10 Séries Memoráveis da HBO.

10 Séries Memoráveis da HBO.

Desde que se meteu a produzir séries nos anos 90, o canal HBO praticamente não errou a mão. Em meio a tanta série boa, a Strip Me selecionou as melhores pra você maratonar.

Para qualquer marca, um bom slogan é fundamental. Mas são poucas as que conseguem um slogan excelente, daqueles que, não só te remete ä marca de cara, mas que define a marca com exatidão. Da verdadeira maionese ao energético que te dá asas, sem esquecer, é claro, do barulho, diversão e arte, um grande slogan define uma marca por completo em poucas palavras. Certamente um dos slogans mais assertivos e brilhantes é o do canal de TV à cabo/produtora/canal de streaming HBO. “It’s not TV. It’s HBO.” O slogan é forte e preciso. Desde que se meteu a produzir séries, a HBO apresentou produtos com uma carga dramática, intensidade e qualidade visual que transcendem as séries de TV produzidas até meados dos anos 90, para alcançar um nível artístico bem mais alto, comparável aos grandes filmes do cinema. A primeira série que a HBO produziu foi Oz, em 1997. De lá pra cá, são dezenas de séries memoráveis com o selo HBO de qualidade. Garantia de que, mesmo sendo uma série de TV, não haverá economia ou pudor ao demonstrar violência e sexo ou proferir palavrões. O que torna tudo mais realista e intenso.

Entre tanta coisa boa, não é nada fácil selecionar 10 séries. Por isso, para essa lista, escolhemos as obras mais marcantes e emblemáticas. Lógico que ficou muita coisa de fora. Ficou de fora, por exemplo, Curb Your Enthusiasm, escrita e protagonizada pelo genial Larry David (co-autor de Seinfeld). Falando em Seinfeld, também não entrou a ótima Veep, protagonizada pela Julia Louis-Dreyfus. Ainda na onda da comédia, mas explorando outros caminhos, esbarrando no drama, tem a brilhante Six Feet Under, que também é excelente e também não está na lista. Sem falar de Big Little Lies, Euphoria, The Deuce, Westworld, The Leftovers e mais uma porrada de séries ótimas lançadas na última década. A HBO não pára de surpreender a gente com produções caprichadas. Para facilitar um pouco a nossa vida, elencamos as 10 séries escolhidas em ordem cronológica. Dessa forma fica mais nítido entender como o canal vem evoluindo exponencialmente, com produções cada vez melhores. Além disso, vaticinar que uma série é melhor que a outra é complicado, pois envolvem várias variáveis. Por exemplo, não dá pra comparar Sopranos com Succession ou Sex and the City com True Detectives. São mundos muito distantes, linguagens diferentes, não dá pra comparar. Se já deu trabalho selecionar esses 10 títulos, imagina ranquea-os entre melhores e piores…

Oz (1997 – 2003)

Essa foi a primeira produção da HBO. Uma estreia e tanto. Ainda que irregular, as primeiras temporadas são irretocáveis! Não é exagero dizer que a HBO começava um novo jeito de fazer TV. Retratando o dia a dia de uma penitenciária e seus detentos, Oz entrega um texto excelente, fotografia e edição muito competentes e atuações memoráveis de Ernie Hudson, Lee Tergesen, J.K. Simmons e Harold Perrineau, além, é claro de muita violência, nudez e palavrões, que se tornariam uma das marcas das produções da HBO.

Sex and the City (1998 – 2004)

Para equilibrar o excesso de testosterona de um bando de brucutus se estranhando na cadeia, Sex and the City  trouxe à tona o mundo feminino, como nunca antes havia sido retratado na televisão! De bobinha ou água com açúcar a série não tem nada! Pelo contrário. O roteiro é ótimo, com diálogos espirituosos e, por vezes, bem profundos. Depois que a série foi lançada, não faltam grupos de amigas que se identificam e se inspiram nas personagens vividas pelas atrizes Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon. Além da qualidade da obra como um todo, Sex and the City foi fundamental para pavimentar a estrada para muitas outras séries protagonizadas por mulheres e com um olhar feminino, como Gilmore Girls, por exemplo.

The Sopranos (1999 – 2004)

Foi com Sopranos que a HBO se estabeleceu como uma grande produtora de séries para a TV. Até então não havia nada parecido com os Sopranos. Uma série absolutamente mundana, realista e muito, mas muito bem feita! O texto é genial! Equilibrado, com humor, ação e drama, sem falar nas inúmeras e deliciosas referências aos clássicos filmes de máfia, o texto da série é impecável. Além disso, é uma série sobre relações familiares, acima de tudo, o que torna tudo mais interessante e complexo. Aqui a HBO alcançou nível de qualidade até então inatingível para programas de televisão.

