Top 10 filmes de guerra: as obras mais emblemáticas da história do cinema

Top 10 filmes de guerra: as obras mais emblemáticas da história do cinema

Tiro, porrada e bomba! A Strip Me apresenta os 10 filmes de guerra que definiram o gênero e fizeram história.

Comprovando que a arte imita a vida, as guerras sempre fascinaram o cinema. Desde os primórdios da sétima arte, conflitos armados renderam grandes filmes, com cenas épicas, batalhas memoráveis e dilemas humanos intensos. Mais do que simplesmente retratar um período histórico, são obras que que contam histórias e dramas com intensidade e forte apelo pop.

Mas é importante separar as coisas: nem toda batalha filmada é um “filme de guerra”, no sentido mais tradicional do gênero, bem como alguns filmes que tem conflitos e guerras como pano de fundo podem não ser considerados “filmes de guerra”. Histórias como 300, Tróia ou Coração Valente estão mais próximas da mitologia, da fantasia histórica, do que da crueza dos conflitos modernos. Assim como obras como Lawrence da Arábia ou Bastardos Inglórios são obras com foco muito maior nos dramas pessoais de seus personagens, do que na guerra em si.

A Strip Me reuniu aqui produções ambientadas em guerras que marcaram os séculos XX e XXI, da Primeira Guerra Mundial aos conflitos no Iraque e no Afeganistão, passando pela Segunda Guerra, Vietnã, a Guerra do Golfo, e até a Guerra da Bósnia. Filmes que tratam a guerra não como espetáculo, mas como tragédia, seja com realismo brutal, seja com poesia ou crítica contundente. Porque se existe um único lugar onde a guerra pode, de alguma forma, fazer sentido, é só mesmo na tela do cinema.

Apocalypse Now (1979) – Direção: Francis Ford Coppola

Conflito: Guerra do Vietnã
Começando pelo pai de todos os filmes de guerra. Inspirado no livro O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, Apocalypse Now é uma viagem lisérgica pela insanidade da guerra. Martin Sheen vai em busca do enigmático coronel Kurtz (Marlon Brando), e o que encontra é um espelho do inferno humano. Um filme tão vibrante que quase dá pra sentir o cheiro de napalm no ar. “O horror… o horror…” nunca foi tão bem dito.

Platoon (1986) – Direção: Oliver Stone

Conflito: Guerra do Vietnã
Escrito e dirigido por um veterano de guerra, Platoon é tão pessoal quanto político. Charlie Sheen é o jovem soldado jogado num conflito onde os inimigos não estão só do outro lado da trincheira, estão no mesmo pelotão. A guerra como colapso moral, onde ideais se desintegram sob o fogo cruzado. Oscar de Melhor Filme e um retrato cru de uma América dividida e de uma juventude iludida. É um clássico indiscutível do cinema!

Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987) – Direção: Stanley Kubrick

Conflito: Guerra do Vietnã
Dá pra dizer que são dois filmes em um só. A primeira metade, um treinamento militar que mais parece um culto à crueldade e ao autoritarismo, com o sargento Hartman aterrorizando recrutas. A segunda, um mergulho frio e absurdo no Vietnã. Kubrick mostra que o campo de batalha começa na mente, e o maior inimigo pode ser o sistema que molda soldados sem nenhum pudor. Sarcástico, brutal e inesquecível, como qualquer filme de Stanley Kubrick.

Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998) – Direção: Terrence Malick

Conflito: Segunda Guerra Mundial
Poesia com cheiro de pólvora. Malick transforma a guerra num ensaio filosófico sobre o bem, o mal, a natureza e o vazio existencial. Com elenco estelar (Sean Penn, Jim Caviezel, Nick Nolte), o filme desafia convenções e prefere contemplar o silêncio entre os tiros. É sobre soldados, mas também sobre a fragilidade humana diante do absurdo da guerra. Nunca um filme de guerra foi tão filosófico e instigante. Segue sem paralelo até hoje, ninguém mais ousou fazer um filme de guerra tão contemplativo.

Jarhead – O Fim da Inocência (2005) – Direção: Sam Mendes

Conflito: Guerra do Golfo
Aqui, a guerra é espera, tédio e frustração. Jake Gyllenhaal vive um fuzileiro pronto para atirar — mas que passa o tempo limpando o rifle e vendo a ação passar pela televisão. Jarhead desmonta a imagem do soldado heróico e mostra como a guerra também é feita de silêncio, paranóia e vazio. Um anticlímax desconcertante. Um filme brilhante por trazer uma perspectiva inesperada e intimista da primeira guerra que o mundo acompanhou ao vivo, via satélite, pela televisão.

