Welcome to the Jungle!

Welcome to the Jungle!

O que é mais importante, a tendência da moda ou a sua personalidade? Não precisa nem pensar muito pra saber que é a personalidade, né? Mas também, não precisamos ser radicais. Claro que as tendências da moda são super legais, e quando dão match com a personalidade então, é maravilhoso! E, olha, quando falamos tendências da moda, não estamos nos referindo necessariamente só a roupas, mas também comportamentos, hábitos culturais e etc. É como diz a canção: “É preciso estar atento e forte”, ou seja, seguir as tendências, mas se manter fiel à sua personalidade. E se tem uma tendência que vale a pena ser seguida e é facilmente adaptável a qualquer personalidade é cultivar plantas em casa!

Você pode chamar de home gardening, cultivo indoor, urban jungle… cara, o rótulo pouco importa! O que importa é que ter plantas em casa é a moda mais legal que apareceu nos últimos anos! As plantas são uma decoração super descolada, mas também ajudam a equilibrar os ambientes, ajudam a relaxar, limpam e melhoram o ar da casa, trazem boas sensações. É tudo de bom mesmo! Mas é curioso, porque cultivar plantas e flores em casa sempre pareceu ser um hábito de donas de casa de meia idade e senhorinhas aposentadas. O que aconteceu que, de repente, jovens que moram sozinhos desembestaram a ter samambaias e costelas de Adão em todo canto do apê?

É verdade que essa prática explodiu mesmo ano passado, com a pandemia, todo mundo tendo que ficar em casa e tal. Mas essa moda vem de um pouco antes.  Em 2016 muita gente já falava em urban jungle como uma tendência de decoração e estilo de vida, por exemplo. Cabe aqui uma constatação social para contextualizar. Nos últimos 20 anos se percebeu um aumento expressivo de jovens entre 30 e 40 anos morando sozinhos. O mercado imobiliário se adaptou rapidamente a essa realidade, com cada vez mais apartamentos pequenos, porém charmosos e bem localizados. Da mesma maneira, também cresceu muito o segmento de pet shops, porque a pessoa quer morar sozinha, mas quer ter um bichinho ali junto, afinal, não dá pra negar que cachorro e gato são bem melhores que qualquer pessoa. O lance de morar sozinho também tem muito do sentimento de auto valorização, fazer acontecer, do it yourself. Todo esse contexto contribuiu para esse crescente interesse dos jovens por cultivar plantas em casa.

Tem um outro aspecto interessante nisso tudo. O lance de se sentir confortável, acolhido, dentro de casa tem muito da nossa memória afetiva. Para muita gente não tinha lugar mais gostoso pra se estar quando criança do que na casa da vó. Se você fechar os olhos agora e pensar  nas palavras “casa de vó”, provavelmente virá à sua mente uma varanda cheia de samambaias, uma sala com um vaso grande do lado do sofá, vasinhos de violetas na janela, televisão ligada na Sessão da Tarde, um cheiro de bolo no ar… E acaba sendo natural que, quando você tem a sua casa, o seu cantinho, você queira reproduzir todo esse sentimento. Isso parece uma parada meio boba, e na maioria das vezes, quando se fala em urban jungle, cultivo indoor, não se aborda esse aspecto. Mas é um lado humano nosso, que é sim muito válido e bonito, vale a pena ser mencionado.

Mas tá bom. Tudo muito bonito, interessante, mas se assim como o Belchior, você não tá interessando em nenhuma teoria, vamos ser práticos. Você quer começar a ter suas plantinhas em casa, mas não sabe por onde começar. A gente te ajuda. Tanto faz se você mora numa casa ou apartamento. Pra você ter plantas dentro de casa, a primeira coisa que você precisa fazer é observar. Acorda cedo um domingo que você vá ficar em casa e fique observando onde o sol bate de manhãzinha, na hora do almoço e no meio da tarde. Isso vai ser determinante pra você saber onde posicionar seus vasos. Tem plantas que gostam de mais sol, tem outras que se bastam só com a luminosidade do dia, sem a incidência direta do sol nela. Isso também permite que você tenha realmente várias plantas diferente, em pontos diferentes da casa. Em seguida, é fundamental ter um bom planejamento. Mas vai com calma, isso não é pra ser uma coisa chata, claro, mas requer um mínimo de organização. Além de observar os pontos de sol e luminosidade da sua casa, você precisa pensar na sua rotina. Se você é o tipo de pessoa que trabalha o dia todo fora de casa, volta no fim do dia, só toma um banho e sai de novo, enfim, não pára muito em casa, você vai precisar estabelecer uma rotina de, por exemplo, antes de sair, ou antes de ir dormir, aguar e adubar suas plantas. A sua rotina e o quanto você vai conseguir se dedicar vai ser determinante na hora de escolher as suas plantinhas.

