norte (a.k.a. verão) o mês de julho é pouco movimentado por aqui. Mas no zero a zero a gente não fica. O britânico James Blunt se apresenta por aqui com hits como You’re Beautiful e Same Mistake e vem celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Back to Bedlam.
Dia 8 de julho no Terra SP – São Paulo

Agosto

Kylie Minogue
A maior diva pop da Austrália acumula hits mundo afora, e vem para o Brasil para um único e aguardado show.
15 de agosto no Auditório Ibirapuera – São Paulo

I Wanna Be Tour
O festival com foco no punk e emo teve sua primeira edição ano passado e foi um sucesso. Em 2025 eles voltam com grandes atrações como Fall Out Boy, Good Charlotte, Forfun, Dead Fish e Fresno.
23 de agosto no Estádio Couto Pereira – Curitiba
30 de agosto no Allianz Parque – São Paulo

Setembro

Coala
O festival mais querido da música nacional tem como headliners em 2025 Liniker e Caetano Veloso, além de outras atrações ainda a serem reveladas. Apesar desse suspense envolvendo o lineup, o festival está confirmadíssimo.
5, 6 e 7 de setembro no Memorial da América latina – São Paulo

The Town
O The Town iniciou suas atividades aqui no Brasil em 2023, e em suas duas edições, trouxe lineups invejáveis! 2025 não será diferente. Green Day, Sex Pistols e Iggy Pop encabeçam a vertente punk do evento, que vai contar também com Mariah Carey, Kate Perry e Camila Cabello.
6, 7, 12, 13 e 14 de setembro no Autódromo de Interlagos – São Paulo
17 de setembro no Rio Guamá – Belém
20 de setembro no Estádio do Mangueirão – Belém

Outubro

Steven Wilson
Um dos maiores nomes do rock progressivo, Steven Wilson já passou pelas bandas Yes, King Crimson, Jethro Tull, Marillion e XTC. Seu show inclui sucessos de todas essas bandas, além de material solo do multi instrumentista. Para quem se liga nessa vertente de som, é imperdível.
17 de outubro no Tokyo Marine Hall – São Paulo

Tomorrowland
A edição tupiniquim deste ano do maior festival de música eletrônica do mundo vai ser um arraso e contará com vários nomes brasileiros no lineup. As atrações ainda não foram confirmadas para a edição brasileira, mas normalmente, quem toca na edição belga, que rola em julho, acaba tocando também na edição brasileira. Alguns dos nomes confirmados para o festival na Bélgica são Acid Asian, Alok, ANNA, Antdot, Bhaskar, Blazy, Cat Dealers, Curol, Dubdogz, FTampa, Vegas, Vintage Culture, Webra e outros.
10, 11 e 12 de outubro no Parque Maeda – Itu

Novembro

Oasis
Depois de uma venda disputadíssima e muito rápida de ingressos no ano passado, o Oasis volta ao Brasil para dois shows aguardadíssimos. Enquanto tem gente fazendo bolão para adivinhar a data em que os irmãos Gallagher vão brigar e cancelar a turnê no meio, os sortudos que estão com ingresso comprado aguardam novembro ansiosamente.
22 e 23 de novembro no Estádio Morumbis – São Paulo

Rock the Mountain
Rock the Mountain é aquele festival que transborda bicho grilagem, e justamente por isso, é uma delícia! Natureza, rangos vegetarianos, artesanato, tirolesa e muita música. Neste ano o festival tem como atração gringa a britânica Jorja Smith, mas conta ainda com Liniker, BaianaSystem, Chet Faker, Gloria Groove e Ney Matogrosso.
31 de outubro, 1, 2, 7, 8 e 9 de novembro no parque Municipal de Petrópolis – Petrópolis

Então é isso. Realmente estamos bem servidos de shows e festivais em 2025. De K-Pop a heavy metal, tem de um tudo esse ano! Pra nós isso é ótimo! A diversidade de festivais não só movimenta a economia e o turismo, mas também fortalece o intercâmbio cultural entre público e artistas. É tanto rolê bom, que ainda bem que você tem a Strip Me pra deixar no estilo com todo o conforto do mundo! Além da descoladíssima Coleção Festival, fosse encontra camisetas de música, cultura pop, brasilidades, bebidas e muito mais! Chega lá no nosso site pra conferir, assim você também fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist saborosa com o que demlhro o Brasil vai receber em 2025. Festivais BR 2025 Top 10 tracks.

Filhos de Manchester: As 10 bandas mais importantes do berço do rock alternativo.

Filhos de Manchester: As 10 bandas mais importantes do berço do rock alternativo.

Depois de Londres, a cidade inglesa que mais gerou grandes bandas foi Manchester. A Strip Me dá um panorama da cidade e fala sobre as 10 bandas mais importantes que vieram de lá.

É muito comum ver gente traçando paralelos e fazendo associações entre as cidades Manchester e Seattle. De fato, rolam várias similaridades. O clima frio e chuvoso, são cidades essencialmente industriais e ambas geraram dezenas de bandas de rock que são relevantes até hoje. Mas cada uma tem suas nuances e particularidades, que sempre tornam tudo mais saboroso e interessante.

Nosso foco aqui é Manchester. Cidade que fica a noroeste da Inglaterra, é banhada pelo rio Mersey e cuja fundação não se sabe bem quando ocorreu, mas especula-se que tenha sido no século I, muito antes do Reino Unido ser o que é hoje. Manchester carrega uma história de luta e pioneirismo. Foi a primeira cidade a ter uma máquina a vapor operando na indústria têxtil, sendo assim um marco na Revolução Industrial. Justamente por seu caráter fabril, uniu uma diversidade étnica de trabalhadores muito diversa, bem como forjou uma classe trabalhadora unida e atuante socialmente. Estando longe demais das capitais, ensimesmou-se, criando, ao mesmo tempo, um certo orgulho de suas origens, um humor autodepreciativo e até mesmo criando rivalidade entre si mesma, com dois times de futebol de tradição e torcidas apaixonadas. Who needs London, anyway?

Tudo isso ajudou a forjar em Manchester uma sociedade criativa, trabalhadora e orgulhosa de si. Manchester e Liverpool sempre tiveram muito em comum, por serem cidades vizinhas, ligadas pelo rio Mersey. Por isso, quando começaram a despontar bandas de rock na região, no comecinho dos anos 60, esse movimento ficou conhecido como Merseybeat. Obviamente que o Merseybeat tinha como grande ícone os Beatles. Mas na sequência, duas grandes bandas de Manchester pintaram para engrossar o caldo do que ficaria conhecida como British Invasion. Anos depois, já no início da década de 1970, o clima em toda a Inglaterra era de desânimo e revolta. Uma crise econômica assolava o país, deixando milhares desempregados. Terreno fértil para o inconformismo do movimento punk. Os anos oitenta não foram muito melhores, e Manchester, nesse período, viu crescer pelo menos meia dúzia de grandes bandas alimentadas pela pobreza e desilusão.

