Mapa da América Latina: o símbolo pop que virou camiseta

Mapa da América Latina: o símbolo pop que virou camiseta
O mapa da América Latina atravessou a geografia para virar símbolo cultural, arte e cultura pop. Conheça essa história e as camisetas da Strip Me.

Em linhas gerais, um mapa é simplesmente uma representação visual e reduzida de um lugar. Nada mais burocrático e sem graça. Então como é possível que o mapa da América Latina tenha se tornado uma das imagens mais cool de que se tem notícia?

A explicação não está na geografia em si ou na marcação das fronteiras entre países. Pelo contrário, o que chama a atenção é apenas a sua silhueta quase triangular tão característica, mas com curvas suaves que parecem dar vida à imagem. Sem fronteiras dentro, o que importa é apenas o contorno.

Partindo dessa percepção, desse carisma, por assim dizer, o mapa da América Latina rapidamente passou de representação geográfica para símbolo cultural. Desde meados do século XX até hoje, ele vem sendo reproduzido e interpretado em obras de arte, adesivos, tatuagens e, é claro, camisetas.

Um símbolo cultural que evoca pertencimento, resistência, riqueza cultural e muita alegria.

Quando o mapa da América Latina vira símbolo

Esse mapa enquanto símbolo cultural não tem fronteiras. É o contorno de uma imensa porção do continente americano, com uma diversidade enorme de povos, culturas, idiomas e histórias. Essa unidade se justifica também pelo fato de que muitos dos países envolvidos compartilham experiências históricas de colonização e exploração europeia, de lutas populares e da valorização de suas próprias raízes.

Claro, o Brasil é muito diferente da Colômbia, que é muito diferente da Argentina, e assim por diante. A começar pela própria geografia. Num mesmo dia pode estar um frio danado em Buenos Aires e um sol de rachar mamona em Medellín. E isso acaba influenciando em tudo. No jeito de se vestir, nas festas e nas músicas típicas, na culinária e até no jeito de pensar a vida.

O mapa da América Latina ser representado apenas pela sua silhueta, sem demais demarcações e fronteiras é mais do que uma opção estética. É um recurso de expressão artística que reforça seu propósito: comunicar que a própria diversidade dos povos que o habitam é parte da identidade de todo o continente.

O mapa da América Latina na arte: quando o território muda de lugar

A América Latina é uma região em permanente reconstrução. Depois de séculos de colonização e de muita luta por independência política, social e cultural, os países latinos vêm se reconectando com as suas próprias tradições, mas sem o receio de incorporar novas influências. E isso passa fatalmente pela arte.

América Invertida: afinal, onde fica o nosso norte?

Em 1943, o uruguaio Joaquín Torres García criou sua célebre América Invertida, sintetizando visualmente a ideia expressa na frase: “Nuestro norte es el Sur”. Ao virar o mapa de ponta-cabeça, ele expôs essa imposição de uma visão eurocêntrica e estadunidense (onde o Norte está no topo) e reivindicou a autenticidade do pensamento artístico e político latino-americano. A imagem tornou-se um dos grandes símbolos da descolonização visual do continente latino-americano.

A Mão: a América Latina como memória

O Memorial da América Latina é um complexo formado por vários edifícios contendo biblioteca, espaço para apresentações culturais, galeria de arte e auditório para convenções, tudo pensado para celebrar a força e riqueza da América Latina. O conceito cultural é de Darcy Ribeiro e o projeto arquitetônico é de Oscar Niemeyer. Coroando este espaço, no centro da Praça Cívica, está A Mão, a escultura também de Niemeyer que inevitavelmente remete ao livro do uruguaio Eduardo Galeano, As Veias Abertas da América Latina. Na obra, o continente é mostrado como uma ferida aberta, mas também pulsante, viva.

Essas são as duas representações mais impactantes e celebradas do mapa da América Latina como protagonista nesse universo que junta arte e filosofia política. Mas vai muito além, extrapola a abordagem acadêmica para virar ícone da cultura pop.

Como o mapa da América Latina virou pop

Em 2008 surgiu um hype em Buenos Aires, a Cumbia Digital. Uma mistura da cumbia, ritmo caribenho tradicional, com música eletrônica como dub, house e techno. A cena, que vinha se formando nos anos anteriores, foi impulsionada por um selo local, uma coletânea foi lançada e a moda se espalhou rapidamente por todo o continente. Junto com a música, a cena trouxe uma estética muito própria, psicodélica e pop, que dialogava com símbolos e referências visuais latino-americanas.

A cumbia digital, hoje também conhecida como tropical bass, é o retrato perfeito de como a tradição e o contemporâneo se misturam de maneira tão natural. É nesse mesmo universo visual que o mapa da América Latina encontra terreno fértil para aparecer estilizado em cartazes, capas de discos, grafites e outras manifestações gráficas.

Representando sempre resistência, identidade e diversidade, é comum vermos o mapa também na cena de punk e hardcore de todo o continente, em cartazes, patches de jaquetas, adesivos, tattoos etc.

E aqui, cabe dizer, não é só pela simbologia. Esteticamente, a silhueta do continente é atraente e convidativa para a cultura pop. É simples, facilmente reconhecível e pode ser reinterpretada com facilidade.

O mapa se tornou um ícone tão forte porque é popular no melhor sentido da palavra. Assim como a América Invertida, de Torres García, ele inverte a lógica e vem de baixo pra cima. Por ser tão popular, ganha status de símbolo cultural.