Cartas de Iwo Jima (Letters from Iwo Jima, 2006) – Direção: Clint Eastwood

Conflito: Segunda Guerra Mundial (Japão)
No mesmo ano em que lançou A Conquista da Honra, Clint Eastwood fez o impensável: contou o outro lado da batalha. Em japonês, com elenco asiático, Cartas de Iwo Jima mostra o drama dos soldados nipônicos encurralados na ilha. Ao humanizar o “inimigo”, Eastwood oferece uma das obras mais sensíveis e universais sobre a guerra. Um filme esteticamente exuberante e delicado, com um roteiro irretocável.

Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) – Direção: Kathryn Bigelow

Conflito: Guerra do Iraque
Um suspense sem descanso. Kathryn Bigelow se tornou a primeira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção ao filmar um pelotão especializado em desarmar bombas no Iraque. Mas o que explode mesmo é a mente dos soldados. Guerra ao Terror não glorifica nada, só mostra a rotina insana de quem vive na beira da morte, dia após dia, sem sequer entender porque exatamente está ali. Ah, sim, é porque o “inimigo” tem armas de destruição em massa. Mas você certamente já viu esse filme.

Sniper Americano (American Sniper, 2014) – Direção: Clint Eastwood

Conflito: Guerra do Iraque
Baseado na história real de Chris Kyle, o atirador mais letal da história militar dos EUA. Clint Eastwood constrói um retrato ambíguo, onde heroísmo e trauma andam lado a lado. Bradley Cooper entrega uma atuação intensa num filme que gera debates até hoje: afinal, Kyle era herói, vítima ou sintoma de um sistema maior? O que não deixa dúvida é a sensibilidade e talento de Clint Eastwood para contar histórias de guerra com tamanha perfeição.

Dunkirk (2017) – Direção: Christopher Nolan

Conflito: Segunda Guerra Mundial
Três linhas temporais, três pontos de vista e uma urgência constante. Nolan foge do dramalhão e aposta na tensão contínua para recontar o resgate épico de soldados britânicos cercados na França. Poucos diálogos, muita adrenalina, e um Hans Zimmer que transforma tiros e batidas cardíacas em trilha sonora. Guerra como experiência sensorial, que só um gigante do cinema como Nolan pode proporcionar. Quem viu no Imax que o diga!

1917 (2019) – Direção: Sam Mendes

Conflito: Primeira Guerra Mundial
Dois soldados, uma missão impossível e uma câmera que parece nunca piscar. 1917 usa a técnica como narrativa: você não respira porque eles não podem parar. A brutalidade da Primeira Guerra é retratada com urgência, mas também com lirismo. Um tour de force técnico que emociona porque não se esquece dos rostos por trás dos uniformes. Um filme brilhante para além da estética, onde o roteiro é fantástico e os personagens muito bem construídos. Filme imperdível.

Menção Honrosa

O Barco – Das Boot (1981) – Wolfgang Petersen
Um submarino nazista vira prisão flutuante. Claustrofobia, tensão e humanidade em alto-mar.
Nascido em 4 de Julho – Born on the Fourth of July (1989) – Oliver Stone
Tom Cruise entrega tudo e mais um pouco ao interpretar um veterano de guerra idealista.
A Ponte do Rio Kwai (1957) – David Lean
Obediência cega, vaidade militar e um final explosivo. Um clássico que resiste ao tempo.
Terra de Ninguém (2001) – Danis Tanović
Guerra da Bósnia como tragicomédia. Dois soldados inimigos presos na mesma trincheira e uma mina terrestre de ironia.

Pois é… se a arte imita a vida, é porque tem algo a dizer. No caso dos filmes de guerra, o recado é bem claro: “É isso mesmo que você quer para a humanidade? Morte e destruição?” Claro, são obras de entretenimento, empolgantes e visualmente incríveis! Mas servem também para deixar essa necessária pulga atrás da orelha. É por isso que a Strip Me não cansa de celebrar o cinema como arte de primeira grandeza. Nossa coleção de camisetas de cinema que o diga! E tem também coleções de música, cultura pop, arte e muito mais. No nosso site você confere todas elas e ainda fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist destruidora com músicas sobre guerra! War Songs top 10 tracks.

Laranja Mecânica Facts: 10 coisas que você (talvez) não saiba

Laranja Mecânica Facts: 10 coisas que você (talvez) não saiba

Por Carlos Cardoso.

Baseado no livro homônimo de Anthony Burgess, Laranja Mecânica (1971) é uma das obras-primas de Stanley Kubrick. Político, filosófico, satírico, ultra-violento e pornográfico; o filme narra as desventuras do violento e carismático Alex (Malcolm McDowell) e seus “droogs” (Pete, George e Dim) em uma Grã-Bretanha distópica e brutal. Se liga então nessas 10 curiosidades que você talvez não saiba sobre o filme:

1) A cena do estupro, onde Alex canta e dança “Singin’ in the Rain” não estava no roteiro. Achando que a cena estava muito convencional, Kubrick perguntou se Malcolm McDowell sabia dançar, Malcolm, então, começou a improvisar, Kubrick adorou o resultado, pagou $10.000 pelos direitos autorais da música.

