8 fatos sobre a Mata Atlântica que você precisa saber.

8 fatos sobre a Mata Atlântica que você precisa saber.

Bioma de diversidade incalculável e carregado de história, a Mata Atlântica é um retrato fiel do Brasil. A Strip Me te ajuda a conhecer melhor esse caleidoscópio de fauna, flora e paisagens estonteantes.

A legendária carta de Pero Vaz de Caminha e os relatos de outros navegantes, incluindo Américo Vespúcio, retratam a costa brasileira como um lugar idílico. O próprio Vespúcio chegou a escrever em seu diário: “Se existe algum paraíso terrestre, ele certamente não fica longe dessas terras.” Essa visão paradisíaca se justifica. De suas naus, os europeus avistavam praias de águas claras, areia branca e uma densa floresta ao fundo, repleta de cores e vida. Isso sem falar no relevo, com montes e serras, que completavam a paisagem. Imagine, por exemplo, esses navegantes, vindos de uma terra com cidades sujas. de clima frio e sem grandes atrativos naturais, chegando na baía de Guanabara, com o exuberante Pão Açúcar se erguendo sobre uma mata verdejante, sob a brisa do mar e o calor tropical.

Essa exuberância que encantou os europeus era a Mata Atlântica em todo o seu esplendor. Atualmente a Mata Atlântica é considerada um bioma distinto, com características próprias, assim como o Pantanal, o Cerrado ou a Amazônia. Sua formação data de 50 milhões de anos aproximadamente, conhecido como período quaternário. Nessa época o que hoje é a América do Sul já era uma porção de terra isolada como continente, mais ou menos como a conhecemos hoje. Por estar numa localização tropical, todas as eras glaciais que rolaram ao longo de todo esse tempo, esfriando, esquentando e alagando, propiciaram à região a proliferação de uma biodiversidade imensa. Até a chegada dos europeus, a Mata Atlântica ocupava boa parte do território leste e central da América do Sul, se estendendo do nordeste brasileiro até a costa do Uruguai, e avançando em alguns pontos para o interior do sudeste e sul, chegando ao interior do Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, interior e São Paulo, Paraná e chegando a algumas partes do Paraguai.

Hoje temos, em toda a América do Sul, apenas 16% do que era a Mata Atlântica 500 anos atrás. E, infelizmente, a tendência é esse número diminuir ainda mais. Para que a gente possa evitar ao máximo a diminuição da Mata Atlântica e ter noção da importância da sua conservação, a Strip Me apresenta 8 fatos que você precisa saber sobre esse nosso bioma tão essencial.

Geografia.

A Mata Atlântica ocupa 1,1 milhão de km² em 17 estados do território brasileiro, estendendo-se por grande parte da costa do país. Possuem áreas preservadas da Mata Atlântica os estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia,  Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. A WWF (World Wide Fund for Nature Inc.) dividiu o bioma em 15 ecorregiões, para que as ações de preservação possam ser feitas localmente, atendendo às necessidades de cada região, já que a Mata Atlântica abrange ambientes montanhosos, litorâneos, mangues e etc.

Povos originários.

A chegada de seres humanos nas regiões de Mata Atlântica data de doze a dez mil anos atrás, de acordo com achados arqueológicos em Lagoa Santa, Minas Gerais. A interação desses primeiros povos impactaram muito o bioma. Eram povos nômades, mas que já praticavam uma agricultura rudimentar. Há teorias (ainda não comprovadas cientificamente) que dizem que os pampas gaúchos, num passado muito distante, era uma área de Mata Atlântica que passou por frequentes derrubadas e queimadas feitas por esses primeiros povos, até se estabelecer como vastos campos descampados que conhecemos atualmente. Ainda hoje as áreas preservadas de Mata Atlântica abrigam muitas etnias de indígenas, que lutam para conservar sua cultura e estilo de vida. Esses povos são cada vez mais ameaçados por demarcações de terras, garimpos ilegais e projetos de leis espúrios. Algumas das etnias ainda vivendo na Mata Atlântica são os Kaingang, Terena, Potiguara, Kadiweu, Pataxó, Krenak, Guarani, Caiová e Tupiniquim.

Descobrimento.

