Menos é Mais!

Menos é Mais!

Está tudo conectado, cara! Não, não estou falando da internet! Estou falando da vida, do mundo, e até mesmo deste blog! Aqui você já leu sobre a geração beat que mudou a literatura, sobre a Pop Art que revolucionou a cultura pop, já leu sobre as delícias de se entregar a uma estrada e viver experiências incríveis, tudo isso relacionado aos conceitos que você carrega na mente e no peito, através das nossas camisetas.

Donald Judd – Joe Fig (2020)

O minimalismo tem tudo a ver com esse lance de tudo estar conectado. Afinal, ele começou como um movimento artístico paralelo à Pop Art, nos anos 1950, mas acabou se tornando uma filosofia de vida, que influencia a moda, a arquitetura, comportamentos de consumo e hábitos de saúde. Como o próprio nome sugere, o minimalismo vai contra os exageros, mostrando  que com o mínimo de cores, de elementos, de produtos… é possível criar lindas obras de arte, ter espaços funcionais e confortáveis e uma vida feliz e equilibrada.

Lines from Points to Points
Sol LeWitt (1975)

Na arte, o minimalismo tem como principais nomes Sol LeWitt, Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson, todos artistas norte americanos que abriram caminho para a Pop Art. Afinal, a arte minimalista é pautada pelo uso de cores fortes e figuras geométricas, buscando a essência das coisas. A grande diferença do minimalismo em relação à Pop Art é que a maior parte das obras são abstratas e muito subjetivas. A linearidade e simplicidade das obras minimalistas influenciaram muito a arquitetura, que passou a valorizar espaços amplos e linhas retas e simétricas. O holandês Gerrit Rietveld foi um dos arquitetos mais influentes do começo do século XX. Foi uma das cabeças por trás do De Stijl, movimento artístico europeu, e precursor da arquitetura minimalista.

Black Adder – Frank Stella (1968)

E uma coisa puxa a outra. Começou nas artes plásticas, depois foi para a arquitetura. A arquitetura já trouxe em sua linguagem o conceito estético aliado a funções práticas. Ou seja, com linhas retas, cômodos amplos, sem muitos móveis, o ambiente fica naturalmente mais iluminado e com maior espaço de circulação, transmitindo tranquilidade, conforto e… liberdade! O pensamento minimalista propõe o apreço ao que nos é essencial. Assim como na arquitetura, ter espaços livres em nossas vidas, onde cada um possa se dedicar a si mesmo, seja meditando, tocando um instrumento musical, lendo um livro… não se prender ao consumismo compulsivo, não trabalhar obsessivamente, mas sim fazer viagens, conhecer pessoas e se conectar com tudo que lhe pareça positivo.

Polygons – Frank Stella (1974)

E olha que a gente está só arranhando a superfície aqui. Porque o conceito minimalista foi adaptado em todas as áreas. Na música existem eruditos como Phillip Glass, que incorporou o minimalismo em melodias simples, mesmo usando orquestrações, bem como o duo White Stripes, que tem toda uma linguagem minimalista, desde sua formação (guitarra e bateria) até a estética de seus discos, usando majoritariamente duas cores, inclusive, um dos melhores discos da dupla se chama De Stijl! Tá vendo? Tudo conectado, cara! Também tem escritores considerados minimalistas, que se fazem valer de palavras mais simples e uma estética mais apurada na impressão de suas obras. Esses autores estão mais vinculados à poesia concreta, como E. E. Cummings, Ezra Pound e os brasileiros Augusto de Campos e Décio Pignatari. Também tem o minimalismo na moda, que propõe o uso de roupas mais confortáveis, com estampas discretas, ou nenhuma estampa, e cores mais sóbrias, porém, nada imposto, mas sim proposto, entendendo que quem sabe o que é melhor para você é você mesmo. E ainda tem alimentação, yoga, tatuagens… o minimalismo está em tudo!

Double Nonsite – Robert Smithson (1968)

Então é isso. Já deu pra sacar que o minimalismo é liberdade! Sinta-se livre para usar e abusar dele. Você pode começar agora mesmo dando uma olhada nas nossas camisetas minimalistas. Que tal?

VAI FUNDO!

Para ouvir: Sempre presente nossa playlist com 10 tracks especialíssimas. Aqui temos um Top 10 de canções que trazem o minimalismo em seu DNA, seja na melodia, seja na estética dos discos.

