Menu de Bar: As 10 delícias que são marca registrada de um bom boteco.

Menu de Bar: As 10 delícias que são marca registrada de um bom boteco.

Bar, boteco, botequim… o nome varia, mas define um lugar simples, aconchegante e repleto de sabores! A Strip Me entrega hoje a real sobre o que há de melhor no cardápio do boteco.

Vovó já dizia que saco vazio não pára em pé. Lógico que, na maioria das vezes, a gente vai no boteco pra jogar conversa pra fora e cerveja pra dentro da goela. Mas se alimentar durante esse processo é fundamental, tanto para equilibrar o nível alcoólico no organismo, como para realmente apreciar uma gastronomia que compensa uma possível falta de requinte com muito sabor e fartura. Sim, comer bem também faz parte da aura do boteco.

Mas antes de realmente adentrarmos nos pormenores do cardápio, é importante definirmos aqui a que tipo de boteco nos referimos. Repare bem, existem vários tipos de bares. Tem aquele mais raiz, que se resume a um balcão, três ou quatro mesas com cadeiras estampadas com marca de cerveja, engradados empilhados num canto e um senhor de meia idade, normalmente mal-humorado atrás do balcão. Fica aberto o dia todo e em raríssimos casos tem mais de 3 opções de alimento disponíveis. Outro é o barzinho do happy hour, ele abre só depois das cinco da tarde, tem ali um espetinho sendo feito na hora e outras opções de tira gosto, mas não permanece aberto noite adentro. Tem também o bar da noite, um boteco mais bem preparado, com um cardápio legal de porções, atendimento bom, uma tv passando futebol sem áudio, enquanto toca um sambinha no som ambiente. É o bar que fica até de madrugada e onde uma ou outra mesa acumula um número considerável de saideiras.

Mas o bar ao qual nos referimos hoje é aquele que fica aberto desde de manhã até o começo da noite e funciona como padaria, lanchonete, restaurante e bar do happy hour. Geralmente está localizado em centros urbanos de grande movimento, tem um balcão extenso com banquetas, além das mesas e cadeiras de madeira, normalmente as paredes são revestidas de azulejos, atrás do balcão tem uma grande chapa, na parede, uma prateleira metálica com frutas para o preparo de sucos, no caixa uma plataforma de acrílico com uma grande variedade de marcas de cigarro e rola uma movimentação frenética entre o pessoal que trabalha ali, mas tudo parece funcionar bem, como uma colmeia de abelhas. É um lugar mágico e delicioso, onde todos os seus sentidos são provocados. E é em lugares assim que encontramos o menu mais democrático e delicioso do mundo.

Pão na chapa

Como dissemos, este tipo de boteco funciona como padaria. Não que as pessoas vão lá para comprar pão, mas sim para tomar um café da manhã rápido antes de ir trabalhar. E qual melhor opção para um desjejum do que um pingado quentinho e um pão na chapa com bastante manteiga? Não existe registro da origem do pão na chapa, mas especula-se que surgiu nas padarias de São Paulo nos anos 40, e logo se popularizou Brasil afora. Tanto que o carioca Noel Rosa, um dos maiores nomes do samba, imortalizou a receita no clássico samba Conversa de Botequim, ao pedir ao garçom que lhe trouxesse depressa uma boa média que não fosse requentada, um pão bem quente com manteiga à beça, um guardanapo e um copo d’água bem gelado.

PF

Muita gente vai no boteco pra almoçar. Afinal, o boteco é a casa do PF, o prato feito! O PF é uma instituição brasileira. E, no boteco reina o calendário semanal do PF, que consiste em: Segunda feira virado à paulista, terça feira picadinho, quarta feira e sábado feijoada, quinta feira frango à milanesa e sexta feira peixe frito. As guarnições são sempre um arroz e feijão bem temperados e uma salada de folhas ou maionese de legumes. Este calendário pode variar de lugar pra lugar, mas tradicionalmente, é isso aí. Além de tudo, o boteco proporciona essa refeição com um preço acessível, quantidade generosa de comida e sempre tem aquele molhinho de pimenta da casa que dá o toque final! PF de boteco é simplesmente uma refeição inigualável, cujo sabor é impossível de ser reproduzido em outra cozinha, senão a do próprio boteco.

Conservas

A partir do meio da tarde, o boteco já começa a ser frequentado por pessoas que buscam relaxar, tomar uma cervejinha e conversar. Uma das opções clássicas de um bom boteco são as conservas. Existem 4 que são as mais comuns e populares: o ovo de codorna, a mini salsicha, a cebolinha e o tremoço.São conhecidos como conservas porque são conservados imersos numa mistura de água, vinagre e temperos variados. O ovo de codorna ganha uma textura mais rígida, mas também um sabor mais intenso. A mini salsicha, já naturalmente condimentada, também agrega complexidade ao seu sabor. A cebolinha, de sabor forte, funciona como adstringente, tornando cada gole de cerveja mais refrescante e o tremoço, o rei dos milhos, é uma iguaria única, imortalizada pelos botecos do Brasil e adorada por qualquer botequeiro que se preze. Os potes de conserva acabam sendo parte da identidade e decoração do boteco.

Porção fria

Aqui já entramos de vez no cardápio do boteco relacionado aos petiscos que vão acompanhar e engrandecer o bate papo e a cervejinha. No caso da porção fria, cada boteco tem a sua particularidade, mas em geral, se resume a uma porção com salaminho fatiado, azeitonas verdes com caroço e queijo cortado em cubinhos, normalmente muçarela, tudo regado com limão e azeite de oliva e já com alguns palitinhos espetados para facilitar a vida do cliente. É sempre uma porçãozinha simples, mas muito saborosa. Lembrando que não é de bom tom questionar a procedência dos produtos. Isso pode enfurecer o dono do estabelecimento, e a resposta pode ser um tanto desanimadora para você.

Pastel

Uma iguaria trazida pelos orientais, mas que o brasileiro já abraçou como sua há muito tempo. Pode aparecer no boteco de duas maneiras. Uma em seu tamanho normal, aproximadamente 15x15cm e de consumo individual, outra em porção de mini pastel, para ser compartilhada. Ambas são deliciosas e imperdíveis. Tamanha é a criatividade do brasileiro, que já existem pastéis com os mais inusitados sabores, de strogonoff a brigadeiro. Mas o boteco tem uma aura retrô por natureza e costuma evitar tais extravagâncias. Portanto, no caso do pastel normal, os sabores podem variar entre carne, queijo e pizza (presunto, muçarela, tomate e orégano), já na porção de mini pastel, os sabores se restringem a carne e queijo, sendo que uma porção pode conter ambos os sabores. Ao pedir pastel, é primordial solicitar junto o molho de pimenta da casa.

