Soy Loco Por Ti, Tropicália!

Soy Loco Por Ti, Tropicália!

Você sabe que o mundo moderno só começou pra valer em 1967, né? Pelo menos pra cultura pop, isso é indiscutível! Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, The Velvet Underground & Nico, do Velvet Underground, e Piper at Gates of Dawn, do Pink Floyd, foram lançados, Belle de jour, de Luis Buñuel, A Primeira Noite de Um Homem, de Mike Nichols e Week End, do Jean Luc Godard, estreiam nos cinemas, Gabriel Garcia Márquez lança o clássico livro Cem Anos de Solidão, enfim, a lista é longa de tanta coisa boa que saiu neste icônico ano. E o mais importante disso tudo é que o Brasil não ficou atrás. Por aqui também se produziu muito. Na verdade foi em 1967 que nasceu um movimento artístico que acabaria influenciando muita gente o mundo todo!

Capa do disco Tropicalia ou Panis et Circenses (1968)

Em abril de 1967 é apresentada uma obra muito marcante no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, fazendo parte da mostra Nova Objetividade Brasileira. Trata-se de uma espécie de cenário, um ambiente labiríntico com areia no chão, representações de plantas, araras, pôsters e uma televisão. O autor da obra é Hélio Oiticica, pintor, escultor e cenógrafo. A obra em questão chamava-se Tropicália. O jovem compositor baiano Caetano Veloso ficou impactado com a obra, passou a usar a palavra tropicália para designar certas brasilidades e a usou como título de uma de suas canções. Enquanto isso, na cidade de São Paulo, a banda O’Seis era rebatizada com o nome Os Mutantes, nome sugerido por Ronnie Von aos seus amigos Arnaldo e Sérgio Baptista e Rita Lee, todos eles beatlemaníacos. Ao mesmo tempo, na Bahia, Tom Zé se preparava para se mudar para São Paulo, onde daria início a sua carreira musical, influenciado por Jackson do Pandeiro e poesia concretista. Estava tudo pronto. Era só juntar as peças.

Tropicália – Hélio Oiticica (1967)

Essas e outras peças se juntaram de vários formas: místicas, por pura amizade, por afinidade musical, por interesse financeiro, ou porque alguém falou “putz, tem um amigo meu que tem uma erva hidropônica incrível! Vou ligar pra ele.”. O Tropicalismo, ou simplesmente Tropicália, sem querer acabou se tornando um movimento cultural que engloba a produção de várias obras, extrapolando a produção musical, que conseguiam sintetizar a identidade brasileira com elementos da cultura pop de vanguarda que rolava mundo afora, em especial na Inglaterra, França e Itália. Glauber Rocha encabeçava o cinema novo e lançava o emblemático Terra em Transe, artistas como o já citado Oiticica explorava o surrealismo e a pop art, Rubem Fonseca lançava o ousado Lúcia McCartney, livro de contos de narrativa rápida, coloquial, um jornalismo gonzo ficcional. E a música, que era a trilha sonora de tantas cores e linguagens. Uma mistura fina de psicodelia, rock ‘n roll, bossa nova, e orquestrações.

Capa do disco Caetano Veloso (1968)

E é mesmo na música que dá pra perceber a grandeza dos tropicalistas. O segundo disco de Caetano Veloso, lançado em 1968, é super inspirado, com clássicos como Alegria Alegria, Superbacana e Soy Loco Por Ti America. A obra inteira dos Mutantes é invejável e influente até hoje no Brasil e no exterior. Grande Liquidação, Estudando o Samba e Todos os Olhos são discos geniais de Tom Zé. Sem falar no excelente disco coletivo Tropicália ou Panis et Circenses, uma obra irretocável, um disco fundamental que reuniu Gilberto Gil, Caetano Veloso, os Mutantes, Tom Zé e Nara Leão, tudo sob a batuta inventiva de Rogério Duprat, um maestro inquieto que teve aulas com Stockhausen na Alemanha, onde, por acaso foi colega de classe de Frank Zappa. E houveram vários outros artistas que não eram parte dessa turminha descolada do Gil e Caetano, mas que bebiam da mesma fonte e produziram grandes obras genuinamente tropicalistas, como os Novos Baianos, Jorge Ben e, em especial, o Ronnie Von, que provavelmente foi um dos artistas mais inventivos  e defensor da psicodelia. Seus álbuns de 1968 e 1970 são antológicos. Então, quando você vir aquele tiozinho na televisão tomando vinhos caros, comendo risoto e falando sobre como combinar a gravata com o sapato, lembre-se que esse cara já fez muita loucura nessa vida.

Capa do disco Ronnie Von (1968)

O legado do tropicalismo é imenso. Pra começar, foi influência direta para o Chico Science e o Fred Zero Quatro e a concepção do manguebeat. No sul do Brasil, a psicodelia também correu solta e fez com que surgissem bandas como Graforréia Xilarmônica e o maluco Júpiter Maçã.  Na gringa artistas como Beck, Devendra Banhart e David Byrne confessaram sua admiração por artistas como Mutantes e Tom Zé. Mas como eu comecei este texto citando o Sgt Pepper’s… vou terminar contando como foi o encontro entre o Sérgio Dias, guitarrista dos Mutantes com o Sean Lennon, filho do John. O Sérgio Dias conta que quando os dois se encontraram, o Sean rasgou mil elogios à obra dos Mutantes, tão inventiva, tão envolvente, com melodias tão bonitas, numa roupagem rock brilhante… e por fim perguntou a ele de onde vinha tanta inspiração para criar aquilo tudo. O Sérgio sorriu e disse pro Sean: “Sabe a banda do teu pai? Então…”

Capa do disco Jardim Elétrico (1971)

Vai fundo!

