Cultura pop sem fronteiras: Os 10 artistas latinos mais influentes nos Estados Unidos.

Cultura pop sem fronteiras: Os 10 artistas latinos mais influentes nos Estados Unidos.

A cultura pop norte americana indiscutivelmente influencia boa parte do mundo. Mas ela está longe de ser unicamente estadunidense. A Strip Me elencou 10 artistas latinos que deixaram sua marca e um colorido a mais na cultura pop dos EUA.

José Carlos de Brito e Cunha, mais conhecido simplesmente como J. Carlos, foi um dos maiores desenhista do Brasil no início do século XX. Chargista implacável, fez caricaturas históricas de boa parte dos presidentes da República Velha. Em 1941 Walt Disney fez uma viagem pela América do Sul, e em sua passagem pelo Brasil se encantou com as paisagens do Rio de Janeiro, com o samba e com os desenhos magníficos de J. Carlos. Disney fez questão de conhecer J. Carlos, e logo os dois se tornaram amigos. Antes de voltar para os Estados Unidos, Disney convidou J. Carlos a se mudar para Los Angeles e trabalhar nos estúdios Disney. O brasileiro recusou o convite, e presenteou o amigo estadunidense com um desenho de um papagaio abraçado ao Pato Donald. Em agosto de 1942 era lançada mundialmente a animação Saludos, Amigos!, uma produção dos estúdios Disney apresentando um novo personagem, que apresentava as belezas do Rio de Janeiro a um atônito Pato Donald ao som de Aquarela do Brasil. Era Zé Carioca, um papagaio que, reza a lenda, é igual ao desenho feito por J. Carlos. É o que diz a lenda, porque tal desenho do cartunista brasileiro nunca mais foi visto, e Walt Disney nunca sequer o mencionou como “inspiração” para criar o Zé Carioca, que se tornaria um dos personagens mais populares da Disney no final da primeira metade do século XX.

Histórias como essa são mais comuns do que se imagina. A cultura pop que consumimos vem essencialmente dos Estados Unidos. Mas ela é encharcada de influências, referências e, muitas vezes, feita por artistas estrangeiros, especialmente da América Latina. Para ficarmos na seara da animação, basta dizer que um dos filmes mais vistos em 2011 foi a animação Rio, criação do brasileiro Carlos Saldanha, arrecadou de bilheteria quase 500 milhões de dólares no mundo todo, sendo que só nos Estados Unidos, a arrecadação foi de 143.6 milhões de dólares. Ou seja, a cultura pop não só é feita a partir de elementos de diferentes nacionalidades, como o próprio público norte americano consome esse conteúdo com fervor. Para celebrar esse mundo sem fronteiras e que abraça culturas de diferentes nacionalidade, a Strip Me apresenta os 10 artistas latinos que exerceram (e ainda exercem) grande influência na cultura pop dos Estados Unidos.

Ritchie Valens

A passagem de Ritchie Valens por este mundo foi breve. Mais breve ainda foi sua carreira musical. Entretanto, seu nome é lembrado até hoje e sua obra ajudou a moldar a música pop e o rock n’ roll como os conhecemos. Ele nasceu na California. Seus pais eram mexicanos, o que fez com que ele assimilasse muito a cultura do México, mas também consumia o que era feito nos Estados Unidos. O cinema e o bebop, e posteriormente o rock, fizeram com que ele se dedicasse ainda muito jovem a aprender a tocar guitarra. Aos 16 anos de idade, formou sua primeira banda, cuja formação era o puro suco da América: a banda chamada Satellites era formada por dois negros, um americano de ascendência mexicana e um de origem japonesa. Meses depois, influenciado por um grande empresário que investiu nele, Ritchie Valens se tornou artista solo e decolou com o sucesso Come On Let’s Go. Em 1958 emplacou a balada Donna. Consolidado como hitmaker, insistiu em gravar uma versão de uma música tradicional mexicana, cantando em espanhol mesmo. La Bamba foi seu maior sucesso, mudou um pouco a cara do rock, até então meio engessado no mesmo formato. Ritchie Valens estava a bordo do avião, que também levava Buddy Holly The Big Bopper, e se acidentou no estado de Iowa, no dia 3 de fevereiro de 1959. Evento que ficou conhecido como “o dia em que a música morreu”.

Cheech Marin

Outro californiano filho de mexicanos, Cheech Marin, ao lado de Tommy Chong, literalmente abriu um novo caminho na cultura pop, dando protagonismo a dois maconheiros convictos, sendo um deles um imigrante mexicano (o personagem de Cheech Marin). A dupla Cheech & Chong foi um sucesso arrebatador, dando início a um novo gênero de comédia, com uma pegada mais alternativa e rock n’ roll que influenciaria artistas da música, como Willie Nelson, da comédia, como George Carlin e do cinema ao inspirar, por exemplo, os irmãos Coen a desenvolver o personagem Jeffrey “The Dude” Lebowski. A duple Cheech & Chong protagonizou mais de 10 filmes, e Cheech Marin se tornou um dos atores mais requisitados de Hollywood, atuando em filmes e em séries de TV aos montes. Claro que na dublagem brasileira, mas a célebre frase que abre a música Queimando Tudo, clássico da banda Planet Hemp, é ninguém menos que Cheech Marin, displicente dizendo “Ah, desde que eu nasci que eu fumo!”

Tom Jobim

O nosso maestro maior não poderia estar de fora desta lista. Afinal, a bossa nova foi reverenciada no mundo todo, porém, nos Estados Unidos a coisa foi além. Literalmente a bossa nova foi incorporada a um dos gêneros mais originais dos Estados Unidos, o jazz. Tanto é que o saxofonista Stan Getz gravou mais de um disco dedicados somente ao gênero brasileiro, até mesmo Quincy Jones foi influenciado pelo nosso som, dedicando também um disco inteiro a bossa nova, que inclui a clássica Soul Bossa Nova. Claro, a bossa nova foi um movimento articulado por vários músicos, em especial João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e etc. Mas foi Tom Jobim quem chegou mais longe fora do Brasil, gravando um disco com Frank Sinatra e levando Garota de Ipanema a ser uma das músicas mais regravadas do mundo. Constatar ainda hoje essa influência imensa de Tom Jobim é fácil. Basta notar que em muitos, mas muitos mesmo, filmes de Hollywood, virou e mexeu tem uma bossinha rolando na trilha sonora.

Walter Salles

Mais um brasileiro nessa lista. No cinema, em especial no cinema cult, Walter Salles é visto como um grande cineasta. Aqui no Brasil encabeçou o movimento Cinema de Retomada, que rolou ali em meados dos anos 90 e fez o cinema brasileiro voltar a ser profissional e relevante. A indicação de Central do Brasil ao Oscar de melhor filme estrangeiro abriu as portas do cinema norte americano para Salles. De cara ele emplacou o excelente Diário de Motocicleta, até conseguir chegar onde muitos cineastas, incluindo nomes como Francis Ford Coppola, sonharam, mas não conseguiram realizar: adaptar para o cinema o emblemático livro On The Road, a bíblia beat de Jack Kerouac. O estilo de filmagem de Walter Salles, que consegue um equilíbrio encantador entre o o cinema underground e o pop, chama cada vez mais a atenção e certamente já influencia diretores mais novos, como os talentosos Ari Aster e Sam Levinson. Sobre Ainda Estou Aqui, falaremos depois que ganharmos o Oscar.

Carlos Santana

Santana ganhou um certo ar de bruxo da guitarra. Certamente isso se deve ao elevado grau de espiritualidade e mística que seu som emana. E esse som só foi possível por Santana se ligar que não dá pra ter fronteiras na música. Ainda pouco conhecido e com apenas um disco lançado naquele mesmo ano, Santana foi um dos maiores destaques do festival de Woodstock, em 1969. A percussão hipnótica e os solos psicodélicos de Soul Sacrifice arrebataram a multidão durante uma das tardes do evento. Carlos Santana nasceu em 1947, no México. Ele começou sua jornada musical sob forte influência do pai, um violonista mariachi. Porém, ao se mudar para os Estados Unidos na adolescência, ele mergulhou no blues e no rock, absorvendo influências de B.B. King, John Lee Hooker e Gábor Szabó. Nos anos 70, álbuns como Abraxas e Santana III consolidaram seu estilo e trouxeram hits como Black Magic Woman e Oye Como Va, uma releitura de Tito Puente, que mostraram como o rock pode abraçar o ritmo latino sem perder a potência. Enquanto o rock progressivo e o hard rock dominavam as paradas, Santana provava que havia espaço para um som mais espiritual, dançante e multicultural.

Alejandro G. Iñárritu

Nascido na Cidade do México, em 1963, Iñárritu começou sua carreira no rádio e na publicidade antes de enveredar pelo mundo do cinema. Sua estreia como diretor veio com Amores Brutos, um drama cru e visceral que entrelaça diferentes histórias. O filme foi um sucesso estrondoso, conquistando prêmios internacionais e colocando o nome de Iñárritu no radar de Hollywood. Assim, em seguida, com 21 Gramas e Babel, completou sua chamada “Trilogia da Dor” e deu uma nova cara para o cinema. Iñárritu não apenas levou uma estética inovadora para Hollywood, mas também desafiou a indústria a pensar de maneira diferente. Seus filmes lidam com temas universais como identidade, imigração, alienação e sobrevivência, tornando-se essenciais para o cinema contemporâneo. Além disso, ele foi um dos expoentes da chamada “Onda Mexicana” em Hollywood, ao lado de Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro, provando que o cinema norte americano está longe de ser uma arte exclusivamente anglo-saxã.

Jennifer Lopez

J.Lo é filha de porto-riquenhos, cresceu no Bronx, New York, ouvindo salsa, pop e R&B, influências que mais tarde definiram seu estilo musical. Essa receita se mostrou certeira. Seu disco de estreia, On the 6, de 1999, foi um sucesso imenso, ajudando, inclusive, a catapultar a carreira da cantora também como atriz em Hollywood. Jenniffer Lopez tem uma carreira musical e como atriz repleta de grandes sucessos, mas sua importância para a cultua pop vai muito além disso. J.Lo quebrou barreiras para os latinos na indústria do entretenimento. Antes dela, era raro ver uma artista de origem latina dominar as paradas pop e o cinema ao mesmo tempo. Sua ascensão abriu portas para estrelas como Shakira, Bad Bunny e Rosalía. Ela também redefiniu padrões de beleza e representatividade. Seu corpo curvilíneo desafiou os padrões eurocêntricos de Hollywood e ajudou a mudar a forma como a mídia via a diversidade de corpos femininos. Enfim, uma diva pop pra ninguém botar defeito!

Sofía Vergara

Sofía Vergara é colombiana e começou sua carreira como apresentadora de TV e modelo. Após chamar a atenção de alguns produtores norte americanos, ela abraçou sua grande chance em 2009, quando foi escalada para viver Gloria Pritchett em Modern Family, uma das sitcoms mais bem-sucedidas da história da TV americana. Com seu timing cômico impecável e sua representação autêntica de uma mulher latina forte e engraçada, Sofía rapidamente se tornou uma das personagens mais queridas da série. Sofía Vergara desafiou estereótipos e, ao mesmo tempo, trouxe visibilidade para as mulheres latinas na TV americana. Antes dela, os papéis destinados a atrizes latinas muitas vezes se resumiam a personagens secundárias e estereotipadas. Seu sotaque carregado, que poderia ter sido um obstáculo, virou uma marca registrada e um símbolo de orgulho latino. Em vez de tentar esconder suas origens, Vergara usou sua autenticidade como uma vantagem. Fora das telas, Sofía construiu um império empresarial, com linhas de roupas, perfumes e produtos de beleza, tornando-se uma das mulheres latinas mais influentes dos negócios nos Estados Unidos.

Shakira

Shakira Isabel Mebarak Ripoll nasceu na Colômbia em 1977, descendente de famílias libanesa e colombiana. É uma das poucas cantoras de música pop que compõe seu próprio material. E ela começou a compor desde cedo, já impregnada de influências culturais multiétnicas de sua família, misturando isso ao rock, ao pop e R&B. Nos anos 90, ela conquistou o mercado latino com álbuns como Pies Descalzos e Dónde Están los Ladrones?, que trouxeram hits como Estoy Aquí e Ojos Así. Sua autenticidade e versatilidade já eram evidentes, mas foi no início dos anos 2000 que ela deu um salto rumo ao estrelato global. Shakira fez uma transição inteligente para o mercado norte-americano ao lançar Laundry Service, seu primeiro álbum em inglês, em 2001. Daí em diante, ela não parou de crescer. Sua apresentação no Super Bowl 2020, ao lado de Jennifer Lopez, foi um marco na representatividade latina, reafirmando a influência da cultura hispânica nos Estados Unidos. No fim, Shakira não apenas levou a música latina para o topo das paradas norte americanas, ela ajudou a redefinir o que significa ser uma estrela pop global.

