Decifra-me ou te devoro. Pois é, cultura nenhuma conseguiu decifrar o Brasil, e todas acabaram devoradas. Aqui, no lugar da Esfinge temos um pajé Tupinambá trajando um manto de penas vermelhas se alimentando de carne e sabedoria ao mesmo tempo. A antropofagia moldou a arte pop brasileira desde os modernistas da década de 1920 até os rimadores de trap e funk da atualidade.
E assim foi com a música, com a literatura, com a moda. E, claro, na arte. Se a Pop Art lá fora transformava objetos de consumo em ícones e celebridades em arte, por aqui esse espírito foi mastigado, deglutido e reinventado em cores vibrantes, gambiarras criativas e muito humor. É dessa digestão criativa que nasce a arte pop brasileira e, mais adiante, o Design Pop Brasileiro: uma estética que mistura o lifestyle das ruas, música, cultura e moda, sempre com a cara do Brasil. É também nesse território que a Strip Me encontra inspiração para criar suas estampas.
O que é o Design Pop Brasileiro?
O termo pode não estar nos manuais acadêmicos, mas basta andar pelas ruas para entender. O Design Pop Brasileiro é essa vertente criativa que mistura o legado da Pop Art global com a identidade tropical. Ele aparece nos lambe-lambes que grudam poesia e propaganda em postes, nos grafites que transformam muros em galerias a céu aberto, nas capas de discos que se tornaram tão icônicas quanto as músicas que marcaram gerações. Mais do que estética, é uma tradução visual das brasilidades no design: improviso, humor, cor e ousadia. Um reflexo vivo daquilo que chamamos de arte pop brasileira, ou simplesmente brasilidade.
Design e música brasileira: da Tropicália ao funk
Se a Pop Art internacional olhava para produtos de consumo e celebridades, no Brasil a inspiração veio da música. A Tropicália, nos anos 60, foi um manifesto vivo de antropofagia cultural: Gil, Caetano, Gal e os Mutantes devoraram Beatles, rock psicodélico e bossa nova para criar algo novo, embalado por cores, sons e imagens. Hélio Oiticica, com seus parangolés e instalações, também traduzia essa ideia de que tudo podia ser arte, de que nada estava fora do cardápio. Essa conexão entre design e música brasileira foi decisiva. Do samba e o Carnaval cheio de cores e alegorias, ao minimalismo sofisticado da gravadora Elenco, passando pelo rock nacional dos anos 80 até a estética vibrante do funk com seus bailes e ostentações, cada movimento deixou sua marca visual. Esse diálogo entre música e imagem ajudou a consolidar a arte pop brasileira como linguagem visual. E todos eles ajudaram a consolidar a identidade única da cultura pop no Brasil.
As ruas como vitrine: cartazes, cores e humor
O coração do design brasileiro sempre esteve nas ruas. É ali que nasce a tipografia vernacular, o lambe-lambe, o grafite. Letras pintadas à mão, cartazes coloridos que disputam atenção, muros que viram outdoors improvisados. Esse ruído visual, cheio de humor e espontaneidade, é um patrimônio cultural. Ele mostra como o brasileiro transforma necessidade em estética, e é justamente essa estética que hoje inspira coleções de moda. Sem falar no design pop brasileiro caseiro, o filtro de barro, o piso de caquinho…Algumas das nossas brasilidades no design, que antes eram vistas como “bregas”, mas hoje brilham como exemplos autênticos da arte pop brasileira.
Do underground para a moda
Por muito tempo, essa estética viveu apenas em capas de discos independentes, zines, grafites, cartazes de shows. Mas aos poucos, o Design Pop Brasileiro foi ocupando passarelas e vitrines. Marcas independentes perceberam que não havia nada mais legítimo do que vestir a cultura de onde a gente veio. É nesse momento que a Strip Me se destaca com camisetas que não são apenas roupas, mas suportes para essa mistura de referências, da malandragem do samba à rebeldia do punk, do filtro de barro ao doguinho caramelo. Aqui, a moda se encontra com a cultura pop no Brasil e mostra como a moda e cultura pop podem andar juntas, traduzindo quem somos.
Por que o Design Pop Brasileiro conquista hoje a moda e a cultura pop?