Mandioca frita

A mandioca é o símbolo máximo da gastronomia brasileira. Nativa dessas terras desde tempos imemoriais, a mandioca já era a base da alimentação dos povos originários, que não só a consumiam como farinha, como também extraíam dela um caldo que, após fermentado, era bebido e dava um barato, o famoso cauim, uma espécie de cachaça de mandioca, altamente alcoólica e muito usada em rituais pelos indígenas. Hoje em dia, a mandioca segue presente na nossa culinária, tanto na farofinha, quanto cortada, cozida com sal e depois bem fritinha. Uma porção clássica de boteco que permanece super popular. Realmente, o brasileiro tem mais é que saudar a mandioca mesmo!

Peixe frito

Aqui temos uma porção muito comum na maioria dos botecos. Uma das explicações para isso, apesar de não ter nenhuma comprovação científica ou empírica, é que, em geral, o dono de bar é aquele senhor de meia idade que não perde a oportunidade de fazer uma pescaria num domingo de tarde qualquer. Claro, essa é uma teoria, uma suposição, mas é tão sugestiva, que a gente aceita como verdade. Neste caso, temos também duas possibilidades. Uma, a mais comum, é que a porção seja preparada com iscas de filé de tilápia, ou algum outro peixe de água doce criado em cativeiro. Já a outra opção, mas difícil de encontrar, mas extremamente saborosa, é a porção de lambari frito. O lambari é um peixe pequeno, que depois de limpo, é preparado inteiro. É uma porção simplesmente maravilhosa, além de atestar com mais categoria a expertise de pescador do dono do bar, já que o lambari não é tão fácil assim de pegar.

Torresmo

O torresmo é o rei absoluto do boteco, isso é inquestionável. Seu sabor intenso, a textura que mistura a crocância da gordura bem frita com a carne tenra da barriga do porco, sua coloração convidativa de um dourado queimado, e o valor acessível também, é claro, fazem do torresmo a porção mais tradicional e mais consumida do boteco. Cabe aqui incluir a pururuca como iguaria igualmente ímpar e popular no boteco, mas vale uma ressalva para não haver confusão. Afinal, são petiscos parecidos, mas de preparo diferente. O torresmo consiste em pedaços da pele e gordura, eventualmente com carne, da barriga do porco, que é frita, ficando crocante por fora e macio por dentro. Já a pururuca consiste apenas na pele da barriga do porco, que é frita em óleo até ficar completamente desidratada e crocante. Ambas as porções são irresistíveis e reinam impávidas no topo dos menus, sendo as porções mais pedidas.

Caldos

Dando um tempo nas frituras, temos sempre nos bons botecos a opção de saborosos caldos quentes. Normalmente são poucas opções de sabores, sendo os mais populares os caldos de feijão e de mocotó. No inverno, alguns botecos investem e oferecem alguns sabores a mais, como o caldo de mandioca com costela ou o caldo de peixe. Nos estabelecimentos mais rústicos o caldinho é servido num copo americano, mas também pode ser servido em cumbucas, para se consumir com uma colher. Para ficar nos dois mais populares, o caldo de feijão é sempre delicioso, o feijão é cozido com bastante toucinho e bacon, a maior parte desse feijão vai ser servido nos PFs, mas uma parte do caldo e um punhado de feijões cozidos são batidos no liquidificador, formando um caldo cremoso, que será servido com salsinha e cubinhos de bacon. Já o mocotó nada mais é do que o tutano extraído das patas do boi. Tem um sabor intenso e riquíssimo em colágeno. Deve ser bem cozido, com bastante tempero com molho de tomate e cheiro verde. Apesar de ter gente que torce o nariz com um pouco de nojo, é uma iguaria deliciosa e barata.

Cafezinho

Antes de passar a régua e fechar a conta, não pode faltar o cafezinho pra equilibrar o paladar. O cafezinho do boteco tem sempre um sabor especial, mas também varia um pouco de lugar para lugar. Alguns botecos possuem aquelas grandes cafeteiras de aço que comportam mais de 30 litros e mantém o café bem quente. Já outros lugares optam por coar café várias vezes ao longo do dia, mantendo numa garrafa térmica comum. Nestes casos, é muito comum que o café já seja adoçado, normalmente beeem adoçado, inclusive. Mas seja depois de almoçar aquele exuberante PF, ou tomar algumas cervejinhas e comer um petisco, o cafezinho pra fechar a tampa cai como uma luva! Assim como o boteco, é uma das nossas mais importantes instituições nacionais.

O ambiente plural, democrático e tão instigante para os sentidos que é o tradicional boteco é um dos mais preciosos pilares da cultura popular brasileira. Berço e inspiração para tantos sambas e modas de viola, o menu do boteco também conta uma história e tem um valor que supera o simplesmente monetário. Tudo isso faz parte da nossa cultura e nos inspira de tal forma, que a Strip Me tem toda uma coleção de camisetas dedicadas à brasilidade e ao nosso estimado boteco! Basta conferir as coleções de Bebidas, Carnaval, Verão e Tropics, além, é claro das camisetas de música, cinema, arte, cultura pop e muito mais. na nossa loja você fica por dentro disso tudo e também dos nossos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada só com canções sobre boteco. Menu de Bar top 10 tracks.


Para assistir: Para entender esse ambiente único e acolhedor ao qual nos referimos neste texto, vale assistir ao maravilhoso Tarantino’s Mind, um curta genial da dupla Bernanrdo Dutra e Manitou Felipe lançado em 2006, onde Selton Mello e Seu Jorge nos papéis de suas vidas, interpretam dois amigos num boteco conjecturando sobre a obra de Quentin Tarantino.

Carnaval Strip Me: 10 camisetas para quem vai cair na folia.

Carnaval Strip Me: 10 camisetas para quem vai cair na folia.

O carnaval de rua é uma mistura de cores e ritmos que transforma as ruas em verdadeiros palcos de folia. No meio desse turbilhão de confetes e serpentinas, a Strip Me te dá a letra de como chegar no bloquinho no maior estilo!

Os bloquinhos são uma espécie de pequenas revoluções carnavalescas, são como pequenos tesouros perdidos pelas ruas das cidades, que foram redescobertos de uns tempos pra cá. Com seus temas inusitados e fantasias improvisadas, os bloquinhos democratizaram de vez o Carnaval. Aqui não tem ingresso caro, abadás nem nada do tipo. É só colar junto e sair sambando, seja você um folião de carteirinha ou se está estreando sua primeira fantasia. Pode ser ao som de marchinhas tradicionais ou de hits do momento, tanto faz. Afinal, quem tem limite é município.

A real é que os bloquinhos de rua se tornaram verdadeiros refúgios da autenticidade, onde a espontaneidade e a criatividade reinam, junto com o Rei Momo, é claro. O Carnaval é em sua essência barulho, diversão e arte. E você sabe que de barulho, diversão e arte a Strip Me entende melhor do que ninguém. Portanto, hoje estamos aqui para recomendar dez camisetas pra você cair na folia numa boa. Afinal, além de super estilosas, são camisetas feitas com tecido com certificado BCI. Ou seja, são frescas e confortáveis, com um corte que proporciona um caimento perfeito, do tamanho P ao XGG. Confere aí!