Para assistir: The White Stripes Under Great White Northern Lights é um filme imperdível! Retrata a tour da dupla pelo Canadá com apresentações explosivas ao vivo e alguns depoimentos bem interessantes.

Para ler: Para quem curte poesia, o livro 2 ou + corpos no mesmo espaço (o título é assim mesmo, tudo em minúsculas… minimalismo, né) é muito saboroso! Do poeta e músico Arnaldo Antunes, este livro traz o olhar moderno e sensível do autor sobre uma época de muitas mudanças no mundo. Livro lançado pela editora Perspectiva em 1997.

Volta a fita.

Volta a fita.

O que é a morte, se não o maior mistério da vida? O que é o tempo, se não um persistente, e por vezes perverso, professor? Mas calma, que não vamos seguir nessa linha tão filosófica e existencial. Apesar de vida, morte e tempo, serem pontos essenciais na nossa conversa de hoje. Afinal, o que faz com que mídias como o vinil, a fita cassete (a.k.a. K7), fitas de vídeo VHS e até mesmo câmeras fotográficas de filme e máquinas de escrever, venham ganhando espaço entre jovens e adultos de hoje?

Como cada caso é um caso, hoje vamos focar nas fitas cassete e VHS, e mais pra frente, em outros textos, nos dedicamos ao vinil, que tem uma história bem particular, à máquina de escrever, câmeras fotográficas e etc. A primeira coisa a ser dita sobre as fitas, é que estamos diante de uma verdadeira ressureição.

photo by: flashback80s.blogspot.com/

Ao longo dos últimos 25 anos, as fitas K7 e VHS foram dadas como mortas. No fim dos anos 90, começaram a surgir os CDs graváveis. Eram incríveis 700Mb que você podia entupir com suas mp3 favoritas para reproduzir no computador, ou ainda “queimar” o CD com músicas no formato wav. Que poderiam ser reproduzidas em qualquer CD player. Morria ali a fita K7, onde cabiam menos músicas, o processo de gravação era mais demorado, pular de uma faixa para outra não era tão fácil, a fita tinha vida útil limitada, podia mofar, ser acidentalmente mastigada por algum deck tape ruim… Os mesmos problemas acometiam a VHS. O alvorecer do século XXI trouxe a popularização do DVD. Era o fim das multas das vídeo locadoras por não devolver um filme rebobinado. Parecia ser um fim permanente, a morte das fitas.

Photo by: altpress.com

Mas o descanso eterno dessas mídias começou a ser perturbado há cerca de cinco anos, mais ou menos. Foi ficando cada vez mais popular, em aplicativos como o Instagram, o uso de filtros retrô, ou vintage, em vídeos, emulando os desgastes da velha fita VHS, ruídos visuais como chuviscos e imagem tremida viraram febre. Enquanto isso, em 2014, o filme Guardiões da Galáxia surpreendeu a todos com um roteiro divertidíssimo, excelentes efeitos visuais e, principalmente, uma trilha sonora arrebatadora, baseada na fita K7 que o protagonista do filme ouve ao longo de toda a trama em seu walkman. Aliás, a trilha sonora do filme foi lançada em fita K7! Em edição limitada, claro, custando uma fortuna. Foi o pontapé inicial para quem tinha mais de trinta anos, ir procurar aquela caixa de sapato cheia de fitas embaixo da cama, e para quem tinha vinte e poucos anos correr sebos, antiquários e lojas especializadas em música atrás de fitas, walkmans, e toca fitas em bom estado.

Photo by: b937.radio.com

Essa onda nostálgica fez com que lojas de discos, barbearias e até bares com essa pegada old school descolasse um videocassete e uma tv para reproduzir filmes, coletâneas de clipes e etc, para entreter seus clientes. E tem um pessoal que levou essa prática pra casa, não necessariamente substituindo as plataformas de streaming ou o blu-ray player, mas adicionando o videocassete como uma terceira opção de reprodução de vídeo. O revival do VHS é real, mas é pequeno comparado com a fita K7.

Photo by: tonedeaf.thebrag.com

As lojas especializadas em música que estavam confortavelmente vendendo discos de vinil a preço de ouro, em pouco tempo tiveram que se mexer pra disponibilizar para seus clientes opções também em K7. E não estamos falando só de coisa velha não! As fitas K7 voltaram a ser fabricadas e tem artistas atuais lançando seus discos neste formato, caso, por exemplo, dos Arctic Monkeys na gringa e do Planet Hemp por aqui.