Nesse contexto todo, a Strip Me selecionou as 10 bandas mais importantes surgidas em Manchester desde os anos 60 até hoje.

The Hollies

Uma das bandas mais importantes da Merseybeat. Eram camaradas dos Beatles e tem seu mérito por serem grandes compositores. Souberam criar lindas harmonias de vozes à la Beach Boys, mas sem serem tão ensolarados. Allan Clarke e Graham Nash formavam uma dupla ímpar. A banda não durou tanto tempo com sua formação clássica, mas seguiu com novos integrantes, e estão tocando até hoje. Em 1968 o guitarrista Graham Nash deixou a banda e trocou a chuvosa Manchester pela festiva California, onde integrou o super grupo Crosby, Stills, Nash & Young.

Herman’s Hermits

Apesar de ter caído no ostracismo da década de 1970 em diante, os Herman’s Hermits foram uma das bandas mais importantes da British Invasion. Entre 1965 e 1966 foi a banda que chegou mais perto de ser tão popular quantos os Beatles nos Estados Unidos, graças a sucessos como No Milk Today, I’m Henry VIII, I Am e There’s a Kind of Hush. Mas, para muita gente, vai ser sempre lembrada como a banda da clássica canção I’m Into Something Good, imortalizada num hilariante videoclipe no filme Corra que a Polícia Vem Aí!

Buzzcocks

Não é preciso cavar muito fundo para descobrir que uma das principais referências e inspiração para Bad Religion, Green Day, Blink 182 e toda a turma do punk californiano, é a banda de Manchester Buzzcocks. Formada em 1976 após um show dos Sex Pistols na cidade, o grande diferencial dos Buzzcocks é que eles trocaram as letras políticas e de protesto por temas existenciais adolescentes, com muita ironia e bom humor. Banda fundamental!

Joy Division

O show dos Sex Pistols citado acima aconteceu no dia 20 de junho de 1976. E não só a rapaziada que formaria os Buzzcocks estavam presentes e resolveram montar uma banda. Tinha uma outra molecada ali que ficou tão impactada com o show dos Pistols, que correu pra montar uma banda também. Ian Curtis, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris se juntaram e montaram uma banda chamada Warsaw, influenciada basicamente por Sex Pistols e The Stooges. Mas logo a banda resolveu mudar de rumo. Trocou de nome para Joy Division e começaram a criar um som único, misturando Velvet Underground e Kraftwerk. Assim, acabaram por fundar um novo gênero, o pós punk e ser determinante para a cena gótica que se criava. Até hoje segue sendo uma das bandas mais influentes de todos os tempos.

New Order

A gente até poderia botar Joy Division e New Order no mesmo balaio. Mas o New Order tem uma carreira tão distinta e influente para além do estilo soturno do Joy Division, que merece ser citada à parte. O New Order nada mais é do que o Joy Division sem o vocalista Ian Curtis, que cometeu suicídio em maio de 1980. Sem Curtis, a banda decidiu abraçar de vez a sonoridade eletrônica do Kraftwerk e mais uma vez cunhou um novo gênero, o eletro rock. Por revolucionar a música eletrônica e o rock com um acento pop fabuloso, o New Order é uma das bandas mais revolucionárias e influente dos anos 80. Se você gosta de Massive Attack, The Killers, LCD Soundsystem, Arcade Fire e etc, agradeça a Peter Hook e sua turma.

The Smiths

Dá pra cravar que a os Smiths são os pais do indie rock. Ok, muita gente pode dizer que é o Joy Division. Mas podemos colocar nos seguintes termos: Joy Division e The Smiths são para o indie o que The Stooges e Ramones são para o punk. A banda começou em 1982 e despontou logo de cara na Inglaterra. Não só Morrisey criou uma nova linguagem no rock, com um tom confessional e melancólico nas letras, como Johnny Marr também trouxe muita inovação com sua guitarra limpa e inventiva, trocando solos virtuosos por acordes e riffs surpreendentes. Os caras mudaram completamente o cenário, reinventaram o pós punk e desovaram mundo afora uma infinidade de bandas tristes que vão de Legião Urbana a Belle and Sebastian.

The Stone Roses

Os Stone Roses encabeçam dois movimentos importantíssimos e que cresceram paralelamente: Madchester e Britpop. A fama de Manchester de ser a Seattle inglesa vem dessa época em que, depois dos Smiths, bandas pipocavam por todo o canto e acabaram criando um uma cena muito forte que, assim como o grunge, não era musicalmente muito similar, mas tinha aquela camaradagem entre as bandas. O primeiro disco dos Stone Roses, lançado em 1989, é um dos melhores discos dos anos oitenta, com uma sonoridade forte e grandes melodias. Assim como os Sex Pistols fizeram os caras dos Buzzcocks e Joy Division querem estar numa banda, o embrião do que seria o Oasis surgiu depois de um show dos Stone Roses. Liam Gallagher disse que foi os Stone Roses foi a primeira banda que ele viu ao vivo, e Noel já afirmou que quando ouviu pela primeira vez Sally Cinnamon, primeiro single dos Stone Roses lançado em 1987, ele teve certeza que seria músico.

Happy Mondays

Happy Mondays é o tipo de banda que se destaca pela excentricidade. Claro, é uma banda competente e talentosa, mas não chega aos pés de Stone Roses, por exemplo. Mas contribuiu muito para moldar o movimento Madchester, musical e esteticamente. O Happy Mondays trouxe um ar de loucura e psicodelia que outras bandas não tinham. conta ponto a favor também saber que o nome da banda é uma brincadeira com o maior hit do New Order, a música Blue Monday. Aqui no Brasil a banda não ficou tão conhecida. Ganhou alguma popularidade quando vieram ao Brasil em 1991 para o Rock in Rio 2 e fizeram um show surpreendente. Além disso, o vocalista Shaun Ryder causou certa polêmica ao declarar para a Folha de S. Paulo tinha a intenção de vir ao Brasil trazendo mil tabletes de ecstasy, mas desistiu quando soube das condições das cadeias brasileiras, e preferiu não correr o risco de experimentar uma cela no país.