A Mata Atlântica está intrinsicamente ligada à história do Brasil e sua colonização pelos portugueses. Nos primeiros anos de exploração, os portugueses buscavam ouro e pedras preciosas, o que não encontraram. Mas encontraram uma infinidade de árvores nativas da Mata Atlântica cuja madeira lhes era muito valiosa: o Pau Brasil. Foi o primeiro alvo de comércio dos europeus. Em seguida veio a era dos paulistas, ou bandeirantes, que desbravaram a aparentemente intransponível muralha da Serra do Mar e se embrenharam pelo interior do Brasil em busca de índios para escravizar e também de ouro, é claro. Com a descoberta do ouro nas Gerais, áreas imensas de Mata Atlântica vieram abaixo, e as áreas que se mantiveram de pé eram um grande obstáculo para o transporte das pedras preciosas para os portos, para serem levadas para a Europa. Em contra partida, sempre houve preocupação em torno da conservação das matas, especialmente entre os missionários jesuítas, que acreditavam numa agricultura florestal dinâmica, mas eram frequentemente ignorados por governadores e outras autoridades. Mas as missões jesuíticas do sul do Brasil e da Argentina e Uruguai comprovam isso. Após a vinda da família real para o Brasil, até o reinado de Dom Pedro II, houve também alguma consideração relacionada à busca de conhecimento e conservação da biodiversidade. Mas o ciclo do café atropelou isso tudo, desmatando desenfreadamente. E, por fim, o êxodo rural, crescimento populacional e desenvolvimentos das grandes metrópoles completam este quadro tão preocupante.

Diversidade.

Quando a corte de Dom João VI se estabeleceu por aqui, vieram também cientistas e botânicos que ficaram impressionados com a diversidade das matas brasileiras. Posteriormente, Dom Pedro II incentivou e financiou muitas expedições de cientistas para estudar a fauna e flora da Mata Atlântica. São mais de 20 mil espécies de plantas e 2 mil espécies de animais (sem contar insetos e aracnídeos). Para se ter uma ideia, um levantamento feito na Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia, constatou a maior diversidade de árvores do mundo, com 450 espécies diferentes num só hectare de floresta. Nos anos 90 o mico leão dourado, na iminência da extinção na época, virou símbolo da preservação da Mata Atlântica. O primata ainda é o maior símbolo da Mata Atlântica, e graças ás inúmeras campanhas e esforços, a espécie do primata está cada vez mais longe da extinção, através da ação de ambientalistas promovendo a reintrodução no habitat natural de indivíduos criados em cativeiro.

Água.

A Mata Atlântica abriga uma rede imensa e muito importante de bacias hidrográficas, que fornecem água para mais de 145 milhões de pessoas. O desastre recente no Rio Grande do Sul mostra de forma trágica a consequência do desmatamento e a importância da mata em margens de rios e encostas. São as matas ciliares que ajudam a conter a força das águas, e o solo permeável que absorve a água e ajuda a evitar grandes inundações. A Mata Atlântica é o lar de sete das nove maiores bacias hidrográficas do Brasil. São elas Paraná, Uruguai, São Francisco, Parnaíba, Atlântica Sul, Atlântico Sudeste, Atlântico Leste, Atlântico Nordeste Oriental. Isso sem falar de um dos maiores aquíferos do mundo, o Aquífero Guarani, que fica sob a Mata Atlântica. A diminuição da Mata Atlântica pode ser fatal para muitos desses rios.

Sobrevivência.

A Mata Atlântica é uma das florestas com maior diversidade de plantas no mundo e considerada uma das áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade do planeta. Além disso, abriga 70% da população brasileira. Aliás, 61% da área urbana do Brasil se encontra neste bioma e responde por 80% da economia nacional. Porém e portanto ao mesmo tempo, é o bioma mais devastado e ameaçado do país. Se faz cada vez mais necessário que toda e qualquer iniciativa que promova a preservação da Mata Atlântica seja apoiada e divulgada. Aqui estão algumas delas para você conhecer.
SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) siga @spvsbrasil
SOS Mata Atlântica siga @sosmataatlantica
IA-RBMA (Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica) siga @rbmataatlantica
IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) siga @imaflorabrasil
IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) siga @institutoipe

Turismo.