Para ouvir:  Uma playlist tropicalmente quente tá te esperando no Spotify com 10 tracks deliciosas representando o tropicalismo.

Para assistir: Eu podia te recomendar algum filme cabeça do Glauber Rocha e tal… mas prefiro pegar leve e te recomendar a divertidíssima animação Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock n’ roll. Filme dirigido pelo Otto Guera com roteiro e desenhos do mestre Angeli. Este filme é o supra sumo do legado da tropicália! Humor, psicodelia e uma trilha sonora fantástica!

Para ler: Apesar de não versar exclusivamente sobra a tropicália, a autobiografia da Rita Lee é um livro saborosíssimo! Conta de forma bem particular sobre a produção musical da época sem tabus ou nostalgia exacerbada. Uma leitura mega recomendada pra quem seinteressa por música de maneira geral.

Menos é Mais!

Menos é Mais!

Está tudo conectado, cara! Não, não estou falando da internet! Estou falando da vida, do mundo, e até mesmo deste blog! Aqui você já leu sobre a geração beat que mudou a literatura, sobre a Pop Art que revolucionou a cultura pop, já leu sobre as delícias de se entregar a uma estrada e viver experiências incríveis, tudo isso relacionado aos conceitos que você carrega na mente e no peito, através das nossas camisetas.

Donald Judd – Joe Fig (2020)

O minimalismo tem tudo a ver com esse lance de tudo estar conectado. Afinal, ele começou como um movimento artístico paralelo à Pop Art, nos anos 1950, mas acabou se tornando uma filosofia de vida, que influencia a moda, a arquitetura, comportamentos de consumo e hábitos de saúde. Como o próprio nome sugere, o minimalismo vai contra os exageros, mostrando  que com o mínimo de cores, de elementos, de produtos… é possível criar lindas obras de arte, ter espaços funcionais e confortáveis e uma vida feliz e equilibrada.

Lines from Points to Points
Sol LeWitt (1975)

Na arte, o minimalismo tem como principais nomes Sol LeWitt, Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson, todos artistas norte americanos que abriram caminho para a Pop Art. Afinal, a arte minimalista é pautada pelo uso de cores fortes e figuras geométricas, buscando a essência das coisas. A grande diferença do minimalismo em relação à Pop Art é que a maior parte das obras são abstratas e muito subjetivas. A linearidade e simplicidade das obras minimalistas influenciaram muito a arquitetura, que passou a valorizar espaços amplos e linhas retas e simétricas. O holandês Gerrit Rietveld foi um dos arquitetos mais influentes do começo do século XX. Foi uma das cabeças por trás do De Stijl, movimento artístico europeu, e precursor da arquitetura minimalista.

Black Adder – Frank Stella (1968)

E uma coisa puxa a outra. Começou nas artes plásticas, depois foi para a arquitetura. A arquitetura já trouxe em sua linguagem o conceito estético aliado a funções práticas. Ou seja, com linhas retas, cômodos amplos, sem muitos móveis, o ambiente fica naturalmente mais iluminado e com maior espaço de circulação, transmitindo tranquilidade, conforto e… liberdade! O pensamento minimalista propõe o apreço ao que nos é essencial. Assim como na arquitetura, ter espaços livres em nossas vidas, onde cada um possa se dedicar a si mesmo, seja meditando, tocando um instrumento musical, lendo um livro… não se prender ao consumismo compulsivo, não trabalhar obsessivamente, mas sim fazer viagens, conhecer pessoas e se conectar com tudo que lhe pareça positivo.

Polygons – Frank Stella (1974)

E olha que a gente está só arranhando a superfície aqui. Porque o conceito minimalista foi adaptado em todas as áreas. Na música existem eruditos como Phillip Glass, que incorporou o minimalismo em melodias simples, mesmo usando orquestrações, bem como o duo White Stripes, que tem toda uma linguagem minimalista, desde sua formação (guitarra e bateria) até a estética de seus discos, usando majoritariamente duas cores, inclusive, um dos melhores discos da dupla se chama De Stijl! Tá vendo? Tudo conectado, cara! Também tem escritores considerados minimalistas, que se fazem valer de palavras mais simples e uma estética mais apurada na impressão de suas obras. Esses autores estão mais vinculados à poesia concreta, como E. E. Cummings, Ezra Pound e os brasileiros Augusto de Campos e Décio Pignatari. Também tem o minimalismo na moda, que propõe o uso de roupas mais confortáveis, com estampas discretas, ou nenhuma estampa, e cores mais sóbrias, porém, nada imposto, mas sim proposto, entendendo que quem sabe o que é melhor para você é você mesmo. E ainda tem alimentação, yoga, tatuagens… o minimalismo está em tudo!

Double Nonsite – Robert Smithson (1968)

Então é isso. Já deu pra sacar que o minimalismo é liberdade! Sinta-se livre para usar e abusar dele. Você pode começar agora mesmo dando uma olhada nas nossas camisetas minimalistas. Que tal?

VAI FUNDO!