Oasis

Pois é. Atualmente não se fala em outra coisa. O retorno do Oasis é pauta em tudo quanto é lugar. Não à toa. Ainda que não sejam tão influentes quanto alguns de seus conterrâneos, certamente, é a banda mais popular da história de Manchester. O Oasis personifica o velho padrão do rock, a dupla criativa como Lennon e McCartney, Jagger e Richards e etc. Os irmãos Liam e Noel Gallagher são compositores fabulosos. Ambos funcionam bem em carreira solo, mas juntos rola uma química inexplicável. Se pegar qualquer lista dos melhores discos dos anos 90, certamente você vai ver um disco do Oasis lá, ou até mesmo dois. O Oasis fez parte do tal britpop, teve ali, no meio dos anos noventa uma tentativa de criar uma rivalidade com o Blur que não foi adiante (até porque o Oasis é claramente bem melhor que o Blur)… mas no fim, a banda extrapolou isso tudo, conquistando popularidade no mundo todo com uma obra invejável. Certamente é um dos filhos favoritos de Manchester.

The Chemical Brothers

A dupla Ed Simons e Tom Rowlands se conheceu em Manchester e acabou ajudando a revolucionar a música eletrônica. E não tinha lugar melhor para isso do que a cidade que gerou o New Order, que junto com Kraftwerk e Cabaret Voltaire, sempre foi uma das principais influências da dupla. O movimento Madchester, que começou ali com The Stone Roses e Happy Mondays, já tinha em seu DNA uma boa dose de música eletrônica, assim, foi natural que, mesmo não sendo uma banda de rock convencional, o duo The Chermical Brothers se tornasse um dos principais expoentes do Madchester. Indo além disso, junto com Prodigy e Fat Boy Slimn, o Chemical Brothers deu uma nova cara à música eletrônica.

Que cidade fulgurante é Manchester! Um lugar que respira boa música e exala grandes melodias Um lugar assim merece mais que nosso respeito, mas nossa homenagem! E a Strip Me, que tem uma verve musical que não é só pra inglês ver, celebra Manchester e começa setembro com várias camisetas lindas inspiradas no rock n’ roll. Pra conferir, é só colar no nosso site e ver os últimos lançamentos. e você pode ainda dar uma olhada nas camisetas de música, arte, cinema, cultura pop e muito mais.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist fina e elegante com o que de melhor saiu de Manchester. Manchester top 10 tracks.

8 Bandas que se separam e se reuniram com sucesso anos depois.

8 Bandas que se separam e se reuniram com sucesso anos depois.

No dia 27 de agosto a banda Oasis anunciou seu retorno tão aguardado pelos fãs. Para celebrar essa ótima notícia, a Strip Me relembra 8 bandas que se separaram, mas voltaram tempos depois e se deram bem.

Vamos combinar que o convívio em sociedade não é nada fácil. Sempre que um grupo de pessoas tem que passar muito tempo junto, coisas boas e ruins resultam disso. Pode ser que surja uma amizade para a vida toda, como pode originar desafetos incorrigíveis. Na real, quanto mais a relação entre esse grupo depender de tomada de decisões e assumir responsabilidades, maior a chance de dar alguma merda e sair uma briga. E os motivos para isso acontecer são os mais variados. Desde de uma piadinha inocente sendo mal interpretada, até alguém mal intencionado tentar levar muita vantagem em cima dos demais. Um dos exemplos mais claros desse tipo de situação pode ser observada numa banda de rock.

Vamos pegar aqui o estereótipo mais tradicional possível de uma banda, ou seja, três ou quatro amigos que gostam do mesmo estilo de música e resolvem aprender a tocar instrumentos e fazer seu próprio som. Seguindo nos clichês que já cansamos de ler em biografias de estrelas do rock, se a banda alcança sucesso comercial, logo os problemas se intensificam. A pressão de empresários faz com que surjam divergências entre os músicos sobre fazer um som mais comercial ou mais agressivo, sexo e drogas passam a fazer parte da rotina, nublando a percepção de realidade… a amizade começa a rachar, e de repente, do nada, o baixista joga uma garrafa de Jack Daniel’s na cabeça do guitarrista no camarim e pronto. A banda acaba. Se essa relação de amizade e parceria musical vai cicatrizar e voltar a ser como antes, só o tempo e a necessidade de dinheiro dirão.

E muitas dessas relações acabam voltando sim. E com êxito. A Strip Me selecionou 8 grandes bandas que se separaram por um tempo, voltaram a tocar anos depois e se deram bem.

Sex Pistols

Os Sex Pistols é um caso único na história do rock n’ roll. A banda durou apenas dois anos, lançou um único disco, e mesmo assim deixou uma marca permanente na música pop e é reverenciada até hoje. A banda começou em 1976 com John Lydon no vocal, Paul Cook na bateria, Steve Jones na guitarra e Glen Matlock no baixo. Matlock foi substituído por Sid Vicious no início de 1977, ainda antes da banda entrar em estúdio para gravar o indispensável disco Never Mind The Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Ironicamente, Glen Matlock foi contratado como músico de estúdio para gravar algumas linhas de baixo no lugar de Sid, que era um músico bem ruinzinho. A banda era um verdadeiro caos. O comportamento agressivo de Lydon e o abuso desenfreado de drogas de Sid Vicious fez a banda entrar em colapso durante uma tour nos Estados Unidos no início de 1978, que decretou o fim da banda.

Em 1996, para a surpresa de muitos, é anunciada a reunião dos Sex Pistols para uma série de shows. A turnê foi apropriadamente intitulada Filthy Lucre (lucro sujo), já que declaradamente, o quarteto não era mais o que se pode chamar de bons amigos. John Lydon, Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock empreenderam uma tour de 6 meses que passou pela Europa, Austrália, América do Norte e América do Sul, e certamente rendeu bons lucros para a banda. Em 2000 foi lançado o documentário The Filth and The Fury, que incentivou a banda a se reunir para mais shows, que foram se sucedendo com êxito até 2008. Depois disso, o clima pesou de novo entre John Lydon e Steve Jones, e o vocalista deixou a banda definitivamente. Mas Jones, Cook e Matlock seguiram tocando juntos colocando Frank Carter no lugar de Lydon. Com essa formacão, os Sex Pistols, vira e mexe, ainda aparecem em algum festival.