Vivemos uma era em que autenticidade vale mais do que qualquer logo de marca famosa. O público jovem e adulto busca peças que tenham história, identidade e, claro, humor. O Design Pop Brasileiro entrega tudo isso: conecta com a nostalgia das capas de vinil, com a estética das ruas e com a vontade de vestir algo que seja verdadeiramente nosso. Mais do que tendência, é uma forma de afirmação cultural. É dizer: “esse sou eu, esse é o meu país, essa é a minha mistura.” É nesse cenário que a moda e cultura pop se encontram de forma natural, dando corpo a uma geração que busca referências próprias. É a cultura pop do Brasil que se transforma em atitude. E a Strip Me está nessa junto, transformando cultura em moda com muita autenticidade.
Camiseta Color PaletteCamiseta Copo ArtCamiseta Piso de Caquinhos
O Design Pop Brasileiro é a fusão de arte, música e brasilidade que colore muros, enche olhos e veste pessoas. É improviso, é criatividade, é memória coletiva. Esse é um dos capítulos mais vibrantes da cultura pop no Brasil, e ele encontra na moda e cultura pop uma forma de se materializar com originalidade e vigor. Quer ver como essa estética se transforma em camiseta? Dá uma olhada nas coleções da Strip Me. São camisetas de música, arte, cinema, cultura pop, brasilidades e muito mais. Cola lá no nosso site e descubra como o design brasileiro pode virar sua próxima peça favorita.
Vai fundo!
Para ouvir: Já que falamos de tropicalismo, tá aí uma playlist deliciosa com o que de melhor foi feito neste movimento divino maravilhoso. Tropicalismo Top 10 tracks,
Camiseta Rosa SambaCamiseta Vira Lata CarameloCamiseta Onça Pintada
A Coleção Sustentabilidade da Strip Me nasceu para mostrar que é possível unir estilo, conforto e consciência ambiental. Mais do que tendência, a moda sustentável é um compromisso com o planeta e com as próximas gerações. Cada camiseta sustentável dessa coleção é pensada desde o tecido de algodão certificado BCI até a embalagem reciclável. É sustentabilidade com estilo e muita originalidade.
O ponto de partida é o tecido de algodão certificado BCI (Better Cotton Initiative), que garante práticas agrícolas mais responsáveis, menor uso de recursos e respeito aos trabalhadores. As estampas são feitas com tinta à base de água e biodegradável, tornando a nossa produção sustentável em todas as etapas para todo o nosso catálogo de produtos. É moda responsável na essência! Outro destaque é a produção sob demanda, que evita resíduos e desperdício, reduzindo o impacto ambiental. E, para fechar o ciclo, nossas peças chegam até você em embalagem reciclável, feita de papel pardo reciclado, eliminando o uso de plástico. Para a Strip Me, sustentabilidade é assunto muito sério, mas que pode ser abordado com elegância e muito bom humor, é claro. Olha só.
5 peças que representam a Coleção Sustentabilidade
Selecionamos cinco modelos que traduzem o espírito dessa linha, unindo moda consciente e design original.
Com a frase Rethink. Reuse., a camiseta rethink é um convite para rever hábitos e repensar o consumo. Produzida em tecido de algodão certificado BCI, combina conforto e estilo com uma mensagem poderosa. Um símbolo da moda sustentável que faz pensar, mas também inspira ação.
Camiseta Green Again
Camiseta Green Again
Mais que roupa, um manifesto. A camiseta green again subverte um slogan político questionável (para dizer o mínimo) e dá a real sobre o que realmente precisa voltar a ser great again. Feita em tecido de algodão certificado BCI, é perfeita para quem quer camiseta verde para além da cor do tecido, com muito significado.
Estilo retrô e consciência ambiental na mesma peça, pra segurar a barra forte da sustentabilidade. A camiseta bicicleta celebra o transporte limpo e uma ótima canção pouco lembrada de Freddie Mercury e sua turma. É feita com algodão orgânico certificado e estampa eco-friendly. Um clássico da Coleção Sustentabilidade que veste bem em qualquer ocasião. Além disso, é uma excelente opção para quem busca uma camiseta verde no sentido mais amplo: sustentável, duradoura e cheia de personalidade.
Inspirada nos ecossistemas brasileiros, a camiseta biomas valoriza nossa riqueza natural e prova que brasilidade vai muito além do borogodó e da cervejinha & pé na areia. Produzida com tecido de algodão certificado BCI e impressão ecológica, reforça a importância da sustentabilidade na preservação do meio ambiente. Afinal todo mundo quer desfrutar da natureza, mas para isso, a gente precisa manter ela existindo.
