Abaporu: Um banquete de arte!

Abaporu: Um banquete de arte!

Imagina a cena: Um dia frio de outono no ano de 1923 em Paris. Uma casa simples, em um bairro residencial da capital francesa, reúne alguns artistas para um almoço pouco convencional. Entre os convivas estão Pablo Picasso e Fernand Léger. O prato principal do almoço é uma brasileiríssima feijoada, com caipirinha acompanhando e tudo que se tem direito. A anfitriã e dona da casa é ninguém menos que Tarsila do Amaral. Parece loucura, né? Pablo Picasso comendo feijoada em Paris… mas aconteceu mesmo! E por conta dessa convivência com os bastiões do cubismo e surrealismo na Europa, Tarsila do Amaral voltou para o Brasil e foi essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro e do famoso movimento antropofágico!

Em janeiro de 1928 Tarsila deu de presente de aniversário para seu marido, o escritor Oswald de Andrade, uma tela  que se tornaria uma das obras de arte mais famosas do Brasil em todo o mundo: O Abaporu. Este quadro foi o pontapé inicial do movimento antropofágico. O conceito da antropofagia vem dos rituais canibais indígenas pré-descobrimento, onde os índios brasileiros acreditavam que devorando seus rivais, absorviam suas qualidades. Sendo assim, os conceitos europeus de vanguarda artística que Tarsila do Amaral absorveu quando morou em Barcelona e depois em Paris foram incorporados a temas essencialmente brasileiros. Inclusive, abaporu em tupi significa homem que come.

Se o movimento antropofágico pregava a assimilação de culturas diferentes para reinventar a nossa própria arte, dá pra dizer que continuamos mais antropófagos do que nunca! Imagina você que o Abaporu pode ser uma capa de disco do Sonic Youth ou um cartaz de filme do Quentin Tarantino! E mais, isso está estampado numa camiseta! O cartunista gaúcho Adão Iturrusgarai é mestre em criar versões alternativas para grandes obras. Depois de recriar com seu traço marcante várias capas de discos clássicos, resolveu dar um passo adiante e fazer uma mistura ainda mais antropofágica, adaptando o Abaporu da Tarsila do Amaral em capas de discos e cartazes de filmes! Tudo isso para estampar uma série de camisetas especialíssimas da Strip Me! Um verdadeiro banquete de arte devorando arte pra você encher o peito!

Conheça a história das tatuagens Old School

Conheça a história das tatuagens Old School

A tradução do termo old school é “velha escola”. A expressão é utilizada para caracterizar itens, estilos ou padrões que remetam aos “velhos tempos”, à vanguarda de uma época anterior à atual. No caso das tatuagens Old School, consiste em uma referência aos primórdios dessa arte. Ou melhor, os primeiros tatuadores do mundo ocidental e seu estilo tão característico.

Uma das propostas mais descoladas hoje em dia, essas tatuagens recriam os traços, cores e temas peculiares daquele período. Veja mais sobre a história, os grandes tatuadores e as particularidades desse estilo tão antigo e, ao mesmo tempo, tão moderno!

Saiba como surgiram as tatuagens Old School

Trata-se do mais antigo estilo de tatuagens do ocidente. A origem dele vem da década de 1890, porém se tornou realmente popular no período entre as Grandes Guerras. Os anos 1920 compreendem os primórdios das tatuagens modernas. Nessa época, não havia muitos recursos e materiais para tatuar. Por esse motivo, os traços grossos e firmes eram tão comuns.

O rudimentar também está presente nas poucas cores que se tinha à disposição para tatuar: preto, amarelo, azul, vermelho e verde, sem misturas, compunham os lindos desenhos dessas tattoos. E é justamente essa simplicidade que encantou e continua a encantar muita gente!

Conheça mais sobre sua origem e os pioneiros dessa arte

Nos primórdios das tatuagens Old School elas não eram muito bem aceitas na sociedade. Os marinheiros, fuzileiros, rebeldes e aventureiros foram os primeiros a experimentar o estilo. Em suas peles, registravam viagens e aventuras, muitas vezes, ligadas ao mar. Por isso, barcos, caravelas, âncoras, piratas e outros elementos são tão frequentes nessa proposta.

O grande pioneiro dessas tatuagens foi Norman Collins, ou “Sailor Jerry”, que as criava como forma de vida alternativa. No começo, usava somente uma agulha e tinta preta. Sempre cruzando mares pelo mundo, ele foi desenvolvendo o gosto pelos navios. Por isso, era sempre requisitado por marinheiros e soldados que queriam eternizar suas aventuras na pele.

Veja os principais temas desse tipo de tattoo

Além dos barcos, caravelas e âncoras, outros elementos se tornaram clássicos nas tatuagens Old School. É o caso de punhais utilizados pelos piratas, andorinhas e outros pássaros, caveiras, ciganas, águias e tantos outros. E vale destacar as pin-ups. As garotas sensuais típicas dos anos 50, ou pin-ups, também fazem parte do estilo, pois são da mesma época em questão.

Esses temas compunham a maior parte do trabalho de Jerry, assim como outros precursores dessas tatuagens. O estilo foi evoluindo, tornou-se um clássico, voltando eventualmente à moda, mas mantendo, geralmente, os mesmos temas.

Descubra o legado e o uso moderno do estilo

Esse tipo de tatuagem sempre esteve presente no portfólio dos tatuadores. Porém, nos anos 90, estilos como o oriental, new school ou o tribal tiraram-no um pouco de circulação. Nos anos 2000, o estilo começou a retornar, em novos temas e contextos.

Isso culminou em um Old School com nova roupagem. Muitos estúdios, hoje, são especializados nessas tattoos. A categoria das tatuagens Old School tem formas muito definidas e padronizadas durante todos esses anos. Por esse motivo, é bem criterioso o seu uso e a sua divulgação em eventos de tatuagem. Os desenhos têm que seguir uma porção de critérios e requisitos para que se considerem tattoos tradicionais.

Como vimos, o estilo é antigo e fazia sucesso em determinados nichos da sociedade, como marinheiros, roqueiros e outsiders. Mas as tatuagens Old School conquistaram o mundo todo ao longo do tempo e voltaram com tudo na atualidade. Elas são realmente iradas!

Esperamos que você tenha aprendido mais e curtido a história desse estilo clássico de tatuagens. Fique sempre por dentro de outros temas como este. Curta a nossa página no Facebook para não perder nenhuma dica de moda!

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