Velvet Underground

Apesar de não ser tão popular, o Velvet Underground é uma das bandas mais influentes e fundamentais do rock. Uma banda totalmente anticlimax, que propunha uma sonoridade letárgica e letras sombrias, em contraponto com o clima festivo de paz e amor vigente entre a juventude da época. Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker são os avós do punk rock e da música alternativa. Existe muita mística envolvendo a história da banda e seu desenvolvimento. Os abusos de heroína e outras drogas e o ambiente caótico e alienante do submundo artístico de New York fez com que a banda, ainda que muito criativa, produzisse muito pouco e vivesse mais de shows. Lou Reed e John cale, os dois principais compositores, se desentendiam frequentemente, em 1969 Cale foi expulso da banda por Reed e substituído pelo guitarrista Doug Yule, e foi o começo do fim. Em 1970 Lou Reed decide abandonar a banda para seguir carreira solo. O Velvet Underground ainda segue com Sterling Morrison, Maureen Tucker e Doug Yule, que assumiu os vocais, até 1973, quando a banda finalmente encerra suas atividades.

Em 1990 Lou Reed e John Cale se juntam para gravar o disco Songs for Drella, compostas pela dupla em homenagem a Andy Warhol, morto em 1987 e amigo íntimo de todos da banda. Com o disco, começam a pipocar boatos sobre uma reunião do Velvet Underground. A reunião se concretiza em 1992, quando a banda sai em uma celebrada tour pela Europa e Estados Unidos. A tour é um sucesso, em seguida a banda começa a excursionar com o U2 e pinta até um convite da MTV para que a banda grave um acústico. Tudo ia muito bem até que, em 1994, Reed e Cale brigam novamente. Para finalizar qualquer possibilidade da banda produzir algo novo, Sterling Morrison morreu em agosto de 1995, vítima de um linfoma. Foi uma reunião breve, é verdade, mais muito significativa, dada a importância da banda. Afinal, tenha certeza que sem Velvet Underground, não existiria Ramones, Talking Heads, Sonic Youth, Strokes

Pixies

Por falar em banda influente, os Pixies não poderiam ficar de fora desta lista. Assim como o Velvet Underground, os Pixies nunca foram um sucesso estrondoso de público, mas desde de seu primeiro EP, Come on Pilgrim, de 1987, é elogiadíssima pela crítica. A banda começou em Boston em 1986, formado por Black Francis na guitarra e voz, Kim Deal no baixo e voz, Joey Santiago na guitarra e Dave Lovering na bateria. Com seu som melódico e barulhento os Pixies conquistaram o coração de caras como Kurt Cobain, que inúmeras vezes rasgou elogios à banda na imprensa e chegou a declarar que Smells Like Teen Spirit havia sido uma tentativa de emular o som dos Pixies. Entre 1987 e 1991 a banda lançou 4 discos excelentes e fez muitos shows, mas o comportamento autoritário de Black Francis e a verve rebelde e criativa de Kim Deal fizeram com a banda se separasse em 1992.

Em 2004 foi anunciado o retorno dos Pixies aos palcos com sua formação original, tendo Black Francis e Kim Deal se reconciliado. Com a internet já popular e o público tendo mais acesso à informações e discos, o retorno dos Pixies foi muito celebrado, e a banda fez uma turnê mundial extensa e muito bem sucedida, passando inclusive pelo Brasil. Até 2013 a banda seguiu fazendo shows e começou a pintar até a vontade de gravar um novo disco de inéditas. Foi aí que o caldo desandou, e Black Francis e Kim Deal se desentenderam de novo. Deal anunciou sua saída, mas a banda seguiu em frente contratando a baixista Paz Lenchantin. De lá pra cá, a banda segue em plena atividade, tendo lançado 4 discos de inéditas.
Nota do editor: O show dos Pixies em Curitiba, em 2004, foi memorável, um dos melhores que já vi na vida.

The Police

O Police fez história como uma das bandas mais competentes da história, um power trio imbatível. O baixista e vocalista Sting tinha um histórico de músico de jazz, já o baterista Stewart Copeland vinha do rock progressivo e o guitarrista Andy Summers, ainda que um músico muito técnico, trazia a linguagem do punk e da new wave. Os três componentes se condensaram e o resultado foi um pop afiadíssimo, moderno e cativante. A banda atuou de 1977 a 1983 enfileirando hits radiofônicos e ganhando Grammys. Neste período lançaram 5 discos, todos resultando em altas vendas e turnês mundiais. Realmente, a banda praticamente não parou de trabalhar ao longo desses 6 anos. A convivência e as pressões de gravadora e empresários deixou o trio exausto e sedento por explorar novos caminhos. Assim, em 1983, anunciaram uma pausa das atividades da banda, para que cada integrante pudesse se dedicar a outros projetos. Essa pausa acabou se prolongando tanto, que acabou sendo considerada o fim do Police.

Ainda que o trio tenha voltado a tocar junto esporadicamente em um ou outro evento especial, foi só em 2007 que foi anunciado o triunfal retorno do Police. A banda fez uma extensa turnê mundial entre 2007 e 2008 que realmente consagrou o Police como uma das bandas mais importantes dos últimos tempos. Essa tour passou pelo Brasil lotando o Maracanã numa noite histórica. Depois disso, em 2008, coube a Stewart Copeland anunciar que a banda estava definitivamente encerrando as atividades de uma vez por todas. Como curiosidade, vale citar que cada membro do trio seguiu com seus projetos próprios. O guitarrista Andy Summers acabou se ligando muito ao Brasil. Gravou disco com a Fernanda Takai e montou uma banda chamada Call The Police, onde toca com o baixista Rodrigo Santos (ex-Barão Vermelho) e João Barone (Paralamas do Sucesso) os maiores sucessos do Police desde 2014 até atualmente.

Blink 182

O Blink 182 é uma dessas bandas cuja formação considerada “clássica” não é a original. A banda começou em 1992 com Tom DeLonge na guitarra, Mark Hoppus no baixo e Scott Reynor na bateria. Com essa formação a banda lançou dois discos, alcançando até certo reconhecimento no mainstream, empurrados pela onda punk que assolava as rádios graças ao Green Day e Offspring. Porém, à medida que a popularidade da banda crescia, o baterista Scott Reynor foi se perdendo cada vez mais nas farras e bebedeiras. Durante uma tour em 1998 ele simplesmente desapareceu, deixando a banda na mão. Convocado às pressas, Travis Barker não deixou a baqueta cair e assumiu os tambores da banda definitivamente. No ano seguinte, a banda lança Enema of the State e estoura de vez, ficando conhecida no mundo inteiro. Em 2005 a banda anunciou oficialmente que estava encerrando as atividades, por divergências musicais entre os integrantes da banda.

