CBGB & OMFUG e o nascimento de todo mundo

CBGB & OMFUG e o nascimento de todo mundo

por Guilherme Bonilha – 

Em 1973, o nova-iorquino Hilly Kristal abriu no sul de Manhattan o CBGB & OMFUG. O nome do bar era uma abreviação de Country, Bluegrass, Blues & Other Music for Uplifting Gormandizers (algo como Contry, Bluegrass, Blues e outras músicas para gulosos musicais) e já mostrava a visão de Kristal, montar um bar para apreciadores de estilos tipicamente norte-americanos. Para agradar esse público, Kristal só pedia que as bandas apresentassem sets com sons próprios e dava preferência para artistas de Nova Iorque.

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Atraídos por uma leitura de poemas que acontecia no CBGB, os músicos da crescente cena punk e new wave de Nova Iorque começaram a frequentar o bar e após algum tempo o Televison tornou-se a primeira banda desse movimento a se apresentar por lá, em 1974, fazendo shows todos os domingos até gravarem o álbum “Marquee Moon”. O local ajudou o punk rock a conquistar o mundo e ficou marcado na história de bandas como Television, Ramones, Patti Smith, Johnny Thunders & The Heartbreakers, Blondie, Talking Heads e The Misfits, para citar alguns. Mas não só as bandas americanas que fizeram sucesso por lá, os britânicos do The Jam e The Police tocaram no palco do CBGB, além do bar receber visitas esporádicas dos membros do Sex Pistols, que, invariavelmente, passavam lá para provocar o caos.

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Na década de 80, a cena que movimentou o espírito do CBGB foi o hardcore, com bandas como Bad Brains, Cro-Mags, Dead Boys, Sick of it All, Gorilla Biscuits e Agnostic Front, destaques das cenas de Nova Iorque e Washington. O The Dead Boys tocou tanto no CBGB que Hilly Kristal chegou a ser o empresário da banda por um tempo. O espaço reservado para o hardcore no CBGB ficou conhecido como Trash Day e acontecia nas tardes de domingo. No fim da década de 1980, Hilly Kristal se cansou das frequentes brigas que rolavam em frente ao CBGB e colocou um fim no Trash Day em 1990.

A década de 1990 trouxe transformações para o CBGB. Entre o fim da década 1980 e início da década de 1990, bandas como Guns and Roses, Social Distortion, Hole e Sonic Youth ainda faziam apresentações por lá que representavam o que havia de novo no rock and roll, porém, com o passar dos anos, o palco começou a ser procurado por bandas que já estavam consagradas de alguma maneira, e o lugar acabou se tornando um grande ponto turístico.

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Após uma briga judicial com os donos do famoso prédio, Hilly Kristal decidiu fechar o CBGB em Nova Iorque devido ao aluguel abusivo que os proprietários pediam, e originalmente tinha planos de levar o bar (e seus famosos urinóis) para Las Vegas, porém, a ideia não foi pra frente. Para a despedida do CB, uma semana com a apresentação de vários ícones da história do bar foi planejada. Bad Brains, The Dictators e Blondie, com um set acústico, foram os destaques. Finalmente, no dia 15 de outubro de 2006, um domingo, Patti Smith fez o último show no sujo e lendário palco do CBGB.


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My Way: A vida de Sid Vicious em 11 desastres

My Way: A vida de Sid Vicious em 11 desastres

Sid Vicious é a melhor representação do visual e da atitude punk. Esse título não é algo vazio ou simples resultado de um bom trabalho de marketing, mas sim fruto de uma vida rápida, crua, suja e intensa, como manda o figurino. Por vezes sua história se confunde com o nascimento do punk, e vamos listar alguns desses episódios a seguir.

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1.      Nascido em 1957, John Ritchie era filho de um guarda do Palácio de Buckingham (e trompetista de jazz nas horas vagas) e uma ex-oficial da força aérea da Inglaterra. Menos de um ano após seu nascimento, Sid e sua mãe foram abandonados pelo pai e se mudaram para o centro de Londres.

2.      Sid conheceu John Lydon (Johnny Rotten para os mais íntimos) em 1973, quando os dois estudaram juntos. Sid era o nome do rato de estimação de Lydon. O bicho mordeu o jovem John Ritchie, que ao reclamar dizendo que Sid era muito violento, acabou criando seu apelido Sid Vicious, Sid violento, em uma tradução livre.

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3.      Aos 17 anos, Sid Vicious se mudou para um squat (nome dado a prédios abandonados ocupados clandestinamente na Europa) com Johnny Rotten, e lá conheceram Chrissie Hynde, futura vocalista do The Pretenders, que havia acabado de se mudar para Londres. Chrissie queria se casar com Sid de qualquer maneira para conseguir permissão para continuar na Inglaterra, porém ele recusou a proposta.

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4.      A dupla era muito quebrada na época e pra descolar uns trocos os dois faziam música pelas ruas de Londres. Johnny cantava e Sid tocava tamborim, mas segundo o próprio Rotten a dupla era tão ruim que as pessoas davam dinheiro para que parassem de tocar.

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5.       Sid Vicious começou sua carreira musical em 1976 com a banda The Flowers of Romance, além de ser o baterista do primeiro show de Siouxsie and the Banshees. Nessa época Sid se envolveu em uma briga em um clube de Londres. Ele arremessou um copo contra um ex-companheiro de banda, porém, já bêbado, errou o alvo e os pedaços de vidro cegaram uma garota que estava no bar. O episódio colocou Sid na cadeia pela primeira vez.