Para ouvir: Sempre presente nossa playlist com 10 tracks especialíssimas. Aqui temos um Top 10 de canções que trazem o minimalismo em seu DNA, seja na melodia, seja na estética dos discos.

Para assistir: The White Stripes Under Great White Northern Lights é um filme imperdível! Retrata a tour da dupla pelo Canadá com apresentações explosivas ao vivo e alguns depoimentos bem interessantes.

Para ler: Para quem curte poesia, o livro 2 ou + corpos no mesmo espaço (o título é assim mesmo, tudo em minúsculas… minimalismo, né) é muito saboroso! Do poeta e músico Arnaldo Antunes, este livro traz o olhar moderno e sensível do autor sobre uma época de muitas mudanças no mundo. Livro lançado pela editora Perspectiva em 1997.

Volta a fita.

Volta a fita.

O que é a morte, se não o maior mistério da vida? O que é o tempo, se não um persistente, e por vezes perverso, professor? Mas calma, que não vamos seguir nessa linha tão filosófica e existencial. Apesar de vida, morte e tempo, serem pontos essenciais na nossa conversa de hoje. Afinal, o que faz com que mídias como o vinil, a fita cassete (a.k.a. K7), fitas de vídeo VHS e até mesmo câmeras fotográficas de filme e máquinas de escrever, venham ganhando espaço entre jovens e adultos de hoje?

Como cada caso é um caso, hoje vamos focar nas fitas cassete e VHS, e mais pra frente, em outros textos, nos dedicamos ao vinil, que tem uma história bem particular, à máquina de escrever, câmeras fotográficas e etc. A primeira coisa a ser dita sobre as fitas, é que estamos diante de uma verdadeira ressureição.

photo by: flashback80s.blogspot.com/

Ao longo dos últimos 25 anos, as fitas K7 e VHS foram dadas como mortas. No fim dos anos 90, começaram a surgir os CDs graváveis. Eram incríveis 700Mb que você podia entupir com suas mp3 favoritas para reproduzir no computador, ou ainda “queimar” o CD com músicas no formato wav. Que poderiam ser reproduzidas em qualquer CD player. Morria ali a fita K7, onde cabiam menos músicas, o processo de gravação era mais demorado, pular de uma faixa para outra não era tão fácil, a fita tinha vida útil limitada, podia mofar, ser acidentalmente mastigada por algum deck tape ruim… Os mesmos problemas acometiam a VHS. O alvorecer do século XXI trouxe a popularização do DVD. Era o fim das multas das vídeo locadoras por não devolver um filme rebobinado. Parecia ser um fim permanente, a morte das fitas.

Photo by: altpress.com

Mas o descanso eterno dessas mídias começou a ser perturbado há cerca de cinco anos, mais ou menos. Foi ficando cada vez mais popular, em aplicativos como o Instagram, o uso de filtros retrô, ou vintage, em vídeos, emulando os desgastes da velha fita VHS, ruídos visuais como chuviscos e imagem tremida viraram febre. Enquanto isso, em 2014, o filme Guardiões da Galáxia surpreendeu a todos com um roteiro divertidíssimo, excelentes efeitos visuais e, principalmente, uma trilha sonora arrebatadora, baseada na fita K7 que o protagonista do filme ouve ao longo de toda a trama em seu walkman. Aliás, a trilha sonora do filme foi lançada em fita K7! Em edição limitada, claro, custando uma fortuna. Foi o pontapé inicial para quem tinha mais de trinta anos, ir procurar aquela caixa de sapato cheia de fitas embaixo da cama, e para quem tinha vinte e poucos anos correr sebos, antiquários e lojas especializadas em música atrás de fitas, walkmans, e toca fitas em bom estado.

Photo by: b937.radio.com

Essa onda nostálgica fez com que lojas de discos, barbearias e até bares com essa pegada old school descolasse um videocassete e uma tv para reproduzir filmes, coletâneas de clipes e etc, para entreter seus clientes. E tem um pessoal que levou essa prática pra casa, não necessariamente substituindo as plataformas de streaming ou o blu-ray player, mas adicionando o videocassete como uma terceira opção de reprodução de vídeo. O revival do VHS é real, mas é pequeno comparado com a fita K7.

Photo by: tonedeaf.thebrag.com

As lojas especializadas em música que estavam confortavelmente vendendo discos de vinil a preço de ouro, em pouco tempo tiveram que se mexer pra disponibilizar para seus clientes opções também em K7. E não estamos falando só de coisa velha não! As fitas K7 voltaram a ser fabricadas e tem artistas atuais lançando seus discos neste formato, caso, por exemplo, dos Arctic Monkeys na gringa e do Planet Hemp por aqui.

Photo by: Simon Turner/Alamy

Enfim, parece que as fitas voltaram dos mortos e vão ficar por aqui por um bom tempo. Seja pela nostalgia dos mais velhos ou pela experiência sensorial dos mais novos, de ter a caixinha de plástico com a capinha, poder, de fato, ver a mídia sendo reproduzida, apertar botões… Então vai lá dar uma olhada embaixo das camas aí na sua casa, no porão, naquelas coisas velhas encaixotadas… de repente, você acha umas fitinhas legais lá. E se você não tiver onde reproduzi-las, você pode usar como artigo de decoração hipster no teu quarto, ou quem sabe até, você pode fazer um chá…

Photo by: chrisinboston.wordpress.com

VAI FUNDO!