Vai desculpar, mas não tem nada desse papinho de apropriação cultural! O Carnaval pode até ter suas origens séculos atrás, com romanos e tal… mas o Carnaval mesmo é coisa nossa, ninguém faz igual. Nem Veneza, nem New Orleans. Por isso, a camiseta Feito no Brasil já escancara isso e não deixa margem para dúvida. Para reforçar a ideia, a camiseta Rosa Samba remete aos grandes clássicos do Carnaval carioca, para mostrar quem manda de uma vez por todas. Numa pegada mais contemporânea, ali entre o vintage o meme, a camiseta Carnaval de Rua dá o tom para quem é mais descolado, bem humorado e quer curtir o bloquinho na liberdade total!

Pois é. Curtir o Carnaval na liberdade total! Esse é o princípio básico da parada, né? Pode ser bloquinho, baile no salão do clube, desfile de escola de samba na avenida… o importante é curtir como cada um acha melhor. Afinal, tudo isso é Carnaval. Com muito charme e estilo, é isso que a camiseta Le Carnaval transmite, ideal para quem vai direto ao ponto. Já a camiseta Carnaval Advisory é mais sapequinha, tem essa pagada mais moderna, parodiando aquele selinho malandro que vinha nas capas dos discos com um som mais agressivo. Uma camiseta pra quem não tem medo de abrir as asas e voar. Mas tudo isso lembrando de se hidratar bem, pra aguentar o tranco. Beber água é importante, mas não só, afinal é Carnaval. Acordou, é cafezinho pra dentro, depois é só dar uma lavada no copo americano e já passar pra cervejinha! Pra quem está sempre se hidratando no Carnaval, a camiseta Café Cerveja Carnaval é ideal!

Olha, curtir o Carnaval de rua é uma delícia, mas pode ser bem cansativo. Anda-se muito. E não só isso, afinal, no bloquinho impera a caminhada dançante, modalidade exclusivamente brasileira de andar atrás do trio dançando ao som da música. Portanto, o pit stop é sempre recomendável. Aquele botequinho com mesa na calçada é o ideal para se parar por um tempinho, pra descansar e tomar uma cervejinha, observando o movimento do bloquinho. Para quem não dispensa o boteco como parte essencial do Carnaval, a camiseta Mesa de Bar é perfeita. Linda, confortável e já vem com a mensagem prontinha. Da mesma maneira, a camiseta Duas Cervejas traz essa representatividade de uma maneira mais ampla e sedutora. Uma imagem que vale mais que mil palavras, o mais puro suco de Brasil.

O Carnaval é uma festa. E, sejamos francos, festa sem uma biritinha não é a mesma coisa, né? Sendo o Carnaval a festa mais brasileira do mundo, se faz óbvio associá-lo à mais brasileira de todas as bebidas: a caipirinha, é claro! Assim sendo, a Strip Me apresenta a camiseta Caipirinha Receita, uma camiseta linda, minimalista e super estilosa, além de super confortável, é claro. Uma camiseta para quem está sempre em busca de combinações perfeitas! Para quem não liga tanto nos destilados, mas faz questão de se refrescar e matar a sede durante a festa, a Camiseta Cerveja é a melhor pedida, além de pedir uma cervejinha gelada no capricho, é claro! A cerveja é uma das paixões nacionais. Sim, porque no Carnaval não dá pra ter uma paixão só, é ou não é?

O Carnaval está chegando. Aproveita pra dar uma olhada no nosso site e conferir as camisetas que selecionamos aqui e muitas outras. Nas coleções Carnaval, Verão, Tropics, Cultura Pop, Cartola, Bebidas e Música você encontra uma infinidade de camisetas incríveis, super confortáveis e estilosas! Na nossa loja você também pode ficar por dentro de todos os Lançamentos da Strip Me, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Depois de conferir as dez camisetas campeãs do Carnaval Strip Me, você curte uma playlist com os mais clássicos sambas enredo campeões do carnaval. Samba Enredo Campeão top 10 tracks.

10 presentes infalíveis Strip Me

10 presentes infalíveis Strip Me

Fim de ano é tempo de presentear. E pra você acertar no presente em qualquer situação, a Strip Me apresenta 10 dicas de camisetas que são sucesso garantido.

Ganhar presente é uma delícia! Mas presentear também tem sua emoção. Ainda mais quando o presente realmente agrada a pessoa presenteada. Ver uma pessoa genuinamente feliz por ter ganhado algo legal é igualmente delicioso! E, convenhamos, nem sempre é fácil escolher o presente ideal. Ainda mais no fim do ano, que tem amigo secreto, da firma, da família, amigos e parentes mais chegados que a gente sempre faz questão de presentear e outras situações. Mas a mais emblemática delas certamente é o amigo secreto. Afinal, você corre o risco de tirar aquela carinha do setor de vendas, com quem quase não tem contato, ou tirar aquele seu primo mais novo com quem você não troca tanta ideia.

Mas para todas as situações, a Strip Me tem uma infinidade de camisetas incríveis como opção para você presentear. Para facilitar a sua vida, separamos 10 camisetas que são realmente presentes infalíveis! E dizemos isso com propriedade, afinal, são algumas das camisetas mais vendidas do nosso catálogo, bem como algumas delas são campeãs de venda como presente. Além disso, cada um tem a sua peculiaridade e charme especial. E é isso que vamos demonstrar abaixo.

Caramelo Republic

Estamos falando de um símbolo nacional! Não tem para arara ou lobo guará nenhum! O bicho símbolo desse nosso Brasilzão é o doguinho caramelo! Isso é fato consumado tanto quanto Evidências é nosso hino nacional. Quem em sã consciência não se identifica com uma camiseta como essa? Sem falar nas entrelinhas! A referência à bandeira californiana, deixando claro que nosso doguinho é pop, é liberdade, é diversidade, é sol na cara e alegria no coração!

Guitarra Vintage

A semiótica é fascinante! E não precisa ser nenhum estudioso no assunto para se ligar nisso. Basta notar que, para praticamente tudo neste mundo, existe um símbolo, um ícone, uma imagem correspondente. E a mágica realmente acontece quando um desses símbolos extrapola seu próprio significado, sendo contemplado simplesmente pela sua beleza estética. Por isso a camiseta Guitarra Vintage é uma das best sellers da Strip Me. Mesmo para quem não se liga em rock n’ roll, uma guitarra Stratocaster apoiada em um amplificador antigo é uma imagem admirável. Quando tal imagem é cuidadosamente desenhada, então, temos uma camiseta sofisticada e elegante, capaz de agradar qualquer pessoa!

Retrô Sunset

É senso comum que uma das coisas mais bonitas do mundo é o pôr-do-sol. Isso posto, já temos de saída um argumento irrepreensível. Mas vamos além. Todo mundo sabe que a humanidade viveu seu ápice cultural na década de 1970. Na música, na estética, na filosofia… Pensa bem, não tem chance de um cara de calça boca de sino, camiseta em tom pastel um número menor do que o ideal para a pessoa, cabelo black power e um cigarro no canto da boca querer te fazer mal. Unindo essa estética irresistível dos 70’s e a beleza das cores do pôr-do-sol, a camiseta Retrô Sunset é mais uma das camisetas unânimes da Strip Me!