Em 2009 a banda apareceu de surpresa na cerimônia do Grammy e anunciou seu retorno aos palcos. E foi uma volta retumbante. As tours foram sucesso de público, o que incentivou a banda a começar a trabalhar em novas canções. Em 2011 lançam o disco Neighborhoods e seguem em frente a todo vapor. A alegria durou até 2015, quando DeLonge anunciou que estava saindo da banda, pois queria se dedicar a outros projetos para além do universo da música. Hoppus e Barker continuaram trabalhando com Matt Skiba no lugar de DeLonge. Em 2021, Mark DeLonge publicou em suas redes sociais estar em tratamento por conta de um câncer. Em 2022, já curado e grato aos fãs pela enxurrada de boas vibrações que recebeu, anunciou seu retorno à banda, que lançou um disco novo em 2023 e saiu em turnê mundo afora, chegando a desembarcar no Brasil, inclusive. E não dão sinais de que vão parar tão cedo.

Faith No More

Outra banda cuja formação clássica não é a original. Na real, o Faith No More é o tipo de banda que acabou sendo identificada muito mais pelo seu frontman do que pelos demais integrantes. Ainda que o Faith No More não seja o Faith No More sem a presença do batera Mike Bordin, do baixista Billy Gould e do tecladista Roddy Bottum, sem dúvida é Mike Patton que carrega o nome da banda nas costas. Faith no More começou em 1982, além de Bordin, Gould e Bottum, fazia parte da banda o guitarrista Jim Martin. Até ficarem com Chuck Mosley, muita gente passou pela cargo de vocalista da banda, até mesmo uma ilustre desconhecida até então chamada Courtney Love, que na época era namorada do tecladista. Mosley ficou na banda de 1984 até 1989 e chegou a gravar dois discos. Insatisfeitos com as limitações vocais e excessos alcoólicos de Mosley, o vocalista foi demitido. Em seu lugar entra Mike Patton e tudo muda! A banda grava, logo de cara, um disco avassalador, que vende milhões de cópias mundo afora. Em pouco tempo, Patton toma conta da banda com sua energia criativa e bizarrices sonoras. Apesar de Jim Martin ter seu valor e ter feito parte dos discos mais importantes da banda (The Real Thing e Angel Dust), ele não concordava com as estripulias de Patton e saiu fora em 1993. Muitos guitarristas passaram pela banda desde então. O Faith No More encerrou as atividades em 1998, depois de todos os integrantes estarem encarando a banda como um reles emprego, estanto todos interessados em outros projetos.

Em 2009 a banda anuncia que está se reunindo para fazer uma turnê europeia. O curioso dessa história é que Patton e companhia, nas entrevistas sobre o retorno da banda, não tinham nenhum pudor em afirmar que o retorno da banda estava acontecendo porque todos eles estavam precisando levantar uma grana. Desta forma despretensiosa, a banda acabou fazendo uma tour que, além da Europa, passou pela América do Norte e América do Sul, incluindo o Brasil, claro. Com shows bombásticos, o Faith No More surpreendeu o público mundo afora fazendo shows e até mesmo lançando um disco de inéditas em 2015. Atualmente, a banda está oficialmente parada porque Mike Patton está em tratamento, desde 2020, após ser diagnosticado com agorafobia, um distúrbio que causa crises de ansiedade e pânico.
Nota do editor: O show do Faith No More em São Paulo em 2009 também figura entre os mais memoráveis que já presenciei.

Guns n’ Roses

Uma convergência de fatores fez com que os Guns n’ Roses fossem considerados a maior banda de rock do mundo entre 1987 e 1991, quando foram atropelados pelo grunge. A banda começou em 1985 como uma dissidência da banda L.A. Guns. Tracii Guns (guitarra solo), Ole Beich (baixo) e Robbie Gardner (bateria), que faziam parte dos L.A. Guns se juntaram aos amigos Axl Rose, que era vocalista, e Izzy Stradlin, guitarrista. A junção de L.A. Guns com Axl Rose, gerou o nome Guns n’ Roses. Mas essa formação durou pouco. Tretas e chapações fizeram a banda se separar, mas Axl e Izzy ficaram com o nome e convocaram o guitarrista Slash, o baixista Duff McKagan e o batera Steve Adler. e o resto é história. O talento inegável de Axl Rose e Slash para compor grandes canções, a pose hedonista e a MTV dando seus primeiros passos, sedenta por bandas que aparecessem bem na telinha, alçaram rapidamente os Guns n’ Roses ao estrelato. Na real, a banda nunca encerrou suas atividades oficialmente. Axl Rose manteve o nome da banda de pé, mesmo sem nenhum dos integrantes da fase áurea da banda (leia-se os discos Appetite for Destruction e Use Your Illusion 1 e 2). O primeiro a deixar a banda foi Slash, em 1995. Em 1997 Duff McKagan foi o último dos integrantes daquela época a deixar a banda nas mãos de Axl Rose.

Depois de muita negociação, conversas entre os ex-integrantes e até mesmo um histórico desabafo choroso de Axl Rose no palco em pleno Rock in Rio 2001, a trinca de ouro dos Guns n’ Roses, Axl Rose, Slash e Duff McKagan acertaram os ponteiros e finalmente anunciaram que voltariam a tocar juntos. O retorno rolou em grande estilo, no festival Coachella de 2016. Desde então a banda segue excursionando mundo afora e disparando seus grandes hits, que marcaram toda uma geração de moleques cabeludos.

Oasis

Pra finalizar, não poderíamos deixar de falar sobre a banda que inspirou a elaboração dessa lista! Oasis tem uma história interessante de apropriação. Começou com o baixista Paul McGuigan, o guitarrista Paul “Bonehead” Arthurs, o baterista Tony McCarroll e Chris Hutton nos vocais, que formavam uma banda chamada Rain, em 1991. Insatisfeitos com as performances do vocalista, Hutton foi substituído por Liam Gallagher, que era camarada dos caras da banda. Logo ao entrar, Liam propôs que a banda trocasse de nome para Oasis, sugestão aceita. Eles seguiram tocando pelos bares de Manchester sem grandes pretensões. Noel, irmão mais velho de Liam, costumava acompanhar a banda e dar uma força como roadie. Notando que a banda tinha potencial, mas não conseguia desenvolver boas canções, Noel propôs entrar para a banda com uma condição: ele ser o líder, e único compositor, e que os músicos se comprometessem a encarar a busca pelo sucesso com seriedade. Por alguma razão, aquela molecada que era quatrou ou cinco anos mais nova, aceitou. Noel virou o dono da banda e… não é que deu certo? Logo eles conseguem assinar com uma grande gravadora, lançam um disco de estreia soberbo e começam uma escalada veloz rumo ao estrelato. Mas, claro, no meio do caminho haviam egos inflados, drogas, pressão de empresários, gravadoras… e mais egos inflados. Liam passou a disputar as atenções e liderança com Noel e entre 1996 até meados da década de 2000, foi uma sucessão de briga e volta entre os dois irmãos, e, de fato, acabou que a banda se resumiu aos dois mesmo. A coisa toda se arrastou até 2009, quando Noel anunciou sua saída e, por consequência, o fim da banda, numa nota em que dizia: “É com tristeza e grande alívio que venho dizer que deixei o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não poderia continuar trabalhando com Liam por mais um só dia.”