Para ouvir: Nossa tradicional playlist tá lá no Spotify, com 10 faixas matadoras que entrariam facilmente em qualquer mixtape dos anos 80.

Para assistir: O filme citado no texto vale a pena ser visto, mesmo que você não seja muito fã de super heróis. Guardiões da Galáxia é um filme muito divertido e com uma trilha sonora incrível, que por si, já faz valer a pena conferir o longa. O filme está disponível no catálogo da Amazon Prime Video.

Para ler: Eu ia colocar este título como sugestão de filme, mas me lembrei que o livro é bem mais legal. Alta Fidelidade é uma obra imperdível! O escritor inglês Nick Hornby é imbatível ao contar histórias recheadas de referências pop, musicais em especial. Baseado neste livro, o filme de mesmo nome, com o John Cusak, é muito bom, mas o livro é melhor! E as dicas do personagem principal de como fazer uma mixtape ideal são impagáveis!

It’s Alive!

It’s Alive!

Quem curte música e costuma ir em shows com certeza vai se identificar com este relato. Eu, Paulo, além de redator, com quase 40 anos de idade, sou músico de fim de semana, costumo tocar com a minha banda por aí e tal, já vivi muita coisa. E posso te afirmar sem medo de errar que uma das experiências mais marcantes da minha vida relacionada á música, foi o primeiro show da banda Pearl Jam no Brasil, em dezembro de 2005. No fim de 2020 este evento completo 15 anos. É um tempo considerável, mas olhando friamente, só uma ou outra coisa mudou drasticamente. Pra começar, meu ingresso foi comprado pessoalmente na bilheteria do estádio do Pacaembu. Já rolavam vendas online, mas tinha várias restrições, não era toda bandeira de cartão de crédito que era aceita e cartão de crédito era a única forma de pagamento aceita online. Outra diferença gritante é que não tinha ninguém, fosse na fila durante o dia, fosse durante o show, com celular na mão, tirando selfie, conferindo redes sociais e etc. Os telefones celulares já eram populares na época, mas não eram smartphones, não tinham internet, câmera e etc.

Pearl Jam, Brasil 2005 – Photo by: Getty Image

9 anos depois a experiência já foi outra quando resolvi assistir o Soundgarden no Lollapalooza de 2014, também em São Paulo. Comprei meu ingresso pela internet, na compra do ingresso também já comprei uma vaga de estacionamento, não tinha filas pra entrar no espaço (tudo bem que cheguei lá os shows do dia já tinham começado) e tava todo mundo com celular na mão postando selfies, filmando os shows e etc. E o show do Soundgarden foi arrasador, um dos melhores que já presenciei.

Soundgarden Lollapalooza 2014 – Photo by: Buda Mendes

E agora cá estamos, em 2020. Uma pandemia acabou com a alegria de quem curte  se enfiar no meio de uma multidão para ficar cara a cara com um artista ou uma banda, pirar com as músicas, cantar junto, pular e, eventualmente, até abraçar desconhecidos em frenesi ao cantar aquele refrão. Ainda que apareça a tão esperada vacina, será que daqui pra frente tais eventos vão voltar a ser como eram?

Photo by: Shutterstock

No dia 11 de agosto deste ano, no Virgin Money Arena Unit, em Newcastle, Inglaterra, Sam Fender fez um show para 2.500 pessoas divididas em 500 plataformas separadas por dois metros de distância. Tudo foi pensado para evitar aglomerações. Você compra seu ingresso pela internet, junto já compra seu pacote de comida e bebida que desejar, que será entregue em sua plataforma antes do show começar, o estacionamento e a entrada na arena para acessar as plataformas também foram pensado para que não hajam filas ou aglomerações e haviam em todas as plataformas, bem como nas dezenas de banheiros tubos de álcool em gel. O preço do ingresso? 32,50 libras (cerca de 230 reais) por pessoa, com mais uma taxa de 20 libras (cerca 141 reais) por plataforma. Cada plataforma suporta 5 pessoas confortavelmente e a taxa da plataforma é individual, e não por grupo de 5.

Photo by: The Belfast Telegraph Archive

Outra tendência são os shows no estilo drive in. Ou seja, você vê o show de dentro do seu carro. Aqui no Brasil já rolaram alguns shows assim. Aparentemente teve aceitação, mas eu acredito que a turma só comprou a briga porque é o que tem pra hoje, o famoso melhor que nada, não tem tu, vai tu mesmo. Porque ir pra uma arena ficar olhando pro palco de dentro do carro, o som que você ouve não é o som direto do palco, com energia. O som do palco é transmitido por bleutooth e você vai ouvir pelo sistema de som do seu carro. Não tem PAs, som alto, adrenalina. Enfim, um puta negócio sem graça. Melhor pegar na internet um show gravado em HD da sua banda favorita, se esparramar no sofá e assistir na televisão.

Photo By: Lukas Kabon/Anadolu Agency

Da virada do século XXI pra cá, nós vivemos uma evolução em termos de entretenimento, shows e grandes festivais. Muita coisa mudou desde o Woodstock de 1969. Nos festivais de hoje a música não é mais a protagonista, é uma das diversas atrações oferecidas entre espaços temáticos de meditação, rodas gigantes, espaços de gastronomia, lojinhas de moda, badulaques e discos, palestras … enfim. São eventos desenvolvidos para proporcionar experiências de vida, interação humana, transcendência, diversão, conscientização.