Rosa Samba

Seguindo na exaltação à brasilidade, impossível não falar da comunidade carioca Mangueira, com sua legendária escola de samba e seus ilustres moradores, como o imortal sambista Cartola. É uma verdadeira instituição brasileira! E as emblemáticas cores que representam a escola de samba são uma combinação inusitada, mas muito envolvente! Tão envolvente que nos inspiraram a criar este camiseta, que já nasceu hit de vendas! Classuda, linda e minimalista, a nossa camiseta verde e rosa é um presentão!

Papoula

Eis aqui uma camiseta de beleza inebriante! É aquele tipo de camiseta que, sob um olhar superficial, é linda, elegante, minimalista e com um caimento perfeito, capaz de agradar homens e mulheres. Porém, o observador mais atento vai ver que, além de todas as qualidades já citadas, a flor que estampa a camiseta vem carregada de significado, tendo sido até protagonista de uma das guerras mais emblemáticas do século XIX no mundo, a guerra do ópio. Ou seja, é uma camiseta que não só é linda e super sofisticada, mas também tem uma profundidade considerável. Afinal, na Strip Me beleza e conteúdo sempre andam juntos.

Verde e Rosa

Que coisa incrível é a forca de uma imagem! Com certeza, entre as gerações mais novas, tem muita gente que já viu a capa do Abbey Road, identifica quando rolam paródias de gente atravessando uma rua na faixa de pedestres e tal… mas nunca ouviu uma música dos Beatles. Simplesmente porque trata-se de uma imagem realmente cativante. Aqui no Brasil temos várias imagens que se encaixam nessa categoria. Uma das mais emblemáticas é a foto do Cartola tomando cafezinho. Uma imagem brilhante que consegue transmitir toda uma cultura com uma simplicidade acachapante!  Para quem sabe cantar todos os sambas do Cartola e para quem simplesmente se liga em iconografia. Para quem manja e tem estilo, independente de suas preferências artísticas. Enfim, é um presente perfeito para geral!

Duas Cervejas

Tá aí o Brasil todinho numa imagem só. Fala a verdade, dá sede só de olhar, né? Será que falta muito pra dar seis da tarde? Cara, o nosso happy hour não tem pra ninguém! É o melhor do mundo! E levar isso no peito, numa pegada pop art mega descolada, com toda a iconografia tupiniquim inserida, o Cartola, o Abaporu, a espada de São Jorge, e a mesa de boteco. É irresistível! Uma camiseta linda, pra usar em qualquer ocasião! Mais uma camiseta que é hit de vendas e, claramente, um presente infalível!

Happy Hour

Simplicidade é a palavra! Mas veja bem, não confundir simplicidade com simplismo. A simplicidade tem classe, dispensa exageros e floreios para ir direto ao que importa. Neste caso, um patrimônio nacional: o boteco. Aquela mesinha e cadeiras de ferro ou de madeira, cervejinha gelada e uma galera em volta resolvendo todos os problemas do mundo entre piadas de gosto duvidoso. Tudo isso traduzido numa camiseta minimalista, elegante e super confortável, com caimento perfeito. É mais uma opção de presente certeiro! 

Pick Up

Sejamos francos. Quanto mais você conhece quem vai apresentar, maiores são as chances de acertar e agradar. Mas muitas vezes sabendo o mínimo, já dá pra marcar pontos e ser bem sucedido no presente. Por exemplo. Sabendo que a pessoa gosta de música, não importa o gênero ou estilo, uma camiseta como esta vai total de encontro e vai agradar! Afinal, uma pick up e o disco na agulha são um símbolo, uma imagem que remete diretamente à música. Que disco é esse? Que música está saindo dali? Aí fica na imaginação de cada um! Essa é a graça. Sem falar que é uma camiseta linda e super confortável! É pra não errar de jeito nenhum!

Nightporu

Encerramos essa lista com mais um ícone inabalável da cultura brasileira. Mas simplesmente estampar o Abaporu seria simplista demais (olha aí a diferença entre simplista e simplicidade). Então a Strip Me leva o Abaportu para a balada! Com aquela pegada minimalista sofisticada, reinterpretamos o clássico da Tarsila do Amaral para os dias atuais! Arte cosmopolita com referência (e reverência) a quem revolucionou a arte brasileira! Hit inconteste de vendas, uma camiseta maravilhosa pra ninguém botar defeito!

Cara, a Strip Me está desde 2014 transformando barulho, diversão e arte em camisetas sensacionais, tanto na estética quanto na qualidade da malha. Então, pode confiar quando a gente diz que essas dicas todas são realmente presente infalíveis! São camisetas campeãs de vendas e algumas delas frequentemente compradas com embalagem para presente, coisa que está disponível na nossa loja, inclusive. Então já se prepara para este fim de ano e confere no nosso site os lançamentos, que pintam lá toda semana, além se uma infinidade de camisetas separadas por categorias e coleções.

Vai fundo!

Para ouvir: Segue uma playlist especial onde cada uma das dez estampas selecionadas neste texto ganham uma música que a represente. Infalíveis Top 10 Tracks.

6 Clássicos do Design Brasileiro.

6 Clássicos do Design Brasileiro.

O Brasil é tão original que, até mesmo no design dos utensílios domésticos e decoração das casas, alguns ítens brasileiríssimos se tornaram ícones pop. A Strip Me selecionou os 6 mais famosos!

Cada país tem sua identidade e cultura. Mas vamos combinar que o Brasil tem um borogodó a mais aí. Da jabuticaba ao cheque pré datado, do chuveiro elétrico à caipirinha, passando pelo candomblé, a paçoca, a capoeira, a tomada de três pinos e, é claro, nosso amado vira lata caramelo! É muita coisa que faz do nosso Brasil um lugar único e maravilhoso! Alguns de nossos hábitos mais comuns são considerados inusitados pelos gringos. Pra eles é estranho que a gente escove os dentes no banheiro do trabalho, depois de almoçar, por exemplo. Banho todo dia então, muitas vezes dois por dia, dependendo do calor, é outra aberração pra eles. Cumprimentar desconhecidos com beijinho no rosto e abraço é outra anomalia. Tem muita coisa que é herança dos africanos escravizados, mas que acabaram se tornando coisas genuinamente brasileiras. O candomblé mesmo é um grande exemplo, já que é uma religião que só existe aqui, pois é um sincretismo entre as religiões africanas com o cristianismo europeu. A mesma coisa acontece com a capoeira e o samba. A gastronomia é outro ponto emblemático na personalidade brasileira. Não precisamos nem falar das frutas, como o caju, o cupuaçu e a jabuticaba. Mas podemos falar da feijoada e da caipirinha, da paçoca, do pastel de feira, da coxinha, do brigadeiro… até dos crossovers culinários, como o nosso dogão com salsicha, purê de batata, vinagrete, milho, ervilha, bacon e o que mais couber ali, o sushi frito (hot roll), o cheeseburguer que virou x-tudo, a pizza de strogonoff, o churros recheado de doce de leite com cobertura de chocolate e muitos outros.