O turismo ecológico vem se tornando cada vez mais popular. Ainda bem. Afinal de contas, quanto mais gente interessada em conhecer e desfrutar da natureza, maior vai ser o interesse em preservar áreas de mata nativa. A Mata Atlântica possui em seu vasto território algumas das atrações turísticas mais atraentes e deslumbrantes do Brasil. Começando pelo primeiro, temos o Parque Nacional de Itatiaia, o primeiro parque nacional de preservação do Brasil, criado em 1937. O parque fica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360 espécies de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e 67 espécies de mamíferos (como a paca, macacos e preguiças). E, é claro, possui trilhas inacreditáveis. O Passeio de trem Curitiba-Morretes é o mais bonito do Brasil, passando por paisagens deslumbrantes de Mata Atlântica através da Serra do Mar paranaense. A Pedra da Gávea no Rio de Janeiro, conhecida como a cabeça do imperador, é o maior bloco monolítico à beira mar do mundo, a 842m acima do mar, e cercada por uma floresta exuberante. Por incrível que pareça dá pra curtir uma pedaço de Mata Atlântica no coração da cidade de São Paulo. O Parque Trianon, na avenida Paulista, é um pedacinho de mata nativa preservada. Pra finalizar, temos uma das sete maravilhas naturais do mundo, as majestosas Cataratas do Iguaçu, um conjunto de 275 quedas d’água que formam uma paisagem de beleza única em meio a Mata Atlântica. Isso sem falar na Ilha do Mel, Ilha do Cardoso, o Parque Estadual do Turvo, O Parque da Pedra Branca, a Pedra do Baú, a Gruta da Casa de Pedra, o Parque Nacional da Serra de Bocaina…

Cogumelos.

Para finalizar essa lista, uma curiosidade, no mínimo, instigante. Na Reserva Betary, trecho de 60 hectares de Mata Atlântica localizada na cidade de Iporanga, no estado de São Paulo, é possível ver exemplares de Mycena lucentipes. Durante o dia, são fungos como outro qualquer, mas à noite eles emitem um brilho luminoso verde neon. Sim, eles literalmente brilham no escuro! Das cerca de 100 espécies de cogumelos bioluminescentes identificadas em todo o mundo, 27 foram encontradas na Reserva Betary. A primeira pergunta que surge é: Por que esses danadinhos brilham no escuro? A resposta é simples. É para atrair insetos e aranhas, que ajudarão a disseminar os seus esporos pela floresta. A segunda pergunta óbvia é: Dá barato? Ainda não há uma resposta para essa pergunta, pelo menos, ninguém se manifestou a este respeito. Mas a probabilidade de ele ser alucinógeno é grande, pois pertence a família Mycena, a qual boa parte dos fungos são alucinógenos, mas pode ser que ele seja venenoso também. Mas só o fato de você estar dando uma banda pela floresta no meio da noite e dar de cara com um cogumelo brilhante, já é naturalmente uma baita doideira!

Para além do barulho, diversão e arte, faz parte do DNA da Strip Me o amor pela natureza e os animais, fazendo com que a marca coloque em prática várias ações que vão desde a utilização de tecido certificado e tintas biodegradáveis até a doação de parte do valor de cada venda realizada para ONGs de combate á fome e pelos direitos dos animais. Fazemos questão de exaltar a nossa flora inigualável com a coleção de camisetas florais, além de sempre levantar a bandeira da sustentabilidade. Dá uma olhada no nosso site para conferir essa e outras coleções, para conhecer um pouco mais sobre nós e ficar por dentro dos nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada com músicas excelentes que falam sobre a preservação da natureza. Mata Atlântica Top 10 tracks.

PERSPECTIVA STRIP ME: VERÃO

PERSPECTIVA STRIP ME: VERÃO

Mais que uma estação do ano, o verão é um lifestyle, quase uma filosofia de vida. Ainda mais para nós, brasileiros, o verão é um período de celebração e festa. Hoje a Strip Me propõe um olhar mais amplo sobre o verão.

Bem vindo a 2024! Iniciamos mais um ano, como sempre, com muitas ideias e propósitos! Para que você fique cada vez por dentro de como a Strip Me pensa, funciona e cresce, adotamos um formato de texto que aparecerá com certa frequência daqui para frente aqui no blog: A Perspectiva Strip Me. Neste formato vamos abordar determinados temas, com a nossa costumeira leveza e nosso bom humor, explorando seus diversos aspectos através da nossa perspectiva e ilustrando isso com algumas de nossas camisetas. Portanto, é com alegria que abrimos o primeiro texto de 2024 com a Perspectiva Strip Me sobre o Verão!

O óbvio.