E que plantas ter em casa? As opções são tão vastas quanto a diversidade da flora brasileira. O céu é o limite. Mas tem algumas que são mais certeiras, em especial para quem quer começar e não tem muita prática. Vamos citar aqui algumas plantas que se adaptam bem a ambientes fechados, que podem ficar dentro de casa, mas varia de cada espécie se ela precisa de mais ou menos luz, mais ou menos água e etc. Então, tenha em mente que você vai precisar dar uma pesquisada mais cuidadosa ou conversar com alguém que manja do assunto antes de escolher as suas.  Pra começar, uma boa opção é a Café de Salão, uma planta de folhas muito bonitas, em várias tonalidades de verde e, em alguns casos, até tons avermelhados. É uma planta que gosta de luminosidade, mas não de sol direto, portanto, ideal pra ficar perto de uma janela. Outra particularidade é que ela não requer ser regada com frequência. O ideal é que seu vaso não fique em contato direto com a água, mas fique sobre uma bandeja umidificadora, ou seja, uma bandeja com pedras e uma lâmina de água no fundo, e o vaso sobre ela. Assim, a planta absorve a água por sua capilaridade e pela evaporação. Ela é, de fato, uma exceção, já que a grande maioria das plantas de cultivo indoor necessitam serem regadas frequentemente e terem seu solo permanentemente úmido. Este é o caso de plantas lindas como a Jóia da Amazônia, o Antúrio Clarinervium, a Columéia Twister, a Columéia Marmorata, a Hera Tricolor, a Filodendro Brasil, a Calatéia Pena de Pavão e a Corações Entrelaçados. Todas plantas que não necessariamente dão flor, mas se destacam por suas folhas de diferentes tonalidades, texturas, tamanhos e formatos. E, é claro que não podemos deixar de falar das belas e hypadas Samambaia e Costela de Adão!

A Samambaia deve ser a planta mais tradicional que existe. Ela nunca saiu de moda. Fácil de entender porquê, né? É uma planta exuberante, linda, se adapta a diferentes ambientes e tem uma variedade enorme, além de ser fácil de cuidar dela. A mais conhecida é a Samambaia Paulistinha, de um verde claro intenso, ramos longos e cheios de folhas. Mas tem outros tipos. Tem as Samambaias de Renda Francesa e Portuguesa, que são menores e com folhas mais compactas, tem a Samambaia Jamaica, com folhas mais escuras e rígidas e tem também a Samambaia Azul, com folhas um pouco maiores, crespas nas pontas e uma tonalidade de verde puxado pro esmeralda e que ganha tons azulados dependendo da luminosidade do ambiente. São plantas que se adaptam fácil e vão requerer mais ou menos água dependendo de onde estiverem. E a Costela de Adão é outra planta que sempre esteve presente na casa das avós e hoje é presença garantida na sala de muito jovem, desde o roqueirinho descolado até o farialimer gourmet. É uma planta vistosa, com folhas grandes entrecortadas, num verde escuro imponente. Ela é tropical, gosta de calor, mas não de ficar exposta diretamente ao sol. Sua terra deve estar constantemente úmida. Para manter suas folhas vistosas é aconselhável borrifar água nelas, pelo menos uma vez por dia e, se identificar acúmulo de poeira nelas, passar delicadamente um pano úmido, mas o ideal é não deixar que isso aconteça.

Pra fechar o assunto, pode ser que tenha alguém pensando: “What’s the point?” “Pra quê ter em casa um negócio que vai dar trabalho, tem que ficar sempre cuidando, mexendo…”. Pois bem. Em primeiro lugar, é uma questão de gosto e identificação. Há quem prefira decorar a casa com outros elementos, e tá tudo bem. Mas há quem ache as plantas uma coisa linda e curta, encare como hobby esse hábito de diariamente molhar a planta, adubar e tal. Mas a coisa vai além da decoração. As plantas, literalmente, mudam o ar da casa. Algumas espécies liberam cheiros sutis, mas muito agradáveis, purificam o ar (lembra da fotossíntese e aquele ciclo que você aprendeu no colégio?) e mantém o ambiente mais fresco e úmido. O cuidado com as plantas tem um quê de terapia, distrai a mente, nos ajuda a aceitar os ciclos da vida com mais clareza e podem ajudar pessoas que precisam ser mais centradas e organizadas, já que as plantas impõe certa disciplina para que se mantenham vivas e exuberantes. E, além de tudo, tem o aspecto gastronômico. Além de todas as plantas citadas ao longo deste texto (que não são comestíveis! Por favor, gente! Não são!), tem muitas plantinhas que podem, além de decorar e aromatizar sua casa, servir de tempero para a sua comida! É o caso de vários tipos de pimenta, o manjericão, cebolinha, coentro, salsinha, sálvia, alecrim, tomilho e até tomatinho cereja. Já pensou? Sua comidinha feita em casa, com ingredientes cultivados em casa, mais orgânica impossível!

Puxa vida! Quem diria que uma simples tendência de decoração renderia tanto pano pra manga. Aliás, não só pano pra manga, mas também estampa pra camiseta. Afinal, é claro que um hábito tão contemporâneo, descolado, humano, sustentável e potencialmente divertido é digno de destaque na coleção da Strip Me! Vem conhecer a nossa coleção de estampas florais, além de muitos outros lançamentos incríveis!

Vai fundo!

Para ouvir: Eu sei que você já está acostumado com as nossas playlists. Mas hoje, como estamos tratando de um assunto tão específico, interessante e complexo, vamos sugerir  um podcast que sempre traz várias dicas legais pra quem quer manter um jardim bacana em casa. É o podcast Entre Flores.

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