Uma chamada urgente pra carregar no peito. A camiseta mudança climática traz esse alerta com classe e elegância, além de também ser feita com malha premium sustentável. É a camiseta sustentável que prova (e provoca) que moda também é comunicação. Uma estampa para teórico da conspiração nenhum botar defeito!
Por que vestir a Coleção Sustentabilidade?
Escolher peças da Coleção Sustentabilidade é optar pela moda consciente, que respeita pessoas, animais e o planeta. É saber que cada camiseta sustentável foi feita para durar, evitando o ciclo de descarte rápido. Além de trazer mensagens fundamentais com leveza, sofisticação e originalidade. A Strip Me defende o conceito de camiseta verde indo muito além do literal. E isso vale para todas as nossas coleções. Mas a gente faz questão de trazer uma coleção exclusiva para este tema, provando que sustentabilidade com estilo é um investimento inteligente e necessário. Afinal, vestir Strip Me é um ato de moda consciente, que alia estilo, propósito e impacto positivo.
Sustentabilidade como estilo de vida
A Strip Me acredita que moda sustentável é mais do que vestir roupas com frases espertas e mensagens ecológicas: é abraçar um estilo de vida. Ao usar uma camiseta rethink, uma camiseta green again ou qualquer peça da Coleção Sustentabilidade, você se torna parte de um movimento por um futuro mais equilibrado. É sobre vestir a mudança, literalmente, seja com a camiseta bicicleta, a camiseta biomas ou a camiseta mudança climática. Reforçando que cada compra é entregue em embalagem reciclável feita de papel pardo reciclado, vestir a Strip Me significa também apoiar um ciclo mais limpo e consciente de consumo.
Conheça agora a Coleção Sustentabilidade no site da Strip Me e descubra como é possível unir moda responsável, personalidade e cuidado em cada detalhe, da confecção à embalagem reciclável que chega até você. Porque vestir bem também é vestir o que você acredita.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Como Fazer Festa Junina em Casa: O Guia Criativo da Strip Me
Ideias criativas, comidinhas afetivas e uma dose generosa de brasilidade pra você montar um arraiá autêntico, divertido e do seu jeito, sem sair de casa. A Strip Me apresenta um manual prático para reunir a galera em casa para uma festa junina inesquecível.
Festa junina é coisa muito boa! O som da quadrilha na praça, as barracas de pesca e argola, o cheiro de milho e quentão no ar. É realmente tudo muito divertido. Mas tem seus percalços, né? Criançada correndo e soltando bombinha, fila pra comprar canjica, aquele DJ sem noção tocando sertanejo universitário misturado com funk e vários sons nada a ver com rolê. Todavia, existe um mundo ideal para quem ama festa junina, mas não quer confusão, perrengue e nem aglomeração.
Fazer uma festa junina em casa é totalmente possível e, melhor ainda, pode ficar com a sua cara, seu gosto e seu estilo. Com criatividade, bom humor e muita brasilidade, você transforma sala, quintal ou varanda em um verdadeiro arraial caipira estiloso. E é disso que trata este manual. Um guia prático pra montar um arraiá personalizado e cheio de charme, que mistura tradição com liberdade. A Strip Me entrega aqui todas as dicas pra você transformar esse sonho em realidade.
Decoração — Como montar um boteco caipira no seu lar
Vamos ser honestos: parte do encanto da festa junina está no visual. Claro, se você mora num apartamento, não vai fazer uma fogueira no meio da sala. Mas dá sim pra criar um ambiente acolhedor, divertido e com aquele ar de festa do interior gastando pouco, e botando a mão na massa, claro.
Pense como um cenógrafo de boteco rural com senso estético pop. Papel pardo, jornal antigo, retalhos coloridos ou tecidos florais viram bandeirinhas com muito mais personalidade do que qualquer kit de loja de festas. Pisca-pisca de Natal ressurge como luz ambiente, enfiado em garrafas de vidro, enrolado em caibros de madeira, criando um climinha meio interior, meio Instagramável.
Montar uma barraca de bebidas estilo balcão de boteco pode ser uma Ideia boa pra centralizar tudo. Pode ser uma mesinha com plaquinhas escritas à mão: “quentão aqui”, “cura tudo”, “pra esquentar o coração”. Enfeite com baldinhos de zinco, canequinhas de alumínio, garrafas reaproveitadas e toalha xadrez. Se tiver chapéu de palha sobrando, ele vira centro de mesa com amendoins dentro. As possibilidades são vastas.
Toques finais que fazem diferença:
Engradados de madeira empilhados com plaquinhas como “Só entra descalço”, “Cuidado com o boto” ou “Favor dançar agarradinho”.