Quando o mapa vira camiseta

Virar camiseta é o caminho natural do mapa da América Latina depois dele ter se tornado ícone pop. Aliás, mais natural do que você imagina.

A palavra mapa tem sua origem no latim, mappa. Na Roma Antiga, mappa era um pedaço de pano, uma toalha ou guardanapo usado à mesa. Séculos depois, na Idade Média, o termo passou a integrar a expressão mappa mundi, literalmente algo como “pano do mundo”, usada para designar representações cartográficas. Com o tempo, o nome acabou chegando à palavra mapa que usamos até hoje.

Então, nada mais justo que um mapa, depois de passar por cartazes, capas de discos, grafites de rua, adesivos e tatuagens, acabe também impresso num tecido! É o mapa no mappa.

E, claro, além dessa divertida coincidência, é realmente natural que um símbolo tão expressivo e cheio de história acabe virando camiseta. E há mais de uma maneira de transformar toda essa carga cultural em uma camiseta com mapa.

Camiseta Mapa América Latina

A Strip Me celebra esse orgulho de ser latino com essa camiseta vibrante e cheia de personalidade. O mapa da América Latina aparece com a intensidade e amplitude que o continente inteiro possui.

VER CAMISETA – Mapa América Latina

Camiseta América Latina

Uma camiseta minimalista que tem muito a dizer. Ali está o mapa, junto da frase que Caetano cantou e expressou com precisão a alma da América Latina e o fogo de conhecê-la.

VER CAMISETA – América Latina

Camiseta América Latina

Extra: a América do Sul em versão vintage

Mas há de se fazer uma breve ressalva nessa conversa toda. Uma coisa é a América Latina, e outra coisa é a América do Sul.

Mesmo com toda a proximidade e carinho que temos com os povos da América Central, com sua música envolvente, culturas milenares e paradisíacas ilhas caribenhas, temos muito orgulho de ser sul-americanos!

E não é que a gente esteja puxando a sardinha pro nosso lado, mas a América do Sul é a maior parte do mapa da América Latina tão celebrado. Então nada mais justo do que fazermos esse breve recorte.

Camiseta América del Sur

Uma camiseta que celebra a história da América do Sul, resgatando justamente a estética dos mapas de outros tempos. É como se você realmente pudesse tocar e vestir a história, e com muito estilo.

VER CAMISETA – América del Sur

Um continente para vestir

Em 2020, a artista visual Marina Camargo apresentou a obra América-Látex (pós-extrativismo). Nela, as formas da geografia da América Latina aparecem como uma pele arrancada, como um mapa sem base. Sua textura maleável transmite certa fragilidade, mas também elasticidade e leveza.

Uma representação que dialoga muito bem com o continente latino-americano como um todo: diverso, maleável e difícil de conter em fronteiras muito claras. O mapa da América Latina simboliza mais do que um registro cartográfico, mas uma cultura viva e diversa.

A cultura pop latino-americana é riquíssima, uma fonte inesgotável de inspiração para a Strip Me criar camisetas repletas de identidade, bom humor e originalidade. Elas estão nas coleções Tropics, Retrô, Minimalista, Brasilidades e em muitas outras. Vem conhecer. O mapa da mina está logo aqui abaixo.

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7 camisetas de verão da Strip Me para curtir ao máximo a estação

7 camisetas de verão da Strip Me para curtir ao máximo a estação

Conheça 7 camisetas de verão da Strip Me feitas para o calor e para os melhores rolês: modelos leves, estilosos e perfeitos para todos os momentos da estação.

O verão brasileiro não é só uma estação: é um estado de espírito. É quando a vida fica mais leve, os dias mais longos, as noites mais quentes e qualquer desculpa vira motivo para sair de casa. Ainda mais porque, para muita gente, o fim de ano também é sinônimo de férias. Praia, piscina, churrasco, baladinha, happy hour… até uma road trip de última hora. Tudo combina com calor, música, amigos e, claro, a camiseta certa para cada ocasião.

A Strip Me selecionou 7 camisetas de verão que traduzem esse espírito em forma de estilo: peças leves, confortáveis, bem-humoradas e cheias de personalidade. Uma para cada momento clássico da temporada. Escolha a sua vibe e bora viver o melhor do verão.


1. Happy hour no boteco — Camiseta Caixas de Cerveja

O verão ativa na gente um termômetro curioso: quando o sol começa a descer, a vontade de ir ao boteco sobe. O fim de tarde é o momento perfeito para sentar em volta da mesa na calçada, dividir histórias, brindar com copo americano e resolver meio mundo em meia hora de conversa.
A Camiseta Caixas de Cerveja traduz essa energia com perfeição: leve, colorida e festiva, ela já diz a que veio, sem rodeios. Um uniforme informal do happy hour, afinal, boteco não tem dress code, mas você pode esbanjar estilo.


2. Música na praia — Camiseta Sente a Maresia

A regra é clara: praia no verão vira palco. Seja um show ao pôr do sol, um DJ no quiosque ou aquele amigo que insiste em levar um violão pra qualquer rolê, tudo ganha ares de festival.
A Camiseta Sente a Maresia é perfeita para esse clima. Minimalista e estilosa, ela fala com quem entende as referências, indo além da canção, inclusive. Pois a gente sabe que onde há fumaça… Uma camiseta que combina com vento, areia, ondas e risadas.