O verão é uma das quatro estações climáticas do ano. A etimologia da palavra verão tem origem no latim, veranus tempus, que significa tempo primaveril. É a estação mais quente do ano. Dada a inclinação do planeta e seu movimento de translação e rotação, o verão acontece em dois momentos: de 21 de junho a 22 de setembro no hemisfério norte e de 22 de dezembro a 21 de março no hemisfério sul. Em ambos os hemisférios, tais períodos são marcados por dias mais longos, o sol nasce mais cedo e se põe mais tarde, e as temperaturas sobem consideravelmente.

A Perspectiva Strip Me:

Plantas pra que te quero!

Para a Strip Me o verão é muito mais que uma estação do ano. Para nós o verão é a época do ano que colocamos as folhinhas pra fora, vemos brotar aquela mudinha plantada com todo amor na primavera, fazemos uma competição velada com o vizinho para ver qual samambaia cresce mais até o fim da estação e podemos sentir no ar a excitação de todas as plantas da casa, como se estivessem participando da gincana da fotossíntese!  Pois é. Para quem se amarra em plantas e tem uma urban jungle daquelas dentro de casa, o verão é maravilhoso porque é quando efetivamente vemos resultado! É quando as plantas se desenvolvem pra valer. Diferente da primavera, que é a época de plantar, adubar e cuidar (que é uma delícia também, que fique claro).

A Strip Me tem toda uma coleção incrível de camisetas voltadas para quem é plant lover, as Camisetas Florais. São camisetas com estampas lindas como a Lança de São Jorge, Margaridas e Cajuína, por exemplo, que também são mega confortáveis, feitas com tecido com certificado BCI e caimento impecável em qualquer tamanho.

Pé na estrada e pé na areia.

Se o papo é aventura, contato com a natureza e viajar, você está falando a nossa língua! Aqui na Strip Me a gente sabe que o caminho é tão importante quanto o destino! Por isso, pode até ser legal viajar de avião, todo aquele conforto… tá, realmente quem viaja de classe econômica não tem tanto conforto não. Mas pelo menos chega rapidinho e fica no ar condicionado o tempo todo. Agora fazer aquela trip raiz mesmo é outra conversa! Caranga abastecida com lanchinhos, água e muita música boa e ir curtindo cada visual que só a beira de estrada pode oferecer, seja no interior ou no litoral. E já que o papo é verão, vamos focar no litoral, né? Porque, imagina só, percorrer o nordeste, passando por aquelas prainhas desertas maravilhosas que ficam entre João Pessoa e Recife! É só vibe boa! É o verão cumprindo em cem por cento o seu intuito de recarregar as baterias para quem começa um novo ano!

Nessa pegada praieira tropicaliente, a Strip Me apresenta a Coleção de Verão. São camisetas super descoladas, cheias de referências pop e naturalmente lindas, além de frescas e confortáveis, ideais para os dias mais quentes do verão tupiniquim. As camisetas Água do Mar, Beach Sounds e Vento Lateral fazem parte dessa coleção e comprovam tudo isso.

Calor à brasileira.

Pode ser a gaitinha ou a matraca, que avisam que o tiozinho que vende sorvete está passando pela rua. Ok, essa pode ser uma parada que só quem é mais velho vai se ligar, mas ainda rola hoje em dia em algumas cidades do interior. E a molecada de férias, corre pra pedir um trocado pra vó para poder comprar um picolé. Sim, porque, para quem é mais novinho, verão é na casa da vó, tomando banho de mangueira no jardim ou na varanda de piso de caquinho. Pra quem já é mais crescidinho, o verão é sinônimo de carne na brasa, cervejinha gelada e a turma reunida, ou ainda aquele clássico boteco de esquina, com as mesas na calçada, copo americano e porçãozinha de torresmo. Isso sem falar no filtro de barro, que vai manter a sua água fresquinha independente dos quarenta graus lá fora. É sério. O verão do brasileiro é diferente, tem muita coisa que é muito nossa, do nosso jeitinho. E se tem uma coisa que o pessoal aqui da Strip Me ama de verdade é essa brasilidade toda, que a gente carrega com orgulho!

Tanto é que não tem uma coleção específica sobre brasilidade, porque ela está em toda a parte. Então você encontra camisetas que são verdadeiros sucos de Brasil nas coleções Tropics, Carnaval, Cartola, Verão, Florais, Música, Cultura Pop e muito mais! As estampas Mesa de Bar, Duas Cervejas Filtro de Barro são exemplos inexoráveis disso.