Guillermo del Toro

Guillermo del Toro cresceu no México dos anos 70 fascinado por histórias de terror, literatura gótica e monstros clássicos. Essa paixão foi nutrida desde cedo por cineastas como Alfred Hitchcock e o herói mexicano El Santo, além da estética sombria das histórias de H.P. Lovecraft. Ele começou jovem no cinema como maquiador de efeitos especiais, o que lhe deu uma visão detalhada sobre o design de diferentes criaturas, o que lhe seria muito útil no futuro. Mesmo sendo um cineasta de nicho, del Toro conseguiu algo raro: ser respeitado tanto pela crítica quanto pelo público. Seu talento para equilibrar terror, emoção e beleza visual fica evidente em Círculo de Fogo, por exemplo, um blockbuster que homenageia os filmes de monstros japoneses. No entanto, sua consagração veio com A Forma da Água, uma história de amor entre uma mulher muda e uma criatura aquática. O filme rendeu a del Toro o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme, tornando-o um dos poucos latinos a conquistar essa honraria. Guillermo del Toro não apenas trouxe novas perspectivas para Hollywood, mas também quebrou barreiras para cineastas latinos. Seu trabalho celebra os monstros como metáforas para a humanidade e transforma o horror em poesia.

Se tem uma coisa que a cultura pop dos Estados Unidos nunca conseguiu evitar foi a influência latina. Ainda bem! Apesar do discursinho vazio imperialista que pinta os Estados Unidos como uma ilha cultural autossuficiente, a verdade é que o país sempre dançou, cantou e vibrou ao som de diversos ritmos. Da música ao cinema, da televisão à literatura, a cultura norte americana seria infinitamente mais pobre sem esse tempero. Ainda bem também que a Strip Me respira e se inspira com essa latinidade, com a nossa brasilidade e com a convergência de culturas, de onde quer que elas venham! Nossas camisetas de cinema, música, cultura pop, arte e muito mais, reforçam, com muito estilo e originalidade, que não tem muro ou fronteira que a arte não consiga transpor.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada com o que de melhor os artistas da música citados neste texto produziram. Sem Fronteiras Top 10 tracks.

10 atores/atrizes brasileiros que fazem sucesso na gringa.

10 atores/atrizes brasileiros que fazem sucesso na gringa.

Isso não é exatamente novidade, mas cada vez mais artistas brasileiros se destacam em séries e filmes internacionais. A Strip Me listou os 10 mais famosos.

Hollywood é o grande palco dos sonhos no universo cinematográfico. E, ao longo dos anos, diversos atores e atrizes brasileiros têm provado que o talento tropical pode brilhar intensamente sob os holofotes internacionais. Em performances marcantes e grandes papéis em blockbusters, nossos artistas têm deixado sua marca ao redor do mundo. Claro, para chegar lá é preciso enfrentar uma longa jornada de muito trabalho, estabelecer uma rede de contatos confiável, ultrapassar a barreira linguística, encarar alguns preconceitos e, acima de tudo, ter muito talento. Ainda bem que aqui a gente é brasileiro e não desiste nunca.

E muita gente encarou essa jornada toda e se deu bem. E quem abriu essa porteira com seus balangandãs e borogodó foi a inesquecível Carmen Miranda, que não consta nessa lista justamente por ser tão importante e já ter um texto todinho dedicado a ela aqui no blog. Para ler é só clicar aqui. Mas a lista de grandes atores e atrizes brasileiros que se deram bem nos Estados Unidos e também na Europa é consideravelmente longa. E é importante dizer que a gente importa talentos não só na atuação, mas tem muito brasileiro que manda bem demais trampando no cinema internacional como fotógrafos, editores, sonoplastas, maquiadores, figurinistas… enfim. Mas hoje a Strip Me destaca os 10 atores e atrizes mais conhecidos na gringa. Confere aí.

José Wilker

Sem dúvida, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. José Wilker foi um mestre no teatro, no cinema e na televisão. Ainda que não tenha tido uma carreira internacional muito prolífica, atuou em pelo menos dois filmes gringos que receberam notoriedade. O principal deles foi Medicine Man, onde Wilker atuou ao lado de ninguém menos que Sean Connery. O longa se passa na Amazônia e fala sobre um curandeiro que parece ter encontrado uma planta com propriedades altamente curativas. Além de contar ainda com Lorraine Bracco no elenco, o filme é dirigido pelo John McTiernan, o homem responsável por filmes como Duro de Matar, O Predador, O Último Grande Herói e Caçada ao Outubro Vermelho, e tem trilha sonora assinada por Jerry Goldsmith, compositor das trilhas de filmes como Poltergeist, os três filmes da franquia Rambo, Gremlins e Alien.

Sônia Braga

Depois de Carmen Miranda, certamente Sônia Braga foi a atriz que alcançou maior sucesso em Hollywood. Além de seu talento incontestável, sua beleza incomparável conquistou os norte americanos. Prova disso é sua extensa filmografia, onde dos 51 filmes em que atuou, mais de 20 são produções estadunidenses. E não estamos falando de filmes desconhecidos onde ela faz um papel coadjuvante qualquer. Ela já atuou ao lado de gente como Willian Hurt, Clint Eastwood, Robert Redford, Raul Julia, Charlie Sheen e muitos outros. Para fugir dos óbvios O Beijo da Mulher Aranha e Luar Sobre Parador, destacamos aqui o empolgante filme The Rookie, longa dirigido e protagonizado por Clint Eastwood. Foi lançado em 1990 e, apesar de não ter tido tanta repercussão na época, vale a pena conferir. Ah, sim, e vale mencionar também que ela participou de séries como Sex and the City e Luke Cage, mostrando que talento não tem prazo de validade.

Seu Jorge

Mais conhecido por sua excelente obra musical, Seu Jorge também surpreendeu como ator em produções brasileiras e internacionais. Ele interpretou Pelé dos Santos no cultuado A Vida Marinha com Steve Zissou, de Wes Anderson, onde encantou o público com versões em português de músicas de David Bowie. Sua naturalidade em cena e carisma deram todo um charme a mais para o longa. Tanto que Wes Anderson voltou a contar com a atuação de Seu Jorge no recente Asteroid City. Ainda assim, nada que ele tenha feito no cinema supera sua brilhante atuação no insuperável curta Tarantino‘s Mind ao lado de Selton Mello.

Maria Fernanda Cândido

Depois de ficar conhecida nacionalmente como a Paola, da novela Terra Nostra, e seu sotaque italiano caricato, a excelente atriz Maria Fernanda Cândido teve sua estreia no cinema internacional justamente num filme italiano. Il Traditore, dirigido por Marco Bellocchio, foi lançado em 2019 e narra a história real do mafioso Tommaso Buscetta. O filme foi muito elogiado naquele ano em Cannes e abriu as portas das produções estrangeiras para atriz. Dali em diante ela participou de mais uma produção italiana, Bastardi a Mano Armata (2021), uma francesa, Les Chambres des Merveilles (2023), e uma grande produção hollywoodiana do universo Harry Potter, o filme Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Ela participou também de uma ótima série chilena chamada El Presidente, que retrata o escândalo de corrupção da FIFA deflagrado em 2015.

Gabriel Leone

O jovem Gabriel Leone ganhou notoriedade por aqui recentemente por interpretar Ayrton Senna na série biográfica do piloto na Netflix. Mas ele já vinha chamando a atenção por suas atuações em novelas e na série brasileira Dom. Em 2023 já chegou chegando no mercado internacional com um papel relevante no ótimo filme Ferrari, de Michael Mann. Além disso, já está confirmado no elenco da nova temporada da série dos irmãos Russo, Citadel. Com apenas 32 anos de idade e muito talento, certamente ainda vem muita coisa boa por aí na carreira de Gabriel Leone.

Bruna Marquezine

Aqui no Brasil Bruna Marquezine é a personificação da palavra celebridade. Ficou muito famosa por atuar em novelas e séries brasileiras, ganhou status de sex symbol, protagonizou um relacionamento conturbado com um jogador de futebol… e para completar o pacote, vem ganhando destaque no cinema internacional. Sua primeira aparição em produção gringa foi no filme cult Breaking Through, de John Swetnam, lançado em 2015. Mas foi em 2023 que ela conseguiu um papel de destaque numa grande produção, o longa Besouro Azul, uma produção da DC Comics, que vem engrossar esse caldo de filmes de super heróis dos quadrinhos. Marquezine assinou contrato com a UTA (United Talents Agency), uma das maiores agências de atores e atrizes dos Estados Unidos. Portanto, é certo que novos papéis em Hollywood logo logo vão pintar para ela. Até porque, desde 2019 ela já pode ser considerada uma celebridade internacional, já que desfila como modelo nos principais eventos de moda do mundo, como a New York Fashion Week, Semana da Moda de Milão e Paris Fashion Week, desfilando por marcas como Dolce & Gabbana.

Wagner Moura

O baiano Wagner Moura conquistou o Brasil como o Capitão Nascimento em Tropa de Elite, mas foi sua atuação impecável como Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix, que o lançou de vez no cenário internacional. Sem ser falante nativo do espanhol, Moura não apenas aprendeu o idioma, mas também deu vida a um dos personagens mais complexos da história da TV. A performance lhe rendeu indicações a prêmios importantes e consolidou sua carreira fora do Brasil. Isso sem falar nos impagáveis memes, em especial do Pablo Escobar contemplativo. Mas a carreira internacional de Wagner Moura começou antes de Narcos, e em grande estilo. Em 2013 integrou o elenco do longa-metragem de ficção científica estadunidense Elysium, contracenando com Matt Damon e Jodie Foster. Desde então, a carreira internacional do ator vem deslanchando, ele já participou de produções pequenas, mas muito elogiadas, como o longa de 2019 Wasp Network, de Olivier Assayas, até produções hollywoodianas como Agente Oculto, de 2022 e Guerra Civil, de 2024.

Morena Baccarin

Morena Baccarin é brasileira, mas passou boa parte de sua vida nos Estados Unidos. Isso certamente ajudou muito para que ela conseguisse consolidar uma carreira de atriz por lá. Ela começou se destacando em séries como Firefly e Homeland, nessa sendo indicada ao Emmy, inclusive. Mas foi na série Gotham que ela realmente mostrou a que veio. Nada mais justo, afinal, quem nasceu no Rio de Janeiro, como ela, tira de letra a violência da cidade do Batman. Já no cinema propriamente dito, ela ganhou notoriedade interpretando a namorada de Wade Wilson, no filme Deadpool, da Marvel. Reconhecimento merecido aliás, até porque não deve ter sido fácil aturar as piadas de quinta série do herói que ela namorou no filme.

Rodrigo Santoro

Rodrigo Santoro é outro nome indispensável nessa lista. Ele começou sua carreira internacional em filmes como Simplesmente Amor, de 2003, mas sua transformação como o Rei Xerxes em 300, de 2006, foi o turning point de sua carreira. Além de Hollywood, Santoro também conquistou espaço em produções latinas e europeias. Com mais de 30 filmes nas costas, sendo pelo menos uns 15 estrangeiros, Santoro já está com sua carreira internacional mega consolidada, o que nos permite aqui simplesmente relembrar seus pequenos deslizes, como a breve (e embaraçosa) participação na série Lost e o intragável filme As Panteras Detonando.

Alice Braga

Seguindo os passos de sua tia Sônia, Alice Braga despontou logo como uma excelente atriz. Fez seu nome atuando muito bem no excelente Cidade de Deus, de 2002. Como o filme teve projeção internacional, ela acabou chamando a atenção na gringa. Estreou lá fora em 2006, ao lado de Brendan Fraser, Mos Def e Caralina Sandino Mereno em Journey To The End Of The Night, que não é um baita filme, mas é um bom entretenimento. Em seguida já conseguiu um papel de destaque, co protagonizando o filme Eu Sou a Lenda, de 2007, com Will Smith. Alice Braga carrega uma filmografia de 34 filmes, sendo 22 estrangeiros. É de encher a tia Sônia de orgulho! E todos nós, brasileiros, também, é claro.

E o que faz com que tantos brasileiros estejam se dando bem na indústria cinematográfica internacional? A resposta é uma só, e está lá no começo deste texto. É o borogodó que só a gente tem, é claro! De Carmen Miranda a Alice Braga De José Wilker a Gabriel Leone, o brasileiro chega lá e entrega o serviço bem feitinho e com um temperinho a mais. Não há quem resista. Assim como não dá pra resistir a imensa variedade de produtos da Strip Me, que exalam brasilidade por todas as fibras! Camisetas de cinema, música, cultura pop e muito mais, além de bonés, bermudas, ecobags e outros acessórios. Cola no nosso site pra conferir e ficar por dentro de todos os lançamentos.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist delícia com artistas brasileiros que fazem sucesso na gringa. Brasil for export top 10 tracks.

10 coisas que você só encontra no verão brasileiro.

10 coisas que você só encontra no verão brasileiro.

Da piscina de plástico à praia, pro brasileiro não tem tempo ruim. E é no verão que isso se cristaliza. Originalidade, criatividade, bom humor e muita diversão fazem do verão brasileiro o melhor do mundo. E a gente pode provar. A Strip Me apresenta 10 coisas que só se vê no verão do Brasil.

Praias paradisíacas do Caribe, cruzeiros luxuosos no Mediterrâneo, festas louquíssimas em Ibiza, os outlets em Miami, beleza e choque de culturas na Indonésia… tudo isso é muito lindo, muito legal. Mas se você quer aproveitar o verão com versatilidade, alegria, bom humor e muito borogodó, não tem lugar melhor que o Brasil. Um lugar onde a cerveja gelada e o filtro solar disputam a mais alta posição de prioridade, onde cada cidadão ganha credencial de metereologista pra dizer se vai chover ou não antes de combinar o rolê (e se chover também, fod@-se, vamos beber do mesmo jeito), onde a dancinha do hit do verão é infalível. Nosso verão é mesmo mágico!