3. Pool party — Camiseta Cadeirinhas

Nem sempre tem praia, mas sempre tem alguém com piscina. Aí a gente praticamente se convida e ajuda a organizar uma pool party improvisada com boias coloridas, cerveja gelada no cooler, playlists caóticas e aquele sol que insiste em não ir embora.
A Camiseta Cadeirinhas chega chegando, exatamente nessa vibe. Colorida e divertida, ela carrega no peito um dos maiores símbolos afetivos do verão brasileiro. Se a ideia é relaxar e socializar, essa é a camiseta que já abre o clima da festa.


4. Churrasco com os amigos — Camiseta Capotão

Pro brasileiro, funciona assim: se está muito calor, a gente acende o fogo! Churrasco é praticamente patrimônio do verão. Tem música alta, tem história repetida, tem gente que jura que sabe assar carne no ponto perfeito… e tem sempre alguém que aparece com uma bola velha para ver se rola uma pelada no fim da tarde.
A Camiseta Capotão entra em campo nesse espírito. Leve, confortável e com visual de futebol raiz, ela provoca automaticamente dois movimentos clássicos: alguém dizendo que não vai jogar porque tá com o joelho estourado, e alguém encontrando uma brecha para alguma piada sobre o Palmeiras não ter mundial. Enfim, tradições de verão.


5. Balada noturna — Camiseta Trompetes

O calor não tira ninguém de casa, ele praticamente empurra todo mundo direto pro boteco e, consequentemente, para uma baladinha na sequência. As noites de verão têm brilho próprio: encontros inesperados, música boa e aquela energia que parece não ter fim.
A Camiseta Trompetes acompanha esse ritmo. Estilosa, musical e com clima neon, é perfeita para quem vai do bar à balada sem precisar de troca. Leve, confortável e no tom certo para deixar a noite ainda mais instigante.


6. Road trip sem pressa — Camiseta Retrô Sunset

Nada combina mais com verão do que cair na estrada. Janelas abertas, playlist impecável, paisagens mudando a cada curva e zero pressa de chegar. É quando o caminho importa tanto quanto o destino. É quando você pára no posto, abastece o carro, toma um café e, se quiser, sai de lá com bicho de pelúcia, panela de barro e uma compota de doce de figo.
A Camiseta Retrô Sunset veste exatamente essa sensação. Com estética vintage e cores de fim de tarde, ela é quase um pôr do sol portátil. Ideal para quem coleciona fotos, histórias e paradas aleatórias.


7. Passeio na feirinha — Camiseta Muy Latina

Fim de tarde na praia, música ao vivo no fundo, barracas coloridas, artesanato local, frutas frescas e aquela brisa que faz tudo parecer mais bonito. As feirinhas são o coração cultural do verão, especialmente no litoral.
A Camiseta Muy Latina é a escolha perfeita para esse clima: vibrante, artística e cheia de personalidade. Uma declaração de amor à arte, à latinidade e a todas as cores que fazem parte do nosso verão.


O verão é feito de momentos, alguns planejados, outros completamente improvisados. Mas, acima de tudo, o verão é feito de muito calor. Para curtir cada um desses momentos com conforto e sem perder o estilo, as camisetas da Strip Me são fabricadas com tecido de algodão certificado com selo BCI de alto padrão, têm caimento perfeito em qualquer tamanho, são frescas e, acima de tudo, trazem estampas lindas, com muita originalidade e bom gosto.

Pronto para escolher sua camiseta e curtir o próximo rolê? Então acesse o nosso site e confira todas as nossas coleções, fique por dentro dos lançamentos e conheça o nosso serviço de camisetas personalizadas. A Strip Me deixa o seu verão cheio de estilo, “sem suar a camisa”.

Coleção Tropics Strip Me: 7 camisetas que são puro orgulho latino-americano.

Coleção Tropics Strip Me: 7 camisetas que são puro orgulho latino-americano.

Descubra 7 camisetas latinas da coleção Tropics da Strip Me: estilo, humor e muito orgulho latino-americano em estampas cheias de cultura e personalidade.

A América Latina não anda, ela rebola. Não fala, canta. Não vive, acontece. É um continente inteiro movido por calor, cultura, diversidade, memória e resistência. Da cumbia colombiana ao samba brasileiro, das montanhas andinas às paradisíacas praias caribenhas, tudo aqui pulsa em outra frequência, mais alta, mais colorida, mais intensa. Somos filhos da mistura, da ginga, da luta e do abraço apertado. Ser latino é carregar no peito um combo de humor, música, caos organizado e aquele calorzinho bom que nenhuma fronteira segura. A latinidade é mais que uma identidade; é um estado de espírito.

E foi mergulhando nessa vibração irresistível que nasceu a coleção Tropics, da Strip Me. É o convite para vestir um continente inteiro no corpo com conforto e muita beleza. As estampas celebram nossos idiomas híbridos, nossos ritmos ancestrais, nossos símbolos históricos e até nossas pequenas ironias contra o imperialismo que sempre existiu. É moda com posicionamento, estilo com afeto, camiseta latina com orgulho latino-americano. Então se prepara pra conhecer as 7 camisetas que capturam a alma caliente da América Latina com originalidade e muito estilo.


1. Camiseta América Latina

“Um poema ainda existe
Com palmeiras, com trincheiras
Canções de guerra
Quem sabe canções do mar
Ay, hasta te comover.”