Photo by: Simon Turner/Alamy

Enfim, parece que as fitas voltaram dos mortos e vão ficar por aqui por um bom tempo. Seja pela nostalgia dos mais velhos ou pela experiência sensorial dos mais novos, de ter a caixinha de plástico com a capinha, poder, de fato, ver a mídia sendo reproduzida, apertar botões… Então vai lá dar uma olhada embaixo das camas aí na sua casa, no porão, naquelas coisas velhas encaixotadas… de repente, você acha umas fitinhas legais lá. E se você não tiver onde reproduzi-las, você pode usar como artigo de decoração hipster no teu quarto, ou quem sabe até, você pode fazer um chá…

Photo by: chrisinboston.wordpress.com

VAI FUNDO!

Para ouvir: Nossa tradicional playlist tá lá no Spotify, com 10 faixas matadoras que entrariam facilmente em qualquer mixtape dos anos 80.

Para assistir: O filme citado no texto vale a pena ser visto, mesmo que você não seja muito fã de super heróis. Guardiões da Galáxia é um filme muito divertido e com uma trilha sonora incrível, que por si, já faz valer a pena conferir o longa. O filme está disponível no catálogo da Amazon Prime Video.

Para ler: Eu ia colocar este título como sugestão de filme, mas me lembrei que o livro é bem mais legal. Alta Fidelidade é uma obra imperdível! O escritor inglês Nick Hornby é imbatível ao contar histórias recheadas de referências pop, musicais em especial. Baseado neste livro, o filme de mesmo nome, com o John Cusak, é muito bom, mas o livro é melhor! E as dicas do personagem principal de como fazer uma mixtape ideal são impagáveis!

Cheers!

Cheers!

Quando alguém com mais de 40 anos de idade diz frases como “No meu tempo de criança o mundo era um lugar melhor.”, não há o que se discutir. Trata-se de uma falácia alimentada pela nostalgia de uma época que não volta mais. Ainda bem. São muitas as coisas que fazem da atualidade um lugar melhor. E para comprovar este ponto de vista, apresento um único e simples exemplo: a cerveja!

Photo by: ViewApart / Getty Images

Dando uma geral na história rapidamente, a cerveja foi descoberta sem querer pelos sumérios aproximadamente 6 mil anos atrás, quando deixaram um líquido a base de cevada fermentar por tempo demais. O líquido alcoólico agradou a turma. Mil anos depois, os egípcios aprimoraram a receita, que foi acompanhando a humanidade ao longo dos séculos. Na idade média, somente membros do clero sabiam ler e escrever. Eles tinham acesso aos hieróglifos egípcios, onde viram algumas receitas da bebida e passaram a produzi-la nos monastérios. Foram os monges que adicionaram o lúpulo para ajudar a conservar a bebida por mais tempo e dar um sabor mais refrescante. Popular na Europa, em especial entre os povos germânicos, foi mais ou menos nessa época que foi instaurada na Baviera a lei de pureza, que muitos seguem até hoje.

Photo by: vinepair.com

Tomar cerveja sempre foi um ato essencialmente social, feito em grupo em celebrações. Hoje não é diferente. Não existe lugar como a mesa do bar, onde grupos se juntam ali em volta, sempre acompanhados de garrafas de cerveja, para rir, chorar, resolver conflitos, problemas econômicos, escalações de times de futebol, discutir listas de discos favoritos, comemorar aniversários, jogar truco, falar mal dos outros e, eventualmente, comer um torresminho. E não é só no bar.  A cerveja está presente em quase todo momento em que haja uma confraternização, comemoração ou uma simples reuniãozinha informal entre amigos para relaxar.

Photo by: Shutterstock

Mas cerveja, juntar a turma no bar, rir, falar abobrinha, comer torresmo… são coisas que sempre existiram, é verdade. O que faz da cerveja um ótimo exemplo de que vivemos numa época melhor que outrora é justamente tudo o que sabemos sobre ela hoje. O Brasil sempre foi um grande consumidor de cerveja, mas só dos anos 90 pra cá que começamos a falar sobre qualidade, conhecer os diferentes tipos de cerveja e começaram a pintar as primeiras microcervejarias artesanais, isso tudo possível devido à valorização do real na época. Com o dólar muito barato, tivemos mais acesso a produtos importados, tanto cervejas gringas começaram a pipocar aqui, como as máquinas e insumos necessários para a fabricação também ficaram mais acessíveis.