Sunset during Coachella 2014 – Photo by: Alan Paone.

O futuro dos shows e grandes festivais é incerto. Vamos torcer para que eles possam renascer e continuar nos proporcionando momentos inesquecíveis, como foram para mim aquele Pearl Jam em 2005 e o Soundgarden em 2014.

Photo by: Andrew Southam

VAI FUNDO!

Para ouvir: Selecionamos em uma playlist caprichada com 10 tracks ao vivo de arrebentar!

Para assistir: Para entender como tudo começou, vale muito a pena ver o documentário Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor  e Música. Lançado em 1970 e dirigido por Michael Wadleigh, este filme mostra toda a organização do festival e as principais apresentações dos 3 dias de shows, entre eles The Who, Joe Cocker, Janis Joplin, Jimi Hendrix

Para ler: Apesar de não ter sido lançado no Brasil, vou recomendar um livro muito bom. All Access: The Rock Photography Of Ken Regan. Ken Regan fotografou boa parte dos grandes nomes do rock n’ roll no palco. De Bob Dylan a Madonna. São fotos incríveis com ótimos comentários do autor. Não é um livro fácil de achar, mas vale a pena procurar.

Pista Livre

Pista Livre

Uma estrada sem fim, que vai se estreitando até o horizonte, um céu mesclado de azul, laranja e amarelo, que pode ser uma alvorada ou um entardecer, dos dois lados da estrada planícies de mato e rochas. Nenhum sinal de civilização, nenhum outro carro na pista, só o seu. Enquanto pisa no acelerador e contempla o céu, o vidro aberto deixa entrar um revigorante sopro de ar fresco. Você aumenta o volume e canta junto com Mick Jagger: “I’ll never be your beast of burden, I’ve walked for miles my feet are hurting”. O conjunto dessas imagens e sensações é chamado de Liberdade.

Photo by Maizal Najmi (2017)

Road trips fazem tão bem que deveriam ser receitadas por médicos periodicamente, como tratamento preventivo contra o stress e problemas cardíacos! Road trips deveriam ser um direito básico de todo ser humano. Tais viagens deveriam ser incentivadas e cada vez mais celebradas. As road trips são um patrimônio da humanidade. Se você ainda não experimentou uma viagem assim, se prepara. Vou te dar algumas dicas aqui.

Photo by Dominika Roseclay (2018)

Primeiro você decide se quer fazer essa viagem sozinho, com sua namorada, seu namorado, par romântico, crush, com sua esposa, ou marido, e filhos ou com alguns velhos amigos. Se você for sozinho, uma playlist bem elaborada é a coisa mais importante, a música será sua melhor amiga, é com ela que você vai conversar durante todo o trajeto. Viajar sozinho é o único caso em que o destino não importa. Você para onde quiser e quando quiser. A estrada também pode ser o cenário para grandes romances. Viajar com a namorada é uma ótima oportunidade de estreitar laços, curtir a companhia um do outro, parar no meio do caminho para curtir paisagens e por aí vai. O mesmo vale para a família. Uma road trip é uma ótima oportunidade para mostrar para o seu filho que não existem limites a serem conquistados neste mundo. Tudo é possível. Já uma viagem com velhos amigos… bom, a única garantia é que tudo pode acontecer.

Photo by Roman Odintsov (2019)

Estamos acostumados a ver nos filmes as longas viagens pelos platôs e cânions ressecados norte americanos, a eterna busca do oeste pela rota 66. Mas te garanto que na Améria do Sul você encontra estradas, caminhos, paisagens e destinos tão empolgantes e incríveis quanto os de Hollywood. Claro que você vai passar por algumas estradas esburacadas, mas vai valer a pena. Pode ser por caminhos litorâneos quentes e sedutores, os caminhos belos e montanhosos de Minas Gerais, os caminhos selvagens pelo Mato Grosso que te levam até os mistérios da Bolívia ou Colômbia, ou ainda o épico e deslumbrante trajeto dos antigos bandeirantes seguindo pelas serras catarinense e gaúcha até os desertos gelados da Argentina.

Photo by Simon Matzinger (2013)

O mundo e os valores da sociedade estão mudando, cara! Ainda bem! Você não precisa ter uma casa grande, uma carreira profissional quadradinha num escritório. Você precisa é viver! Ter experiências! Para isso, você só precisa de um bom carro, que pode ser seu ou simplesmente alugado, uma longa e seleta playlist musical, uma garrafinha térmica de café, muita água, alguns sanduíches ou salgadinhos, umas frutas e uma estrada que te encante e desafie. Ponha esse pé na estrada e vai viver!

Photo by Nick Bondarev (2018)

VAI FUNDO!

Para ouvir: Lógico que a gente tem uma playlist com 10 tracks para te inspirar a pegar a estrada! Confere lá!

Para assistir: Existem dezenas de grandes filmes que envolvem estradas e viagens. Assassinos Por Natureza, Thelma & Louise, Easy Rider, Pequena Miss Sunshine… mas a minha dica aqui é o maravilhoso Um Mundo Perfeito, dirigido por Clint Eastwood, protagonizado por Kevin Costner e lançado em 1993. Dá pra ver ele completinho no YouTube na faixa.

Para ler: Já falamos aqui sobre a Beat Generation, eu sei. Mas não dá pra falar de road trip e não citar, recomendar e exaltar o fundamental livro On The Road, obra máxima de Jack Kerouac. Uma verdadeira bíblia para quem quer passar um bom tempo na estrada.