Simples assim. Minimalista, poética e cheia de significado, é a camiseta latina por excelência. Um símbolo simples que carrega séculos de história e toda a força do orgulho latino-americano.


2. Camiseta Latina y Furiosa

Ser latino-americano é viver no calor da emoção, da luta e da criatividade. Esta peça da coleção Tropics traduz essa intensidade através de um retângulo vibrante no estilo Pantone. Uma metáfora visual para a tremenda força cultural do nosso continente.
É minimalismo com mensagem. É latinidade elevada a design. É a camiseta que reafirma com estilo: aqui a gente sente, vibra e resiste.


3. Camiseta Portunhol

No quesito criatividade linguística da América Latina, ninguém supera o brasileiro. Afinal, quem resiste a falar socuerro, cueca-cuela, água de cueco e tantas outras maravilhas? Essa camiseta latina celebra um dos traços culturais mais carismáticos do brasileiro: nossa facilidade em nos conectar, comunicar e pertencer.
Uma camiseta latina com humor e identidade.


4. Camiseta Americano

Irônica, despojada e cheia de personalidade, esta camiseta latina materializa a relação cultural entre as Américas, e deixa claro que nós, latinos, temos voz própria, sí señor!
A frase é uma recusa bem-humorada ao imperialismo cultural, reforçando que a nossa latinidade é independente, criativa e cheia de orgulho.
Uma peça que traduz o espírito irreverente da coleção Tropics.


5. Camiseta Latina

Aqui, humor e crítica política caminham juntos. Uma paródia mordaz do famoso slogan ianque, que devolve a América ao seu sentido original: latino-americano.
Colorida, espirituosa e cheia de estilo, esta camiseta latina transforma o símbolo do imperialismo conservador em um manifesto cultural.
Uma das peças mais emblemáticas da coleção Tropics, perfeita para ostentar o orgulho latino-americano no peito.


6. Camiseta Ritmos Latinos

Cumbia, salsa, rumba, conga, mambo, chá-chá-chá… A América Latina inteira cabe nesses ritmos, e nesta estampa, sem perder o rebolado.
A camiseta homenageia a música latino-americana em sua diversidade exuberante: caribenha, afro-latina, caliente, dançante, irresistível.
Uma ode ao movimento, ao corpo e ao som que moldam nossa identidade. Uma verdadeira camiseta latina e tropical, com alma de pista de dança.


7. Camiseta Sol de Mayo

Mais do que uma homenagem aos nossos vizinhos hermanos, esta camiseta latina traz um símbolo ancestral das culturas andinas. O deus sol, que traz energia, vida, proteção e boa sorte. Uma imagem que ocupa lugar central na história da América Latina. E aqui aparece de forma elegante e poderosa.
Ancestralidade e orgulho latino-americano na medida certa, com muito estilo.


Vestir a latinidade é vestir quem somos

A coleção Tropics da Strip Me é um manifesto de estilo. Cada uma dessas camisetas latinas reforça o que faz da América Latina um dos lugares mais vibrantes do mundo: mistura, coragem, diversidade, ritmo, afeto, história e humor.

Vestir a coleção Tropics é celebrar a cultura latino-americana de maneira leve e consciente, sem abrir mão do conforto e do bom gosto. Visite nosso site pra conhecer essa e muitas outras coleções inspiradoras. Vestir Strip Me é mais do que moda: É identidade.

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8 artistas sul-americanos que ganharam o mundo.

8 artistas sul-americanos que ganharam o mundo.

Os sons ancestrais, vibrantes e plurais de europeus, indígenas e africanos, quando combinados à música contemporânea pop são irresistíveis. E não é de hoje. Portanto, a Strip Me apresenta 8 artistas da América do Sul que ficaram mundialmente famosos e você precisa conhecer melhor.

O imperialismo cultural está por aí faz séculos. Claro, a coroa passou por diferentes cabeças, mas sempre esteve presente. Do ponto de vista ocidental, no passado ainda tinha a vantagem de o mundo ser um lugar bem menor. Antes das navegações, o que se conhecia era ali a Europa, um pedacinho da África e um pedacinho da Ásia. Quem mandava culturalmente no mundo eram os romanos. Depois, com a criação dos reinos e o advento das navegações, Espanha e Portugal dominaram, mas por pouco tempo. Logo a Inglaterra se destacou e passou a ter influência fortíssima, mais política e econômica do que cultural, é verdade. No século XIX a França despontou como grande pólo de artes, literatura, música e teatro, ditando tendências para o mundo até o comecinho do século XX. Depois disso, os Estados Unidos dominaram a parada e até hoje são sua música e cinema que dominam o mundo.

Mas se a maioria dos artistas da música conhecidos mundialmente são dos Estados Unidos (ou da Inglaterra, vá lá…), vira e mexe pintam algumas exceções. Artistas que não cantam em inglês, mas que conseguem se comunicar e expressar uma arte tão vigorosa e única, que acabam conquistando o mundo. E olha que isso não se restringe ao nosso mundo acidental. Tá aí o K-Pop que não nos deixa mentir. Mas aqui a gente, descaradamente, puxa a sardinha pro nosso lado, então a Strip Me está aqui hoje para mostrar que a América do Sul sempre foi celeiro de artistas brilhantes e que conquistaram fama mundial. Confere aí a nossa lista dos principais.