Painel de fotos antigas (se tiver da família, melhor ainda) com moldura feita de juta ou palha.
Um varal com camisas xadrez antigas penduradas, dando pinta de quintal de casa de sítio.
No fim das contas, o que vale é a vibe. A estética caipira tem força, tem afeto e tem humor — tudo que uma festa boa precisa.
Comes e bebes — Cardápio junino com opção pra todo mundo
Se tem algo que une qualquer festa junina é o cheirinho das comidas. Milho, coco, amendoim, canela… tudo isso perfuma o ambiente e faz a gente lembrar da infância, da casa da vó, do interior, mesmo que a gente tenha crescido em apartamento. Só que aqui, no seu arraiá caseiro, dá pra manter o sabor das tradições com um toque de criatividade, acolhendo também quem é vegano, vegetariano ou tem alguma restrição.
A base da comida junina por si só já é democrática. Muitas receitas são naturalmente sem carne — e outras podem ser adaptadas sem perder o charme. Aqui vão algumas ideias pra montar um cardápio afetivo e inclusivo:
Salgadinhos do bem (e do bão!)
Caldo verde com couve e batata-doce (versão vegana com tofu defumado ou linguiça vegetal).
Cuscuz de milho com legumes grelhados.
Espetinho caipira vegano com tofu temperado, pimentão, cebola e tomate cereja.
Pipoca salgada com páprica defumada, orégano e flor de sal.
Docinhos da roça com twist
Canjica de leite de coco e especiarias.
Pé de moleque com rapadura e castanha-do-pará.
Bolo de milho com goiabada (versão vegana com leite vegetal e substituto de ovo).
Paçoca caseira de amendoim com aveia e flor de sal.
E pra beber?
Quentão com vinho ou cachaça — e também a versão sem álcool.
Look junino com personalidade — Estilo caipira sem virar fantasia
A festa é junina, mas o visual não precisa ser figurino de quadrilha escolar. Nada contra o dente pintado e o remendo de feltro (tem seu valor!), mas aqui a ideia é trazer a vibe caipira pro seu estilo real: confortável, moderno e com muita brasilidade.
O segredo é misturar referências. Dá pra brincar com o xadrez, o jeans, o couro fake e até a palha — mas com equilíbrio, sem parecer personagem.
Escolha peças que você realmente usaria em outro momento. O estilo junino não precisa estar preso a uma data ou festa específica. Ele pode ser uma homenagem a estética brasileira, reinventado com criatividade e liberdade. E a Strip Me é especialista nisso, peças incríveis para todos os rolês.
Música e brincadeiras — Diversão sob medida pro seu arraiá particular
Toda boa festa tem trilha sonora. E toda festa junina tem a chance de ser também um festival de pé de serra, xote, baião, forró, e até umas misturas mais ousadas. Aqui, o som é você quem escolhe — e não precisa se prender ao repertório tradicional. O que importa é botar a galera pra bater o pé no chão.
Rock rural: Alceu Valença, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Sílvio Brito.
Dica esperta: transforme a playlist em colaborativa no Spotify. Ao final do texto, como sempre, temos aquela nossa playlist temática no capricho pra você se inspirar.
Brincadeiras com alma
Correio elegante: bilhetes poéticos, flertes leves, recados de amizade.
Estação de selfies com adereços DIY.
Desafio do forró improvisado.
E um lembrete importante! Nada de fogos de artifício com barulho, hein? O estampido é um sofrimento real pra cães, gatos e outros animais. A gente aqui quase gosta mais de bicho do que de gente (quase…), então deixa essa pira de fogos pra lá e faz barulho só com sanfona, risada e copo batendo na mesa.
Camiseta JaboticabaCamiseta Festa JuninaCamiseta Menu de Bar Preta
A festa junina feita em casa é um convite à reinvenção: da comida ao look, da decoração ao som. É sobre reunir gente querida, ouvir causos, rir alto, experimentar novos sabores, brincar com a tradição sem medo de dar o seu toque pessoal. E é também sobre valorizar o que o Brasil tem de mais bonito: sua diversidade, sua criatividade e sua capacidade infinita de transformar o simples em extraordinário. Não importa se é na sala, no quintal ou na laje. O que importa é fazer barulho, diversão e arte!
O fato é que tudo isso faz parte da estética brasileira. Mas essa é só uma camada. É a fachada do estabelecimento. Porque aqui, do lado de dentro, tem muito mais.