Para ver: A fotógrafa Joanna Proffitt rodou os Estados Unidos um ano atrás com sua exposição “An Arizona Road Trip”, com fotos incríveis de cânions e desertos beirando as estradas do sul e oeste dos Estados Unidos. Boa parte destas imagens estão disponíveis no site da fotógrafa, na seção “Landscape”. Dá uma olhada.

Arte, pop e revolução.

Arte, pop e revolução.

A Segunda Guerra Mundial foi o evento mais importante do século XX. Com a vitória dos Aliados, os Estados Unidos despontou como grande potência mundial, o capitalismo foi alavancado em todo o ocidente e teve início a Guerra Fria. Mas a gente não está aqui pra falar de guerra, ter aula de história nem nada assim, né? Só que não dá pra falar de Pop Art de outra maneira. Na década de 1950 o mundo era só alegria, cara! A economia ia bem, não tinha nenhum ditador maluco ameaçando a paz mundial e a televisão se popularizou.

“O que torna as casas de hoje tão diferentes, tão atraentes?” Richard Hamilton – 1956

Enquanto os teóricos da comunicação vaticinavam termos como Cultura de Massa e Indústria Cultural,  os artistas plásticos mais jovens percebiam que não fazia mais sentido toda aquela subjetividade do expressionismo abstrato se a sociedade só queria saber de consumir tudo que era de fácil assimilação, enlatado e divulgado com excelência pela emergente e moderna publicidade. Uma turma do Instituto de Arte Contemporânea de Londres auto-intitulado Independent Group deu o pontapé inicial, em 1952, ao elaborar obras de arte usando ícones da publicidade, cores fortes e traços simples. Nascia a Pop Art, pelas mãos de Eduardo Luigi Paolozzi, Nigel Henderson e Richard Hamilton.

“Interior II” Richard Hamilton – 1964

Mas foi no começo dos anos 1960, em New York, que o bicho pegou mesmo! Um tal Andy Warhol lapidou o conceito e as técnicas dos ingleses e concebeu obras geniais que, ao mesmo tempo, encantam e incomodam. Com cores vivas e repetições, Warhol mostrava celebridades vazias, como Marylin Monroe e Elvis Presley, e rótulos de produtos que representavam a impessoalidade da produção em série, como a Coca Cola e a sopa Campbell. E Warhol não vinha sozinho. A Pop Art norte americana também contava com artistas incríveis como Roy Lichtenstein , James Rosenquist, Tom Wesselmann e muitos outros.

“Red Disaster” Andy Warhol – 1963

Foi uma verdadeira revolução. É só procurar em volta que você vai se ligar que a Pop Art está bem viva por aí. Seja em cartazes feitos com serigrafia, os lambe-lambe, os grafites coloridos pelos muros das grandes cidades… e, claro, em algumas galeria de arte mundo afora. Sem falar que foi um movimento que extrapolou a arte gráfica e influenciou a moda, o cinema e a música, em especial o surgimento do punk nova-iorquino. Afinal, Lou Reed era parceirão do Andy Warhol, que fez a capa icônica do primeiro disco do Velvet Undergound. A turma da Factory, o estúdio de Warhol, frequentava o legendário bar CBGB’s onde se apresentaram pela primeira vez Television, Blondie, New York Dolls e os Ramones. Era uma turminha da pesada.

“Campbell’s Soup Cans” Andy Warhol – 1962
“In The Car” Roy Lichtenstein – 1963

E foi assim que a arte e o pop se uniram e foram felizes para sempre.

VAI FUNDO!

Para ouvir: Confere lá no Spotify a nossa playlist Pop Art On The Rocks – Top 10, com 10 canções que representam muito bem este moveimento artístico.

Para assistir: Uma Garota Irresistíve (título original: Factory Girl). Ótimo filme dirigido por George Hickenlooper, conta a trajetória de uma das musas de Warhol Edie Sedgwick.

Para ler: Com o título direto e reto Pop Art, o historiador Tilman Osterwold concebeu um livro excelente contando as minúcias deste movimento artístico tão importante, desde seu surgimento na Inglaterra, até suas mais recentes manifestações.

A cara do pai.

A cara do pai.

Nada deixa um pai mais feliz do que ver seus filhos bem sucedidos na vida. Profissionalmente, dividem-se os pais que se enchem de orgulho de o filho ter trilhado os mesmos passos que eles, e os pais que acham que os filhos tinham que tomar rumos diferentes.  Mas no fim, se o rebento alcançou sucesso, a alegria sempre vai reinar. Na semana do dia dos pais, não há maneira melhor de homenagear os velhos do que falando da glória de seus filhos.

A música pop é um terreno muito prolífico nesta área. Muitos nomes consagrados do mundo pop tiveram filhos que seguiram o caminho dos pais e conseguiram êxito sem viver à sombra de seus progenitores. Um exemplo curioso é a cantora pop Miley Cyrus, filha do músico de country dos anos 1990 Billy Ray Cyrus, que apenas teve um hit de sucesso e ficou restrito à cena country norte americana, ao contrário de sua filha que ficou mundialmente famosa e coleciona hits. Também tem a Norah Jones, um fenômeno pop com suas baladas jazzy, filha do famosos Ravi Shankar, maior nome da música indiana. Sem falar da Nancy Sinatra, filha do grande Frank Sinatra, que conseguiu sair da imensa sombra de seu pai, construindo uma carreira de muito sucesso e, assim como seu velho, muitos excessos também. Também tem o filho de Bob Dylan, Jakob, que se firmou no cenário roqueiro com sua banda Wallflowers. Ainda na seara folk, Adam Cohen faz jus à obra de seu pai Leonard Cohen, lançando discos inspiradíssimos. Olha, a lista vai longe.