Carmen Miranda

A história da Carmen Miranda é louqíssima, cheia de êxitos e reveses. A gente já fez um texto só pra ela aqui no blog, dá uma olhada aqui. Cantora extraordinária, afinadíssima, e dona de uma beleza e carisma magnéticos. Ela fez sucesso no Brasil, depois foi para os Estados Unidos, onde caiu nas graças de Hollywood e levou a música brasileira e toda uma estética de cores e alegria para todo o mundo. Ela nasceu em Portugal, mas se mudou para o Brasil antes de completar um ano de idade. Passou perrengue na infância, começou a trabalhar ainda adolescente, com 21 anos se descobriu cantora e logo foi alçada ao posto de grande cantora do rádio. No fim dos anos 30, começo dos anos 40, conquistou os Estados Unidos e o mundo se apresentando na Broadway e protagonizando filmes. Passou por um casamento complicado e morreu nova, aos 46 anos. Uma das primeiras divas do showbusiness do mundo!

Astor Piazzolla

Muita gente acredita que, para alguém ser considerado um gênio, antes precisa ser incompreendido. Se isso é uma verdade absoluta a gente não sabe, mas com certeza o argentino Astor Piazzolla se encaixa encaixa nessa descrição. Músico desde garoto, Piazzolla sempre foi apaixonado pelo tango, começou a tocar bandoneón com oito anos de idade. Viveu alguns anos de sua juventude nos Estados Unidos, onde tomou gosto pelo jazz. Com vinte e poucos anos, começou a compor e misturar seus conhecimentos de música erudita, tango tradicional e jazz. Foi taxado de louco e herege pelos puristas, por desvirtuar as bases tradicionais do tango. Mas criou uma música envolvente e contemporânea que conquistou o mundo. Chegou a gravar com grandes nomes como Gary Burton e o nosso maestro Tom Jobim. Hoje em dia Piazzolla não só é reconhecido no mundo todo como um dos músicos mais notáveis, como é um dos grandes orgulhos dos argentinos.

Tom Jobim

Falando no maestro, não tem como não incluir nessa seleta lista o nome de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. Afinal, estamos falando do cara que praticamente inventou a bossa nova, junto com João Gilberto e Vinícius de Moraes, e o autor da segunda música mais regravada em todo o mundo, ficando atrás apenas de Yesterday, dos Beatles. Tom Jobim era único! Multi instrumentista, arranjador, e compositor, fazia tudo com perfeição. Não por acaso, dizia que sua maior influência era a natureza, ele gostava de ir pro meio do mato ouvir os passarinhos cantar. Por isso sua música era sofisticada e simples ao mesmo tempo. Morou um tempo nos Estados Unidos, onde chegou a gravar um disco com Frank Sinatra e acabou influenciando muita gente da música norte americana. Ainda hoje reverenciado aqui no Brasil e lá fora, o homem que é brasileiro até no nome é um dos maiores compositores do mundo.

Lucho Gatica

Luis Enrique Gatica Silva nasceu no Chile e, ainda jovem, deu início a uma carreira promissora como cantor de boleros. Com uma voz imponente e carisma indubitável, viu seu sucesso crescer gradativamente, o que permitiu que ele tivesse uma centrada, sem se entregar a excessos. Em 1956 fez uma turnê que percorreu a costa do pacífico, do Chile até a Venezuela, consolidando sua carreira na América Latina. No ano seguinte conquistou a América Central e decidiu, por fim, se estabelecer no México, onde se casou. Em 1959, ia regularmente aos Estados Unidos, onde fez amizade com celebridades tais quais Elvis Presley e Nat King Cole. Gatica foi um dos responsáveis por tornar o bolero um gênero musical popular no mundo inteiro. Em sua voz se tornaram clássicos absolutos No Me Platiques Mas, Con Mi Corazón Te Espero, Tu Me Acostumbraste e a inconfundível Besame Mucho. Hoje isso tudo pode parecer meio irrelevante, o bolero é coisa de velho e tal… mas a real é que caras como Lucho Gatica foram responsáveis por levar a cultura sul-americana para o mundo, fazendo sucesso sem abrir mão de sua música e nem mesmo seu idioma. Gatica atuou ainda como apresentador de televisão e ator, se apresentou nos palcos de todos os continentes do mundo e, em 2008 ganhou uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood. Faleceu aos 90 anos de idade em 2018, encerrando uma carreira de 70 anos.

Jorge Drexler

Drexler é um desses personagens tão brilhantes quanto pitorescos. É uruguaio e teve uma formação rígida e formal. É formado e atua como médico otorrinolaringologista. Além disso é um compositor com fama mundial. Após cumprir suas obrigações perante a família, completando os estudos e se formando médico, investiu em sua grande paixão: a música. E não é que ele acabou se mostrando um compositor de talento? Com 14 discos lançados desde 1992 até agora, foi em 2005 que Drexler ganhou notoriedade para além de América Latina. Sua canção Al Otro Lado del Rio foi incluída na trilha sonora do filme Diários de Motocicleta e acabou por se tornar a primeira música cuja letra não é cantada em inglês, a ganhar o Oscar de Melhor Canção Original. Desde então, Jorge Drexler tem seus discos muito elgiados e com boas vendas nos Estados Unidos, Europa e, é claro, aqui na América do Sul.