Desde então, órfãos do Oasis sonham com uma reunião dos irmãos Gallagher nos palcos, e quem sabe nos estúdios, compondo material novo. Enquanto isso, se contentam com as carreiras solo de Liam e Noel. Até que, dias atrás, pintou no Instagram da banda uma imagem com a data “27 de agosto de 2024”. Todo mundo ficou alvoraçado com uma possível volta da banda. E esse retorno realmente se confirmou! Na última terça feira, dia 27 de agosto, foi anunciada e já começaram as vendas de uma tour da banda pelo Reino Unido, e já rolam várias especulações sobre uma tour mundial! Só nos resta torcer e aguardar.
Nota do editor: Caso se confirme um show do Oasis no Brasil, pretendo estar presente, certo de que será mais um entre os memoráveis shows que já vi.

Nada como a notícia da reunião de uma banda amada pra aquecer os nossos corações! E se é show bom que está por vir, a Strip Me já está prontinha pra te fornecer as mais incríveis e charmosas camisetas para vestir nesses momentos! A nossa coleção de camisetas de música é um arraso! Vai lá na nossa loja conferir! E tem também as camisetas de cinema, arte, cultura pop, bebidas e muito mais. Ah, sim. No nosso site você também fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Aquela playlist arrasadora com as bandas que foram, mas voltaram! Back Together top 10 tracks.

Para assistir: Para entender bem esse lance todo de como funciona uma banda por dentro e sacar porque as bandas acabam se separando, mesmo quando estão por cima, vale a pena assistir a divertidíssima minissérie Daisy Jones and The Six, a história de uma banda fictícia que se deu bem e depois se deu mal. Além de uma fotografia linda e roteiro super bem escrito, a trilha sonora é ótima!

10 versões dos Beatles

10 versões dos Beatles

Os Beatles foram responsáveis por muita coisa desde seu surgimento para o grande público em 1963, eles inovaram com shows em estádios, videoclipes e composições cheias de novos elementos. Porém, é provável que inspirar alguns milhares de adolescentes a pegarem um instrumento e começarem uma banda seja a maior revolução provocada por John, Paul, George e Ringo.

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Muitos desses “filhos” confessos dos Beatles tiveram carreiras de muito sucesso e fizeram questão de homenagear sua maior influência através de regravações. Em outros casos, artistas contemporâneos, e às vezes até anteriores ao quarteto de Liverpool, também se renderam a suas canções e nos presentearam com versões impecáveis.

Entre algumas centenas de ótimas versões, aqui vão dez faixas que mostram os Beatles de outros ângulos.

 

The Rolling Stones – I Wanna Be Your Man

Tá, essa versão não é tecnicamente um cover, mas as duas bandas gravaram a música. Reza a lenda que Keith Richards e Mick Jagger deram uma carona para Lennon e McCartney e durante o trajeto Jagger disparou, ‘estamos gravando, vocês tem alguma coisa?’, a dupla logo se lembrou de uma música que seria cantada por Ringo e poderia ser lançada como single. Acabou que a versão dos Rolling Stones de I Wanna Be Your Man saiu três semanas antes. Quando questionado sobre o episódio anos mais tarde, Lennon disse que era uma música descartável para os Beatles, eles nunca dariam algo muito bom para os Stones.

https://www.youtube.com/watch?v=79shF21lY4I

 

Johnny Cash – In My Life

Com a ajuda do produtor Rick Rubin, Johnny Cash reestabeleceu (de novo) sua carreira perto do fim de sua vida com a série de álbuns American, que envolvia uma seleção de regravações e algumas novas composições. American IV ficou famoso pela versão de Hurt do Nine Inch Nails, porém, sua versão de In My Life não deixa a desejar e também ganha uma nova alma ao ser interpretada por um artista perturbado que revisitava sua longa vida.

https://www.youtube.com/watch?v=K6oPHBeoB-w

 

Eddie Vedder – You’ve Got to Hide Your Love Away

Com o Pearl Jam, Eddie Vedder adora saudar suas maiores influências, é comum ver a banda tocando sons do The Who, Ramones, Neil Young e Beatles, para citar alguns, em seus shows. Vedder gravou essa música para a trilha do filme ‘I am Sam’ de 2002, e desde então a toca regularmente em seus sets acústicos, e nunca deixa de emocionar todo o público.

 

Jimi Hendrix – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band    

Já vimos aqui que Jimi Hendrix foi o seu Madruga para o senhor Barriga que vive em Ringo Starr por um tempo. Depois de destruir a casa do pobre Ringo, Hendrix resolveu fazer uma homenagem à banda do coitado com essa versão, que transformou a introdução ao mundo da Lonely Hearts Club Band em uma música perfeita para seus solos incendiários.

 

Joe Cocker – With a Little Help From My Friends

A versão de Joe Cocker para essa música em Woodstock foi tão boa, mas tão boa, que ajudou todo mundo a esquecer do caos completo que foi o festival e ir embora achando tudo lindo e maravilhoso. E pra falar a verdade, deve ter sido mesmo. Ele acabou gravando With a Little Help From My Friends e a lançou em um álbum que carrega esse nome e vem cheio de outros covers. A maior prova do quão foda é a versão de Cocker, antes dela, a música que Ringo canta era só mais uma em Sgt. Pepper’s, depois de Cocker ela tornou uma música indispensável para qualquer formatura, reunião de velhos amigos ou situação que envolva álcool e nostalgia.

 

The Black Keys – She Said She Said

O álbum The Big Come Up, de 2002, trouxe uma versão que não se diferencia muito da original estruturalmente, mas não deixa de ser única. Carney e Auerbach fizeram questão de pegar uma das músicas mais ácidas dos Beatles e amarra-la em uma garagem quente e úmida no centro dos Estados Unidos.

 

Stevie Wonder – We Can Work it Out

Wonder traz à tona todas as influências de soul music dos Beatles nessa versão de We Can Work it Out. Stevie Wonder gravou essa música para o álbum Signed, Sealed and Delivered, de 1970, mas foi ao vivo que ela ganhou nova vida, com destaque para a passagem da gaita.