Enfim, o verão no Brasil é único, e sob a perspectiva perspicaz da Strip Me, fica ainda mais irresistível! Mesmo com o calor de derreter a sola do chinelo na rua, o país ganha um brilho a mais no verão, com pessoas mais soltas, alegres e vibrantes. No Brasil, o verão é um estilo de vida, uma temporada que desperta o melhor de nós: a hospitalidade, o amor pela comida boa, pela diversão e, é claro, o jeitinho brasileiro de levar a vida com um sorriso no rosto. Vem dar uma olhada no nosso site e conferir todas as dicas dadas neste post! Todas as coleções citadas aqui estão lá, além de muitas outras. E na nossa loja você fica por dentro de todos os nossos lançamentos, e eles pintam por lá todas semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist toda trabalhada no calor. Se a música fala de verão, e é boa, vai estar na nossa lista. Summer Songs Top 10 Tracks.

Para Assistir: Na onda de falar de verão e brasilidade, vamos destacar hoje um clássico da Sessão da Tarde, o filme Esporte Sangrento, lançado em 1993, escrito e dirigido por Sheldon Lettich. O roteiro é meio bobo e previsível, as é um filme bem divertido porque tem como protagonista um militar das forças especiais dos Estados Unidos que passou uma temporada no Brasil e virou mestre de capoeira. E é na base do rabo de arraia, ida ginga e da meia lua que esse maluco vai botar pra correr uns traficantes que dominam sua antiga escola. É um filme bom? Não é. Mas vale a pena pela diversão e nostalgia.

10 Plantas para começar a sua Urban Jungle

10 Plantas para começar a sua Urban Jungle

A Strip Me te ajuda a começar a sua Urban Jungle em casa, indicando as plantas mais bonitas e adaptáveis a diferentes ambientes.

Faz tempo que cultivar plantas em casa deixou de ser coisa de vovozinhas simpáticas e hippies de meia idade. Desde meados da década de 2010 o conceito de Urban Jungle vem sendo adotado por arquitetos e designers de interiores como uma das mais importantes tendências de decoração do século XXI. A Urban Jungle transcende a simples decoração para reconectar os seres humanos com a natureza. E não é bicho-grilismo. Realmente, as pessoas vivendo em apartamentos cada vez menores, em cidades cada vez maiores, tem cada vez menos contato com as plantas. Isso se justifica pela rotina intensa de trabalho que não permite idas frequentes a parques e bosques, mas também pela jardinagem ser um tema muito pouco conhecido, em especial entre os jovens.

Acontece que os novos adultos, jovens entre trinta e quarenta anos, que moram sozinhos passaram a ter essa preocupação, sentiram falta de ter plantas em casa, seja pela memória afetiva da casa da avó cheia de samambaias e violetas, seja para deixar o apê mais bonito e com um clima mais agradável. Hoje a Urban Jungle é um estilo de vida pra muita gente, que encontrou nas plantas um hobby saudável e relaxante, terapêutico até. Pra começar uma Urban Jungle em casa, não é necessário muito esforço, mas requer atenção e alguns cuidados. A primeira coisa é observar bem os cômodos da casa e identificar onde e em qual horário do dia o sol é mais intenso, onde tem pouco iluminação, onde tem mais corrente de ar e claridade. Isso vai ser determinante para a escolha das espécies de plantas e onde coloca-las. Também é preciso estabelecer uma rotina para aguar, adubar e, se necessário, podar suas plantas. Isso vai fazer com que elas cresçam com mais beleza e vigor.

Se interessou e tá afim de começar a sua Urban Jungle aí? Então se liga nessa listinha com 10 plantas lindas e facilmente adaptáveis para você dar os primeiros passos. Para facilitar ainda mais a sua vida, damos as dicas de iluminação, rega e adubação, para você saber onde posicionar, quando regar e como adubar cada uma delas.