E tudo isso, claro, graças ao brasileiro, que sabe se virar muito bem com o que tem à mão. Se não tem praia, tem laje, se não tem sorvete, tem geladinho. Viaja pra praia pra fazer churrasco, faz um parque aquático no quintal de casa com ducha, piscina de plástico e mangueira. Olha, é muita coisa. A Strip Me selecionou 10 coisas que você só encontra no verão do brasileiro. Se prepara, que com certeza, você vai se reconhecer em pelo menos metade dessa lista.

Piscina de plástico.

Começamos com um clássico dos quintais brasileiros. A princípio, um produto destinado às crianças, mas pode facilmente se transformar num paraíso inflável que faz do fundo da sua casa um clube exclusivo, onde adultos se refestelam sentados confortavelmente, bebericando cerveja e saboreando um tira gosto qualquer, que está num prato que boia na piscina sobre a tampa de plástico de um cooler.

Bronzeado na laje.

Não é todo mundo que consegue ir pra praia no verão. Não só isso, a maioria dos brasileiros não só não pode ir para a praia, como está trabalhando. Mas é isso que vai impedir que o brasileiro ostente um bronzeado caprichado? Quer vai impedir a brasileira de ficar com aquela charmosa e característica marquinha de biquini? É claro que não! É para isso que existe a laje! O rooftop tupiniquim. Um lugar não só onde é possível se deitar confortavelmente para tomar sol, mas que também pode ser palco para altos churrascos e pagodes. E se na laje tem uma piscina de plástico, aí o bagulho fica louco, é rooftop área vip!

Gelinho, geladinho ou sacolé.

O nome vai variar de acordo com a região do Brasil. Consiste numa iguaria doce e refrescante que encanta crianças e adultos no verão. É simplesmente um saco plástico comprido onde é colocado suco de fruta ou leite com achocolatado e levado ao freezer para congelar. Uma vez congelado, está pronto para ser saboreado. Basta mordiscar uma das pontas e ir sorvendo aos poucos o líquido que vai derretendo. Tal qual a piscina de plástico, o gelinho foi concebido para saciar e refrescar serelepes crianças em férias escolares. Mas pode facilmente ser adaptado para o mundo dos adultos. Imagine o suco de limão adoçado, adicionado a uma dose de cachaça, congelado no saquinho. É praticamente um sorvete de caipirinha.

Fila do pão em padaria de cidade litorânea.

Os abençoados que conseguem viajar para praia nas férias de verão, vivenciam algumas dessas nossas peculiaridades de verão. Uma delas é a indefectível e plural fila do pão. Em especial nas pequenas cidades litorâneas, que tem sua população triplicada nessas temporadas, as poucas padarias existentes ficam lotadas pela manhã, com pessoas em busca de um pãozinho fresco para o café da manhã. Formam-se filas. E é onde a mágica acontece. A grande maioria ali está de férias, de bem com a vida, então, essas filas tornam-se um local de bate papo, onde fala-se de amenidades, se o dia vai dar praia ou não e etc. Ainda que a fila esteja grande, muitas vezes o papo é tão bom, que quando você vê, já chegou sua vez.

Ducha no quintal.

Mais um clássico do verão brasileiro. Ter no quintal uma bela ducha. A lógica é bem simples. Tá ali no quintal uma galera, amigos e/ou família. Churrascão rolando a mil, animação, Gino e Geno estourando na caixa de som e o calor de rachar mamona que não dá trégua. A solução para aplacar o calor é simples. Vai lá, toma aquela ducha caprichada e volta para o bate papo, molhado mesmo. Ducha no fundo de casa no sábado de tarde é simplesmente um clássico BR.

Água de coco.

Vá lá, o consumo de água de coco não é exclusividade nossa. Mas o Brasil está entre os 5 maiores produtores e exportadores tanto do coco verde, quanto da água de coco envasada. E não tem brasilidade maior do que parar aquela caminhada debaixo de um sol escaldante e comprar uma água de coco geladinha, ficar ali naquela expectativa enquanto o coco é aberto. Seja na praia ou no parque no meio da cidade, a água de coco é um dos mais deliciosos combustíveis do brasileiro no verão.

Esportes e competições de areia.

Voltando a falar da praia, este ambiente democrático e plural onde a gente vai pra curtir o calorão em toda a sua plenitude. Afinal, tá tudo bem ficar debaixo do sol suando em bicas, já que tem aquele mar maravilhoso te esperando com ondas convidativas. Entre tantas diversões possíveis na praia, muita gente aproveita para fazer jogos e competições. Tem de tudo. Desde uma pelada improvisada com gols feitos de chinelos, até uma corrida de uma ponta a outra da praia beirando o mar. Tem também o popularíssimo frescobol, uma espécie de tênis sem rede e sem muita regra além de não poder deixar a bolinha cair no chão. Tem também o futvolei, também conhecido por altinha, tem quem curta jogar peteca, empinar pipa… enfim, são muitas opções. Ah, sim, tem também a competição de volume de caixas de som portáteis, onde quem atingir o maior volume ganha o título de maior chato sem noção da praia.

Camarão & Caipirinha.

Ainda na seara do pé na areia, não podemos deixar de mencionar a dupla dinâmica das praias e do verão brasileiro. Sentar na mesa de um quiosque, uma sombra fresca, aquela brisa deliciosa, o mar azul deslumbrante a frente… eis que se apresenta na sua mesa uma generosa porção de camarões fritos ou simplesmente cozidos, bem temperadinhos, e um copo com aquela caipirinha caprichada, cheia de gelo, bem refrescante. Olha, se uma cena como essa não representa um verão perfeito, eu não sei o que mais poderia ser.

Amizade sincera com quem tem piscina.

No verão cresce muito o interesse das pessoas por conhecer gente nova, fazer novas amizades. Em especial nas redes sociais, isso fica muito evidente. Mas, claro, sempre existem alguns pré-requisitos. O mais comum é que o novo amigo ou amiga tenha piscina em casa. Pesquisas sem qualquer fundamento científico indicam que pessoas que possuem piscina são mais acolhedoras, extrovertidas, aglutinadoras e animadas. Portanto, um brinde às novas amizades. E se for rolar uma pool party, é só chamar!

Churrasco na laje.

Já exaltamos aqui nessa lista o rooftop mais amado do brasileiro, a laje. Mas vale a pena detalhar uma das atividades mais importantes da laje, que pode ocorrer o ano inteiro, mas no verão é especial: o churrasco. É um lugar excelente para fazer churrasco devido a sua altura elevada. Sempre tem um ventinho pra refrescar, além de proporcionar um visual panorâmico da cidade e, quando o todo mundo já comeu bastante e está naquele bate papo descontraído tomando uma cervejinha gelada, o pôr do sol vem coroar este momento tão sublime. Isso sem falar na animação. Churrascos na laje são sempre concorridíssimos e muito divertidos, um encontro de coolers recheados de cerveja e gelo, caipirinhas e outros drinks que rodam de mão em mão pela festa e um revezamento de gente pra cuidar da churrasqueira e não deixar o pão de alho queimar. Realmente um evento ímpar!

No fim, o verão brasileiro é uma aula prática de como transformar calor em felicidade. É a estação que convida todo mundo a sair de casa, socializar e viver momentos que ficam na memória. Enfim, não há dúvidas: o nosso verão é o mais original e divertido do mundo. E todo esse calor e brasilidade inspiram a Strip Me a criar camisetas, bonés, óculos de sol, bermudas e ecobags pra garantir que você esteja pronto e no estilo para qualquer rolê, do churrasco na laje ao luau na praia. Dá uma olhada no nosso site pra conferir. Lá você fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Mergulhe na nossa playlist com músicas de verão. Verão BR top 10 tracks.

Os 10 maiores êxitos (até agora) da carreira premiada de Fernanda Torres.

Os 10 maiores êxitos (até agora) da carreira premiada de Fernanda Torres.

A atriz Fernanda Torres fez história ao ser premiada com o Globo de Ouro pela sua atuação no filme Ainda Estou Aqui. Mas além desse feito, a história da atriz tem muitos outros momentos marcantes. A Strip Me compilou os 10 mais importantes para você conhecer.

Começamos 2025 com o pé direto! Aliás, com os dois pés, escancarando a porta do cinema mainstream mundial (leia-se Hollywood)! Fernanda Torres desbancou Nicole Kidman, Kate Winslet e Angelina Jolie, trazendo pra casa o caneco do Golden Globe Awards. É claro que uma conquista dessa não acontece da noite pro dia, é toda uma construção e evolução de uma carreira sólida e plural. A história de Fernanda Torres passa por quase todas as manifestações artísticas com muito sucesso.

Para celebrar a premiação da Fernanda Torres no Golden Globe de 2025, a Strip Me selecionou os 10 maiores êxitos da história da atriz até agora. Confira.

Genética.

Obviamente não existe nenhuma comprovação científica que o talento para determinada expressão artística seja hereditário. Tá aí o Julian Lennon que não nos deixa mentir. Mas certamente rola uma influência, não só dos pais, mas também do ambiente em que uma criança vive, para despertar certas aptidões. E, muitas vezes, isso pode até atrapalhar, já que se o pai e/ou a mãe são muito famosos, o filho que seguir os passos dos pais pode acabar sempre sendo alvo de comparações e tendo dificuldade para sair da sombra deles. O primeiro êxito da carreira da Fernanda Torres foi ser filha de dois gigantes da dramaturgia brasileira, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, conseguir absorver tudo que eles poderiam ensinar e ter autenticidade suficiente para se esquivar de possíveis comparações.

Teatro.

Como a maioria dos atores e atrizes, os primeiros passos de Fernanda Torres na dramaturgia aconteceu no teatro. E mesmo tendo ela explorado muitas outras mídias ao longo de sua história, ela nunca abandonou os palcos. Aos treze anos de idade, Fernanda Torres ingressou na Escola de Teatro Tablado, no Rio de Janeiro, celeiro de boa parte dos grandes atores do país. Alguns meses depois ela já estreou atuando na peça Um Tango Argentino, da dramaturga Maria Clara Machado. De lá pra cá, não parou mais. Nos palcos de teatro, fez de tudo, do drama à comédia, sempre elogiada. Mas, sem dúvida, seu maior sucesso no teatro foi o monólogo A Casa dos Budas Ditosos, texto inspirado no romance de João Ubaldo Ribeiro. A peça estreou em 2003, rendeu vários prêmios à atriz, foi visto por mais de dois milhões de pessoas e segue sendo sucesso, tanto que, vira e mexe, volta a estar em cartaz até hoje.

Novela.

A migração do teatro para a TV era inevitável, dado o talento e carisma de Fernanda Torres. Ela tinha apenas três anos de carreira no teatro quando fez sua primeira novela. E começou bem, numa novela do já renomado Manoel Carlos. A novela era Baila Comigo, e foi ao ar entre 1981 e 1983. Na sequência, já emendou participações em novelas de grandes nomes como Gilberto Braga e Janete Clair. No total, foram 5 novelas onde Fernanda Torres atuou, todas com grande sucesso. Parece pouco, é verdade, mas certamente sua presença na televisão brasileira não se limitou às novelas.

Música erudita.

Entre 1965 e 1985, a Rede Globo exibiu nas manhãs de domingo um ousado programa chamado Concertos para a Juventude. O intuito do programa era estreitar os laços, não só dos jovens, mas de toda a população, com a música erudita. Tudo acontecia ao vivo, com plateia, orquestras interpretando peças de Mozart, Stravinsky, Weber, Tchaikovsky e tantos outros. Entre uma e outra apresentação os apresentadores faziam comentários sobre as obras, seus autores e etc, tornando tudo muito didático. E fazia muito sucesso. Até o início dos anos 80 o programa era apresentado pela atriz Bibi Vogel. Em 1982 ela foi substituída pela Fernanda Torres. Com Fernanda, o programa seguiu até 1985. O último programa foi uma belíssima homenagem a Heitor Villa-Lobos. Concertos para a Juventude chegou a ser reconhecido pela Unesco como modelo de programa de TV, e também virou bordão do Faustão, quando o apresentador chamava números musicais ao vivo em seu programa dominical.

Cinema.

Sem dúvida é no cinema que Fernanda Torres consegue expressar toda a sua potência artística. São mais de 20 longas feitos pela atriz, a maioria deles com atuações surpreendentes, e alguns beirando a perfeição. Ela estreou no cinema em 1983 protagonizando o filme Inocência, dirigido por Walter Lima Jr, que contava com a trilha sonora composta por Wagner Tiso, diga-se. Entre suas atuações mais marcantes estão o combativo O Que É Isso, Companheiro, de Bruno Barreto, Com Licença, Eu Vou à Luta, de Lui Ferreira, O Judeu, de Jom Tob Azulay, Terra Estrangeira, de Walter Salles, Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor e, é claro, acima de todos, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.

A primeira premiação a gente nunca esquece.

Não pense você que o Globo de Ouro foi o primeiro prêmio internacional de peso que Fernanda Torres ganhou. Lá em 1987, pela sua atuação no delicado e muito bem feito filme Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, Fernanda Torres ganhou dois prêmios muito importantes. O primeiro foi o de melhor atriz no celebrado Festival de Cinema de Cannes. Em seguida, levou, na mesma categoria, o prêmio no Festival de Cinema de Cuba, que, na época, era um dos mais importantes festivais de cinema das Américas. Já aqui no Brasil, são dezenas de premiações, do Festival de Cinema de Gramado ao Troféu APCA, do Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro ao Troféu Imprensa.

