Pista Livre

Pista Livre

Uma estrada sem fim, que vai se estreitando até o horizonte, um céu mesclado de azul, laranja e amarelo, que pode ser uma alvorada ou um entardecer, dos dois lados da estrada planícies de mato e rochas. Nenhum sinal de civilização, nenhum outro carro na pista, só o seu. Enquanto pisa no acelerador e contempla o céu, o vidro aberto deixa entrar um revigorante sopro de ar fresco. Você aumenta o volume e canta junto com Mick Jagger: “I’ll never be your beast of burden, I’ve walked for miles my feet are hurting”. O conjunto dessas imagens e sensações é chamado de Liberdade.

Photo by Maizal Najmi (2017)

Road trips fazem tão bem que deveriam ser receitadas por médicos periodicamente, como tratamento preventivo contra o stress e problemas cardíacos! Road trips deveriam ser um direito básico de todo ser humano. Tais viagens deveriam ser incentivadas e cada vez mais celebradas. As road trips são um patrimônio da humanidade. Se você ainda não experimentou uma viagem assim, se prepara. Vou te dar algumas dicas aqui.

Photo by Dominika Roseclay (2018)

Primeiro você decide se quer fazer essa viagem sozinho, com sua namorada, seu namorado, par romântico, crush, com sua esposa, ou marido, e filhos ou com alguns velhos amigos. Se você for sozinho, uma playlist bem elaborada é a coisa mais importante, a música será sua melhor amiga, é com ela que você vai conversar durante todo o trajeto. Viajar sozinho é o único caso em que o destino não importa. Você para onde quiser e quando quiser. A estrada também pode ser o cenário para grandes romances. Viajar com a namorada é uma ótima oportunidade de estreitar laços, curtir a companhia um do outro, parar no meio do caminho para curtir paisagens e por aí vai. O mesmo vale para a família. Uma road trip é uma ótima oportunidade para mostrar para o seu filho que não existem limites a serem conquistados neste mundo. Tudo é possível. Já uma viagem com velhos amigos… bom, a única garantia é que tudo pode acontecer.

Photo by Roman Odintsov (2019)

Estamos acostumados a ver nos filmes as longas viagens pelos platôs e cânions ressecados norte americanos, a eterna busca do oeste pela rota 66. Mas te garanto que na Améria do Sul você encontra estradas, caminhos, paisagens e destinos tão empolgantes e incríveis quanto os de Hollywood. Claro que você vai passar por algumas estradas esburacadas, mas vai valer a pena. Pode ser por caminhos litorâneos quentes e sedutores, os caminhos belos e montanhosos de Minas Gerais, os caminhos selvagens pelo Mato Grosso que te levam até os mistérios da Bolívia ou Colômbia, ou ainda o épico e deslumbrante trajeto dos antigos bandeirantes seguindo pelas serras catarinense e gaúcha até os desertos gelados da Argentina.

Photo by Simon Matzinger (2013)

O mundo e os valores da sociedade estão mudando, cara! Ainda bem! Você não precisa ter uma casa grande, uma carreira profissional quadradinha num escritório. Você precisa é viver! Ter experiências! Para isso, você só precisa de um bom carro, que pode ser seu ou simplesmente alugado, uma longa e seleta playlist musical, uma garrafinha térmica de café, muita água, alguns sanduíches ou salgadinhos, umas frutas e uma estrada que te encante e desafie. Ponha esse pé na estrada e vai viver!

Photo by Nick Bondarev (2018)

VAI FUNDO!

Para ouvir: Lógico que a gente tem uma playlist com 10 tracks para te inspirar a pegar a estrada! Confere lá!

Para assistir: Existem dezenas de grandes filmes que envolvem estradas e viagens. Assassinos Por Natureza, Thelma & Louise, Easy Rider, Pequena Miss Sunshine… mas a minha dica aqui é o maravilhoso Um Mundo Perfeito, dirigido por Clint Eastwood, protagonizado por Kevin Costner e lançado em 1993. Dá pra ver ele completinho no YouTube na faixa.

Para ler: Já falamos aqui sobre a Beat Generation, eu sei. Mas não dá pra falar de road trip e não citar, recomendar e exaltar o fundamental livro On The Road, obra máxima de Jack Kerouac. Uma verdadeira bíblia para quem quer passar um bom tempo na estrada.