Além disso tudo, o brasileiro também tem suas particularidades nos utensílios domésticos e na decoração de casa. O Design BR é único! Desde as capas de crochê para botijão de gás até a mesinha de centro feita de vime e bambu. Tem pra todos os gostos. Até mesmo o uso amplo de plantas como ;itens de decoração é uma parada bem brasileira. Apesar do nome em inglês, a urban jungle também é coisa nossa! Alguns desses ítens são tão marcantes na nossa cultura, que se tornaram ícones pop! Hoje a Strip Me exalta a brasilidade selecionando os ítens domésticos e de decoração mais marcantes do país!

Boneca namoradeira.

Num tempo em que não existia rádio e nem televisão, quem ficava em casa sem ter muito o que fazer, ia pra janela, para ver o movimento da rua. Na época, o comum era que as mulheres ficassem em casa, portanto, eram elas que ficavam nas janelas. E era comum acabar rolando uns flertes com os homens que passavam. Com base nesse hábito, vários artesãos e escultures começaram a fazer bustos de mulheres, com argila, cerâmica ou gesso, e as pintavam com muitas cores. Isso começou em algumas cidades de Minas Gerias, mas logo se tornou comum no Brasil inteiro. Ficaram conhecidas como bonecas namoradeiras e são usadas em bancadas e janelas.

Rede.

Talvez o mais brasileiro de todos os ítens da casa. Afinal as redes já estavam presente na ocas dos índios séculos antes dos europeus chegarem por aqui. Vale, ela não era exclusividade dos indígenas do território brasileiro. Mas pode ser considerada originalmente brasileira por ser amplamente utilizada por aqui há tempos imemoriais. Além de trazer todo um charme para qualquer cômodo da casa, ou sacada do apartamento, varanda da casa, a rede é deliciosamente confortável para se deitar e curtir um dia de descanso.

Filtro de barro.

Outro item brasileiríssimo e descendente direto dos indígenas. Sim, pois os índios já usavam as famosas moringas, vasilhas de barro que deixavam a água fresca independente do calor do ambiente. Tais moringas continuam sendo utilizadas até hoje, vale dizer. Na Europa, em especial na Itália, os filtros de água já eram utilizados, mas eram recipientes de pedra ou metal, com uma vela de carvão ou algum material semelhante, que filtrava a água. Os imigrantes que chegaram ao Brasil no fim do século dezenove trouxeram consigo alguns desses filtros. E quando se depararam com as moringas, que mantinham a água numa temperatura mais baixa, desenvolveram um recipiente maior e incluíram a vela. Pronto. Nasceu assim o nosso popular, saudável e charmosíssimo filtro de barro!

Copo americano.

Sabe a história da batata frita, que é um ícone dos Estados Unidos, onde é conhecida como french fries, porque, na real, é uma invenção francesa? Então, o mesmo acontece com a gente, aqui no Brasil, em relação ao copo americano. Ao contrário do que alguns podem concluir, o copo americano não é de origem estadunidense, sequer de qualquer lugar do continente americano. Esse copo foi originalmente elaborado e concebido pela designer russa Vera Mukhina, no início da década de 1940. Ficou popular nos Estados Unidos na época e era conhecido como soviet glass! Em 1947 ele chegou ao Brasil através da empresa Nadir Figueiredo Indústria e comércio, que começou a fabricar o modelo de copo com uma máquina que havia sido importada dos Estados Unidos. Daí vem a origem do nome copo americano. Ele é uma das preciosidades do Brasil, um copo com capacidade de 190 ml, que recebe com perfeição o café e a cervejinha.

Piso de caquinho.

Como se pode imaginar, o piso de caquinho surgiu com a simples intenção de reaproveitar pisos quebrados. Tudo começou no fim da década de 1930 em São Caetano, São Paulo. Estava super na moda as áreas externas das casas terem o chão revestido com lajotas de cerâmica. A empresa Cerâmicas São Caetano cresceu exponencialmente nessa época vendendo lajotas de 40×40 cm nas cores vermelha, amarela e preta. Era um produto caro, e quem o consumia era a classe média alta. Na produção e transporte, sempre acontecia de algumas peças se quebrarem. Um dos funcionários da empresa, estava reformando sua casa e, para não deixar o seu quintal só no cimento, pediu autorização ao dono da empresa para usar os cacos das peças quebradas. Ele fez um mosaico com os cacos que agradou a vizinhança e os outros funcionários, que passaram a pegar também os cacos. A moda se espalhou rapidamente por toda a cidade e, ä partir dos anos 70 por todo o estado e até mesmo outras regiões, ao ponto da empresa fabricar as lajotas e quebra-las para vender. A Cerâmicas São Caetano encerrou as atividades em 1997 e o uso do piso de caquinhos entrou em desuso. Mas hoje em dia é celebrado como kitsch e símbolo do design brasileiro!

Fitinha do Nosso Senhor do Bom Fim.

A fitinha do Nosso Senhor do Bom Fim é muito mais que um acessório para se amarrar no pulso ou no tornozelo. Isso sem falar nas suas propriedades sobrenaturais, concedendo desejos e protegendo quem a usa. Mas ela também pode ser usada amarrada em certa quantidade numa grade de janela ou no portão da casa, ou apenas uma ou duas na grade do ventilador. Além de toda a sua representatividade cultural, as fitinhas dão um toque especial em qualquer decoração por conta de suas cores e simplicidade.

Ah! Meu Brasil brasileiro! Que lugar pra se viver! Onde se plantando tudo dá! Temos no tropicalismo a melhor tradução do que é viver neste país de tantas cores e tantos contrastes. Natureza e cidade, samba e rock n’ roll, folclore e cultura pop, barulho, diversão e arte! Portanto, é lógico que a Strip Me faz questão de sempre celebrar cada detalhe encantador do Brasil, sua cultura, comportamento, hábitos e principalmente sua arte! Pra conferir, basta se ligar nas coleções Tropics, Carnaval e Verão, além de sempre pintarem brasilidades nas camisetas de arte, música, cinema, cultura pop, bebidas e muitas outras. Tudo isso você tem acesso na nossa loja, onde também pintam toda semana novos lançamentos!

Vai fundo!

Para ouvir: Una música o Brasil é igualmente diverso. Então apresentamos uma playlist com os diferentes gêneros musicais, do carimbó à moda de viola, passando pelo samba e baião. Brasilidades Top 10 Tracks.

10 fatos que você precisa saber sobre o samba.

10 fatos que você precisa saber sobre o samba.

O samba é a voz do Brasil. Por isso, é fundamental que a gente o conheça muito bem. A Strip Me está aqui hoje para te contar 10 coisas que você precisa saber sobre o samba.