Photo by: brewdog.com

Atualmente, com a internet e todo tipo de informação disponível, não só sabemos as diferenças entre uma IPA, uma stout, uma pale ale, uma pilsen, como também ficamos por dentro das harmonizações, tipo uma cerveja de trigo acompanhando um peixe, uma red ale acompanhando uma carne de porco mais condimentada e por aí vai. Ou seja, aquele almoço em família, reunir a turma no bar ou fazer um churrasco ficou muito mais gostoso, pois você tem à mão toda a informação que precisa, pode comprar sua marca de cerveja favorita pela internet, caso seja um rótulo difícil de achar em supermercados, pode pesquisar as melhores harmonizações, sem falar que com essa popularização de cervejas premium e artesanais, temos muito mais variedade de rótulos hoje do que em qualquer tempo do passado.

Então, já sabe. Se alguém vier com esse papo de “no meu tempo era melhor”, é só chamar a pessoa pra tomar uma e colocar essa conversa em dia.

Photo by: Shutterstock

VAI FUNDO!

Para ouvir: Claro que temos uma playlist temática sobre cerveja, com 10 tracks empolgantes pra animar aquela cervejada com a turma.

Para assistir: Vale A pena conferir o filme Jogada de Mestre (título original: Kidnapping Mr. Heineken). Como sugere o nome em inglês, o longa retrata o espetaculoso sequestro do dono da cervejaria Heineken nos anos oitenta. Dirigido por Daniel Alfredson e lançado em 2015, não é um filme difícil de achar entre as plataformas de streaming por aí.

Para ler: Para quem curte cerveja, o livro Larousse da cerveja: A história e as curiosidades de uma das bebidas mais populares do mundo é uma obra indispensável. O autor, Ronaldo Morado, é especialista no assunto, foi dono da cervejaria Colorado e hoje dá consultoria empresarial no ramo.

Pista Livre

Pista Livre

Uma estrada sem fim, que vai se estreitando até o horizonte, um céu mesclado de azul, laranja e amarelo, que pode ser uma alvorada ou um entardecer, dos dois lados da estrada planícies de mato e rochas. Nenhum sinal de civilização, nenhum outro carro na pista, só o seu. Enquanto pisa no acelerador e contempla o céu, o vidro aberto deixa entrar um revigorante sopro de ar fresco. Você aumenta o volume e canta junto com Mick Jagger: “I’ll never be your beast of burden, I’ve walked for miles my feet are hurting”. O conjunto dessas imagens e sensações é chamado de Liberdade.

Photo by Maizal Najmi (2017)

Road trips fazem tão bem que deveriam ser receitadas por médicos periodicamente, como tratamento preventivo contra o stress e problemas cardíacos! Road trips deveriam ser um direito básico de todo ser humano. Tais viagens deveriam ser incentivadas e cada vez mais celebradas. As road trips são um patrimônio da humanidade. Se você ainda não experimentou uma viagem assim, se prepara. Vou te dar algumas dicas aqui.

Photo by Dominika Roseclay (2018)

Primeiro você decide se quer fazer essa viagem sozinho, com sua namorada, seu namorado, par romântico, crush, com sua esposa, ou marido, e filhos ou com alguns velhos amigos. Se você for sozinho, uma playlist bem elaborada é a coisa mais importante, a música será sua melhor amiga, é com ela que você vai conversar durante todo o trajeto. Viajar sozinho é o único caso em que o destino não importa. Você para onde quiser e quando quiser. A estrada também pode ser o cenário para grandes romances. Viajar com a namorada é uma ótima oportunidade de estreitar laços, curtir a companhia um do outro, parar no meio do caminho para curtir paisagens e por aí vai. O mesmo vale para a família. Uma road trip é uma ótima oportunidade para mostrar para o seu filho que não existem limites a serem conquistados neste mundo. Tudo é possível. Já uma viagem com velhos amigos… bom, a única garantia é que tudo pode acontecer.