A parceria com Walter Salles.

Fernanda Torres é para Walter Salles o que Uma Thurman é para Quentin Tarantino. Assim como Thurman para Tarantino, Fernanda Torres não está em todos os filmes de Walter Salles, mas está nos mais importantes do cineasta, e sempre entregando atuações impressionantes, fortalecendo assim uma parceria duradoura e de muito sucesso. São apenas 3 longas que Fernanda Torres protagoniza, na extensa filmografia de Walter Salles. Mas são três obras marcantes. Terra Estrangeira, lançado em 1995, O Primeiro Dia, de 1998, e o recente e aclamado Ainda Estou Aqui, lançado ano passado.

Comédia na TV.

Como já dissemos, Fernanda Torres fez poucas novelas, mas está presente na TV desde os anos 80 em diversos programas, desde humorísticos até minisséries, além de apresentar programas e etc. E o que tornou Fernanda Torres realmente famosa e uma das atrizes mais queridas em todo o país foi sua leveza e naturalidade para fazer comédia. O primeiro programa em que ela se destacou neste segmento foi na excelente série Comédia da Vida Privada, exibida entre 1995 e 1997 na Globo, com textos maravilhosos de Luis Fernando Veríssimo e direção que variava entre nomes como Fernando Meirelles, Guel Arraes e Mauro Mendonça Filho. Tapas e Beijos foi outra série onde Fernanda Torres brilhou e fez muita gente gargalhar, dividindo cena com a também maravilhosa Andréa Beltrão. Mas o que fez Fernanda Torres realmente estourar de popularidade foi a série Os Normais, que ela protagonizou com Luis Fernando Guimarães. E era realmente uma série brilhante, divertidíssima, com texto afiadíssimo da Fernanda Young. Os Normais até hoje é lembrado por muita gente, influenciou toda uma geração de comediantes brasileiros e rendeu dois longas metragens.

Literatura.

Pois é. Além de atuar em cinema, teatro e TV, Fernanda Torres ainda encontra tempo para escrever. Ela é autora de três livros, todos eles muito elogiados pela crítica. Seu primeiro livro lançado foi Fim, romance editado pela Companhia das Letras em 2013. Livro este que acabou sendo adaptado para a TV em 2023, virando uma série. Em 2014 ela suaviza um pouco lançando uma deliciosa coletânea de crônicas chamada Sete Anos. Em 2017 sai seu segundo romance, o impactante A Glória e Seu Cortejo de Horrores. Assim como o primeiro, esses dois livros também saíram pela editora Companhia das Letras e são todos altamente recomendados!

Ainda Estou Aqui.

Fernanda Torres não trabalhava diretamente com Walter Salles desde o fim dos anos 90. O retorno da parceria aconteceu de uma maneira tão intensa, que só poderia mesmo terminar de maneira magistral, com a premiação da Fernanda Torres no Globo de Ouro, a primeira atriz brasileira a receber o prêmio. Ainda que o filme não tenha ganho o prêmio de Melhor Filme de Língua Não Inglesa, a premiação de Fernanda Torres mostra a força do cinema brasileiro, ainda mais se pensarmos que ela concorria com atrizes espetaculares e premiadas como Nicole Kidman, Angelina Jolie e Kate Winslet. E ainda não acabou, afinal, temos pela frente o Oscar, e, vai que…

Que orgulho podermos fazer o primeiro post do ano no blog da Strip Me comemorando a premiação da inigualável Fernanda Torres no Globo de Ouro. O cinema é certamente uma das fontes essenciais de inspiração e referência para a Strip Me produzir camisetas tão incríveis e originais. E a brasilidade, outro elemento primordial para nós, também se faz presente. Ver uma atriz brasileira vencendo um prêmio tão importante só nos instiga a querer fazer mais. E vamos aguardar porque ainda tem o Oscar. É claro, a gente tem que ir com calma, não dá pra ser tão otimista, mas… VAMO PRA CIMA, PORR@! AQUI É BRASIL NO OSCAR!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist saborosa onde a música brasileira e o cinema se encontram. Música & Cinema BR Top 10 tracks.

7 curiosidades para entender o folclore brasileiro.

7 curiosidades para entender o folclore brasileiro.

Claro, ninguém está competindo, mas não dá pra negar que o folclore brasileiro é o melhor do mundo, né? plural e riquíssimo, nosso folclore vai da gastronomia às lendas mais fascinantes. A Strip Me traz 7 curiosidades sobre o folclore brasileiro, pra você ficar sabendo tudo sobre o assunto.

No dia 22 de agosto de 1846, o escritor inglês William John Thoms inventou o termo folklore, unindo as palavras folk (pessoas, povo) e lore (conhecimento, saber), para designar os conhecimentos e cultura tradicionais que formam a identidade de um povo ou sociedade. Isso significa que o termo engloba todo o tipo de manifestações culturais, como música e dança, mas a melhor e mais clara personificaçãso do folclore são histórias e lendas contadas oralmente. Tanto é que dois dos mais famosos pioneiros no estudo do folclore foram os Irmãos Grimm, que coletaram e registraram em livros muitas das lendas folclóricas da Europa, que acabariam por se tornar os populares contos de fadas (que de infantis não tinham nada). Portanto, o conceito de folclore surgiu no século XIX e foi se espalhando pelo mundo, fazendo com que cada povo buscasse seus elementos folclóricos.

Aqui no Brasil, até rolaram alguns estudos sobre o folclore brasileiro ainda na segunda metade do século XIX, mas foi só no século XX que isso se tornou uma pauta realmente relevante entre intelectuais e a coisa toda desenrolou. A Strip Me traz 7 curiosidades que vão te deixar muito bem informado sobre o folclore brasileiro e tudo que ele envolve.

Origens.

Antes de mais nada, é bom ressaltar que um dos fundamentos do folclore de maneira geral é não se saber a origem de seus elementos, uma vez que eles são natos à sua sociedade e transmitidos de maneira oral ao longo de gerações. Portanto, aqui não vamos tratar da origem de personagens, lendas e etc, mas sim dar uma geral em como esses elementos começaram a ser estudados, catalogados e etc. O nome mais importante do folclore brasileiro é o historiador e antropólogo Luiz da Câmara Cascudo. Mas não foi o único. Enquanto Câmara Cascudo fazia seus estudos no Rio Grande do Norte, em São Paulo Mário de Andrade também mergulhava no Brasil profundo, bem como Monteiro Lobato. Aliás, a Semana de Arte Moderna de 1922 foi importantíssima para gerar curiosidade e interesse de cada vez mais pessoas pelo folclore brasileiro.

Personagens mais conhecidos.

São muitos os personagens do folclore brasileiro. Muitos deles conhecidos apenas em algumas regiões, já que as lendas do nosso folclore são distintas nas diferentes partes de um país tão grande, afinal, tais lendas e personagens surgem em ambientes diferentes. A região norte tem suas lendas mais ligadas às florestas e aos indígenas, no nordeste tem muita influência africana, dada a alta concentração de escravizados em Pernambuco e na Bahia no período colonial. Nas regiões sul e sudeste são lendas e personagens relacionadas às fazendas e no centro oeste misturam-se lendas de fazendeiros com a cultura indígena. Entretanto, por terem sido retratados em livros, filmes e séries de TV, alguns personagens dessas lendas ficaram conhecidos no país todo. Alguns deles são:

Saci-Pererê: Entidade zombeteira, Saci é um pequeno negrinho conhecido por realizar travessuras contra viajantes e moradores da zona rural. Possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo.
Boitatá: cobra de fogo que, na lenda, atacava aqueles que incendiavam a floresta.
Curupira: Entidade da floresta, de cabelos vermelhos como o fogo e os pés ao contrário (com os calcanhares para frente). É o protetor da floresta, aterrorizando os homens brancos que a desmatam..
Boto cor-de-rosa: Personagem do folclore amazônico, é um boto (o golfinho de água doce) que se transforma em um homem sedutor, frequenta festas, seduzindo e engravidando mulheres solteiras.
Mula sem Cabeça: A história varia um pouco de um lugar para o outro, mas em geral, trata-se de uma mulher que se deitou com um sacerdote religioso e foi amaldiçoada, se transformando em uma mula com labaredas de fogo no lugar da cabeça, que galopa pelos campos de noite, assombrando as pessoas.
Iara: É a sereia brasileira. A lenda de Iara vem dos índios. Dizem que Iara era uma habilidosa guerreira, que despertava a inveja de seus irmãos homens. Os irmãos armaram uma emboscada para matá-la, mas ela não só escapou, como acabou matando seus irmãos. Seu pai, indignado pela morte dos filhos homens jogou Iara no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Os peixes a resgataram e a transformaram em sereia. Desde então, ela aparece vez por outra para encantar com sua beleza e seu canto pescadores que se aventuram pelos rios da Amazônia.
Cuca: Personagem que surgiu na Península Ibérica e se enraizou no folclore brasileiro através dos colonos portugueses e espanhóis que vieram para cá na época das grandes navegações. É uma bruxa que pode ter a forma de uma velha, ou de uma mulher com cara de jacaré. Uma das versões da lenda diz que, a cada 1.000 anos, brota de um ovo uma nova Cuca. Então, a Cuca “antiga” se transforma em um pássaro de canto triste, enquanto a nova Cuca assume seu papel, fazendo maldades maiores do que a anterior. Recentemente, muita gente tem implorado para ser pego pela Cuca, que foi repaginada e interpretada pela maravilhosa Alessandra Negrini numa série de TV.

Festas.

Nem só de lendas e personagens curiosos vive o folclore. Os costumes e cultura tradicionais de um povo também fazem parte do folclores. Desta forma, algumas festas típicas, celebradas há muito tempo e que caracterizam a cultura brasileira podem ser consideradas folclóricas. assim é o Carnaval, a Festa Junina e o Bumba Meu Boi (ou Boi Bumbá). Curiosamente, as 3 festas tem origem européia, sofrendo adaptações e transformações, se mesclando às culturas de povos originários e africanos e se tornando autenticamente brasileiras. Essas festas são todas reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Gastronomia.

E não tem festa sem comida, né? Mas falando sério, a gastronomia faz parte da cultura, principalmente quando se trata de um prato cuja a origem é desconhecida ou tem muitas versões e existe faz muito tempo. Provavelmente o mais emblemático desses pratos seja a feijoada, cuja a origem gera muita polêmica. A maioria dos historiadores negam a versão de que a feijoada foi criada pelo escravos, que pegavam as partes do porco que seus donos não comiam. Pois ensopados de feijão com aparas de carnes já eram comuns na Europa antes da colonização do Brasil. Possivelmente, a feijoada, assim como as festas e algumas lendas, é resultado da mistura de culturas, alguma receita européia que foi adaptada com ingredientes brasileiros. O mesmo vale para o pato no tucupI, o acarajé e até mesmo o churrasco de chão, típico do sul do país. Tudo isso faz parte do nosso folclore. E, claro, para ajudar na digestão, a nossa boa e velha cachaça também é folclórica!

Música.

A música é parte fundamental do folclore. Não só aqui, mas em todo lugar. Aqui no Brasil a gente se acostumou a tratar o folclore como uma coisa restrita a essa parte de lendas, do Saci e da Mula Sem Cabeça. Já em outros países, a música tradicional é tão presente que se tornou um gênero, a folk music. Claro, rolou aí uma apropriação do termo folklore entre os gringos, em especial os estadunidenses. Uma coisa é o Woody Guthrie, ou até mesmo o Bob Dylan, tocando canções antigas ao violão, outra coisa é uma gurizada mais nova tocando canções originais, novas e dizendo que fazem folk music. Mas pra nós isso não interessa. O que interessa é que a nossa música folc é riquíssima! O samba é folc, a moda de viola é folc, o frevo é folc, o baião é folc! E gente como Cartola, Luis Gonzaga, Tonico e Tinoco e muitos outros são autores autênticos da música folclórica brasileira!

Literatura.

Voltando aos personagens e lendas, o folclore, como já dissemos aqui é essencialmente formado por histórias contadas de forma oral e transmitidas de geração para geração. Mas alguns escritores ajudaram a popularizar essas lendas para além de suas regiões de origem através da literatura. Muitos livros foram escritos tanto romances e contos, como compêndios e estudos sobre lendas do folclore. Aqui vamos citar os dois mais importantes, um na área do romance e outro na área dos estudos. O modernista Mário de Andrade escreveu uma obra definitiva sobre o folclore brasileiro, o livro Aspectos do Folclore Brasileiro. Um compilado de ensaios sobre diferentes pontos de vista e abordagens do nosso folclore. Foi relançado pela Editora Global em 2019 sob a supervisão de mestres e doutores titulares do curso de antropologia da USP (Universidade de São Paulo). Outra obra que não pode deixar de ser citada é O Sítio do Pica Pau Amarelo, a obra mais conhecida de Monteiro Lobato. Trata-se de 23 volumes, escritos entre 1921 e 1947. Entre os volumes mais célebres estão Reinações de Narizinho, O Saci, Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática e Histórias de Tia Nastácia. Todas as histórias se passam num sítio e são permeadas por lendas e personagens do folclore brasileiro. Todos os 23 livros foram lançados por várias editoras ao longo dos anos, mas os mais caprichados são os lançados pela Editora Brasiliense, em capa dura.

Filmes e Séries.