Para ver: A fotógrafa Joanna Proffitt rodou os Estados Unidos um ano atrás com sua exposição “An Arizona Road Trip”, com fotos incríveis de cânions e desertos beirando as estradas do sul e oeste dos Estados Unidos. Boa parte destas imagens estão disponíveis no site da fotógrafa, na seção “Landscape”. Dá uma olhada.

Beat it!

Beat it!

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”. Às vezes eu acho que a cultura pop inteira se baseia neste célebre verso do William Blake. Pensa comigo: Começa que o Blake era um poeta do romantismo, assim como Rimbaud, Baudelaire, Lord Byron e tantos outros. O romantismo e o ultra realismo foram os gêneros literários que mais influenciaram os escritores da Geração Beat. Aldous Huxley, que não era um beatnik, mas foi um grande escritor inglês, usou este verso de Blake para nomear seu estudo sobre mescalina, onde relata suas experiências alucinógenas. Por sua vez, este livro do Huxley inspirou Jim Morrison a escolher o nome de sua banda, além de influenciar desde artistas como Bob Dylan até estudiosos como o controverso neurocientista Timothy Leary. Mas o que realmente une o romantismo dos séculos dezoito e dezenove, experiências alucinógenas, literatura, Jim Morrison e Bob Dylan é a Geração Beat.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se estabelecem como maior potência econômica do mundo. Surge o american way of life, baseado numa sociedade cristã, moralista e conformada. Ou seja, para a maioria das pessoas no país, famílias brancas de classe média, se não faltava comida na mesa, por quê se preocupar com questões como racismo, tabus sexuais e até mesmo filosofia ou questões existencialistas? Pois foi nessa época que alguns jovens que não aceitavam essa postura se conheceram na Universidade de Columbia, em New York. William Burroughs, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Lawrence Ferllinghetti eram todos estudantes aspirantes a escritores que tinham em comum o gosto por autores como William Blake, Rimbaud e Dostoiévsky, além de se ligarem em altas doses de álcool, maconha e muito jazz.

Não é exagero dizer que os escritores beat, principalmente Burroughs, Ginsberg e Kerouac, mudaram o mundo. Seus livros foram tão influentes que é possível nota-los, não só  na literatura, como na música e no cinema em obras lançadas 40, 50 anos depois. On The Road, de Jack Kerouac é considerado uma bíblia para onze entre dez hippies que viveram o auge do Flower-Power m 1967. Incluindo aí Jim Morrison, que não era propriamente um hippie, mas tinha o livro de Kerouac como modelo para seu estilo de vida. Bob Dylan, que ajudou a moldar o rock n’ roll como o conhecemos, também era ávido leitor dos beats e chegou a ter uma amizade próxima com Allen Ginsberg.

Mas, talvez o maior ícone desta geração, em especial para o rock n’ roll, seja William Burroughs. A encarnação da contradição, Burroughs descrevia todo o tipo de devassidão, acreditava no caos artístico e era usuário frequente do mais variado cardápio de drogas e alucinógenos. Mas se apresentava sempre num sóbrio terno cinza escuro com colete e chapéu. Era pacifista e libertário, mas tinham em casa uma coleção de armas de fogo. Apesar de seu estilo de vida autodestrutivo, Burroughs viveu até os 83 anos, quando morreu em 1997. Ao longo de sua vida, conviveu com diversos artistas da música, com alguns tendo uma convivência considerável, como foi o caso de Lou Reed e Patti Smith, ou encontros únicos, porém memoráveis como Michael Stipe (REM), Kim Gordon (Sonic Youth), Madonna, David Bowie e Kurt Cobain.

Falar sobre os Beats é missão árdua, pois há tanto o que ser dito e estudado. Em contra partida é extremamente prazeroso notar como genialidade gera genialidade. Assim se conectam Willian Blake, que morreu em 1827 com Kurt Cobain, que morreu mais de 150 anos depois, em 1994, através de uma geração de escritores que, entre uivos, almoços nus e pés na estrada, mudaram o mundo.

Que viagem!

Que viagem!