Falar sobre o samba, em especial sua origem e e fundamentos, parece uma tarefa simples, mas não é. Trata-se de uma música que faz parte da nossa identidade, quer você goste dele ou não. Certa vez, o músico César Camargo Mariano, um brilhante arranjador, também conhecido por ter sido casado com Elis Regina, disse numa conversa sobre música e mistura de elementos do jazz com o samba, que ele não era um jazzista, jamais poderia ser, mas usa elementos daquela linguagem para se expressar musicalmente. Uma declaração muito sensata. O jazz é uma música que surgiu das plantações de algodão no sul dos Estados Unidos, somente quem cresceu naquele contexto, ouvindo as histórias e sentindo as vibrações daqueles sons pode ser considerado um jazzista genuíno. E o mesmo acontece conosco, com o samba. Faz sentido que qualquer brasileiro, que tenha contato com sua história e se envolva com música brasileira, possa ser considerado um sambista. Mas, claro, uns sempre serão mais sambistas que outros.

O samba, e todas as suas variações ao longo da história, é uma das mais importantes manifestações artísticas do brasileiro, mas principalmente dos africanos escravizados, que aqui criaram raízes. Assim como o jazz nos Estados Unidos, o samba por aqui veio das cantigas e dos batuques dos negros em suas lamentações e também celebrações ritualísticas. Isso foi se misturando às músicas de origem européias e acabou no que conhecemos como o samba e o choro. Toda a trajetória do samba é uma história longa e interessantíssima. E a Strip Me, sempre afim de te contar boas histórias, hoje traz 10 fatos fundamentais sobre o samba, pra você poder batucar com propriedade na mesa do bar.

Samba – Di Cavalcanti (1925)

Origem.

A origem do samba é controversa, uns dizem que surgiu na Bahia, outros no Rio de Janeiro… mas seja onde for, o fato é que foi uma evolução das cantigas tradicionais africanas, misturadas às músicas populares européias. Mas podemos considerar, por ser algo documentado, que o samba nasceu na extinta Praça Onze, no Rio de Janeiro. A Praça Onze era uma praça no bairro Cidade Nova, no Rio de Janeiro, um pouco ao norte do centro histórico da cidade. Aquela região foi largamente habitada por negros, escravizados recém libertos, após a assinatura da Lei Áurea no fim do século dezenove. Particularmente, na casa de uma baiana bem sucedida, que morava de frente para a praça e era uma excelente cozinheira, alguns músicos se reuniam no início do século XX. Entre eles, Donga, João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha. Também foi na Praça Onze que aconteceram as primeiras reuniões populares carnavalescas, que dariam origem às escolas de samba. Na década de 1940, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas mandou abrir uma vasta avenida que ligaria o centro à zona norte do Rio. Essa avenida, que acabou levando seu nome, inclusive, passou por cima da Praça Onze, deixando somente sua história de pé.

Primeiro registro.

Reza a lenda que o primeiro samba gravado foi composto justamente na casa da tal baiana, em frente a Praça Onze. Segundo contam os sambistas mais antigos, que viveram naquela época, a música Pelo Telefone surgiu de improviso numa roda de samba, na qual estavam presentes Donga, Sinhô, Pixinguinha, João da Baiana, Caninha e Lalau de Ouro em outubro de 1916. Porém, na hora de registrar a canção, Donga ficou com o crédito. Em novembro do mesmo ano, Donga deu entrada no Departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional a partitura do samba, partitura esta escrita por Pixinguinha. Donga gravou Pelo Telefone em 1917. Na época fez muito sucesso no carnaval, e depois foi amplamente revisitada décadas depois por artistas como Martinho da Vila.

Samba popular.

Até o início da década de 1930, o samba era música de gueto, coisa preto e pobre. As coisas começaram a mudar quando intérpretes das grandes rádios começaram a cantar alguns sambas. Além das rádios, o Brasil estava sendo governado por Getúlio Vargas, um ditador, mas também um astuto populista. Ele viu no samba uma maneira de se comunicar melhor com o povo, promoveu shows e elogiava alguns artistas. É verdade também que nessa época rolou uma tentativa de branquear o samba. Enquanto os grandes compositores como Donga e Pixinguinha não apareciam nunca como intérpretes, Francisco Alves e Lamartine Babo tinham alta circulação nos cartazes das principais rádios do país. 

Revolução de 1930.

Calma. Não estamos aqui pra falar de política. Estamos aqui pra falar da verdadeira revolução de 1930! Até porque aquela que a gente estuda nos livros de história do colégio não foi revolução, foi golpe de estado. Mas isso não vem ao caso. O fato é que em 1930, um jovem compositor do bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, começou a compor umas músicas que mudariam o jeito de se fazer samba e colocaria o gênero no gosto popular de vez. Noel Rosa só tinha vinte anos de idade em 1930, ano que ele compôs Com que Roupa, Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Além de músico inventivo, Noel era um excelente letrista, usando o cotidiano e o bom humor. Seus sambas inspiraram muitos sambistas que surgiam na época, principalmente aqueles que vinham dos morros e bairros mais pobres, e que se identificavam com aquela linguagem simples. Além dos já citados, também é de Noel Rosa clássicos como Gago Apaixonado, Fita Amarela e Conversa de Botequim. O sambista revolucionou o samba, mas não viveu suficiente para viver suas glórias. Ele faleceu aos 26 anos de idade, em 1936, vítima da tuberculose.

Sem Título – Carybé (1984)

Samba consolidado.

Entre as décadas de 1940 e 1950 o samba se estabeleceu como grande expressão popular. Bairros e comunidades se organizavam para criar escolas de samba, e cada uma tinha um grupo de compositores. Neste contexto surgem nomes como Cartola, Nelson Sargento, Nelson do Cavaquinho, Zé Keti, Lupicínio Rodrigues, Élton Medeiros e Adoniran Barbosa. Porém, esses sambistas todos acabam vivendo quase no anonimato, pois eram compositores, mas suas músicas ficavam conhecidas nas vozes de intérpretes como Orlando Silva e Nelson Gonçalves. Ainda assim, esse foi um período importantíssimo, de consolidação do samba. Estava tudo pronto para que mais uma revolução acontecesse.

Velho samba e bossa nova.

Considerado o inventor da bossa nova, com sua batida característica ao violão e o jeito de cantar baixinho, João Gilberto certa vez explicou que sempre quis aprender a tocar samba no violão, mas achava muito difícil. Foi então que escolheu, entre os diferentes acompanhamentos rítmicos, a levada do tamborim para executar na mão direita, enquanto, na mão esquerda, misturava acordes do samba com harmonias truncadas de jazz que ele também adorava. Pronto, surgiu a bossa nova! E não dá pra dizer que a bossa nova não é samba, porque é sim! Mas também é algo mais. É um samba sofisticado, contemporâneo. Tanto é que logo ganhou o mundo. Mas era coisa de jovem universitário, de classe média alta. No meio daquela playboyzada toda, foi uma garotinha tímida que se ligou que o samba de verdade não estava nas praias do Leblon, mas nos morros do centro da cidade.