TV As produções do audiovisual envolvendo o folclore brasileiro não é assim tão vasto quanto a literatura. Claro, é uma mídia bem mais cara e trabalhosa. Ainda assim, existem vários títulos excelentes disponíveis por aí, alguns não tão fáceis de serem encontrados, é verdade, mas que vale a pena procurar. Entre os filmes, recomendamos duas produções recentes e muito interessantes. A primeira é Recife Assombrado, um filme de terror muito bem executado, dirigido por Adriano Portela e lançado em 2019. Trata-se da história de um jovem que procura seu irmão desaparecido na cidade de Recife, e acaba se deparando com assombrações, muitas delas ligadas a lendas do folclore. Na mesma pegada de terror, dirigido por Erlanes Duarte e lançado em 2021, temos Curupira, O Demônio da Floresta. Um filme intenso onde um grupo de jovens se perde na floresta amazônica e enfrentam um truculento caçador e o assustador Curupira. Recife Assombrado é um filme mais difícil de ser encontrado, já Curupira, O Demônio da Floresta está disponível na Amazon Prime e na Apple TV.

Já as séries, temos a clássica produção da TV Globo de Sítio do Pica Pau Amarelo, lançada em 1977 e feita até 1986, tendo 14 temporadas. A série adapta para a TV boa parte da obra de Monteiro Lobato com muita eficiência, além de ter na abertura a música de Gilberto Gil que se tornou um clássico absoluto. Mais recente, a Netflix produziu entre 2021 e 2023 a série Cidade Invisível, onde as criaturas folclóricas vivem na atualidade disfarçadas entre as pessoas comuns, mas acabam sendo ameaçadas. A série tem apenas duas temporadas, a segunda é mais fraquinha, mas a primeira é excelente e vale muito a pena assistir.

Pois é. O folclore brasileiro é vasto, muito rico e abrangente. Igualzinho a Strip Me, que tem um catálogo vasto, muito rico e abrangente de camisetas de música, cinema, arte, cultura pop, bebidas e muito mais. Tudo com o borogodó que só a gente tem, com brasilidade saindo pelos poros! Vai pro nosso site conferir, e aproveita pra ficar por dentro de todos os lançamentos, que pintam por lá toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: uma playlist caprichada com músicas inspiradas no folclore brasileiro. Folclore top 10 tracks.

Coleção Brasilidades Strip Me: O melhor do Brasil é a brasilidade.

Coleção Brasilidades Strip Me: O melhor do Brasil é a brasilidade.

Brasilidade é aquele tempero especial que só se encontra por aqui. A Strip Me transformou todo esse tempero em camisetas lindas, que fazem parte da Coleção Brasilidades.

Em vários lugares do mundo a expressão “Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.” é conhecida. Mas aqui no Brasil o buraco é mais embaixo, e se a vida nos dá um limão, a gente faz logo uma caipirinha, aproveita o embalo e já mete fogo na churrasqueira, chama os amigos. Tudo porque a vida nos deu um limão. Foi pensando justamente que o Brasil tem esse ritmo diferente e tantas outras peculiaridades, que a Strip Me criou uma coleção incrível dedicada às nossas brasilidades. Nossos hábitos, o jeito de falar, a cultura, a gastronomia, e até mesmo o controverso jeitinho brasileiro… o melhor do Brasil é a brasilidade!

Aliás, o jeitinho brasileiro é uma boa maneira de começar esse nosso papo sobre brasilidade. Com razão, é um termo que tem certo peso pejorativo, porque, muito já se viu que essa criatividade do brasileiro é usada muitas vezes para o mal. Não à toa, o jeitinho brasileiro é também conhecido por Lei de Gerson. Gerson de Oliveira é um ex-jogador de futebol, foi um meio campista de primeira, considerado um dos melhores jogadores da seleção brasileira tricampeã de 1970. Seleção essa que tinha também Pelé no seu auge. Inclusive, durante a copa de 1970, Pelé protagonizou um acontecimento único na história do futebol. Ele imortalizou um gol perdido, após uma jogada inacreditável, dando o famoso drible da vaca no goleiro uruguaio no final do jogo entre Brasil e Uruguai, semifinal da competição. Mesmo sem o gol, o lance foi tão bonito, que entrou pra história. Bom, voltando. Gerson, meio campo da seleção, carioca da gema, foi convidado em 1976 para protagonizar o comercial de TV de uma marca de cigarros. Sim, um jogador de futebol fazendo propaganda de cigarro. Outros tempos… Enfim. No comercial, Gerson era entrevistado por um jornalista, que perguntava por que ele tinha escolhido a marca de cigarros Vila Rica. Ele responde: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também!” A frase “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”, dita no mais malemolente carioquês virou bordão, e sempre que alguém precisa justificar alguma subversão desde então, já manda “É a lei de Gerson, né? Eu preciso levar a minha vantagem.”

O outro lado do jeitinho brasileiro, que não tem essa carga pejorativa e tal, já está explícita no parágrafo acima. Faz parte do jeitinho brasileiro contar umas duas histórias diferentes, acabar invariavelmente falando de futebol, para explicar uma coisa que poderia ser dita em duas ou três frases. Convenhamos. Explicar o jeitinho brasileiro falando do gol que não foi mais famoso do mundo e de um jogador de futebol fazendo propaganda de cigarro é o mais puro suco de Brasil! Através de tantas histórias e peculiaridades como essas, a Strip Me se inspira para criar camisetas super estilosas e brasileiríssimas como a camiseta Campinho, a camiseta Não Gol e a camiseta Suco de Brasil. São camisetas mega confortáveis e lindas, cujas estampas são muito bem elaboradas, com personalidade e um toque minimalista. Equilíbrio perfeito entre estilo e simplicidade.

Tá aí! Simplicidade é outra palavrinha fundamental para explicar um pouco melhor esse nosso conceito de brasilidade. Se a gente tivesse que escolher um único ícone, que resumisse tudo que envolve brasilidade, sem sombra de dúvida, o escolhido seria o nosso amado doguinho vira lata caramelo. Pensa bem. O vira lata caramelo é o mestre da adaptação, se sente em casa em qualquer calçada, e, sem fazer força, consegue ser mais fiel que qualquer corinthiano. Ele está lá quando a gente mais precisa, para não desperdiçar aquele petisco que caiu da mesa do boteco na calçada ou para acompanhar o amigo bêbado que, prudentemente, resolveu deixar o carro na frente do bar e foi embora a pé. Importante ressaltar, inclusive, que boteco que se preza tem um vira lata caramelo perambulando entre as mesas. Aquele bar que não tem cardápio de mesa, mas aquele menu pendurado na parede, com as opções e respectivos valores escritos com giz. Onde a cerveja é sempre estupidamente gelada, também conhecida por canela de pedreiro, o único lugar capaz de transformar desconhecidos em amigos de infância em poucos goles. O botequim é a maior instituição da cultura brasileira. Tanto é que até hoje é lembrado o Zicartola, boteco capitaneado pelo casal Dona Zica e Cartola, um dos maiores gênios do samba. Localizado na legendária Rua da Carioca, no centro da cidade do Rio de Janeiro, o estabelecimento servia desde simples porções de salaminho fatiado, até portentosas feijoadas, não deixando faltar a cervejinha gelada e um bom batuque, que era feito pelos próprios clientes. Gente como Zé Ketti, Aracy de Almeida, Nara Leão, Paulinho da Viola e tantos outros. Por pura inaptidão para administrar o negócio, o Zicartola durou apenas 20 meses, de setembro de 1963 a maio de 1965. O estabelecimento passou das mãos de Cartola para outra lenda da música brasileiro, o mestre Jackson do Pandeiro. Ainda bem que o que não falta, ainda mais no Rio de Janeiro, é botequim, que é pra vira lata caramelo nenhum se sentir abandonado.

O boteco não precisa de glamour para ser bom, assim como o vira lata caramelo não precisa de pedigree para ser amado. Glamour e pedigree, aliás, palavras estrangeiras. Ambos são brasilidade em estado bruto: descomplicados, alegres, e com um carisma que derrete qualquer mau humor. É nessa vibe de simplicidade, descontração e afeto que as estampas da coleção Brasilidades da Strip Me são elaboradas. Camisetas de altíssimo nível, perfeitas pra qualquer rolê. Do boteco à balada, do churrasquinho ao festival de música. Se liga, por exemplo na camiseta Sextou, na camiseta Menu de Bar e na camiseta Caramelo do Brasil, pra ver que é exatamente a síntese de tudo que a gente falou até agora.

A gente podia ficar o dia todo aqui especificando brasilidades. Do Abaporu à bossa nova, da jaboticaba à samambaia, da praia de Copacabana à fitinha de nosso Senhor do Bom Fim, do café à cachacinha. É tanta coisa, que a coleção Brasilidades da Strip Me tem mais de 70 estampas! Todas elas, além do bom gosto da estampa, são camisetas confeccionadas com tecido leve e confortável, com certificado BCI (Better Cotton Initiative), com corte e caimento perfeitos do P ao 2XGG. Uma verdadeira celebração à cultura brasileira e tudo que a gente tem de melhor! No nosso site, você confere toda a coleção Brasilidades, além das camisetas de arte, cinema, música, cultura pop, bebidas e muito mais. Lá você também fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma brasilidade indiscutível é a música. Portanto, confira a nossa playlist Brasilidades Top 10 Tracks.

Brasileirês: 10 expressões que só o brasileiro fala.

Brasileirês: 10 expressões que só o brasileiro fala.

O brasileiro sabe que quem tem limite é município. Na arte, na gastronomia, na música, no esporte, a originalidade do brasileiro é incomparável. Mas é no idioma que a gente se supera mesmo! Por isso a Strip Me selecionou as 10 expressões que só o brasileiro fala, e entende.

Não tem pra ninguém! Só quem é daqui entende de cabo a rabo uma boa conversa no mais puro brasileirês. É que num bate papo desses, as palavras vem acompanhadas de um tempero todo especial, tanto é que, na gringa, um brasileiro identifica o outro só de bater o olho. E não adianta fazer vista grossa, o nosso português é muito melhor que o do lado de lá do Atlântico. Afinal, as tais expressões idiomáticas, a gente tem aqui a dar com pau. Muitas delas, quem vem de fora pode achar sem pé nem cabeça, mas pra nós, faz todo o sentido. Mas não vamos ficar aqui batendo na mesma tecla e chovendo no molhado, até porque já publicamos aqui no blog um texto do balacobaco elencando e dando o significado de algumas palavras que só são encontradas no brasileirês. Para ler, clica aqui. Mas não é por isso que vamos ficar aqui moscando. A Strip Me hoje fala na lata as 10 expressões idiomáticas mais populares no Brasil, e que só nós falamos e entendemos em sua plenitude.

Nós na fita.

Essa expressão se popularizou nos anos 90, em especial em São Paulo, mas logo se espalhou para o resto do Brasil. Não tem uma origem conhecida, mas o mais provável é que tenha sido derivada da expressão da mesma época “sair bem na fita”, significando aparecer bem ao ser filmado ou fotografado, lembrando que até o começo dos anos 2000 vídeos e fotos não eram digitais, mas sim gravados em… fitas! De sair bem na fita, veio o “nós na fita” já com uma conotação mais firme, querendo dizer “tamo aí, na atividade”, ou seja, se fazer presente, pronto para o que der e vier.

Cair a ficha.

Mais uma expressão analógica, que para os mais jovens, ainda é usada, seu significado é sabido, mas talvez sua origem não seja tão conhecida. Bom, cair a ficha significa entender alguma coisa depois de um tempo. O uso mais comum da expressão é em frases como “Demorou mas a ficha caiu.” que quer dizer, custou, levou um tempo, mas entendi. Muito antes do celular, se você estava na rua e precisava fazer uma ligação, o único jeito era usar um telefone público, o popular orelhão. Mas, claro, não era de graça. Você precisava comprar fichas, que eram inseridas no telefone, tal qual um fliperama. Fliperama era uma máquina de video game que… bom, deixa pra lá. O fato é que você colocava a ficha no telefone e discava o número. Quando a ligação era conectada, ouvia-se a ficha caindo dentro do aparelho. Portanto, você esperava ali alguns segundos, até que a ficha caía, e você sabia que a ligação havia sido feita. Assim, quando uma pessoa pensa por algum tempo sobre algo que lhe foi explicado, para só então confirmar que compreendeu, convencionou-se dizer: Caiu a ficha.

Para inglês ver.

Filha direta do onipresente jeitinho brasileiro, a expressão “para inglês ver” tem o significado de farsa, enganação, ou então fazer alguma coisa sem cuidado, de qualquer jeito. Quando um produto parece ter boa aparência, mas é de má qualidade, costumamos dizer que pra inglês ver. A origem dessa expressão é macabra e remonta um dos mais cruéis momentos históricos do Brasil. No século XIX o Brasil era o destino de um número obsceno de africanos escravizados. Nessa época, a Inglaterra, impulsionada pela sia Revolução Industrial, já havia abolido a escravidão e forçava os outros países do ocidente a fazer o mesmo. O Brasil, devendo uma grana preta aos ingleses, fazia um decreto atrás do outro proibindo o tráfico de escravos, todos eles solenemente ignorados por traficantes e pelas autoridades que deveriam puní-los. Assim, diziam que tais leis eram só pra inglês ver. Na atualidade, é ainda o equivalente a dizer que no Brasil tem lei que não pega.

Chutar o balde.