 

The Pixies – Wild Honey Pie

Frank Black e Kim Deal pegaram essa brincadeira de Paul McCartney para o álbum branco, viraram de cabeça para baixo e chacoalharam com força. Deu nisso.

https://www.youtube.com/watch?v=LyVsg4nwJn0

 

David Bowie – Across the Universe

David Bowie datou com maestria na década de 1970 uma das músicas mais mínimas já compostas por John Lennon. As duas versões são extremamente diferentes e fica até difícil comparar uma com a outra, independente de preferências, Across the Universe de David Bowie é perfeita em sua proposta.

 

Oasis – I am the Walrus

Liam e Noel Gallagher nunca fizeram muita questão de esconder suas influências. A maior dela, os Beatles, já foi homenageada através de vários covers, e I am the Walrus acabou se tornando a mais popular, já que fechava a maioria dos shows da banda de Manchester. Alunos aplicados na escola Beatles de se fazer rock, o Oasis foi um dos maiores responsáveis por carregar através da década de 1990 o legado do rock inglês estabelecido pelos meninos de Liverpool 30 anos antes.

 


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Tal pai, tal filho: Rockstars e seus filhos famosos

Tal pai, tal filho: Rockstars e seus filhos famosos

Filhos de rockstars costumam crescer cercados pelo agitado mundo do show business e muitas vezes, por costume, genética ou só porque viram o quão divertido ele é, acabam se tornando parte desse mercado em seus próprios méritos. Para homenagear os pais orgulhosos, vamos lembrar os filhos que se mostraram dispostos a carregar a tocha.

Jakob Dylan

Nascido em 1969, Jakob é o mais jovem dentre os cinco filhos de Sara e Bob Dylan. O filho da lenda folk começou a tocar guitarra inspirado por bandas como The Clash e Buzzcocks, e antes de se formar no ensino médio já havia lançado um disco. Após se mudar para Los Angeles, no fim da década de 1980, Jakob formou a banda The Wallflowers com seu amigo de infância Tobi Miller, e fez muito sucesso durante a década de 1990. A banda voltou a ativa em 2012 após um hiato de seis anos.


Jason Bonham

Filho de John Bonham, um dos maiores bateristas de todos os tempos, Jason não perdeu tempo seguindo os passos do pai, aos quatro anos o garoto já apareceu tocando sua mini bateria no documentário ‘The Song Remais the Same’ e aos 17 já fazia sua primeira turnê internacional. Por diversas vezes Jason já ocupou o posto de seu pai ao lado dos outros membros do Led Zeppelin, como no Live Aid e na famigerada reunião da banda em 2007, e nunca decepcionou.

http://https://www.youtube.com/watch?v=fpigDGf6vXM


Lisa Marie Presley

Filha do eterno rei do rock, Lisa Marie ficou conhecida na década de 1990 por um dueto que fez com pai, Elvis Presley, e uma vida pessoal um tanto quanto agitada. Lisa Marie foi casada com Michael Jackson e Nicholas Cage na época, relacionamentos que deixaram a mídia maluca e foram manchetes de tudo que envolvia fofoca. Passados os dois casamentos, a filha de Elvis resolveu se dedicar de uma vez por todas ao mercado fonográfico e lançou seu primeiro álbum de composições próprias em 2003. Mais dois registros foram lançados desde então, um em 2005 e o outro em 2012.


Zak Starkey

Por ironia do destino, o filho do Beatle menos adorado foi quem conseguiu mais notoriedade em sua carreira musical. Zak, fruto do primeiro casamento de Ringo Starr, foi o penúltimo baterista do Oasis e atualmente é integrante do The Who. Curiosamente, o baterista original do Who, Keith Moon, era o padrinho de Zak e chegou a lhe ensinar alguns truques na bateria.

http://https://www.youtube.com/watch?v=IzPVY_hUUEc


Kelly Osbourne

O número de profissões que Kelly Osbourne já teve é equivalente à quantidade de drogas que papai Ozzy usou. Kelly começou como reality star no clássico ‘The Osbournes’, lançou um álbum (com versões de Madonna e Black Sabbath), atuou no teatro e teve um programa de rádio na BBC. Atualmente ela apresenta o programa ‘Fashion Police’ no E! e deixou seus dias de cantora pop-punk-teen-gótica pra trás.


Nancy Sinatra

Nancy Sinatra nasceu na época em que seu pai, Frank Sinatra, estava prestes a se tornar uma das maiores estrelas pop da história dos Estados Unidos. Nancy fez sua estreia em rede nacional em um programa especial em que Frank recebia Elvis Presley, que acabara de voltar de seu período em serviço militar pela Europa. Nancy lançou em 1964 o hit ‘These Boots Are Made for Walking’, e vendeu mais de um milhão de cópias na época, transformando a música em um standard nos Estados Unidos e na Inglaterra. Seguindo o exemplo do pai, que já foi até preso por sedução e adultério, Nancy abusava da sensualidade e de sua voz suave e cheia de personalidade.


Ziggy Marley

Ziggy e seus sete irmãos foram criados por seu pai, Bob Marley, próximos aos palcos, muitas vezes aparecendo para cantar algumas músicas. Com a morte de Bob Marley, em 1981, a banda The Wailers convidou Ziggy para se apresentar no lugar do pai, o projeto rendeu algumas turnês mundiais ao longo da década de 1980. Após uma época com os Wailers, Ziggy montou a banda The Melody Makers e experimentou quase duas décadas de sucesso nesse projeto. Em 2003, o terceiro filho de Bob Marley saiu em carreira solo. Seus irmão Damien e Stephen também construíram carreiras de sucesso no reggae.


 


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Uma viagem musical ao mundo das drogas

Uma viagem musical ao mundo das drogas

Fruto de estereótipo, livre associação ou simples observação de padrões, o uso de drogas (lícitas ou não) sempre esteve estritamente ligado a artistas em geral, que por definição do ofício, tentam expressar sentimentos, anseios e costumes da sociedade em que vivem através de expressões criativas. Bem ou mal, o uso de substâncias que alteram a percepção do mundo sempre foi algo comum entre a maioria dos seres vivos, inclusive os seres humanos, portanto vamos listar as experiências com tais substâncias que alguns desses artistas transformaram em música, a fim de retratar as inúmeras implicações que essas têm sobre a vida do indivíduo, algumas abordando o tema de maneira sútil, outras nem tanto…

Got to Get You into My Life Nessa bela canção do álbum Revolver, embalada por instrumentos de sopro que dão um ar ainda mais entusiasmado para a música, Paul McCartney conta como andava só e despretensioso até encontrar uma garota que o apaixonou à primeira vista e foi feita para estar ao seu lado todos os dias de sua vida, já que o fazia feliz e expandia e melhorava sua vida, a única parte que Macca omitiu é que o objeto de tal afeto era a maconha, ao invés de uma pessoa. McCartney escreveu a música quando foi apresentado a droga, que o deixou mais animado e “expandiu sua mente”, ao invés do clima pesado que ele imaginava enquanto um garoto de classe média na Inglaterra. “É uma homenagem a maconha, como alguém faria uma homenagem ao chocolate, ou a um bom vinho” disse Paul em uma entrevista.