Photo by Roman Odintsov (2019)

Estamos acostumados a ver nos filmes as longas viagens pelos platôs e cânions ressecados norte americanos, a eterna busca do oeste pela rota 66. Mas te garanto que na Améria do Sul você encontra estradas, caminhos, paisagens e destinos tão empolgantes e incríveis quanto os de Hollywood. Claro que você vai passar por algumas estradas esburacadas, mas vai valer a pena. Pode ser por caminhos litorâneos quentes e sedutores, os caminhos belos e montanhosos de Minas Gerais, os caminhos selvagens pelo Mato Grosso que te levam até os mistérios da Bolívia ou Colômbia, ou ainda o épico e deslumbrante trajeto dos antigos bandeirantes seguindo pelas serras catarinense e gaúcha até os desertos gelados da Argentina.

Photo by Simon Matzinger (2013)

O mundo e os valores da sociedade estão mudando, cara! Ainda bem! Você não precisa ter uma casa grande, uma carreira profissional quadradinha num escritório. Você precisa é viver! Ter experiências! Para isso, você só precisa de um bom carro, que pode ser seu ou simplesmente alugado, uma longa e seleta playlist musical, uma garrafinha térmica de café, muita água, alguns sanduíches ou salgadinhos, umas frutas e uma estrada que te encante e desafie. Ponha esse pé na estrada e vai viver!

Photo by Nick Bondarev (2018)

VAI FUNDO!

Para ouvir: Lógico que a gente tem uma playlist com 10 tracks para te inspirar a pegar a estrada! Confere lá!

Para assistir: Existem dezenas de grandes filmes que envolvem estradas e viagens. Assassinos Por Natureza, Thelma & Louise, Easy Rider, Pequena Miss Sunshine… mas a minha dica aqui é o maravilhoso Um Mundo Perfeito, dirigido por Clint Eastwood, protagonizado por Kevin Costner e lançado em 1993. Dá pra ver ele completinho no YouTube na faixa.

Para ler: Já falamos aqui sobre a Beat Generation, eu sei. Mas não dá pra falar de road trip e não citar, recomendar e exaltar o fundamental livro On The Road, obra máxima de Jack Kerouac. Uma verdadeira bíblia para quem quer passar um bom tempo na estrada.

Para ver: A fotógrafa Joanna Proffitt rodou os Estados Unidos um ano atrás com sua exposição “An Arizona Road Trip”, com fotos incríveis de cânions e desertos beirando as estradas do sul e oeste dos Estados Unidos. Boa parte destas imagens estão disponíveis no site da fotógrafa, na seção “Landscape”. Dá uma olhada.

Arte, pop e revolução.

Arte, pop e revolução.

A Segunda Guerra Mundial foi o evento mais importante do século XX. Com a vitória dos Aliados, os Estados Unidos despontou como grande potência mundial, o capitalismo foi alavancado em todo o ocidente e teve início a Guerra Fria. Mas a gente não está aqui pra falar de guerra, ter aula de história nem nada assim, né? Só que não dá pra falar de Pop Art de outra maneira. Na década de 1950 o mundo era só alegria, cara! A economia ia bem, não tinha nenhum ditador maluco ameaçando a paz mundial e a televisão se popularizou.

“O que torna as casas de hoje tão diferentes, tão atraentes?” Richard Hamilton – 1956

Enquanto os teóricos da comunicação vaticinavam termos como Cultura de Massa e Indústria Cultural,  os artistas plásticos mais jovens percebiam que não fazia mais sentido toda aquela subjetividade do expressionismo abstrato se a sociedade só queria saber de consumir tudo que era de fácil assimilação, enlatado e divulgado com excelência pela emergente e moderna publicidade. Uma turma do Instituto de Arte Contemporânea de Londres auto-intitulado Independent Group deu o pontapé inicial, em 1952, ao elaborar obras de arte usando ícones da publicidade, cores fortes e traços simples. Nascia a Pop Art, pelas mãos de Eduardo Luigi Paolozzi, Nigel Henderson e Richard Hamilton.