E, pra finalizar, nada mais justo do que falar dos melhores do mundo. John, Paul, George e Ringo também tiveram filhos que se tornaram músicos. Claro que no caso deles fica ainda mais difícil se livrar do peso de seus sobrenomes, mas todos eles conseguiram trilhar carreiras bem sucedidas, inegável, alguns que se fazendo valer de seus pais famosos pra dar um empurrãozinho aqui e ali. John teve Julian e Sean Lennon. Julian chegou a gravar alguns discos, mas não foi muito longe. Apesar de ter o timbre de voz marcante do pai, não tem o mesmo brilhantismo como compositor. Já Sean se deu melhor apostando na carreira de produtor musical. Ele foi responsável por apresentar ao mundo do século XXI uma das bandas mais inventivas dos anos 1960: Os Mutantes. Paul sempre foi o mais produtivo dos quatro, teve cinco filhos, sendo James McCartney o único homem, e também o único a seguir carreira na música. Multi instrumentista, ele tocou em vários discos de seu pai e lançou seu primeiro disco solo em 2011 com recepção morna de público e crítica. George teve apenas um filho, muito talentoso diga-se. Dhani Harrison é um ótimo guitarrista e se especializou em trilhas sonoras de filmes, além de ter tocado e produzido alguns dos discos solo do pai. Assim como George, Dhani é pouco afeito a exposição e tem uma vida tranquila. Ironicamente, o mais bem sucedido dentre os filhos dos integrantes dos Beatles é Zak Starkey. O filho de Ringo tornou-se um baterista requisitadíssimo. Foi membro da banda Oasis e fez várias turnês com o The Who, assumindo as baquetas de ninguém menos que Keith Moon.

Enfim, não tem presente melhor para um pai do que ver o sucesso de seus filhos. Mas se você já dá orgulho pro seu pai todos os dias do ano, neste dia dos pais, nada mais justo que você mostrar que conhece ele bem, e dar de presente uma camiseta que é a cara dele. Seu pai pode ser ligado em música, cinéfilo, amante das artes ou fazer o tipo moda minimalista, com certeza você vai achar a camiseta ideal. E pode deixar que a gente embrulha e envia, com direito a um cartão personalizado, com as suas palavras, ao finalizar a sua compra é só digitar sua mensagem no campo “observações”. Dá uma olhada aqui!

 VAI FUNDO!

Ouça nossa playlist no Spotify com 10 músicas de filhos de pais famosos – Just like dad – Top 10

Assista no YouTube a um dos excelentes shows da turnê de 2006 do The Who com Zak Starkey na bateria. – https://youtu.be/8kb9pYi90rw

Leia o ótimo livro Paul McCartney — A biografia, escrito pelo Philip Norman e lançado pela Companhia das Letras. Além de toda a história do Beatles, há ricos relatos sobre a criação de seus filhos.

R.I.P. Morricone!

R.I.P. Morricone!

Faleceu hoje o maestro Ennio Morricone. Nascido em Roma em 10 de novembro de 1928, Morricone é responsável por alguns temas clássicos do cinema, além de ser um compositor de música popular de mão cheia. Seu primeiro grande êxito foi em 1966 com o tema do filme Três Homens em Conflito (The Good, the Bad and the Ugly), clássico de Sergio Leone estrelado por Clint Eastwood. Uma melodia inesquecível que transcendeu o cinema e foi parar até na abertura dos shows dos Ramones!

Claro que Ennio Morricone sempre foi referência no cinema. Sendo assim, nada mais justo que Quentin Tarantino fosse atrás dele para enriquecer suas obras. Acabou que no começo dos 2000 Morricone ressurgiu com força nos filmes do Tarantino e fazendo várias parcerias no mundo pop, incluindo uma dobradinha inusitada com o prolífico Mike Patton num show em Santiago, no Chile.

Para homenagear este grande ícone do cinema e da cultura pop, fizemos uma playlist com o nosso Top 10 das composições de Morricone! Confere aí!

10 fatos que você (talvez) não saiba sobre a NASA

10 fatos que você (talvez) não saiba sobre a NASA

Por André Cardoso

1.

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) foi criada pelo presidente Dwight Eisenhower em 1958 como resposta ao lançamento do SPUTNIK (o primeiro satélite artificial) pelos soviéticos em 1957, que daria início a chamada Corrida Espacial.

2.

A NASA possui dois satélites de codinome “Tom & Jerry”. A trajetória das órbitas deles faz com que um esteja atrás do outro numa eterna perseguição.

3.

Um NAZI na NASA. O engenheiro alemão Wernher von Braun projetava armas para a Alemanha Nazista. O foguete V2 foi a arma mais notória projetada por ele. Após o término da Segunda Guerra Mundial, Von Braun teve seus crimes perdoados em troca da prestação de serviços para os EUA. Ele foi encarregado de chefiar o projeto espacial americano. Pode-se dizer que homem chegou à Lua com tecnologia nazista.