Doctor Robert Também do álbum Revolver, essa é a resposta de John Lennon para Got to Get You into My Life. A música fala sobre o doutor Robert Freymann, um médico de Nova York, que segundo suas contas tinha mais de 100 pacientes famosos (inclusive Chalie Parker e a primeira-dama dos EUA Jackie Kennedy). Dr. Freymann “animava” seus pacientes com injeções que continham uma pequena dose de vitamina B e outra não-tão-pequena dose de Anfetamina. Ele era famoso por deixar Manhattan nas nuvens e, não à toa, perdeu sua licença médica alguns anos antes de sua morte, em 1987.


Heroin Conforme The Velvet Underground and Nico se tornou um disco cultuado na cena alternativa, dezenas de interpretações alternativas foram criadas em torno de Heroin, quando na verdade a música apenas descreve os efeitos da droga em seu usuário, um tema obscuro abordado com imparcialidade, uma das maiores qualidades de Lou Reed enquanto compositor. Segundo o próprio Reed, essas músicas que abordam temas polêmicos eram feitas para “exorcizar um instinto destrutivo que existe em mim, na esperança de que outras pessoas as entendam da mesma maneira”, porém ele mesmo admitiu que ao longo dos anos os relatos se mostraram na maioria das vezes contrários a sua intenção inicial.

http://www.youtube.com/watch?v=ffr0opfm6I4


Mr. Brownstone Slash e Izzy Stradlin, os dois guitarristas da banda Guns N’ Roses, descreveram seu dia a dia no final da década de 1980, ambos dopados de heroína o tempo todo, perdendo compromissos relacionados à banda e usando uma quantidade cada vez maior. Em um desses belos dias na casa da namorada de Stradlin os dois começaram a improvisar a letra, e a escreveram em um papel de pão para não se esquecerem do que tinham feito e mostrar para o resto da banda. O tal Mr. Brownstone, um dos muitos nomes da heroína em Los Angeles nessa época, foi a primeira música que a banda escreveu após assinar seu contrato com a Geffen Records, que os levou ao estrelato.

http://www.youtube.com/watch?v=KVYDnQwi3OQ


Hurt Trent Reznor compôs a música Hurt para o álbum The Downward Spiral falando sobre seu vício em heroína, tratando das consequências e arrependimentos que vieram com a situação. Apesar de relativo sucesso na época de seu lançamento, Hurt se tornou um sucesso mundial após a estreia do melancólico vídeo clip, dirigido por Mark Romanek, que continha a versão de Johnny Cash para a música em 2002. Outro usuário notório de drogas ao longo de sua vida, Cash viu a música como uma propaganda antidrogas. A maior curiosidade sobre essa música é o local no qual ela foi composta, em 1994 Trent Reznor morava na casa em que a atriz Sharon Tate, a vítima mais notória do serial killer Charles Manson, foi assassinada sem saber do fato. A mansão foi demolida após o lançamento do álbum, mas Reznor fez questão de ficar com a maçaneta da casa, para se lembrar dos momentos (bons e maus) que passou naquele lugar.


Cocaine Apesar de se tornar uma das músicas mais conhecidas da história do Rock na voz de Eric Clapton, esse tema foi composto por JJ Cale, que teve várias de suas músicas interpretadas pelo eterno “Slowhand”, que dizia ver a música como uma propaganda contra a droga, porém a letra enfileira situações e os efeitos de seu uso sem se mostrar muito parcial. Na época em que gravou a Cocaine, Eric Clapton tinha acabado de largar a heroína, porém se empanturrava com álcool e cocaína o dia todo para esquecer o vício anterior, e como todo bom junkie, jurava de pés juntos que tinha tudo sobre controle e podia largar tudo assim que quisesse. Após uma convivência tão próxima com as drogas, o guitarrista abriu um centro de reabilitação em Antigua no ano de 1998, colocando um fim a sua vida de excessos.

http://www.youtube.com/watch?v=Q3L4spg8vyo


Cigarettes and Alcohol Na década de 1990 as brigas e exageros dos irmãos Gallagher se tornaram quase tão famosos quanto suas músicas, certa vez Noel chegou a dizer que se dessem medalhas pelo uso de drogas, a banda Oasis teria ganhado dezenas delas. Nesse single de seu primeiro álbum, Liam canta sobre álcool, cigarros e drogas sendo usados contra uma rotina banal e monótona, além do desencanto com a vida da classe trabalhadora inglesa. Com referências diretas a cocaína no refrão, “you might as well do the white line” (você pode usar a linha branca) a música é considerada uma declaração social brutal e realista, além de ter um riff espetacular.


Sister Morphine Composição de Keith Richards, Mick Jagger e Marianne Faithfull, namorada de Jagger na época, a música fala sobre um homem no leito de sua morte após um acidente de carro clamando por sua irmã morfina para aliviar a dor, ou até pela prima cocaína, para acalmar sua mente. Família tranquila. A dor descrita na música veio para Marianne Faithfull no fim de 1969, algum tempo após a morte do guitarrista Brian Jones ela tentou suicídio e ficou internada em um hospital de Sydney. Uma favorita entre os fãs de Stones, é também muito lembrada por seu clima pesado.


Feel Good Hit of the Summer Caso alguma droga tenha sido esquecida, nosso amigo Josh Homme traz o resto pra ninguém ficar de fora. A música que grita nicotina, valium, vicodin (dois poderosos calmantes), maconha, ecstasy, álcool e cocaína repetidamente, foi concebida por Homme após o réveillon de 1999 para 2000, em uma festa que durou três dias. O vocalista Rob Halford, que gravava seu álbum no estúdio ao lado, também cantou na faixa, e ao ver a letra riu, e disse: “Ah sim, um coquetel Rock and Roll”. Feel Good já rendeu várias situações inusitadas e controversas, como a rede Wal-Mart retirando o álbum Rated R de suas prateleiras em toda a América do Norte, fez a banda ser expulsa de sua apresentação em uma clínica de reabilitação dois minutos após seu início enquanto os internos saiam do controle.

http://www.youtube.com/watch?v=9niXinrsheE


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