Chutar o balde significa agir de forma exagerada, impulsiva, irresponsável. Mas o que isso tem a ver com um balde? A origem da expressão é desconhecida, mas especula-se que vem dos tempos em que criminosos eram condenados à morte por enforcamento. Na maioria dos países europeus, a forca era formada por uma armação de madeira, um tablado com um alçapão embaixo de onde ficava o condenado com a corda no pescoço. No momento da execução, o carrasco abria o alçapão, “tirando o chão” do condenado, que ficava suspenso pelo pescoço, morrendo sufocado. Aqui, as forcas eram mais improvisadas. Sem o tablado, colocava-se uma banqueta, um bloco de madeira ou um balde virado de boca para baixo, onde o condenado subia, ficando à altura da corda que lhe envolvia o pescoço. O carrasco então chutava a banqueta, o bloco ou o balde sob os pés do condenado, que ficava pendurado. Outra teoria, um pouco mais branda, diz que a expressão se originou no interior, entre fazendeiros. Ao ordenhar as vacas, acontecia de alguma ficar mais irritada e chutar o balde onde estava sendo coletado o leite. O que, claramente, deixava o fazendeiro igualmente irritado, a ponto de chutar o balde já chutado pela vaca, é claro.

Chorar as pitangas.

Um dos exemplos mais completos de como o idioma brasileiro se tornou autêntico em relação ao português de Portugal. A expressão chorar as pitangas significa se lamentar, se vitimizar, se fazer de coitado. É uma expressão que tem um teor pejorativo forte, indicando que quem fica chorando as pitangas, está exagerando, se vitimizando sem motivo. A expressão tem origem em Portugal, onde usava-se a expressão chorar lágrimas de sangue. Sendo que aquele que chora lágrimas de sangue é falso, por exemplo, um homem que trai a mulher e fica se lamentando tentando reconquista-la, diz-se que este traiu a mulher e agora chora lágrimas de sangue para reconquista-la. No Brasil, a pitanga sempre foi uma fruta muito apreciada pelos portugueses. Seu formato e cor vermelho escarlate remetiam a gotas de sangue, assim, chorar lágrimas de sangue acabou virando chorar as pitangas. E, convenhamos, para o brasileiro, que adora um deboche, é muito melhor falar chorar as pitangas do que chorar lágrimas de sangue.

Cheio de nove horas.

Esse é uma das melhores expressões brasileiras. Aparentemente, não tem pé nem cabeça, afinal como é possível alguém estar cheio de nove horas, se até o relógio, que é quem conta o tempo, tem apenas uma marcação de nove horas? Pra piorar, o significado da expressão não tem nada a ver com horário ou tempo, mas sim representa uma pessoa muito detalhista, meticulosa, cheia de manias e frescuras. Com o passar do tempo, passou a significar também pessoas que gostam de utilizar muitos apetrechos e aparelhos tecnológicos complicados, o que acaba meio que dando no mesmo, afinal, uma pessoa assim, é uma pessoa cheia de frescuras… enfim, chata. A expressão tem origem no fim do século XIX, quando as grandes cidades do Brasil começaram a ter uma vida noturna mais efervescente. Estava em vigor na época um toque de recolher, que se dava às nove da noite. Quem fosse visto na rua depois desse horário poderia até ser preso, mas claro que isso acontecia só com negros e pobres. Com o passar do tempo, os jovens que queriam ficar na rua até mais tarde e eram confrontados pelos pais, que insistiam que eles voltassem para casa no horário de recolher, diziam que os velhos vinham falar com eles cheios de nove horas. Assim, a expressão virou sinônimo de gente implicante, e foi se modificando de lá pra cá.

A luz dormiu acesa.

Essa é uma expressão simples e fácil de entender. Tem muito gringo, incluindo portugueses, que gostam de fazer piada com essa expressão, dizendo que, onde já se viu um objeto inanimado dormir. Assim como a luz dormir acesa, a porta também pode dormir aberta sim, senhor! Afinal, nada mais é do que passar a noite, as pessoas da casa foram dormir e esqueceram de apagar uma luz ou fechar uma porta. Essa expressão faz parte de tantas outras frases que a gente usa pra facilitar a comunicação, dar ênfase em alguma coisa… como dizer segue reto toda vida, ou quando vai colocar um bife pra fritar e dizer escuta o cheiro. São expressões como essa que fazem do português brasileiro o mais charmoso do mundo!

Falar pelos cotovelos.

Mais uma dessas expressões que parecem não fazer sentido nenhum. Pois é, de fato, nenhum ser humano consegue falar por outra parte do corpo que não a boca. Não existe registro da origem dessa expressão, mas sabe-se que é utilizada já há muito tempo por aqui. Especula-se que sua origem seja por conta de pessoas que costumam falar de maneira histriônica, gesticulando e falando muito rápido. Por movimentar muito os braços quando falam, passamos a dizer que a pessoa fala pelos cotovelos. Outra teoria, menos popular, mas também plausível, diz que quem fala pelos cotovelos é aquela pessoa que fala muito e, quando numa conversa, costuma cutucar seu interlocutor com os cotovelos para chamar atenção ou enfatizar alguma frase. Mas o ideal mesmo é só falar pela boca, sem exagero, de preferência.

Jogar conversa fora.

Em 1923 o antropólogo polonês Bronisław Malinowski cunhou o termo “comunicação fática” para designar uma conversa casual, ou seja, um tipo de comunicação social despretensiosa. Ele afirmou ainda que saber e conseguir conduzi-la é um tipo de habilidade social. Isso é pra dizer que não existe uma origem para a expressão jogar conversa fora, mas provavelmente, ela surgiu de alguém que presenciou uma conversa sem conteúdo relevante e, a achando descartável, disse que estavam desperdiçando a fala, ou seja, jogando conversa fora. Mais carinhosos com a comunicação fática de Malinowski, os ingleses chamam esse bate papo de “small talk”, ou seja, uma conversa pequena. Mas cuidado, porque aqui pra nós conversinha é outra parada. Quem vem com conversinha é gente que quer enganar, passar pra trás… mas enfim. Já estamos jogando conversa fora demais neste tópico.

Eita.

A palavra eita poderia ter entrado no texto citado no início deste texto, em que abordamos as palavras mais utilizadas no brasileirês. Mas acontece que o eita é uma palavra muito versátil, que vem sempre acompanhada de outra palavra, que é o que vai determinar seu significado. Não tem uma origem conhecida, mas provavelmente começou como uma interjeição de assombro ou surpresa, assim como o ai é uma interjeição de dor. Porém, começou a ser utilizada em diferentes situações, sempre associada a outra palavra. As mais utilizadas são:
Eita porra! – Indica surpresa, espanto.
Eita lelelê. – Indica reprovação, desânimo.
Eita nóis! – Indica empolgação, animação.
A palavra eita também pode ser utilizada sozinha, para indicar grande surpresa, algo muito inesperado e ao mesmo tempo empolgante. Neste caso, a palavra é alongada no início e, em geral, exclamada num grito: Eeeeeita! Aliás, fica aqui o nosso reconhecimento e admiração pelo apresentador e embaixador do eita no Brasil, o grande Fausto Silva.

Menção honrosa: Teu cu.

Expressão coringa, pode ser usada em qualquer circunstância. É o argumento definitivo e finalizador de qualquer discussão. Apesar do pronome possessivo em segunda pessoa estar presente, a expressão tem força muito maior e abrangente do que a simples designação do orifício do interlocutor. Afinal, representa um argumenta de refutação expressa, de discordância veemente e divergência taxativa, além de proporcionar a quem verbaliza a expressão o raro prazer de saber que está com a razão. A utilização de “teu cu” em qualquer situação é o mais puro suco de Brasil.

Bom, parece que já falamos pelos cotovelos hoje por aqui. Mas antes de picar a mula, precisamos te lembrar que a Strip Me é toda trabalhada na brasilidade com muito orgulho. No nosso site você confere toda essa nossa originalidade exuberante nas coleções de Carnaval, Brasilidades, Verão e Tropics, mas também em todo todas as outras coleções, como as camisetas de arte, cinema, música, cultura pop e muito mais. Na nossa loja você tamb;em fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada, cheia de brasilidade. Borogodó 2 top 10 tracks.

Brasileirês: 12 palavras que só o brasileiro entende.

Brasileirês: 12 palavras que só o brasileiro entende.

A língua portuguesa é um idioma encantador, sem dúvida um dos mais bonitos do ocidente. Mas o brasileiro o eleva a níveis de originalidade sem precedentes, e a Strip Me te mostra isso com muita propriedade.

São 9 no mundo os países que tem o português como idioma oficial. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. Certamente cada um deles tem seu sotaque, suas gírias e palavras que foram incluídas no dicionário local. Mas a gramática e estrutura linguística são as mesmas. Então, se um português, um angolano, um brasileiro e um timorense se encontrarem no bar, eles vão conseguir se comunicar tranquilamente. Além de ter uma baita cara de começo de piada, esse encontro no bar seria uma experiência muito interessante para constatar as semelhanças e diferenças entre um mesmo idioma.

Na verdade, a gente sabe que o português brasileiro é muito mais rico e interessante do que os outros portugueses falados mundo afora. Afinal, onde mais você vai ouvir uma frase como “A parada começou na zueira, mas depois virou uma puta treta, mas tudo se resolveu na mais pura malemolência!” O brasileirês é maravilhoso, justamente porque é nosso, tão nosso quanto a jabuticaba, o brigadeiro, o dia dos namorados em junho e o cheque pré-datado. E tem algumas palavrinhas que podem até constar no dicionário de outros países de língua portuguesa, mas que ninguém as utiliza com a destreza e com o “borogodó”do brasileiro. A Strip Me listou 12 delas para você conferir.

Abestado.

No nordeste do Brasil é uma gíria muito antiga. É uma palavra auto explicativa, trata-se de um adjetivo para alguém bobo, lerdo, ingênuo… enfim, besta. Nos anos 90 se espalhou para o resto do país, principalmente através do sucesso de cantores nordestinos como Tiririca e Genival Lacerda.

Bamboleio.

Temos aqui uma palavra que exemplifica muito bem o português BR. É uma derivação da palavra bamba, que tem origem africana e significa valentia, coragem. Tanto que ainda se usa muito dizer que quem é o maioral em alguma coisa é o bambambã. Em certo ponto, ganhou outra conotação, quando surgiu a expressão “andar na corda bamba”, designando que quem o faz tem coragem para correr riscos e se equilibrar. Assim surgiu o verbo bambolear. E o bamboleio é essa ginga brasileira, de se equilibrar, ter jogo de cintura. Isso em tudo na vida.

Borogodó.

Provavelmente a mais brasileira das palavras. O borogodó não tem uma etimologia conhecida. Provavelmente tem ali uma origem africana, mas nunca se identificou isso de fato. Além do mais, é uma palavra relativamente nova. Começou a aparecer entre as décadas de 1920 e 1930 e se popularizou rapidamente, logo sendo utilizada na música e na literatura. E o que é o borogodó? Borogodó é um elemento que torna alguém ou alguma coisa muito cativante, irresistível e única. Carmen Miranda era cheia de borogodó, Pelé era cheio de borogodó… enfim, o Brasil é puro borogodó!

Firmeza.

Para qualquer outro país de língua portuguesa, firmeza é simplesmente uma derivação da palavra firme, que define algo como sólido, rígido. Mas aqui no Brasil vai muito além disso. A premissa é a mesma, mas pra nós, firmeza é alguém ou alguma coisa com muitas qualidades, admirável, confiável. Pode muito bem ser substituída pela expressão ponta firme, que tem a mesma conotação. Firmeza também ganhou o status de cumprimento, substituindo a palavra beleza. É uma palavra mais utilizada no sudeste do Brasil, especificamente em São Paulo, mas pode ser ouvida Brasil afora, graças ao som de gente como Racionais e Emicida. Que, aliás, são muito firmeza!

Maínha.

De maneira objetiva, é o diminutivo de mãe. Aliás, o diminutivo de mãezinha. Termo usado desde sempre no nordeste brasileiro. Mas acabou virando gíria nacional, sendo que em todo o Brasil você vai encontrar gente que, quando quer se referir à mãe de maneira mais afetuosa, logo mete um maínha na frase. Mas em boa parte do nordeste, a palavra não se limita a referir-se à mãe com carinho, mas sim é uma substituta direta de mãe ou mamãe. Por exemplo, uma criança baiana pode dizer um carinhoso “Maínha, eu te amo.” como um corriqueiro “Maínha, acabei, vem me limpar!”

Malemolência.

Tal qual o borogodó, a etimologia precisa de malemolência é desconhecida. Por óbvio, deduzimos que é uma derivação da palavra mole, como molenga, por exemplo, mas com uma conotação mais leve e positiva.A malemolência remete a uma leveza sedutora, um gingado suave. A malemolência é um samba do Martinho da Vila, é uma tapioca quentinha com manteiga e um cafezinho coado na hora. Malemolência, acima de tudo é um estado de espírito!

Perrengue.