Band of Brothers (2001)

Tecnicamente, Band of Brothers não é uma série, mas sim uma minissérie. Talvez nem deveria figurar nessa lista. Mas… está aqui porque é realmente uma das produções mais bem sucedidas e impactantes da história da TV. Além de brilhante, a série carregou até 2010 o título de produção mais cara da TV, tendo custado aproximadamente 125 milhões de dólares. Mas, olha, valeu cada centavo. A obra contou com Tom Hanks e Steven Spielberg como co-produtores e conta a história real da Companhia “Easy”, 2º Batalhão, 506.º Regimento de Infantaria Paraquedista dos Estados Unidos, que teve atuação notável na Alemanha e no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Esteticamente, a série é inacreditável de tão boa. O texto também é excelente e a cereja no bolo são os depoimentos dos reais personagens, relembrando cada situação. Uma obra realmente inigualável.

The Wire (2002 – 2008)

The Wire é uma série tão impactante e cheia de camadas, que chega a ser difícil descreve-la. Talvez seja a obra mais completa da HBO, por reunir um roteiro muito bem escrito e sem pontas soltas, ter uma carga dramática na medida certa e ser tão realista a ponto de ter cara de documentário. A série aborda o tráfico de drogas na cidade de Baltimore. O que torna The Wire tão incrível é que ela consegue abordar com profundidade todos os lados da situação, retratando o cotidiano dos policias, dos traficantes, dos políticos, dos usuários e da sociedade civil. Justamente por essa abordagem, a série não tem protagonista, apresentando várias histórias simultaneamente, o que acaba colocando a cidade de Baltimore como a real protagonista da série. Uma obra realmente brilhante e digna de ser maratonada. 

Game of Thrones (2011 – 2019)

Aqui é onde a coisa realmente chegou no ápice. Game of Thrones é facilmente a série mais bem produzida, mais cara, mais hypada e mais polêmica dos últimos anos. E a mais popular também, é claro. A obra escrita por George R. R. Martin é realmente estupenda. E longa, bem longa. Não dá pra ter certeza, mas é bem provável que os livros da franquia só venderam uma enormidade, após a série ser produzida. A trama cheia de violência, sexo e traições num mundo épico, de magia e reinos cobiçados pegou de jeito o gosto popular. GOT é a série mais bem sucedida da HBO, mesmo tendo um final decepcionante.

True Detective (2014 – 2019)

True Detective já chegou com os dois pés no peito. A primeira temporada tinha no elenco Matthew McConaughey, Woody Harrelson e Michelle Monaghan. Não tinha como dar errado! E não deu. A primeira temporada é impecável! Mas a séries se tornou errática. A segunda temporada, mais morna, saiu em 2015. E a terceira só veio em 2019. Ainda que cada temporada tenha um arco fechado, com personagens e histórias distintos, isso não justifica os altos e baixos. Mas, de maneira geral, o texto de True Detective agrada. Com um ar noir sedutor, uma vez entrando em contato com cada história, é difícil largar o osso. Não à toa é uma das séries mais aclamadas e mais populares da HBO, e uma das mais assistidas em streaming na HBO Max.

Succession (2018 – 2023)

Succession foi “descoberta” como uma grande série já na era dos streamings. Ou seja, ela foi veiculada no canal à cabo, sem grande repercussão, mas quando a HBO Max entrou em cena, em maio de 2020, não tardou para a série ser descoberta e cair nas graças do público. Não é para menos., trata-se de uma série cativante. Em primeiro lugar, o roteiro é irretocável. Apesar da realidade mostrada na série ser inatingível para a esmagadora maioria da população mundial, a trama é envolvente e permite que haja identificação do espectador com os personagens, porque, independente do poder aquisitivo, conflitos humanos, relações familiares e etc, são comuns a todo mundo. Mas vai além do texto. A fotografia é brilhante, cuidadosa e artística, e a edição imprime um ritmo irresistível. A série foi concluída neste ano, e o final é um dos melhores já vistos. Coisa rara, já que estamos tão acostumados a ver séries excelentes ganharem finais decepcionantes. Além disso tudo, Succession é uma verdadeira aula de capitalismo.

Chernobyl (2019)

Mais uma minissérie. E, tal qual Band of Brothers, Chernobyl merece figurar nessa lista por que é excelente! A começar pelo tema. O acidente nuclear de Chernobyl nunca foi explicado em detalhes para o mundo. O governo russo sempre jogou o assunto pra debaixo do tapete. Claro, a minissérie não é um documentário. Tem um pouco de ficção ali, personagens e situações que não existiram na realidade. Mas rolou uma pesquisa cuidadosa para contar como tudo aconteceu, incluindo a negligência de funcionários da usina nuclear, bem como de políticos. Chernobyl tem um alto nível de drama e suspense, que deixa o espectador grudado no sofá e faz querer assistir mais um episódio e mais um e mais um… É um roteiro muito bem escrito, uma ambientação de época irretocável e ótimas atuações. Uma minissérie para entrar pra história!