“Interior II” Richard Hamilton – 1964

Mas foi no começo dos anos 1960, em New York, que o bicho pegou mesmo! Um tal Andy Warhol lapidou o conceito e as técnicas dos ingleses e concebeu obras geniais que, ao mesmo tempo, encantam e incomodam. Com cores vivas e repetições, Warhol mostrava celebridades vazias, como Marylin Monroe e Elvis Presley, e rótulos de produtos que representavam a impessoalidade da produção em série, como a Coca Cola e a sopa Campbell. E Warhol não vinha sozinho. A Pop Art norte americana também contava com artistas incríveis como Roy Lichtenstein , James Rosenquist, Tom Wesselmann e muitos outros.

“Red Disaster” Andy Warhol – 1963

Foi uma verdadeira revolução. É só procurar em volta que você vai se ligar que a Pop Art está bem viva por aí. Seja em cartazes feitos com serigrafia, os lambe-lambe, os grafites coloridos pelos muros das grandes cidades… e, claro, em algumas galeria de arte mundo afora. Sem falar que foi um movimento que extrapolou a arte gráfica e influenciou a moda, o cinema e a música, em especial o surgimento do punk nova-iorquino. Afinal, Lou Reed era parceirão do Andy Warhol, que fez a capa icônica do primeiro disco do Velvet Undergound. A turma da Factory, o estúdio de Warhol, frequentava o legendário bar CBGB’s onde se apresentaram pela primeira vez Television, Blondie, New York Dolls e os Ramones. Era uma turminha da pesada.

“Campbell’s Soup Cans” Andy Warhol – 1962
“In The Car” Roy Lichtenstein – 1963

E foi assim que a arte e o pop se uniram e foram felizes para sempre.

VAI FUNDO!

Para ouvir: Confere lá no Spotify a nossa playlist Pop Art On The Rocks – Top 10, com 10 canções que representam muito bem este moveimento artístico.

Para assistir: Uma Garota Irresistíve (título original: Factory Girl). Ótimo filme dirigido por George Hickenlooper, conta a trajetória de uma das musas de Warhol Edie Sedgwick.

Para ler: Com o título direto e reto Pop Art, o historiador Tilman Osterwold concebeu um livro excelente contando as minúcias deste movimento artístico tão importante, desde seu surgimento na Inglaterra, até suas mais recentes manifestações.

A cara do pai.

A cara do pai.

Nada deixa um pai mais feliz do que ver seus filhos bem sucedidos na vida. Profissionalmente, dividem-se os pais que se enchem de orgulho de o filho ter trilhado os mesmos passos que eles, e os pais que acham que os filhos tinham que tomar rumos diferentes.  Mas no fim, se o rebento alcançou sucesso, a alegria sempre vai reinar. Na semana do dia dos pais, não há maneira melhor de homenagear os velhos do que falando da glória de seus filhos.

A música pop é um terreno muito prolífico nesta área. Muitos nomes consagrados do mundo pop tiveram filhos que seguiram o caminho dos pais e conseguiram êxito sem viver à sombra de seus progenitores. Um exemplo curioso é a cantora pop Miley Cyrus, filha do músico de country dos anos 1990 Billy Ray Cyrus, que apenas teve um hit de sucesso e ficou restrito à cena country norte americana, ao contrário de sua filha que ficou mundialmente famosa e coleciona hits. Também tem a Norah Jones, um fenômeno pop com suas baladas jazzy, filha do famosos Ravi Shankar, maior nome da música indiana. Sem falar da Nancy Sinatra, filha do grande Frank Sinatra, que conseguiu sair da imensa sombra de seu pai, construindo uma carreira de muito sucesso e, assim como seu velho, muitos excessos também. Também tem o filho de Bob Dylan, Jakob, que se firmou no cenário roqueiro com sua banda Wallflowers. Ainda na seara folk, Adam Cohen faz jus à obra de seu pai Leonard Cohen, lançando discos inspiradíssimos. Olha, a lista vai longe.