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6.      Em 1975 o empresário Malcolm McLaren formou a banda Sex Pistols, que começou a fazer barulho pela cena musical de Londres. Em 1977 o próprio McLaren demitiu o baixista Glen Matlock porque o mesmo “ficou falando muito sobre Paul McCartney e os Beatles” e chamou Sid para entrar em seu lugar por conta do visual do rapaz. Apesar de não saber tocar baixo, Vicious entrou para a banda.

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7.      Pouco depois de entrar na banda, Sid conheceu a groupie americana Nancy Spungen e os dois começaram um dos relacionamentos mais explosivos do rock. Ou de qualquer outro meio existente. Na época, Sid já usava todo tipo de droga, sua mãe chegou a confessar que fornecia muitas dessas para Vicious, mas foi Nancy que o apresentou à heroína.

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8.      A falta de habilidade de Sid e uma internação por hepatite na época das gravações mantiveram o baixista fora de ‘Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols’. Durante a turnê norte-americana da banda em 1978 o consumo de heroína de Sid cresceu muito e o fez perder vários shows. Quando aparecia, ele acabava brigando com o público, chegando ao extremo de golpear um desavisado na cabeça com seu baixo em um dos shows. Ao fim desse caos que chamaram de turnê, os Sex Pistols decretaram seu fim.

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9.      Depois do fim dos Sex Pistols, Sid Vicious seguiu em carreira solo com Nancy Spungen como sua empresária. Com membros do The Clash e New York Dolls na banda de apoio, Sid fez uma temporada de shows em Kansas City e gravou a música ‘My Way’ de Frank Sinatra, seu maior sucesso solo.

10. Em outubro de 1978, Sid acordou de mais uma noite regada a heroína e encontrou Nancy Spungen morta do banheiro do hotel em que o casal estava hospedado. A morte foi causada por uma facada na região do abdômen da garota, que tinha apenas 20 anos na época. Apesar de negar a autoria do crime, Vicious foi preso.

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11. Sid foi liberado sob fiança em fevereiro de 1979. Durante uma festa organizada por sua mãe para comemorar sua liberdade, Sid sofreu uma overdose de heroína e morreu algumas horas mais tarde. Ele foi cremado e, atendendo a seu pedido, suas cinzas foram jogadas sob o túmulo de Nancy.


Sobre a Strip Me

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Iggy Pop no SPFW + 10 curiosidades sobre o ícone

Iggy Pop no SPFW + 10 curiosidades sobre o ícone

Iggy Pop realmente tem tesão pela vida: tem 67 anos e não tem hora pra acabar. Prova disso é a participação do rock star no São Paulo Fashion Week: foi convidado por uma marca para quebrar (isso mesmo, quebrar) um óculos gigante usando um bastão. Punk ou não?

O músico, que vira e mexe também ataca de ator nas horas vagas, surpreendeu os fashionistas no SPFW mostrando toda a sua atitude punk e contando em diversos veículos: “Sou fã do Brasil. E, desta vez, tive tempo para conhecer a cena rock de São Paulo. Circulei por aí, tranquilamente, por alguns bares de rock, e gostei muito do que ouvi”.

Fãs que somos aqui na Strip Me do ex-líder dos Stoogesinclusive já dedicamos uma de nossas estampas a ele, separamos 10 momentos curiosos da vida de Iggy Pop pra você relembrar e, obviamente, se divertir. Dá um look!

1. Iggy Pop foi criado em um estacionamento de trailers. Isso explica muita coisa.

2. Durante a adolescência ficou amigo dos irmãos trouble makers Ron e Scott Asheton e Jason Alexander. Anos mais tarde, montaram o The Stooges e lançaram três discos (Stooges, Fun House e Raw Power) que marcaram a história do rock, influenciando do punk ao heavy metal.

http://www.youtube.com/watch?v=EDNzQ3CXspU


3. James Newell Osterberg (nome de nascença), ganhou o apelido “Iggy Pop” quando tocava na bandaThe Iguanas.

4. Iggy Pop também é um baterista foda, inclusive largou a Universidade de Michigan para tocar com músicos de blues em Chicago.

5. Iggy causava em suas apresentações: sangrava, ficava pelado, rolava em cacos de vidro e bebia o seu próprio vômito durante seus shows. Marilyn Manson curtiu isso.

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6. O cantor também tem uma carreira no cinema underground. Participou de clássicos cult como Sid & Nancy, O Corvo: Cidade dos Anjos, Sobre Cafés e Cigarros, e até em Star Trek: Deep Space Nine.

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7. O disco favorido de Pop é Bringing It All Back Home, de Bob Dylan. <3

8. A equipe de animação responsável pelo filme O Senhor dos Anéis se inspirou no cantor para criar o corpitcho do personagem Gollum. My precious!


9. Físico esse que aparentemente também apeteceu diversas moçoilas, na listinha de casos e namoricos estão: Debbie Harry, Angela Bowie (na época, casada com David Bowie), Nico (1938-1988), Bebe Buell, Patti Smith entre outras.

10. O músico já declarou que “é triste ser o avô do punk rock”. A gente discorda, Iggy! 😀


Sobre a Strip Me

Na música Lust For Life Iggy Pop canta sobre os prazeres de uma vida nada convencional, tanto que acabou virando o tema do clássico do cinema cult Trainspotting. Essa é a homenagem da Strip Me a um lema que também aderimos: o tesão pela vida! Está disponível na loja online, assim como diversas outras camisetas de bandas, camisetas de filmes e cultura pop. Dá um pulo lá: www.stripme.com.br e have fun!

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