The Last Of Us (2023)

The Last of Us é um perfeito resumo da atualidade. Não a trama, claro, mas todo o seu entorno e sua concepção. The Last of Us foi lançado originalmente em 2013 como um jogo de vídeo game. De imediato, se tornou um sucesso, por ter um enredo muito bem escrito, desafiador e envolvente, onde um homem precisa proteger e escoltar uma criança num cenário pós apocalíptico repleto de zumbis. Em meio à matança de monstros e inimigos humanos perversos, o jogo apresenta conflitos pessoais de cada personagem, em especial Joel, o protetor, e Ellie, a criança, os protagonistas da parada. Quando a HBO resolveu levar o jogo para o streaming, fez tudo direitinho. Se fez valer do algoritmo de redes sociais, para saber o que chamaria mais a atenção do público, direcionou a escolha do elenco e da trilha sonora. E é lógico que funcionou perfeitamente. Junto a um roteiro trabalhado com muito esmero, e muito bem escrito, Pedro Pascal e Bella Ramsey estão perfeitos nos papéis principais. Por enquanto, a série só tem uma, e irretocável, temporada. Mas a segunda já está confirmada. Vamos aguardar.

Fala a verdade. Uma lista de respeito! Muita coisa ficou de fora, mas o mundo mágico (e com sangue pra car@#=%) da HBO é realmente muito vasto, e está aí para nos entreter, inspirar e divertir. E como barulho, diversão e arte é com a gente mesmo, a Strip Me não podia deixar de dedicar um post para essas séries maravilhosas e, claro, caprichar nas camisetas de filmes e séries, com estampas super descoladas e originais! Confere lá na nossa loja! Além das camisetas de cinema, tem as camisetas de música, arte, games, bebidas, cultura pop e muito mais. E no nosso site você ainda fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist sensacional com o que há de melhor nas trilhas sonoras das séries citadas no texto. HBO Top 10 Tracks.

Review: Kurt Cobain – Montage of Heck

Review: Kurt Cobain – Montage of Heck

“I think people want me to die because it would be a classic rock ‘n’ roll story.” (Eu acho que as pessoas querem que eu morra, porque isso se tornaria uma história clássica do rock); escreve um já estafado Kurt Cobain em um de seus diários. A diferença aqui é a forma inteligente como o diretor Brett Morgen aborda a questão.

Durante todo o documentário Montage of Heck, a condução do filme é dada pelo próprio Cobain. Suas pinturas, diários, esboços de músicas, letras e home vídeo caseiros se tornam o roteiro do filme. A narração, aliás, também é do próprio Kurt, o que dá ao filme um caráter ainda mais intimista e humano.

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Outra sacada genial é a forma como os desenhos, letras e anotações de Cobain ganham vida através de animações gráficas envolventes, numa linguagem do próprio músico.

Não que a história em si seja novidade pra alguém. O garoto caipira do subúrbio, que descobre nas artes e no rock and roll uma fuga para os problemas pessoais é caso corriqueiro em qualquer lugar do mundo. A diferença é forma como o filme escancara isso: a sensibilidade com que esse mesmo garoto traduziu essas questões de forma artística e urgente.

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O behind the scenes da vida de Cobain é o ponto alto. As imagens de arquivo da família gravadas em super 8mm do pequeno Kurt Cobain, ainda criança, interagindo com a câmera evocam uma espécie de predestinação. O pequeno menino loirinho de Aberdeen, com 4 anos, empunhando uma guitarra de brinquedo que se tornaria a última estrela do rock mundial.

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Esqueça os documentários clássicos que exibem apenas narração e fotos e mais fotos. Montage of Heck, que demorou 8 anos para ficar pronto, é especialmente um ótimo filme porque Courtney Love e Frances Bean (a filha de casal) liberaram para o diretor todo o acervo que continham do músico. Literalmente todo o acervo. E isso, no caso de Cobain, significa assistir a uma espiral tanto para a fama como para a tragédia.

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Montage of Heck é o documento definitivo de Kurt. Um filme que transcende a idolatria dos fãs e escancara o personagem e o ser humano Cobain, sob a ótica do próprio artista. É a visão de Kurt sobre si mesmo. Sem filtros. É trágico, emocionante e imperdível.

http://www.youtube.com/watch?v=cw5nZeptzEU

Ps: O filme entrará em cartaz também no Brasil, a partir de 12 de Maio. Ainda que não exista confirmação oficial, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre devem exibir o filme por tempo limitado.


 

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