Resgatando o samba.

Foi Nara Leão que se desgarrou do grupo e foi procurar os velhos sambistas. Em seu primeiro disco, ela não quis gravar as bossas de seus amigos, como Menescal e Carlos Lyra. Preferiu subir o morro e procurar os sambas de Cartola e Zé Kéti. Foi quando esses compositores começaram a ganhar notoriedade e reconhecimento. A turma da bossa nova era formadora de opinião e logo esses sambistas, que ali pelos anos 60, comecinho dos 70, até já estavam com certa idade, mas conseguiram usufruir dessa popularidade tardia. Foi quando, por exemplo, Cartola promovia grandes encontros em seu bar, o Zicartola, onde jovens compositores como Paulinho da Viola e Chico Buarque deram seus primeiros acordes. Depois de Nara Leão, outro nome fundamental para o samba foi João Carlos Botezelli, mais conhecido como Pelão. Pelão foi um produtor musical dos bons. Fã de boa música, quando ele viu Nara Leão e tantos outros jovens gravando os velhos mestres do samba, se perguntou por que diabos ninguém pensou em fazer com que eles próprios gravassem suas canções. Pelão foi responsável pelos discos clássicos de Adoniran Barbosa, Cartola e Nelson Cavaquinho interpretando seus próprios sambas, todos com mais de sessenta e tantos anos, com a voz cansada, mas com uma emoção incomparável!


Carnaval – Cândido Portinari (1960)

Samba regional.

A tendência é que a gente identifique o samba como uma manifestação tipicamente carioca. De fato, grande parte dos grandes expoentes do samba são do Rio de Janeiro. Mas o samba é brasileiro, e se manifesta em diferentes regiões do país, e cada região tem um tempero, uma peculiaridade. Para começar, podemos citar um dos maiores gênios do samba: Lupicínio Rodrigues. Nascido e criado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Entre milongas e bugios, Lupicínio encontrou no samba a maneira de expressar seus amores e desilusões. Além de ter sido o criador do termo “dor de cotovelo”, ele compôs clássicos como Felicidade e Nervos de Aço. Já o paulistaníssimo Adoniran Barbosa criou um samba cosmopolita, urbano e até mesmo poliglota, versando em italiano e paulistanês. Já com influências das religiões de matrizes africanas e seus afoxés, a Bahia também sempre foi um expoente de bom samba, tendo como seu maior nome o inigualável Dorival Caymmi. Enfim, samba tem no Brasil inteiro, com diferente sotaques, mas sempre com muita qualidade.

Samba 90.

Apesar de não serem tão numerosos até os anos 70, grupos de samba sempre existiram. Desde O Bando da Lua, conjunto que acompanhava Carmem Miranda, até Os Originais do Samba, passando pelos Demônios da Garoa. Mas a partir dos anos 70 e 80 o sucesso do Trio Mocotó e do grupo Fundo de Quintal inspirou muitos jovens a formarem seus próprios grupos e também atiçou o faro das gravadoras. Nos anos 80 grupos como Raça Negra e Exaltasamba já davam suas primeira batucadas. E a coisa estourou mesmo nos anos 90, com uma enxurrada de grupos como Só pra Contrariar, Negritude Jr. Soweto, Art Popular e tantos outros. Fenômeno que ficou conhecido como pagode anos 90, e que faz sucesso até hoje. Não se trata exatamente de uma reinvenção do samba, mas sim uma modernização, dando ao gênero um verniz mais pop.

Carnaval em Madureira – Tarsila do Amaral (1924)

Samba de hoje.

Em 1975 Alcione já pedia pra não deixar o samba morrer. Até hoje seu pedido está sendo cumprido com êxito. A cada geração que surge, o samba é revisitado e repensado, se adaptando a novas linguagens e tecnologias, mas sem deixar o tradicionalismo pra trás. Enquanto nomes como Xande de Pilares e Mumuzinho levam adiante o samba de raiz, caras como Criolo e Marcelo D2 colocam o samba num caldeirão de rap, hip hop, soul e funk para trazer à tona grandes obras.  Em especial Marcelo D2 tem se mostrado um verdadeiro alquimista do samba. Em 2003 lançou o irretocável disco À Procura da Batida Perfeita, e desde então vem lançando trabalhos muito inspirados. Seu último disco, lançado em 2023, chamado Iboru é um disco de samba como há muito tempo não se via, uma mistura fina de tradição e contemporaneidade. O samba ainda vive, e não dá sinais de cansaço.

O samba é coisa nossa, é suco de Brasil, é música da nossa essência! E a Strip Me, que não é ruim da cabeça e nem doente do pé, ajuda no batuque e engrossa o coro de lerê lererê. Só no sapatinho, vamos fazendo várias camisetas, uma mais linda que a outra, inspiradas e referenciando o samba! Vem conferir no nosso site! São camisetas de música, cultura pop, arte, cinema, bebidas, brasilidades e muito mais! Na nossa loja você também fica sempre por dentro dos nossos lançamentos, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Claro, uma playlist no capricho com o melhor so samba de todos os tempos! Samba no pé top 10 Tracks.

Para assistir: Imperdível o documentário O Samba, lançado em 2015 e dirigido por Georges Gachot. O filme tem Martinho da Vila como protagonista. Ele conta histórias do samba e de sua própria carreira, enquanto apresenta ao expectador o bairro de Vila Isabel, terra de Noel Rosa e do próprio Martinho, além de mostrar bastidores da escola de samba da comunidade, por vários anos vencedora do carnaval carioca. 

Os 10 Mandamentos do Boteco.

Os 10 Mandamentos do Boteco.

Apesar de ultra democrático, o bom e velho boteco não é terra de ninguém. Há um código de conduta não escrito, mas que deve ser respeitado. Portanto, hoje a Strip Me apresenta os 10 Mandamentos do Boteco.

Bar, doce lar! Não há lugar onde o brasileiro se sinta mais em casa do que o bar. Aquele boteco gostoso, com mesas na rua, cerveja estupidamente gelada e garçom gente boa. Mais que um simples estabelecimento comercial, é uma instituição brasileira e patrimônio socio-cultural. O bar é a materialização da democracia, onde todo o tipo de gente conversa sobre todo o tipo de assunto com liberdade. Mas falando assim, parece que é um lugar com certa pompa e circunstância. Mas é nada! É um lugar despojado e agradável que você pode ir de bermuda e chinelo ou de roupa social, que ninguém vai te julgar.

Mas não pense você que essa liberdade e despojamento fazem do boteco um lugar ao deus dará, uma terra de ninguém. Justamente por essa aura livre, não tem uma regra escrita de como agir e o que não fazer no bar. Mas claro que há um código de conduta, um decálogo de mandamentos a serem seguidos. Algo que está no consciente coletivo e que todo mundo meio que sabe, sem saber direito de onde aprendeu. Para exaltar a chegada desse calorão, o mês da Oktoberfest e simplesmente porque nós amamos um bom papo na mesa do bar, a Strip Me traz Os Dez Mandamentos do Boteco.