Espada de São Jorge


Pra começar com o pé direito, recomendamos a Dracaena trifasciata, mais conhecida como Espada de São Jorge. Para religiões de matrizes africanas, suas folhas funcionam como amuleto de proteção. É uma planta muito usada como uma forma de afastar energias negativas. Além disso é de fácil cultivo. Ela só exige um vaso relativamente grande, para que ela cresça e apareça. Importante você saber que ela é uma planta linda, mas é tóxica. Então, quem tem criança pequena e pets e m casa, é bom tomar cuidado.
Iluminação: A Espada de São Jorge é super resistente e se adapta bem em ambientes externos ou internos, com pouca luza, claridade indireta e até sol pleno. Então escolha o lugar dela sem preocupação.
Rega: Coloque água de forma regular, uma vez por semana. Tenha o cuidado de sentir antes se o solo dela está seco ou úmido. Se estiver úmido, não coloque mais água. Regá-la em excesso pode fazer com que as raízes apodreçam.
Adubação: Utiliza adubos como NPK 10-10-10, uma ou duas vezes por ano, de preferência durante a primavera.

Pacová


A Philodendron martianum é uma espécie de planta brasileiríssima, nativa da Mata Atlântica. Tem folhas verdes brilhantes e largas, que são lindas para a decoração de ambientes internos. É outra planta altamente adaptável. A Pacová pode ser plantada tanto em jardins como em vasos tipo bacias junto com outras plantas, ou sozinha em vasos estreitos e altos.  No caso de estar plantada no solo ou em vasos baixos, é bom ficar atento, pois ela também é tóxica para pets.
Iluminação: É uma planta que gosta de claridade, mas de pouco sol. Então o ideal é escolher ambientes bem iluminados, com sombra ou meia-sombra. E também ambientes internos, em especial para quem vive em regiões onde o inverno é mais rigorosa, pois ela não se aapta bem ao frio.
Rega: Não existe uma regra exata. Pode ser dia sim, dia não, duas vezes por semana. Tem que observar. O importante é que o solo dela esteja sempre úmido. Atenção: úmido, mas não encharcado. Para evitar isso, é interessante manter a planta num solo com substrato drenável, como fibra de coco, casca de pinus média ou areia grossa de construção.
Adubação: Adubar duas vezes por ano, no final do inverno e começo do verão. Recomenda-se o uso de adubo orgânico ou adubo químico do tipo NPK 10-10-10.

Jiboia


Quem disse que ter Jiboia em casa não é boa ideia? A Epipremnum pinnatum é uma trepadeira com oito espécies diferentes e muito fácil de cuidar. São plantas perfeitas para ambientes internos e ficam lindas cultivadas em prateleiras ou locais altos. Crescem bem em vasos pequenos e médios. A  Jiboia se espalha facilmente e você pode fazer mudas para multiplicá-la ainda mais, e até dar mudinhas de presente para os amigos. Para isso, basta cortar seu caule na diagonal, colocar num pote com água e esperar que comecem a crescer as raízes. Com as raízes formadas, é só pegar um vaso, colocar pedriscos no fundo, adicionar terra e fazer um pequeno buraco para acomodar a muda.
Iluminação: Se adapta a locais com sombra ou sol, mas cresce melhor com luz indireta. Então, prefira ambientes internos como cozinha ou banheiro. Não deixe muito perto de janelas, porque a luz do sol pode queimar as folhas.
Rega: Em estações quentes, regar 3 vezes por semana. Em estação mais frias diminuir para duas ou uma vez por semana.
Adubação: Adubar a cada três meses com fertilizantes orgânicos e húmus de minhoca.

Palmeira-Leque


O nome científico desta imponente planta ornamental é Licuala grandis. Existem seis tipos mais conhecidos de Palmeiras-leque. A mais comum e mais fácil de cultivar em casa é a Palmeira Licuala, também conhecia como Palmeira Leque Japonês. Ela é nativa da Oceania e está acostumada ao clima tropical, quente e úmido. Cresce bem em vasos grandes, mas se desenvolve com mais altivez se plantada no solo. É ideal para quem tem um jardim de inverno, por exemplo.
Iluminação: Se adapta bem a ambientes internos bem iluminados. Se plantada no solo, em regiões mais quentes, suporta bem o sol pleno, se bem irrigada.
Rega: Duas vezes por semana, tanto para ambientes interno como externo.
Adubação: Adubar mensalmente com matéria orgânica como esterco, húmus de minhoca, compostagem e etc. Acrescentar NPK 10-10-10 uma vez por ano no verão.