Shakira

Shakira é, indiscutivelmente, um fenômeno, uma força da natureza. Nasceu de uma família modesta na Colômbia. Aos 8 anos de idade, estava com os pais num restaurante árabe e se encantou com uma apresentação de dança do ventre e o som do doumbek, instrumento de percussão típico do Oriente Médio. Desde então passou a viver para a música e dança. Lançou seu primeiro disco aos 13 anos de idade, com canções de sua autoria. Seus dois primeiros discos, lançados em 1991 e 1993 respectivamente, foram razoavelmente bem sucedidos na Colômbia. Já em 1995, influenciada por mulheres como Alanis Morissette, Shakira amadureceu suas canções e lançou o ótimo disco Pies Descalzos. Este foi o disco que deu o pontapé definitivo nas portas do mundo, entrando na lista de mais vendidos da Billboard nos Estados Unidos. De lá pra cá, já são 12 discos lançados e turnês mundiais super concorridas. Além de uma estrela pop mundial, Shakira é atriz e empresária no ramo da moda, além de ser a embaixadora da Unicef na Colômbia e manter uma importante entidade de acolhimento á crianças desamparadas. Um diva do tamanho do mundo.

Anitta

Por falar em mulheres fortes e empreendedoras, também não poderia ficar de fora a maior diva brasileira dos últimos tempos. Anitta é um exemplo a ser seguido, muito mais por sua postura perante a vida do que pelo conteúdo de sua obra musical. Mas, calma. Claro que a música da Anitta é relevante e tem qualidade, mas assim como boa parte da produção de funk, pop e reggaeton, muitas das letras giram em torno de festas, ostentação e frases de duplo sentido, o que para conservadores em geral, pode soar um pouco chocante. Mas o importante é saber que Anitta veio de uma comunidade pobre do Rio de Janeiro, cantou em coral de igreja, deu aula de dança de salão e estudou administração e marketing, até que teve a oportunidade de ter uma música sua lançada pelo selo de funk Furacão 2000. A faixa Mega e Abusada viralizou e abriu caminho para o seu primeiro disco, lançado em 2012 e impulsionado pelo megahit Show das Poderosas. De cara, seu primeiro disco já foi indicado no Grammy Latino. Daí em diante, Anitta, que até hoje gerencia e planeja suas ações de marketing, já fez de tudo. Atuou em séries e cinema, empresaria outros artistas, lança linhas de cosméticos com seu nome, além de, em sua carreira musical, estar em frequente movimento, não se prendendo a um estilo. Já fez parcerias com muita gente, de Caetano Veloso a Madonna, já ganhou prêmios no mundo inteiro e é, ainda hoje, uma das artistas mais ouvidas no Spotify no mundo inteiro! Ufa!

Alok

Alok Achkar Peres Petrillo nasceu em Goiânia num lar já envolto em música. Seus pais, Adriana Peres Franco e Juarez Achkar Petrillo são DJs profissionais, foram os precursores do psy trance no Brasil e idealizaram o maior festival de música eletrônica do país, o Universo Paralello. Alok viajou o mundo acompanhando os pais e tomou gosto pela profissão. Em 2004 iniciou sua carreira com o projeto Lógica, um duo com seu irmão Bhaskar Petrillo. Em 2013, já como artista solo, Alok emplacou o sucesso We Are Underground em seu perfil do Soundcloud e no Youtube, sendo convidado a se apresentar em vários festivais ao redor do mundo. Em 2016 ganhou o mundo de vez com o hit Hear Me Now, que, à época de seu lançamento, encabeçou a lista de mais executadas no iTunes e Spotify, além de superar 10 milhões de views no Youtube. Hoje é considerado um dos melhores DJs em atividade no mundo, é produtor musical e dono de um selo e foi considerado recentemente uma das pessoas mais influentes do mundo com menos de 30 anos de idade. Ainda com 32 anos de idade e um currículo desses, o céu é o limite.

Bonus Track

Para não dizerem por aí que somos muito bairristas, faremos uma menção honrosa a dois artistas latinos que não são sul-americanos, mas que tem imensa relevância na música mundial. Um é o conjunto cubano Buena Vista Social Club, formado por músicos veteranos da cena de Havana sob a coordenação musical do guitarrista Ry Cooder. Em 1996 Cooder produziu e gravou um disco do conjunto, que acabou vendendo milhões, tirou do ostracismo músicos de mais de 70 anos de idade como Compay Segundo e Ibrahim Ferrer e rendeu um documentário, lançado em 1999, dirigido por Wim Wenders, que não só rendeu uma indicação ao Oscar, como reavivou o interesse do mundo pela música cubana. E o disco é realmente maravilhoso. Também não dá pra deixar de falar da banda mexicana Cafe Tacvba, uma das bandas mais inventivas e interessantes da década de 90. O segundo disco da banda, Re, foi lançado em 1994 e é considerado sua obra prima. O disco extrapolou as fronteiras do México e conquistou toda a América Latina, além de ser considerado um dos melhores discos do ano pela revista Rolling Stone. A Cafe Tacvba carrega ainda o êxito de ser a primeira banda a gravar um disco acústico lançado oficialmente pela MTV dos Estados Unidos cantando em outra língua que não o inglês. E, tanto o Re, como o MTV Unplugged da banda são maravilhosos. Aliás, toda sua discografia é sensacional.

Esse mundão véio sem porteira é maravilhoso e tem de tudo! Mas é sempre bom a gente lembrar das coisas boas que a gente tem aqui em volta de nós, né? E nós, aqui do Brasil, precisamos valorizar cada vez mais o que é produzido pelos nossos vizinhos, afinal, estamos todos no mesmo barco. E a América Latina como um todo produz tanta coisa incrível, que a Strip Me tem uma coleção toda dedicada a essa latinidade, a Coleção Tropics. Mas tem também as camiseta de música, cinema, arte, cultura pop, brasilidades, bebidas… dá uma olhada lá no nosso site! Lá você também fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada com cada artista que foi citado neste texto. Latinos no Mundo Top 10 Tracks!