Certamente esta é a palavra com a origem mais inusitada. Na verdade, trata-se de uma palavra de origem espanhola, que era muito popular até o século XVII na Espanha e suas colônias, mas que depois disso caiu em desuso. É uma derivação da palavra perro, cachorro em espanhol. Na época, para os espanhóis, perrengue era adjetivo para pessoas teimosas, arredias. Quando queriam dizer que Fulano é teimoso como um cachorro, diziam Fulano é um perrengue. A palavra sobreviveu ao tempo só no Brasil (que, sim, foi colônia da Espanha entre 1580 e 1640), e no século XIX ganhou a conotação de situação complicada, problemática. Isso porque, da palavra perro também derivam os termos aperrear e emperrar, significando situação que é travada, obstruída à força. Ao longo do tempo, devem ter rolado algumas confusões de significado, sendo palavras da mesma origem e bem parecidas. Assim, perrengue virou isso aí… uma situação embaçada, tá ligado? Um perrengue!

Ranço.

É uma palavrinha que, assim como firmeza, certamente é utilizada em outros países de língua portuguesa. Mas não com a mesma malemolência que nós usamos por aqui! A etimologia da palavra ranço do latim rancidus, significa podre, fétido, ou seja, um adjetivo para uma coisa que cheira mal. Mas por aqui, transformamos essa palavra num sentimento, que extrapola o significado da palavra em si. Afinal, um cheiro podre, ruim, causa na gente o sentimento de asco e desprezo. Assim, passamos a utilizar a palavra ranço para demonstrar esse desprezo e nojo de certas pessoas ou situações. Por exemplo, é muito comum a gente dizer que tem ranço de gente homofóbica e intolerante.

Remelexo.

Remelexo, meus amigos e minha amigas, nada mais é do que o bom e velho rebolado! Numa linguagem mais formal, movimento em que os quadris se movem de maneira ritmada. Obviamente deriva da palavra mexer , mais precisamente remexer. O fofinho Rei Julian se remexe muito e tem lá seu valor, mas jamais terá o remelexo do brasileiro numa roda de samba!

Treta.

Treta vem do latim tret, que significa perspicácia na prática da esgrima, daí, derivou-se a palavra treita no português arcaico significando manha, jeito. Atualmente, treta, em Portugal, ainda tem essa conotação de habilidade. Presume-se que, uma vez que treta é um jargão da esgrima, ou seja, de uma luta, no Brasil a palavra ganhou esse significado de confusão, briga, situação caótica. Mas tá tudo bem. Cada país com o sua treta. Não vai ser por isso que nós vamos arranjar treta com os portugueses, até porque pode ser que eles venham com as tretas deles pra cima de nós.

Ziriguidum.

Essa é fácil! Ziriguidum é o samba em seu esplendor! A etimologia da palavra, claro, é incerta e duvidosa. Mas é 100% brasileira, isso não há dúvida. Sua origem, muito provavelmente, é onomatopeica, ou seja, é a reprodução em palavra de um som. No caso, é o som do movimento do pandeiro junto com a batida do samba entre um e outro compasso. “Dum dum ziriguidum dum dum”. Mas claro que nós ampliamos o sentido da palavra para caracterizar algo tipicamente brasileiro, dá pra dizer que é uma palavra meio irmã do borogodó.

Zueira.

Mais uma palavra de origem onomatopeica, zueira deriva de zumbido, que, por sua vez, emula o som dos insetos voadores. Sabe aquele pernilongo que curte dar uns rasantes perto da sua orelha quando você tá tentando dormir? Então… Convencionou-se chamar de zueira, um lugar onde tem muito ruído, ou muito zumbido. Agora, como a palavra ganhou a conotação de brincadeira, sacanagem, piada… ninguém sabe. Talvez seja porque toda boa baguncinha boa que se preze seja bem barulhenta, uma zueira danada! Mas caso você ache que não tem nada a ver, e que a gente está aqui de zueira, tudo bem.

Gonçalves Dias já dizia que as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Sendo assim, como poderíamos nós, brasileiríssimos e cheios de borogodó, falar o mesmo português que eles falam lá, ora pois? E a Strip Me, sempre com muita malemolência e ziriguidum, se inspira nesse jeitinho brasileiro todo especial para criar camisetas lindas e super estilosas que esbanjam brasilidade! Basta conferir as nossas coleções de Carnaval, Verão e Tropics, isso sem falar nas camisetas de música, cinema, arte, bebidas, cultura pop… olha, é muita coisa! Vai lá na nossa loja conferir, e aproveita pra ficar por dentro dos nossos lançamentos que pintam lá toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist do balacobaco cheia de brasilidades! Borogodó Top 10 tracks.

As 5 edições mais polêmicas do Rock in Rio.

As 5 edições mais polêmicas do Rock in Rio.

A recente polêmica envolvendo o Rock in Rio e os sertanejos é mais uma na coleção de várias tretas que o festival acumula em seus 40 anos de existência e 9 edições realizadas. Conheça aqui as mais marcantes.

Sem dúvida o Rock in Rio é o festival de música mais importante do Brasil. Fez história em 1985 para além do showbiz, sendo um dos símbolos da redemocratização do país. De lá pra cá, se vão 40 anos (vá lá… 39) e 9 edições recheadas de histórias, concertos memoráveis, momentos inusitados e, é claro, muita treta! Sabendo que o que o brasileiro gosta mesmo é de ver o circo pegar fogo, a Strip Me separou as 5 edições mais recheadas de tretas e polêmicas do Rock in Rio pra te contar.

Rock in Rio 1 (1985)

Na real, a primeira edição de festival teve várias tretas, mas muito por conta do amadorismo e, até certo ponto, ingenuidade por parte dos organizadores de um evento daquela magnitude no país. Uma das tretas mais famosas dessa edição foi o estrelismo do Freddie Mercury, que exigia que por onde ele passasse nos bastidores, os corredores deveriam estar vazios. Então sempre tinha alguém a frente dele, pedindo que artistas e técnicos que confraternizavam nos corredores, entrassem em seus camarins para que passasse a rainh… quer dizer, o vocalista do Queen. Em um desses momentos, enquanto Mercury passava, ouvia-se um coro vindo de dentro das salas: “Bicha! Bicha! Bicha!”. Outra treta foi protagonizado por Erasmo Carlos. A organização do festival teve a brilhante ideia de colocar o Tremendão para tocar antes de Whitesnake e Iron Maiden. Pra piorar, o ingênuo Erasmo quis homenagear os metaleiros usando uma roupa de couro preta cheia de tachinhas. Agora imagina um tiozão fantasiado de metaleiro tocando Gatinha Manhosa diante de uma horda enfurecida de adolescentes cabeludos esperando o Iron Maiden. O Tremendão deixou o palco debaixo de uma saraivada de cusparadas e vaias.

Rock in Rio 2 (1991)

A segunda edição do festival também foi cercada de barracos e polêmicas. A começar pela escolha do local. Ao contrário da primeira edição, realizada num campo aberto, um descampado nos arredores do Rio de Janeiro, a edição de 1991 rolou no estádio do Maracanã. Essa foi a primeira das grandes tretas daquele ano. Alguns laudos feitos no ano anterior por conta do campeonato brasileiro de futebol indicavam que alguns pontos da estrutura do estádio estavam comprometidos e o estádio chegou a ser interditado uma semana antes do festival acontecer. Porém, o jeitinho brasileiro se fez presente e a organização do Rock in Rio conseguiu liberar o estádio e, ainda bem, não aconteceu nenhum acidente grave. Algumas bandas brasileiras se recusaram a participar do festival, fazendo críticas pesadas na imprensa sobre o descaso com os artistas nacionais e privilégios dos gringos. Barão Vermelho, Caetano Veloso e Legião Urbana, foram os que mais fizeram críticas. Já os artistas brasileiros que tocaram, realmente sofreram com a falta de apoio. Muitos fizeram shows ruins por não terem feito passagem de som, ter espaço de palco bem reduzido e etc. E teve também uma treta com os Guns n’ Roses, que quase desistiram de tocar horas antes de subir ao palco, quando ficaram sabendo que seu show seria transmitido por uma estação de rádio local. Mas no fim deu tudo certo, e eles fizeram um dos melhores shows daquela edição.

Rock in Rio 3 (2001)

Para a terceira edição, a equipe do Rock in Rio achou melhor voltar para onde tudo começou. O mesmo terreno onde havia acontecido a edição de 1985. Mas isso não evitou que muitas tretas acontecessem, principalmente porque, ao tentar organizar melhor e colocar tudo em pratos limpos, os organizadores oficializaram o que tanto havia acontecido em 1991. Constava nos contratos que as bandas brasileiras não teriam direito a passar som, interferir na montagem do palco ou escolher que horário preferiam tocar. O resultado foi um boicote das principais bandas brasileiras que se apresentariam, como O Rappa, Skank, Raimundos, Cidade Negra e Charlie Brown Jr. Outra treta foi a inclusão de uma noite teen , que contaria com artistas como N’Sync, Britney Spears e Sandy & Júnior. Os puristas do rock ficaram ressentidos com a inclusão desses artistas. Pra piorar, aquela turma das bandas brasileiras do boicote ficaram sabendo que a dupla Sandy & Júnior receberia um cachê bem maior do que o acertado com os outros artistas brasileiros. Britney Spears protagonizou pelo menos duas polêmicas em sua apresentação. Primeiro que ela foi muito criticada por utilizar playback em vários momentos, mas o mais engraçado foi que, em certo momento de sua apresentação, ela vai para o backstage para uma troca de roupa. Ela usava um microfone desses de headset, e acabaram deixando o microfone dela aberto e toda a conversa dela com a produção nos bastidores foi ouvida pelo público e transmitida ao vivo pela TV, incluindo ela xingando e criticando sua própria equipe.

Rock in Rio 8 (2019)

O tempo é o melhor professor. Indiscutivelmente a organização do Rock in Rio aprendeu muito com os erros do passado e, ao longo dos anos, foi alinhando melhor sua relação com artistas, melhorando sua infra estrutura e investindo cada vez mais para que o público possa viver uma grande experiência. Mas, a edição de 2019 voltou a ter um número acima da média de tretas e polêmicas. Uma delas é uma polêmica que sempre perseguiu e continua perseguindo o festival: a crítica a outros gêneros musicais. Em 2019, a presença de artistas do funk e rap em larga escala fez muita gente xingar muito no Twitter. E boa parte das polêmicas daquele ano giraram em torno desse núcleo. O Rock in Rio 8 foi marcado por muitas manifestações políticas do público, contra o então presidente Jair Bolsonaro e em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco. Durante o show do Black Eyed Peas, uma das principais atrações, Will.i.am disse, em inglês, claro, que amava bossa nova. Porém, sua pronúncia das palavras bossa nova saiu embolada. O público entendeu que ele havia mencionado Bolsonaro e desabou em vaias e xingamentos. Anitta também causou polêmica. Após forte apelo de seu público, ela não foi escalada para tocar na sétima edição do festival, em 2017. Mas em 2019 estava lá e causou geral. Ficou marcada sua frase “Vocês pensaram que eu não ia rebolar minha bunda no Rock in Rio?” Por fim, uma das atrações mais importantes do festival, o rapper Drake também fez o clima desandar ao proibir que seu show fosse transmitido pela TV, coisa que já estava até acordada em contrato. O bonitão quase não sobe ao palco e conseguiu barrar a transmissão. Sujeitinho bem antipático…

Rock in Rio 10 (2024)

O Rock in Rio 10 só vai rolar daqui dois meses, do dia 13 ao dia 22 de setembro. Mas a porrada já está lambrando desde já internet afora! O que acontece é que muito gente está criticando o line up do festival. O Rock in Rio comemora este ano seus 40 anos. Sim, a primeira edição foi em 1985, e os 40 anos completos seria só ano que vem, mas como o festival já vem de uma programação de rolar a cada dois anos e tal, acaba que a celebração foi adiantada alguns meses. A treta já começou quando os primeiros headliners foram sendo anunciados, e o público sentindo falta do rock. Confirmaram Mariah Carey, Ed Sheeran, Cindy Lauper, Katy Perry… e, até então, nenhum megadethzinho pra alegrar a turma. Já com praticamente todas as datas fechadas, o dia 21 de setembro ainda se mantinha vazio, e era a esperança dos roqueiros, daquele ser o dia do metal ou algo assim. Para desgosto desse pessoal, o dia 21 foi anunciado como o Dia Brasil, e vai contar com atrações nacionais apenas. Sepultura, Ratos de Porão, Angra… ? Nada disso! Chitãozinho & Xororó, Ana Castela e Luan Santana! É a primeira vez que artistas sertanejos participam do evento. E a internet veio abaixo! Muita gente vem dizendo que é um absurdo que o festival que traz o rock no nome, ao celebrar seus 40 anos e 10 edições não só não valorize o rock, como inclua sertanejos no line up. Uma verdadeira afronta, é o que dizem. A treta ainda segue movimentando as redes sociais. E quem acha que não tem nada de rock no Rock in Rio, saiba que estão confirmada as bandas Avenged Sevenfold, Evanescence e os veteranos da banda Journey, sim, aqueles da música Don’t Stop Believing. O Rock in Rio 2024 parece ter optado por não ter nenhuma banda de rock pesado, mas compensa mantendo um clima pesadíssimo nas redes sociais.