Strelitzia nicolai

A Strelitzia nicolai é uma das plantas ornamentais mais requisitadas por arquitetos e decoradores. Sua folhas longas e exuberantes lembram muito as folhas da bananeira e imprimem um clima tropical ao ambiente. Também conhecida como Estrelícia Augusta, é nativa do sul do continente africano, ela é uma planta que se adapta bem a ambientes externo ou interno, mas precisa de alguns cuidados para que possa crescer saudável e as suas folhas exóticas se mantenham bonitas.
Iluminação: Se desenvolve melhor em ambientes arejados e com boa iluminação indireta. Se exposta ao sol, que seja apenas de manhã. O sol intenso queima suas folhas. Prefira ambientes internos amplos como a sala.
Rega: Ela gosta do solo sempre úmido. Lembrando sempre: úmido, mas não encharcado! A rega pode ser feita de 2 a 3 vezes na semana, cuidando sempre para que o solo não fique ressecado.
Adubação: É uma planta que precisa de um solo fértil, com boa drenagem, que pode ser conseguida com a mistura de argila expandida e fibra de coco. Adubar semestralmente com matéria orgânica como esterco e húmus de minhoca.

Dracena


As plantas do tipo Dracaena somam pelo menos 100 espécies. Cada uma com características bem diferentes umas das outras. Algumas dão flores, outras tem as folhas multicoloridas, outras crescem mais… mas a que recomendamos aqui é a mais comum delas, a Dracaena fragrans, mais conhecida simplesmente como Dracena ou como Pau D’água, pois é uma planta super fácil de cultivar, e que se adapta muito bem a diferentes ambientes. Ela tem folhas verdes ou com listras verde-claras e as plantas adultas produzem um cacho de pequenas flores brancas e perfumadas. Portanto, ela também melhora a qualidade do ar do ambiente.
Iluminação: Mantenha a planta em um vaso no chão ou em uma mesa em um ambiente interno bem iluminado, mas longe da janela. Ela não gosta muito de sol direto.
Rega: Regar duas a três vezes por semana, somente suficiente para manter seu solo úmido. Como é uma planta que gosta de umidade, também é bom borrifar as folhas com água toda semana.
Adubação: Para um crescimento saudável, utilize um fertilizante líquido balanceado todo ano, uma vez a cada quinze dias durante a primavera ao outono.

Ficus lyrata


A Ficus Lyrata é uma planta linda e muito imponente. Na natureza, é uma árvore que pode atingir até 15 metros de altura, formando uma linda e robusta copa. Já a Ficus Lyrata Bambino é sua versão menor, que pode facilmente ser cultivada em vasos grandes dentro de casa. Suas folhas são grandes e brilhantes e ela pode chegar a dois metros e meio, três de altura. Também se adapta bem em ambientes externos, plantada no solo, em jardins. Ela é nativa da África e gosta de climas tropicais. É importante saber que seu crescimento é lento, portanto, vai exigir um pouco mais de paciência e dedicação com os cuidados. Mas vai valer a pena!
Iluminação: É Uma planta que gosta de ambientes arejados e bem iluminados. Pode receber sol indireto ou o sol da manhã. Neste caso é importante ir girando o vaso de tempos em tempos, digamos dia sim dia não, para que  todos os lados da planta recebam a mesma quantidade de luz natural, sem correr o risco das folhas queimarem.
Rega: É uma planta que gosta bastante de água. Porém, cuidado para não deixar seu solo encharcado, lembre-se que isso apodrece as raízes. Regue a cada dois dias, para manter o solo sempre úmido.
Adubação: Utilizar algum adubo de NPK 10-10-10, ou seja nitrogênio, potássio e fósforo equilibrados, podendo usar o adubo líquido ou em pó. O recomendado para manter a planta saudável é adubar 1 vez por mês.

Árvore-da-Felicidade


A Árvore da Felicidade é uma planta linda e com muito significado. Nativa da Ásia, a mitologia japonesa prega que é uma árvore mágica, que traz prosperidade, e é muito utilizada pelos chineses que praticam o Feng Shui. Há de se diferenciar macho e fêmea. Polyscias fruticosa (fêmea) e Polyscias guilfoylei (macho). As folhas da Árvore-da-Felicidade-fêmea são mais finas e delicadas, assim como seu tronco, ou seja, ela cresce menos e é ideal para ser cultivada dentro de casa. Já a Árvore-da-Felicidade-macho tem folhas mais largas e tronco mais robusto. Ela cresce mais e o ideal é ser plantada no solo , em jardins externos.
Iluminação: No caso da árvore fêmea, cultivar em vaso grande e em ambiente bem iluminado, com sol indireto. Dê preferência para ambientes espaçosos para que ela possa crescer.
Rega: Regar duas ou três vezes por semana, conferindo sempre se o solo está úmido. Se ficar encharcado, as folhas ficam amareladas.
Adubação: Adubar a cada 3 meses com adubo de esterco ou adubo NPK.