Para assistir: Vale a pena demais conferir o documentário Quebra Tudo! A História do Rock na América Latina, uma produção da Netflix lançada em 2020. Nos 6 episódios do doc, aparecem bandas vindas desde a Argentina até o México. É muito interessante e dá pra ficar conhecendo muita banda legal.

As estradas da América do Sul.

As estradas da América do Sul.

A Strip Me, no maior espírito de aventura, traz os melhores roteiros para road trips inesquecíveis pela América Latina.

O dia está amanhecendo, e o ônibus rasga uma deserta estrada no estado do Kansas, nos arredores da cidade de Topeka. É o verão de 1973. Dentro do ônibus, uma banda despedaçada encontra conforto na canção Tiny Dancer, do Elton John, que toca no rádio. Enquanto todos cantam o refrão, no fundo do ônibus, o jovem jornalista William Miller diz para sua amiga Penny Lane: “Eu preciso ir para casa.” Ela olha para ele com um sorriso e responde: “Você está em casa.” E realmente não há sentimento que se compare a se sentir em casa, estando na estrada.

A cena descrita acima é uma das mais bonitas do filme Quase Famosos, um dos melhores road movies já feitos, escrito e dirigido pelo Cameron Crowe e lançado em 2000. A cena transmite com perfeição o sabor de estar na estrada, viajar de cidade a cidade, apreciar paisagens e se desconectar da vida cotidiana, ao buscar o horizonte infinito de um caminho de asfalto. Claramente, algo cada vez mais necessário para manter uma boa saúde mental hoje em dia. As road trips são cada vez mais populares, se tornando uma alternativa ao engessado esquema de viagem com o pacote “passagem aérea-hospedagem-guia turístico”.

O cinema embutiu na nossa cabeça a ideia que uma boa road trip é feita por freeways que cortam cânions, desertos e montanhas rochosas, de preferência dirigindo um motor home. Mas, acredite, por aqui mesmo, na América do Sul, é possível fazer viagens inesquecíveis. E, se você fizer questão do motor home, não tem problema. Já tem muita empresa especializada em alugar esse tipo de veículo por aqui. Então, se prepara, porque aqui vão algumas dicas de roteiros imperdíveis para quem quer rodar por essas estradas sem fim.

Fala sério, quem precisa dos descampados do Oregon ou Nevada quando se tem o deserto do Atacama? O deserto mais árido e em maior altitude, em relação ao nível do mar, do mundo. Essas características proporcionam paisagens fantásticas que vão de lagos no meio do nada, até a Cordilheira de Sal, com paredões rochosos e sal pelo chão. O Atacama está a mais ou menos 3,3 mil quilômetros da cidade de São Paulo. Para quem tem muito tempo sobrando, é uma baita aventura dirigir esse trajeto todo. De São Paulo a Curitiba, depois cruza o interior do estado do Paraná, seguindo a oeste, passa por Asunción, no Paraguai, atravessa o norte da Argentina e chega ao Chile. Mas também há a opção de ir de avião até Santiago, no Chile, alugar um carro e tanto ir para o lado da Argentina percorrer as vinícolas de Mendoza, quanto subir ao norte para o Atacama. Percorrer esses lugares, absorver a cultura andina e se deslumbrar com as paisagens é uma experiência indescritível!

Outra região tão encantadora quanto desafiadora é o sul do Brasil. Em especial os caminhos da serra catarinense são espetaculares. Saindo de Curitiba, as opções são várias. Dá pra ir pelo litoral, passando por Camboriú e Florianópolis e, antes de chegar em Laguna, rumar para oeste. Também é possível ir pelo interior, seguindo em direção a Lages e aproveitando as estradas margeadas por mata virgem e majestosas araucárias. E ainda mais para oeste, fazendo um percurso mais longo, percorrer a região bucólica de Treze Tílias, para dali seguir para leste. O destino é a Serra do Rio do Rastro, uma paisagem digna de cinema, com um trecho de estrada de apenas 15 quilômetros, mas que contém mais de 200 curvas e desfiladeiros de tirar o fôlego! Um lugar pra quem gosta de dirigir e não se intimida facilmente.

Outro roteiro cheio de encantos e desafios é a Colômbia. Claro, neste caso, esteja onde for no Brasil, é impraticável fazer a viagem toda de carro. Para se ter ideia, a grande cidade brasileira mais próxima de Bogotá é Manaus. E para ir de carro de Manaus a Bogotá são mais de 3,4 mil quilômetros de distância, sendo que tem que pegar balsas, cruzar um pedaço da Venezuela, trechos de estradas de terra no meio da floresta… enfim, não é impossível, mas tem que ter aquele espírito aventureiro mesmo. Mas estando em Bogotá, é só alugar um carro e seguir a noroeste até o litoral. Passa por Medellín, depois Cartagena e faz a volta, parando na bela cidade de San Andrés, antes de voltar a Bogotá e finalizar o passeio. Além de conhecer a rica cultura colombiana, curtir uma cumbia enquanto devora uma bandeja paisa, por exemplo, os caminhos percorridos passarão por trechos de floresta amazônica, até chegar nas paradisíacas praias caribenhas. Uma conexão com a natureza inexplicável!