1. O que acontece no bar, fica no bar.

É meio que como as regras do Clube da Luta. A mesa do bar tem ares de confessionário, e o álcool tende a fazer com que as pessoas se tornem cada vez mais sinceras, além de ser um combustível muito eficiente para transformar pessoas comuns em hábeis dançarinos. Mas isso tudo não precisa ser motivo de buchicho ou chacota durante o cafezinho na segunda feira de manhã na empresa.

2. Serás cliente fiel de pelo menos um bar na cidade onde moras.

Olha, uma das características básicas do boteco é a boa convivência. E a boa convivência é algo que se constrói ao longo do tempo. Por isso, é muito importante você eleger em sua cidade o seu bar favorito, e frequenta-lo periodicamente, saber o nome do dono do bar, de pelo menos um dos garçons e etc. Isso te impede de ir a outros bares? Claro que não! Mas é sempre bom ter um porto seguro, onde você tem certeza que a cerveja estará gelada e que você não vai precisar pedir pra trocar a tulipa pelo copo americano.

3. Conversarás com o garçom além do essencial.

Esse negócio de falar somente o essencial é que com o motorista do busão. No bar, você tem total liberdade para pedir opinião do garçom não só sobre qual a porção mais apetitosa, mas também sobre o desempenho do time que vai jogar nos dias vindouros e até mesmo pedir conselhos amorosos. Garçons são sempre pessoas sábias e merecem ser ouvidas.

4. Não deixarás a cerveja esquentar no copo.

Não caia em conversa furada de falsos profetas, que teimam em levar etiqueta e melindres para a mesa de bar. Há quem diga que é indelicado colocar cerveja no copo de outra pessoa, sem que ela peça. Besteira! No bar, não se deixa a cerveja esquentar! Completar um copo que está com menos da metade é um favor que você faz àquele amigo que bebe mais devagar. Aquele golinho no fundo do copo pode rapidamente esquentar, tornando-se pouco atrativo ao paladar. Ao completar o copo com cerveja gelada, você restitui o equilíbrio da mesa.

5. Pedirás um petisco.

Nem que seja um amendoim. Mas um tira gosto é essencial para manter a mesa do bar funcionando perfeitamente, além de prolongar a qualidade da conversa ali desenvolvida. Afinal, todo mundo sabe que beber de barriga vazia faz com que o álcool faça efeito mais rápido. Para não começar a enrolar as palavras logo na quinta ou sexta garrafa, uma boa porção é fundamental. De preferência alguma fritura, como um belo torresmo, que ajudará a metabolizar o álcool no seu organismo. Além disso, tal ato vai colaborar com a arrecadação do bar, permitindo que ele se mantenha aberto e funcionando bem.

6. Saberás pedir cerveja gelada por diferentes expressões.

Não só por uma questão de entretenimento e diversão, mas também para evitar a monotonia da repetição da mesma frase muitas vezes na mesma noite, é importante que o frequentador do boteco tenha um bom vocabulário de expressões para chamar aquela cerveja gelada. “Vê uma trincando.” ”Me traz uma canela de pedreiro!” “Traz aquela com o véu de noiva.”  “Desce aquela tirada do cu da foca.” E por aí vai. O mesmo vale para a maneira como você se refere ao garçom. Amigão, doutor, mestre, consagrado, professor, meu querido, comandante…

7. Conversarás sobre todos os assuntos.

No bar é muito importante que você converse sobre todos os assuntos possíveis. Mesmo que você não entenda nada sobre o assunto em curso na mesa, opine, mostre-se curioso e tente aprender alguma coisa. Veja bem, não confunda a mesa do bar com um palanque ou uma sala de aula. Ninguém gosta de um palestrinha. Mas é sempre bom ter conversas leves e descomprometidas sobre os mais variados assuntos. O importante é não ficar a noite toda com a cara enfiada no celular só porque você não viu o último filme do Scorsese ou não liga a mínima que a Sandy é a mais nova divorciada da praça.

8. Não brigarás.

Esse é tão óbvio que não precisava nem ser dito, né? Até porque sair na mão é um troço muito demodê, é cafonérrimo, muito anos 90. Hoje em dia ninguém resolve mais nada brigando. Além disso, derruba o clima do bar, deixa todo mundo tenso, enquanto estão todos ali pra relaxar e curtir. Pra piorar, uma briga pode causar danos materiais ao bar e deixa-lo com fama de lugar mau frequentado. Portanto, se quiser brigar, não vá pro bar, vá pro Twitter.

9. Pedirás a saideira antes da conta.

Certas tradições são inquebráveis! Essa é uma delas. Todo mundo na mesa concorda que a conversa está boa, mas está ficando tarde, já comeram e beberam o suficiente e tal? Tudo bem. Então é hora de pedir a conta. Mas é absolutamente necessário manter o decoro e fazer como manda o figurino dizendo: “Campeão, traz pra gente a saideira e a conta faz favor!” A saideira é a responsável pelo brinde de despedida e por deixar o inebriante gostinho de quero mais, que fará com que todos na mesa aguardem ansiosamente pelo próximo fim de semana.

10. Se for embora antes dos demais, pedirás a parcial e pagarás sua parte.

Outro mandamento que nem precisava ser dito, de tão óbvio e ululante. Mas é sempre bom reforçar, porque sempre tem um espertinho que toma uma caixa de cerveja, joga trinta reais na mesa e vai embora de fininho. Ora, o fiel frequentador do boteco jamais faz isso. Se precisa ir embora antes dos demais da mesa, ele pede uma parcial, faz a divisão e paga sua parte. Assim, mantém todo um equilíbrio entre os presentes na mesa que ficarão até o final, além de fortalecer os vínculos de confiança e amizade.

Eu ouvi um amém? 10 Mandamentos desses é pra glorificar de pé, de preferência, com copo em riste, pronto pra brindar! O boteco é esse poço de brasilidade, lugar de barulho, diversão e arte, de diversidade, liberdade e democracia! Um lugar que a Strip Me leva no coração e se inspira para elaborar as mais lindas e descoladas camisetas de bebidas, mas também de cultura pop, onde o boteco está mais que inserido, aliás. E tem ainda as camisetas de arte, cinema, música, games e muito mais. Na nossa loja você confere tudo isso e ainda fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist digna de um fiel botequeiro! Bar, doce lar Top 10 tracks.

Para assistir: Recomendadíssimo o documentário sobre um dos grandes cantores de todos os tempos no Brasil: Cauby Peixoto. O filme Cauby: Começaria Tudo Outra Vez foi lançado em 2015 e dirigido por Nelson Hoineff. E o que um doc sobre o Cauby Peixoto tem a ver com o tema do texto? Ora, o Cauby fez sua fama e até seus últimos dias de vida se apresentou no bar mais famoso de São Paulo, o Bar Brahma! E, além disso, o Cauby tem uma história incrível que merece ser conhecida.

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