E, pra finalizar, nada mais justo do que falar dos melhores do mundo. John, Paul, George e Ringo também tiveram filhos que se tornaram músicos. Claro que no caso deles fica ainda mais difícil se livrar do peso de seus sobrenomes, mas todos eles conseguiram trilhar carreiras bem sucedidas, inegável, alguns que se fazendo valer de seus pais famosos pra dar um empurrãozinho aqui e ali. John teve Julian e Sean Lennon. Julian chegou a gravar alguns discos, mas não foi muito longe. Apesar de ter o timbre de voz marcante do pai, não tem o mesmo brilhantismo como compositor. Já Sean se deu melhor apostando na carreira de produtor musical. Ele foi responsável por apresentar ao mundo do século XXI uma das bandas mais inventivas dos anos 1960: Os Mutantes. Paul sempre foi o mais produtivo dos quatro, teve cinco filhos, sendo James McCartney o único homem, e também o único a seguir carreira na música. Multi instrumentista, ele tocou em vários discos de seu pai e lançou seu primeiro disco solo em 2011 com recepção morna de público e crítica. George teve apenas um filho, muito talentoso diga-se. Dhani Harrison é um ótimo guitarrista e se especializou em trilhas sonoras de filmes, além de ter tocado e produzido alguns dos discos solo do pai. Assim como George, Dhani é pouco afeito a exposição e tem uma vida tranquila. Ironicamente, o mais bem sucedido dentre os filhos dos integrantes dos Beatles é Zak Starkey. O filho de Ringo tornou-se um baterista requisitadíssimo. Foi membro da banda Oasis e fez várias turnês com o The Who, assumindo as baquetas de ninguém menos que Keith Moon.

Enfim, não tem presente melhor para um pai do que ver o sucesso de seus filhos. Mas se você já dá orgulho pro seu pai todos os dias do ano, neste dia dos pais, nada mais justo que você mostrar que conhece ele bem, e dar de presente uma camiseta que é a cara dele. Seu pai pode ser ligado em música, cinéfilo, amante das artes ou fazer o tipo moda minimalista, com certeza você vai achar a camiseta ideal. E pode deixar que a gente embrulha e envia, com direito a um cartão personalizado, com as suas palavras, ao finalizar a sua compra é só digitar sua mensagem no campo “observações”. Dá uma olhada aqui!

 VAI FUNDO!

Ouça nossa playlist no Spotify com 10 músicas de filhos de pais famosos – Just like dad – Top 10

Assista no YouTube a um dos excelentes shows da turnê de 2006 do The Who com Zak Starkey na bateria. – https://youtu.be/8kb9pYi90rw

Leia o ótimo livro Paul McCartney — A biografia, escrito pelo Philip Norman e lançado pela Companhia das Letras. Além de toda a história do Beatles, há ricos relatos sobre a criação de seus filhos.

Abaporu: Um banquete de arte!

Abaporu: Um banquete de arte!

Imagina a cena: Um dia frio de outono no ano de 1920 em Paris. Uma casa simples, em um bairro residencial da capital francesa, reúne alguns artistas para um almoço pouco convencional. Entre os convivas estão Pablo Picasso e Fernand Léger. O prato principal do almoço é uma brasileiríssima feijoada, com caipirinha acompanhando e tudo que se tem direito. A anfitriã e dona da casa é ninguém menos que Tarsila do Amaral. Parece loucura, né? Pablo Picasso comendo feijoada em Paris… mas aconteceu mesmo! E por conta dessa convivência com os bastiões do cubismo e surrealismo na Europa, Tarsila do Amaral voltou para o Brasil e foi essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro e do famoso movimento antropofágico!

Em janeiro de 1928 Tarsila deu de presente de aniversário para seu marido, o escritor Oswald de Andrade, uma tela  que se tornaria uma das obras de arte mais famosas do Brasil em todo o mundo: O Abaporu. Este quadro foi o pontapé inicial do movimento antropofágico. O conceito da antropofagia vem dos rituais canibais indígenas pré-descobrimento, onde os índios brasileiros acreditavam que devorando seus rivais, absorviam suas qualidades. Sendo assim, os conceitos europeus de vanguarda artística que Tarsila do Amaral absorveu quando morou em Barcelona e depois em Paris foram incorporados a temas essencialmente brasileiros. Inclusive, abaporu em tupi significa homem que come.

Se o movimento antropofágico pregava a assimilação de culturas diferentes para reinventar a nossa própria arte, dá pra dizer que continuamos mais antropófagos do que nunca! Imagina você que o Abaporu pode ser uma capa de disco do Sonic Youth ou um cartaz de filme do Quentin Tarantino! E mais, isso está estampado numa camiseta! O cartunista gaúcho Adão Iturrusgarai é mestre em criar versões alternativas para grandes obras. Depois de recriar com seu traço marcante várias capas de discos clássicos, resolveu dar um passo adiante e fazer uma mistura ainda mais antropofágica, adaptando o Abaporu da Tarsila do Amaral em capas de discos e cartazes de filmes! Tudo isso para estampar uma série de camisetas especialíssimas da Strip Me! Um verdadeiro banquete de arte devorando arte pra você encher o peito!