No fim das contas, em qualquer evento grande, que envolva muita gente, muitos artistas de egos inflados e fãs coléricos, a chance de sair tretas e polêmicas é praticamente 100%. Em especial o Rock in Rio, em praticamente todas as edições, as críticas mais frequentes são justamente referentes à inclusão de outros gêneros musicais que não o famigerado rock. Conclui-se portanto que o erro foi de quem criou o festival, lá em 1985, e botou a palavrinha rock no nome. Se fosse Music In Rio, não estaríamos aqui nos deliciando com tanta polêmica. E além de não dispensar uma boa fofoquinha com um cafézinho coado e bolo de fubá, na Strip Me todo mundo é entusiasta de grandes festivais e apaixonado por música! Isso pode ser facilmente constatado nas nossas coleções de camisetas de música, cultura pop e brasilidades, além das camisetas de arte, cinema, bebidas, games e muito mais. Na nossa loja você confere tudo isso e ainda fica por dentro dos nossos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist com o que de melhor passou pelos palcos do Rock in Rio ao longo desses 40 anos. Rock in Rio Top 10 tracks.

Para assistir: A Globoplay produziu uma série documental de 5 episódios bem legal sobre o festival. Rock in Rio – A História, foi lançado em 2022 e vale a pena conferir. Tem entrevista de muita gente bacana e várias histórias interessantes.

Especial Dia das Mães: 8 mamães que são puro rock n’ roll.

Especial Dia das Mães: 8 mamães que são puro rock n’ roll.

O Dia das Mães está chegando. Para celebrar e homenagear todas as mães, a Strip Me escolheu 8 mães super especiais, que esbanjam talento muito além da maternidade.

“Ter filhos me fez perceber que fazer do mundo um lugar melhor começa dentro de casa.” Essa frase foi dita pela Madonna, quando falava numa entrevista sobre ser mãe e, ao mesmo tempo, uma pessoa tão influente e exposta na mídia. Madonna é, notavelmente, uma mãe orgulhosa, mas não é a única no universo pop. Em especial no mundo da música, são muitos os casos de mulheres que se tornaram mães e seguiram adiante na carreira de artista, e em muitos desses casos, os filhos acabam também se envolvendo com música.

A maternidade é uma dádiva, e não um fardo (apesar de dar um trabalhão, é verdade). Para deixar isso bem claro, a Strip Me vai falar rapidamente sobre 8 mães que são verdadeiras estrelas da música pop. Se prepara aí e segue a lista.

Baby do Brasil

Também conhecida como Baby Consuelo, Baby do Brasil é dessas personagens pitorescas da cultura brasileira. De visual extravagante e voz potente, a cantora fez parte de uma das bandas mais influentes e marcantes da música contemporânea brasileira, os Novos Baianos. Baby nasceu Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, num lar de pais conservadores no Rio de Janeiro. Quis aprender música, mas os pais negaram, almejando para a filha uma carreira como jurista ou jornalista, profissões do pai e da mãe respectivamente. Mesmo assim, ela deu um jeito de fazer aulas de violão, e chegou a ganhar um concurso de talentos na escola aos 14 anos. Com 17 anos, em 1969, inebriada pelos ventos libertários do rock n`roll, fugiu de casa e foi para Salvador. Lá conheceu Moraes Moreira e sua turma e formou-se os Novos Baianos. Baby e o guitarrista Pepeu Gomes logo se engraçaram, se apaixonaram e casaram. O relacionamento durou de 1969 a 1988, um casamento que gerou seis filhos: Sarah Sheeva, Zabelê, Nãna Shara, Pedro Baby, Krishna Baby e Kriptus Gomes. Ao longo de todo esse tempo, Baby nunca abandonou os palcos. Seus filhos todos são artistas e envolvidos de alguma forma com a música.

Chrissie Hynde

Hynde é uma dessas mulheres inacreditáveis. Talentosa, vibrante, bem resolvida e muito influente. Apesar de não ser assim tão popular aqui no Brasil, sua banda, The Pretenders, é respeitadíssima e muito popular na Inglaterra e nos Estados Unidos. Ela nasceu numa cidadezinha perto de Cleveland, Ohio. Era adolescente no começo dos anos 70 e, em Cleveland, viu shows de Iggy Pop & The Stooges, Rolling Stones e muitos outros. Se ligou que seu mundo era esse e decidiu ser jornalista de música em Londres, para onde se mudou em 1973. Lá conheceu Malcolm McLaren e uma cena musical prestes a explodir. Reza a lenda que deu os primeiros toques a Steve Jones, para que ele aprendesse a tocar guitarra, e posteriormente formasse os Sex Pistols. Em 1978 ela formou sua própria banda, The Pretenders. Se casou com Ray Davis, guitarrista da banda The Kinks, com quem teve uma filha, Natalie Ray Hynde. O relacionamento não vingou e, anos depois, ela se casou com Jim Kerr, vocalista da banda Simple Minds, com quem teve outra filha, Yasmin Kerr. Chrissie criou as duas filhas sozinha, pois logo que nasceram as meninas, os respectivos pais se afastaram após o fim do relacionamento com a mãe. Hynde nunca deixou de tocar e realizar seus projetos, e fez um ótimo trabalho ao criar duas mulheres notáveis. Natalie é uma ativista em organizações pelos diretos humanos e Yasmin é atriz.

Fernanda Takai

A banda Pato Fu foi uma das mais brilhantes bandas surgidas no rock brasileiro dos anos 90. Uma banda que se distanciava da onda maníaco-depressiva do grunge e evocava Mutantes, mas com uma linguagem moderna. Tudo graças à inventividade do guitarrista John Ulhoa e, principalmente, do carisma e talento de Fernanda Takai, vocalista. Fernanda Takai é uma mulher fantástica. Além de compor, cantar e tocar violão e guitarra no Pato Fu, tem uma excelente e consolidada carreira solo como cantora, e também escreve livros de crônicas e contos. Casada com seu parceiro de banda, John, desde 1995, o casal teve uma filha, nascida em 2003, Nina Takai Ulhoa. A maternidade fez Fernanda amadurecer muito e, por consequência, produzir trabalhos literários e musicais mais profundos. Além disso, a o casal Fernanda e John aproveitaram a chegada da pequena Nina para gravarem os discos Música de Brinquedo, volumes 1 e 2, onde fazem versões super divertidas de canções pop usando somente instrumentos de brinquedo e participação de crianças cantando.

Amy Lee

Amy Lee é a mais jovem dessa lista, representa uma geração mais atual. Apesar de mais jovem do que as demais mulheres aqui citadas, ela não deixa nada a desejar em talento e atitude. Amy Lee nasceu na California, mas ao longo de sua infância, morou em cidades da Florida e Illinois. Em sua adolescência, a família finalmente fixa residência em Little Rock, Arkansas. Amy Lee estudou piano por nove anos e, ainda jovem, almejava ser concertista de música clássica. Mas no fim dos anos noventa acabou sendo atraída pela música pop e o rock n’ roll. Em 1998 montou a banda Evanescence, com a qual se tornou mundialmente famosa. O primeiro disco da banda foi lançado em 2003 e, de lá pra cá, ela nunca mais parou. Além de sua banda, Amy tem uma prolífica carreira solo , tendo feito trilhas sonoras para filmes e participado de vários projetos, incluindo parcerias com as bandas Korn e Bring Me The Horizon. Casada desde 2007, Amy Lee teve seu primeiro filho em 2014, Jack Lion Hartzler. A maternidade a impactou de tal forma, que ela acabou compondo e produzindo todo um disco com músicas inspiradas no seu filho. O álbum com 12 faixas foi lançado em 2016, chamado Dream too Much.

Rita Lee

Falando em Lee, a nossa rainha do rock não podia ficar de fora dessa lista. Rita Lee Jones já nasceu com nome de rockstar, em São Paulo no ano de 1947. Compositora, cantora, multi instrumentista, escritora, atriz e ativista vegana e defensora dos animais, Rita Lee é uma das artistas mais importantes da música brasileira. Fez parte da fundamental banda Mutantes 5e em sua carreira solo vendeu mais de 55 milhões de discos, sendo a mulher que mais vendeu discos na história da música no Brasil, ficando apenas em quarto lugar no geral, atrás apenas de Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e Tonico e Tinoco. Em 1976 ela se casou com Roberto de Carvalho, parceiro da vida e da música, com quem teve três filhos: Beto, João e Antônio. Dos três, o primogênito Beto Lee se destacou como músico, fazendo parte inclusive da banda de apoio da mãe em algumas turnês como guitarrista. Rita Lee faleceu, vítima de um câncer, em maio de 2023. Ela deixa um legado inestimável de arte e de vida, inspirando as mulheres a lutarem por seus direitos, sendo e fazendo o que bem quiserem.

Linda McCartney

Mesmo que não tivesse se casado com um dos maiores nomes da música pop de todos os tempos, Linda seria considerada uma mulher a frente do seu tempo. É verdade que ela nasceu em berço de ouro, teve acesso às melhores escolas e provavelmente teria uma vida muito confortável mesmo se optasse por nunca trabalhar na vida. Mas o que ela mais fez foi trabalhar. Se formou em artes e se apaixonou por fotografia. Já como fotógrafa profissional ela trabalhou, entre outras publicações, para a revista Rolling Stone. Ao longo da década de sessenta, ainda antes de conhecer seu futuro marido, Linda Eastman fotografou The Who, Jimi Hendrix, The Doors, Bob Dylan, Aretha Franklin, Ottis Redding e muitos outros, até que fotografou os Beatles em 1968, conheceu Paul McCartney e o resto é história. Ao lado de Paul, Linda continuou sua carreira como fotógrafa, mas também passou a cantar e tocar teclado ao lado do marido na banda Wings. Linda já tinha uma filha antes de conhecer Paul. O beatle adotou legalmente a criança, que passou a se chamar Heather McCartney. O casal teve mais 3 filhos depois de se casar: Mary, que também é fotógrafa, Stella, uma das mais celebradas estilistas de moda do mundo, e James, músico como o pai. Linda também era vegetariana e ativista pelos direitos dos animais. Ela faleceu em 1998, em decorrência de um câncer.

Elis Regina

Elis era uma força da natureza. Dona de um carisma magnético e uma voz poderosíssima, Ela começou cedo na música. Aos 16 anos já trabalhava numa rádio em Porto Alegre, cidade onde nasceu. Descoberta por um produtor, ela foi para o Rio de Janeiro, onde realmente sua carreira deslanchou. Com sua personalidade forte, se consolidou indo na direção oposta ao padrão da época. Enquanto todo mundo cantava bossa nova baixinho, no melhor estilo João Gilberto, Elis soltava a voz sem medo. Foi pioneira na concepção de grandes shows de música, com roteiro, direção e cenário. Autêntica, sem medo de ser polêmica, com opiniões firmes e uma incessante luta pela liberdade, não só do país, que vivia um momento político castrador, como das mulheres, Elis Regina sempre foi um exemplo de mulher. Elis se casou duas vezes e teve três filhos, aos quais ela criou muito bem, sem nunca parar de trabalhar. Tanto que os três, João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, têm carreiras de sucesso no mundo musical. Elis morreu em janeiro de 1982 sob circunstâncias controversas. Tudo indica que ela sofreu uma overdose de cocaína e bebida alcoólica, mas há quem diga que, ainda que ela usasse drogas e bebesse com frequência, era controlada e raramente cometia excessos, sugerindo que ela sofreu uma parada cardíaca, que poderia acontecer com qualquer pessoa, mesmo sem o uso de drogas ou álcool. De qualquer maneira, o que fica é o legado e a obra de Elis Regina, a maior cantora da música popular brasileira.

Madonna

A diva maior e rainha do pop é mais uma dessas mulheres mega inspiradoras e admiráveis. Madonna nasceu numa cidadezinha no meio do Michigan, sempre foi muito ligada à família. Por ter perdido a mãe muito nova, que morreu por conta de um câncer, Madonna sempre foi muito apegada ao pai e aos irmãos. Mas também era dedicada aos estudos e à arte, em especial a dança. Com 17 anos se mudou para New York com nada mais que 35 dólares no bolso. Lá, migrou da dança para a música, fazendo parte de bandas de rock até iniciar uma carreira solo vitoriosa. Além de ser a cantora mais reverenciada no mundo, Madonna também é empresária, atriz e escritora. Ela já declarou que a maternidade mudou radicalmente sua vida, fazendo com que ela explorasse novos sentimentos em sua música, bem como a aproximando de uma espiritualidade que, até então, ela não tinha. Madonna tem ao todo seis filhos, sendo dois deles biológicos e quatro adotados: Lourdes Maria, Rocco, David, Mercy James, Stella e Estere. Além de todos os méritos de Madonna como artista, ela deve ser lembrada como uma mãe exemplar, que deixa claro que o amor materno não se resume unicamente aos filhos gerados pela mulher.

Isso tudo é só pra exaltar mesmo todas as mães do mundo, as famosas e anônimas, artistas ou engenheiras, dançarinas ou médicas, poetisas ou matemáticas, atrizes ou empresárias… ou tudo junto, afinal, se tem uma coisa que só as mães conseguem é ser um monte de coisas ao mesmo tempo. Esta é uma homenagem da Strip Me a todas as mães. E você pode contar com a gente para presentear a sua mãe com uma camiseta linda das nossas coleções de arte, música, cinema, cultura pop e muito mais, e você pode também personalizar como quiser uma camiseta para ela, basta entrar no nosso site e seguir as instruções. Dá uma olhada na nossa loja e aproveita pra ficar por dentro de todos os lançamentos, que pintam por lá todo dia.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist delícia com uma música de cada artista que citamos aqui, e mais duas músicas especiais sobre maternidade. Mother Top 10 tracks.

Cadastre-se na Newsletter
X

Receba nossos conteúdos por e-mail.
Clique aqui para se cadastrar.