4.

Duas cópias do VOYAGER GOLDEN RECORD foram lançadas junto às sondas espaciais Voyager 1 e 2 em 1977. Os discos de ouro foram projetados para durar bilhões de anos na esperança de serem um dia encontrados por uma civilização alienígena. A gravação contem sons variados de animais e da natureza. Contém saudações em diversos idiomas e músicas de diversos lugares e épocas. A seleção de músicas vai de Mozart a Chuck Berry, incluindo canções de povos indígenas, de forma a representar a espécie humana como um todo. Você pode ouvir as faixas do disco neste link:

5.

Como parte do treinamento de sua equipe de funcionários, a NASA exibe o filme “Armagedom” e pede para os treineiros identificarem o maior número possível de imprecisões científicas. ♫ I could stay awake just to hear you breathing

6.

A NASA paga 18 mil Dólares para pessoas ficarem deitadas numa cama por 70 dias. Isso é feito para estudar os efeitos advindos de um longo período sem usar os músculos para sustentar o peso do corpo. E aí? Você é do tipo que adoraria ganhar dinheiro para ficar deitado assistindo séries e filmes? Deixo aqui outra pergunta: Será que nos são fornecidos os tais travesseiros da NASA?

7.

A espuma viscoelástica do chamado travesseiro da NASA foi inventada nos anos 1960 para revestir os assentos dos foguetes espaciais, protegendo, assim, os astronautas das imensas pressões sofridas na coluna durante o lançamento.

8.

Segundo os terraplanistas da Flat Earth Society, a NASA forja imagens e dados para esconder do mundo a “verdade” de que a Terra é plana. Por trás dessa conspiração estariam os seguintes objetivos:

• Esconder a verdade da Bíblia;

• Lucrar bilhões ao receber fundos para viagens espaciais (que são eventos forjados, sobrando, assim, bilhões de Dólares para a elite dirigente da NASA);

• Esconder do restante mundo a existência de recursos valiosos na Antártica, que ficam escondidos atrás de uma muralha gigante de gelo que circula os limites da Terra (um imenso disco plano).

9.

A NASA estabeleceu a meta de colocar seres humanos em Marte em algum momento da década de 2030. Será que poderemos assistir a esse evento em TVs de altíssima definição? Muito provavelmente surgirão teorias da conspiração afirmando que as imagens foram forjadas.

10.

Sex on the Moon. Em 2002, Thad Roberts, um estagiário da NASA de 25 anos, para impressionar uma garota que conhecia há apenas três semanas, roubou pedras lunares de um cofre da NASA. Após o delito, ele foi para um motel, jogou as pedras lunares em cima da cama e fez sexo com a garota em cima das amostras do terreno lunar. Ele foi pego pelo FBI tentando vender as valiosas pedras pela internet. Pegou oito anos de prisão.

Camiseta NASA Strip Me, disponível em www.stripme.com.br 😉



Sobre o autor

André Cardoso tem um enorme interesse por cinema, literatura, música e pelas diferentes ciências. Sempre considerou extremamente suspeito o fato da maioria das pessoas considerar que a maioria das pessoas é ignorante. Essa conta não fecha. Ele espera de coração que ele não faça parte do grupo dos idiotas que julgam que os outros é que são idiotas.

O Nascimento de Vênus: a coisa mais maluca que você vai ler hoje.

O Nascimento de Vênus: a coisa mais maluca que você vai ler hoje.
O Nascimento de Vênus, pintura de Sandro Botticelli.

Vênus, ou Afrodite, ou deusa do amor, da beleza, ou deusa do riso… A mitologia é uma coisa realmente muito louca. Essa gata aí da pintura é Vênus, uma das deusas mais importantes da Antiguidade, e seu nascimento é um acontecimento trágico (cômico), ao mesmo tempo que muito maluco.

Reza a lenda que o céu (chamado de Urano) e a terra (chamada de Gaia) se uniram para produzir os primeiros humanos, os Titãs. Só que um de seus filhos: o tempo (um revoltadinho chamado Cronos), castrou seu pai com uma foice. Oi? Sim, C A S T R O U seu pai com uma F O I C E.

Pois é. E depois do impensável ato de violência, não satisfeito ainda jogou as genitais do pai no mar, que com a espuma resultou no nascimento de Vênus. Uou. Intenso, né?

Ainda segundo a mitologia, a rosa é a flor sagrada de Vênus, e foi criada ao mesmo tempo que que a deusa do amor. A flor se tornou então o símbolo do amor por sua beleza e aroma. E seus espinhos nos lembram que o amor é lindo, mas pode machucar… (love hurts, nunca se esqueça).

Não sabemos dizer se o italiano Sandro Botticelli estava apaixonado quando pintou O Nascimento de Venus. O que sabemos é que provavelmente o quadro foi produzido sob encomenda, para um rico membro da família Medici: Lorenzo di Pierfrancesco de’ Medici.

Provável autorretrato de Botticelli

O quadro seria colocado em sua vila em Castello, próximo a Florença. Na Itália renascentista era comum que obras com cenas mitológicas fossem encomendadas para decorar móveis de madeira. Gente chique, né? Maaas, Botticelli não seguiu a tradição pintando O Nascimento de Vênus. Produziu a primeira pintura mitológica em tela e em grande escala, tamanho que antes era usado apenas para obras religiosas.

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