Por falar em praias paradisíacas e natureza, outro roteiro deslumbrante, e muito mais acessível, está aqui no sudeste brasileiro. Os caminhos da Estrada Real é uma verdadeira viagem! Além das belezas naturais, redescobre-se ali os caminhos do Brasil colonial, em que o ouro era levado de Minas Gerais para o porto do Rio de Janeiro, para dali cruzar o Atlântico e chegar às mãos cobiçosas da corte portuguesa. É possível percorrer todo o trajeto, que contém várias estradas, como também dá pra setorizar e fazer roteiros menores. Todos os caminhos da Estrada Real somam 1,6 mil quilômetros e englobam parte de Minas Gerais, norte e nordeste de São Paulo e parte do Rio de Janeiro. Os caminhos entre Minas e São Paulo pela Serra da Mantiqueira são mágicos, envoltos pela Mata Atlântica e repletos de simplicidade. Mas o caminho mais interessante mesmo é sair de São Paulo ir até Taubaté, dali descer para o litoral, e seguir até Paraty, no Rio de Janeiro, uma das cidades mais antigas e charmosas do Brasil. Uma viagem pela história.

Olha só. A América do Sul é riquíssima em cultura e belezas naturais. Seja pra que lado você for, vai encontrar paisagens incríveis e culturas surpreendentes. Punta del Este, Bariloche ou Patagônia, Serra Gaúcha, Pantanal, Cordilheira dos Andes, Machu Picchu, as cidades históricas de Minas Gerais… é muita coisa! Mas não dá pra finalizar este texto sobre road trips sem falar do destino mais convidativo: o nordeste brasileiro! O roteiro conhecido como Rota das Emoções liga os estados do Maranhão, Ceará e Piauí numa viagem deliciosa pela cultura nordestina, música, dança, arte e gastronomia, e também por paisagens vibrantes entre praias belíssimas e trechos de Mata Atlântica nativa. São aproximadamente 500 quilômetros, passando por 14 cidades encantadoras, parques de preservação ambiental e pontos turísticos imperdíveis como Jericoacoara, Lençóis Maranhenses e Delta do Parnaíba. Um sonho!

Mas se esses roteiros não foram suficiente, vamos te recomendar ainda 5 filmes imperdíveis, road movies que vão te inspirar a encher sua playlist com músicas do Lynyrd Skynyrd e botar o pé na estrada!

Colegas. Já começamos com um representante brasileiro de respeito. O filme Colegas, escrito e dirigido pelo Marcelo Galvão, lançado em 2012, não tem o mais profundo dos roteiros, mas é divertido e realmente inspirador, além de contar com uma fotografia muito bonita.

Into the Wild. O impactante filme escrito e dirigido por Sean Penn, baseado em fatos reais, é um deslumbre. Além de passar por várias paisagens incríveis pelos Estados Unidos, o longa traz ótimas atuações, muitos questionamentos e uma trilha sonora arrebatadora assinada pelo vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder.

Diários de Motocicleta. O filme é argentino, o diretor é brasileiro e o cenário é toda a América Latina, de Buenos Aires, Argentina, até a península Guajira, na Venezuela. Um filme de fotografia deslumbrante, que mostra a cultura latina dos Andes com propriedade e tem o Gael Garcia Bernal atuando bem demais! O filme é de 2004 e foi dirigido pelo Walter Salles.

Elizabethtown. Começamos este texto falando do Cameron Crowe, e aqui está ele de novo. Não à toa. Este filme é inspirador de verdade. Apesar de levantar muitas questões complicadas, como relações familiares e suicídio, tem uma leveza e uma doçura irresistíveis. Como todo filme de Crowe, tem uma trilha sonora matadora e também uma fotografia linda, sem falar na atuação apaixonante da Kirsten Dunst.

A Perfect World. Este filme de 1993 é surpreendente! Dirigido pelo Clint Eastwood, tem uma poesia intrínseca no conjunto da obra (roteiro, fotografia, trilha sonora…). Mas há de se destacar a fotografia, que retrata as estradas dos Estados Unidos com muita sensibilidade. Temos aqui Kevin Costner em uma de suas melhores atuações. Um filme brilhante, que ficou perdido no tempo.

Viajar, conhecer culturas, explorar novos caminhos, se divertir, se conectar com a natureza e valorizar nossas origens! Tudo isso faz parte do DNA da Strip Me! Por isso, temos coleções como a Tropics, Carnaval e Florais, que enaltecem a natureza, a nossa latinidade e a cultura brasileira. E, claro, somos apaixonados por cinema, música, arte e cultura pop, tudo igualmente representado em camisetas originais, super descoladas e confortáveis! Ideais para as suas melhores viagens e aventuras! Na nossa loja você pode explorar todas as coleções, além de ficar por dentro dos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist com músicas para embalar sua road trip. Mas, é claro, se sua trip vai ser pela América Latina, a playlist também se limita a artistas da América do Sul! Latin Road Trip Top 10 tracks.

Para ler: Se o assunto é estrada, não dá pra recomendar outra leitura que não a bíblia hippie, o ícone máximo da geração beat, o clássico On The Road, de Jack Kerouac. Um livro indispensável para qualquer ser humano! E um livro que dá pra achar com facilidade e por um preço muito barato, pois saiu no formato livro de bolso pela editora L&PM.

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