Convenhamos, as idas e vindas do Marty McFly para o passado e para o futuro, e até mesmo para um universo paralelo, foram um passeio no parque perto do que Jonas Kahnwald e o pessoal da cidadezinha de Winden passaram, não é mesmo? Crianças desaparecidas, seitas misteriosas, incidentes nucleares, apocalipse, traições, assassinatos e um vai vem temporal que não está no gibi! Não é à toa que Dark se tornou o assunto mais comentado do mundo pop das últimas semanas.

A série é uma produção alemã criada pelo jovem e talentoso cineasta Baran bo Odar e distribuída pela Netflix. Com 3 temporadas, a série começou em 2017 e foi concluída em 2020. Desde o seu lançamento, foi muito elogiada pela crítica e agradou o público. Não por acaso.

Dark nos apresenta a pequena cidade de Winden, na Alemanha, cercada de mistérios. Crianças que desaparecem, uma caverna esquisita e uma usina nuclear muito suspeita. Neste cenário, o jovem Jonas acaba descobrindo uma maneira de viajar no tempo. Começa então uma saga que envolve toda a comunidade da cidadezinha. Jonas, decidido a reparar os acontecimentos terríveis que presencia, precisa encontrar as respostas no passado, no futuro, ou num universo paralelo, onde ele talvez não exista.

Complicado, né? Você nem imagina, cara… Mas acaba que esse é um dos atrativos da série. O roteiro é brilhante e incrivelmente bem amarrado, dada essa complexidade toda. Os personagens são super bem construídos e se sustentam bem para dar corpo à trama. Também o trabalho dos atores é monumental. Outro destaque é a fotografia, que além de muito bem executada, ajuda a contar a história, discretamente mudando as tonalidades de acordo com o tempo que a cena se passa. A trilha sonora também arrebenta, vagando entre o gótico, pós-punk, eletrônico, rock, folk

Como eu disse no começo, são muitos os fatores que fazem desta série um verdadeiro fenômeno. O mistério que envolve o espectador, a complexidade desafiadora e que acaba recompensando o seu esforço para entender toda a trama com um final delicioso. Olha, é uma série que vale a pena maratonar. Corre lá que ainda dá tempo. Se bem que o tempo é relativo, né…

A gente veste a camisa do rock!

A gente veste a camisa do rock!

13 de julho! O dia mundial do nosso amado rock n’ roll! E a gente ama o rock porque ele é mais que um gênero musical, é um estilo de vida, uma expressão comportamental combativa e questionadora, além de ser sinônimo da mais pura e louca diversão! Enfim, é um troço muito amplo, né, cara ? Por isso, hoje vamos falar sobre um único aspecto: o estilo. Afinal, pouquíssimas manifestações artísticas influenciaram tanto a moda quanto esse tal de rock n’ roll.

Já podemos começar dizendo que foi o rock que popularizou de vez as T-Shirts. Ainda que a música não fosse a protagonista, a atitude rock n’ roll de Marlon Brando e James Dean no cinema da década de 1950 fez com que todo jovem usasse uma camiseta com uma jaqueta de couro por cima. E foi com essa imagem que surgiram, no final desta década, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash.

Nos anos 1960 rolou a british invasion e o estilo rocker de camiseta branca, jeans curtinho e jaqueta de couro evoluiu para o mod! Os mods usavam uns casacos mais estilosos, uns terninhos com gravata fina e abaixaram os topetes, usando o famoso corte de cabelo beatle. Além disso, também valorizavam as camisetas, que agora vinham estampadas, em especial com um alvo vermelho e azul, que se tornou o maior ícone dos mods.

Na década de 1970 rock n’ roll e moda ligaram-se ainda mais. Astros como David Bowie consideram a estética tão importante quanto a música, mais do que isso, uma coisa era parte da outra. Nessa esteira veio o punk, um verdadeiro liquidificador que rasgou roupas coloridas e sapecou alfinetes pra todo o lado! A roupa agora também era uma mensageira, como deixou claro Johnny Rotten, dos Sex Pistols, ao ostentar uma camiseta com os dizeres “Eu odeio Pink Floyd”.

Os anos 1980 foram claramente a época do exagero. O bom senso foi ali tirar uma soneca e a turma aproveitou para estufar os cabelos, fazer casacos com cores berrantes e ombreiras pontiagudas. Mas há de se dizer que a coisa já começava a se diversificar e não eram todas as bandas que tinham esse visual. Mas gente como os B 52’s tem muita culpa no cartório. Ainda bem que os anos 1990 chegaram com cheiro de espírito jovem e chutou isso tudo!