Samambaia


Um verdadeiro clássico da jardinagem, a samambaia provavelmente é a planta mais associada às plantas de casa, em vasos ou jardins. E ela tem história. São aproximadamente 200 espécies e 10 mil tipos de samambaias, que habitam as matas mundo afora há milhares de anos. É uma planta que está na natureza desde os tempos dos dinossauros. A mais comum, e que recomendamos hoje aqui é a samambaia americana, de folhas pequenas de cor verde claro intenso e arbusto denso. Uma planta linda de fácil manutenção, com aquele jeitinho charmoso de casa de vó.
Iluminação: É uma planta para ambientes de meia-sombra ou com luz difusa. Manter a planta próxima a uma janela, embaixo de árvores ou em varandas. O sol direto queima suas folhas e resseca o solo.
Rega: A rega pode ser feita até três vezes na semana durante o verão ou períodos de seca. É importante manter seu solo sempre úmido e, de vez em quando, borrifar água nas folhas.
Adubação: A adubação da samambaia pode sr feita uma vez por mês, usando adubos ricos em cálcio, sejam eles naturais ou químicos. Uma dica de adubo natural para a samambaia são cascas de ovos. Basta limpá-las e bater as cascas secas em um liquidificador, depois colocar esse pó no solo da planta e regar.

Costela de Adão


A Costela de Adão é a grande estrela das Urban Jungles no Brasil! Também, não é para menos! Uma planta linda e imponente, com folhas grandes, brilhantes e com seus recortes cheios de charme! Além disso, é de fácil manutenção, se adapta bem em qualquer ambiente e exige poucos cuidados. Ela é nativa da América Central, também pode ser chamada de Monstera Deliciosa e é uma planta considerada despoluente do ambiente onde se encontra. Por causa da extensa área superficial de suas folhagens, ela faz uma eficiente filtragem do ar,  absorvendo, por exemplo, amônia e formaldeído, substâncias que ficam no ar e fazem mal á saúde.
Iluminação: É uma planta que prefere luz indireta. Porém, em regiões frias, é bom coloca-la para tomar sol de manhã duas ou três vezes por semana durante o inverno. Prefira ambientes internos amplos, com espaço, para que ela possa crescer.
Rega: Regar duas vezes por semana, sempre conferindo se seu solo não está ressecado. É necessário mantê-lo sempre úmido, mas não encharcado.
Adubação:  Adubar todo ano, durante a primavera e o verão, uma vez por mês durante essas estações.

É muito bom saber que as plantas estão se tornando parte da vida das pessoas, estão invadindo a cultura pop e trazendo de volta a nossa convivência direta com a natureza! Para a Strip Me isso é motivo de muita satisfação e inspiração. Nos motiva a trabalhar com produtos que não agridem o meio ambiente, como tintas biodegradáveis e tecido 100% algodão, e nos inspira a criar estampas lindas e super originais! No nosso site você pode conhecer as coleções de camisetas florais e a coleção tropics, além das nossas tradicionais camisetas de cinema, arte, música, cultura pop e muito mais. Na nossa loja você também fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que aparecem por lá toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist relaxante e inspiradora para você curtir enquanto cuida das sua plantas. Jardinagem Top 10 tracks.

Para assistir: Para relaxar, vale a pena assistir a divertida animação Bee Movie, onde uma abelha se torna amiga de uma mulher que é florista. O visual do filme é lindo, repleto de plantas e flores, e tem um roteiro bem interessante e leve. Aliás, o roteiro é escrito por ninguém menos que Jerry Seinfeld, que também dubla um dos personagens. O filme foi lançado em 2007 e tem a direção da dupla Simon J. Smith e Steve Hickner. É um excelente entretenimento.

Para ler: Eduardo Gonçalves é doutor em botânica pela USP, além de ser um escritor muito talentoso. Seu livro Se Não Fugir, É Planta, título muito convidativo, diga-se, foi lançado em 2015 pela editora Europa e é um divertido e completo compêndio sobre a botânica. Um livro atraente e leve para leigos, sem ser muito superficial para iniciados no mundo das plantas. Leitura recomendada!

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