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2) O olhar cínico com o rosto levemente inclinado de Alex na primeira cena do filme é conhecido como “Kubrick’s stare”, uma espécie de marca registrada do diretor na sua caracterização da insanidade, presente principalmente em filmes do diretor como: “2001: Uma Odisseia no Espaço”, “Laranja Mecânica”, “O Iluminado” e “Nascido para Matar”. Mais recentemente, influenciou Heath Ledger na construção de sua versão do Coringa.

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3) O título “Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange) refere-se ao tratamento behaviorista no qual Alex é submetido. Nas próprias palavras do escritor Burgess: “O ser humano é dotado de vontade. E pode usá-la para escolher entre o bem e o mal. Se só pode fazer o bem, ou só pode fazer o mal, é uma laranja mecânica – significa que tem aparência de um organismo adorável, com cor e suco, mas que na realidade é um brinquedo mecânico para ser manipulado por Deus ou pelo Diabo.” Na imagem vemos a colcha da cama de Alex, na qual a ilustração representa laranjas.

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4) Kubrick pediu ao Pink Floyd para usar “Atom Heart Mother”, faixa que abre o álbum homônimo da banda, na trilha sonora. Porém, como o diretor queria uso ilimitado da composição, a banda rejeitou a proposta. Quando Alex visita a loja de discos, é possível ver nas prateleiras a trilha de 2001 – Uma Odisseia no Espaço e Atom Heart Mother. Outros discos visíveis na loja são Lorca, de Tim Buckley, As Your Mind Flies, do Rare Bird, Deja Vu, de Crosby Stills Nash & Young, The Transfiguration Of Blind Joe Death, de John Fahey, Magical Mystery Tour, dos Beatles, After The Goldrush, de Neil Young, The Chicago Transit Authority, do Chicago e In The Summertime, do Mungo Jerry.

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5) O médico que pinga colírio em Alex enquanto ele é forçado a assistir filmes violentos é um médico de verdade, presente para assegurar que os olhos de McDowell não secassem. Seus olhos foram anestesiados para que as cenas de tortura fossem filmadas sem tanto desconforto. Ainda assim, suas córneas foram arranhadas pelos grampos de metal, causando cegueira temporária.

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6) Na cena em que os “droogs” chegam de carro é possível ler a inscrição “HOME”, Kubrick posicionou estrategicamente a câmera de forma que os faróis do “Durango 95”, imitassem o visual assimétrico causado pelo cílios postiço de Alex.

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7) Essa cena recria uma pintura de Vincent Van Gogh, Prisioneiros se Exercitando (1890).

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8) Alex foi o primeiro psicopata da história do cinema a conquistar a simpatia do público, causando muita polêmica. Alguns acusavam o filme de incitar a violência. Dentre outros famosos psicopatas carismáticos que conquistaram a simpatia do público estão Hannibal Lecter e Coringa. No mundo real, temos o célebre caso de Charles Manson.

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9) No Brasil, o filme entrou na lista de obras proibidas pela censura do governo militar, fazendo com que os cinéfilos fossem assistir a polêmica obra em países vizinhos, como o Uruguai. Quando foi liberado em 1978, só conseguiu ser exibido nas salas com ridículas bolinhas pretas sobrepostas nas cenas de nudez (mesmo com classificação para maiores de 18 anos).

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10) Os Rolling Stones chegaram perto de estrelarem no filme, mas o empresário da banda não foi bem sucedido em garantir do escritor os direitos para a adaptação. O projeto acabou ficando nas mãos de Stanley Kubrick, que chegou a considerar tal elenco, mas acabou optando por Malcolm McDowell (cuja interpretação foi aclamada pela crítica). Apesar do veredito, o magnata da música Andrew Loog Oldham se empenhou em fazer com que os quatro “droogs” fossem interpretados por Mick Jagger (que viveria Alex), Charlie Watts, Brian Jones e Keith Richards.

Oldham admite que estava inspirado em transformar os Stones em astros do cinema depois do sucesso dos primeiros filmes dos Beatles “A Hard Day’s Night” e “Help!”. Oldham, o empresário da banda durante os anos 60, responsável por disseminar a imagem de bad boys dos integrantes, também revela: “Não consegui os direitos autorais para fazer “A Clockwork Orange” porque Anthony Burgess pensava que estava com câncer, então, desesperado, acabou vendendo os direitos para outros. Oldham, então, acabou produzindo o documentário “Charlie Is My Darling”, sobre uma turnê da banda na Irlanda.

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Sobre a Strip Me

Alex DeLarge é o delinquente mais carismático da história do cinema. Foi por isso mesmo que criamos a Camiseta Laranja Mecânica, de fãs para fãs. Uma homenagem a Alex, seus Droogs e ao gênio Stanley Kubric. Além das camisetas de filmes, em nosso site você também encontra camisetas de bandas e camisetas de seriado, vem conferir http://www.stripme.com.br

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