Liberdade! O movimento grunge nos libertou das amarras do glam para amarrar camisas de flanela na cintura da juventude! Aí era camiseta do Nirvana e do Pearl Jam pra todo lado, jeans rasgados, bermudas largas e tênis All Star. Claro que a moda explorou ao máximo essa onda. Mas realmente o sentimento de liberdade, de usar o que cada um quisesse, se intensificou.

De lá pra cá, não rolou nenhuma outra revolução estética tão marcante, e tudo se misturou. Mas o rock n’ roll continua o mesmo. Modas vem e vão, mas  o estilo e a atitude de quem vive o rock segue firme na música, no cinema e na moda, com camisetas que estampam quem você é, do que você gosta e no que você acredita!

Seja você mesmo e viva o rock n’ roll!

4 dicas de como usar camiseta recorte

4 dicas de como usar camiseta recorte

Na hora de criar um visual estiloso e que transmita a sua personalidade, optar pelas peças certas faz a diferença. As camisetas são versáteis e trazem conforto, então garantem um ótimo resultado. Mas será que você conhece a camiseta recorte?

O modelo recebe esse nome porque realmente parece ter sido “cortada” em uma determinada área. Ela tem uma proposta geométrica, em que as mangas podem ser de uma cor e o restante de outra. É uma alternativa ousada na medida certa, mas que ainda é bem fácil de combinar. Quer saber como usar essa proposta? Veja 4 dicas para acertar em cheio!

1. A escolha com jeans é totalmente à prova de erros

Se você estiver à procura de algo básico e que funcione de maneira casual, o jeans é o seu grande amigo. Essa peça vai com tudo no cotidiano e ainda garante que o principal destaque vá para a blusa.

A dica é escolher a lavagem de acordo com o padrão de cores. Se a parte na barriga for mais clara, vale apostar em uma lavagem menos intensa. Se for escura, o jeans preto funciona bem.

2. O visual com bermuda traz uma pegada descontraída

Para os dias em que a temperatura estiver mais alta, considere recorrer à bermuda. Essa opção, combinada com a camiseta recorte, cria uma proposta bem interessante e que valoriza o ar informal da peça.

Você pode escolher um short colorido em contraponto a uma peça neutra, por exemplo. Também é possível investir em uma alternativa estampada, como um listrado. Assim, brinca com a questão de linhas e de formas geométricas. A no estilo pocket é uma ótima alternativa para esse look. O desenho divertido de bolso tem tudo a ver com a leveza trazida pela peça curta.

3. A versão com calça social foge do esperado para a camiseta recorte

A expectativa é utilizar a peça com uma alternativa menos séria e sóbria, certo? Mas essa não é uma regra e você pode, sim, adotar uma proposta que foge dos padrões — basta recorrer à alfaiataria.

Uma calça social, por exemplo, é um contraponto diferente para a roupa e faz com que crie um visual alternativo e cheio de estilo. Também pode investir em um blazer, o que dá um charme-extra para uma produção que vai contra qualquer expectativa.

A proposta funciona melhor para celebrações e eventos casuais, mas que não sejam tão informais. Assim, é possível aproveitar ao máximo a peça!

4. A sobreposição de blusas e jaquetas complementa o visual

Além do mais, dá para pensar no uso diferenciado ao adicionar outras peças. Depois de combinar a camiseta recorte com um jeans básico, você pode incluir uma jaqueta de couro se quiser criar uma ideia biker. Já uma sobreposição de camisa xadrez traz uma mistura de formas e cores que é bem-vinda.

Usar essa peça como uma de várias camadas ajuda a montar um estilo alternativo e que, em alguns casos, tem inspiração no rock. É a melhor opção para quem quiser fugir o visual “certinho” das linhas retas.

Com as sugestões, usar a camiseta recorte fica muito mais fácil e adaptado ao seu estilo. Basta escolher as peças que têm a ver com a sua personalidade para aproveitar!

Curtiu as dicas? Agora que aprendeu a usar a camiseta recorte, acesse o nosso site e escolha já a sua!

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