Conheça a história das tatuagens Old School

Conheça a história das tatuagens Old School

A tradução do termo old school é “velha escola”. A expressão é utilizada para caracterizar itens, estilos ou padrões que remetam aos “velhos tempos”, à vanguarda de uma época anterior à atual. No caso das tatuagens Old School, consiste em uma referência aos primórdios dessa arte. Ou melhor, os primeiros tatuadores do mundo ocidental e seu estilo tão característico.

Uma das propostas mais descoladas hoje em dia, essas tatuagens recriam os traços, cores e temas peculiares daquele período. Veja mais sobre a história, os grandes tatuadores e as particularidades desse estilo tão antigo e, ao mesmo tempo, tão moderno!

Saiba como surgiram as tatuagens Old School

Trata-se do mais antigo estilo de tatuagens do ocidente. A origem dele vem da década de 1890, porém se tornou realmente popular no período entre as Grandes Guerras. Os anos 1920 compreendem os primórdios das tatuagens modernas. Nessa época, não havia muitos recursos e materiais para tatuar. Por esse motivo, os traços grossos e firmes eram tão comuns.

O rudimentar também está presente nas poucas cores que se tinha à disposição para tatuar: preto, amarelo, azul, vermelho e verde, sem misturas, compunham os lindos desenhos dessas tattoos. E é justamente essa simplicidade que encantou e continua a encantar muita gente!

Conheça mais sobre sua origem e os pioneiros dessa arte

Nos primórdios das tatuagens Old School elas não eram muito bem aceitas na sociedade. Os marinheiros, fuzileiros, rebeldes e aventureiros foram os primeiros a experimentar o estilo. Em suas peles, registravam viagens e aventuras, muitas vezes, ligadas ao mar. Por isso, barcos, caravelas, âncoras, piratas e outros elementos são tão frequentes nessa proposta.

O grande pioneiro dessas tatuagens foi Norman Collins, ou “Sailor Jerry”, que as criava como forma de vida alternativa. No começo, usava somente uma agulha e tinta preta. Sempre cruzando mares pelo mundo, ele foi desenvolvendo o gosto pelos navios. Por isso, era sempre requisitado por marinheiros e soldados que queriam eternizar suas aventuras na pele.

Veja os principais temas desse tipo de tattoo

Além dos barcos, caravelas e âncoras, outros elementos se tornaram clássicos nas tatuagens Old School. É o caso de punhais utilizados pelos piratas, andorinhas e outros pássaros, caveiras, ciganas, águias e tantos outros. E vale destacar as pin-ups. As garotas sensuais típicas dos anos 50, ou pin-ups, também fazem parte do estilo, pois são da mesma época em questão.

Esses temas compunham a maior parte do trabalho de Jerry, assim como outros precursores dessas tatuagens. O estilo foi evoluindo, tornou-se um clássico, voltando eventualmente à moda, mas mantendo, geralmente, os mesmos temas.

Descubra o legado e o uso moderno do estilo

Esse tipo de tatuagem sempre esteve presente no portfólio dos tatuadores. Porém, nos anos 90, estilos como o oriental, new school ou o tribal tiraram-no um pouco de circulação. Nos anos 2000, o estilo começou a retornar, em novos temas e contextos.

Isso culminou em um Old School com nova roupagem. Muitos estúdios, hoje, são especializados nessas tattoos. A categoria das tatuagens Old School tem formas muito definidas e padronizadas durante todos esses anos. Por esse motivo, é bem criterioso o seu uso e a sua divulgação em eventos de tatuagem. Os desenhos têm que seguir uma porção de critérios e requisitos para que se considerem tattoos tradicionais.

Como vimos, o estilo é antigo e fazia sucesso em determinados nichos da sociedade, como marinheiros, roqueiros e outsiders. Mas as tatuagens Old School conquistaram o mundo todo ao longo do tempo e voltaram com tudo na atualidade. Elas são realmente iradas!

Esperamos que você tenha aprendido mais e curtido a história desse estilo clássico de tatuagens. Fique sempre por dentro de outros temas como este. Curta a nossa página no Facebook para não perder nenhuma dica de moda!

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