Existe outra estética — mais profunda, mais cotidiana, mais verdadeira. Uma estética que não se aprende em faculdade de design e não aparece em comerciais de TV. Ela vive nas ruas, nos mercados, nos botecos, nos improvisos e nas soluções criativas que só o brasileiro é capaz de conceber.
É a gambiarra que funciona, o cartaz de oferta que grita em pincel atômico, o piso de caquinho que sobrevive a reformas, a samambaia que enfeita a sala. Uma estética feita de identidade visual popular, memória afetiva e personalidade única.
A Strip Me apresenta hoje esse Brasil colorido, criativo e autêntico. Um manual não oficial — mas totalmente reconhecível. E você com certeza vai se identificar em todos os capítulos.
Se você quer entender a estética do Brasil profundo, entre no primeiro botequim que encontrar. Aquela mesa de plástico colorida gasta, que outrora estampava alguma marca de cerveja. A parede de azulejo antigo que sobreviveu a reformas. O cardápio escrito à mão, pendurado na parede perto da TV. Aliás, TV esta que está estrategicamente colocada em cima de uma geladeira velha, e está sempre ligada, passando algum jogo de futebol ou capítulo de novela.
É uma decoração espontânea, e muito funcional. Cada item tem sua história e seu propósito. E tudo isso junto forma um estilo inconfundível, que combina nostalgia com improviso. Não é à toa que a gente se sinta tão em casa no boteco.
Capítulo 2 — Tipografia vernacular: a arte dos cartazes de supermercado
Os cartazes fluorescentes com preços absurdamente específicos (R$ 7,93, R$ 5,47…) são um capítulo à parte da estética brasileira. As letras desenhadas com pincel atômico em folhas coloridas são um exemplo claro do que se chama tipografia vernacular — um design espontâneo, direto, nascido da necessidade.
Esse tipo de lettering, feito à mão por funcionários de mercado, virou arte popular. Uma estética que não segue regras formais, mas que salta aos olhos e cumpre seu papel: comunicar com força, urgência e identidade.
Capítulo 3 — Decoração de casa: camadas de história e afeto
Na casa brasileira, estilos se misturam sem pedir licença. Piso de caquinho na varanda e no quintal, parede com textura de esponja na sala, filtro de barro na cozinha, ventilador de parede no quarto com umas fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim amarradas na frente, manta de crochê no sofá, toalhinha sobre a TV e rede na sala. Isso sem falar nos bibelôs ornamentando uma prateleira, onde uma Nossa Senhora e um Buda convivem na mais plena harmonia.
E, claro, as plantas: samambaia pendurada na varanda, costela de adão perto da janela, espada-de-são-jorge protegendo a entrada. É um ecossistema estético que vai além do visual — é memória afetiva, é aconchego, é o mais puro suco de Brasil.
Capítulo 4 — Estética das férias: o charme do descomplicado
A praia é um recorte muito peculiar da estética brasileira. Guarda-sol listrado, isopor com adesivo de cerveja, cadeira de alumínio com tecido desbotado, canga estampada com onça ou flores. E o som ambiente — que mistura o pagodinho com os gritos do vendedor de picolé — completa o cenário.
Tudo parece bagunçado, mas há uma ordem invisível. Uma lógica do improviso que funciona. É a estética da liberdade, do sol, da alegria coletiva.
Capítulo 5 — Gambiarra: a arte da solução brasileira
Poucas coisas definem melhor o Brasil do que a gambiarra. A criatividade diante da necessidade se transforma em arte cotidiana. É o ventilador amarrado com arame, o varal feito com fio de internet, a extensão tripla pendurada num prego.
Mais do que resolver problemas, a gambiarra brasileira inventa um novo jeito de olhar o mundo. Um jeito onde a estética também é adaptação. Por quê chamar de improviso, se podemos chamar de gambiarra?
Camiseta CadeirinhasCamiseta Cervejinha RepublicCamiseta Boto Fé
Essa estética que a gente vê nas ruas, nos botecos, nos mercados e nas casas brasileiras é muito mais do que decoração ou improviso — é um espelho da nossa história, da nossa criatividade e da forma como encaramos a vida. Ela fala de afeto, de solução prática, de beleza espontânea. Fala de um país que se reinventa todos os dias, com ou sem verba, com ou sem régua, mas sempre com identidade. E na Strip Me, o que não falta é personalidade, e exaltação às brasilidades. Confere na nossa loja as coleções de camisetas de Carnaval, Brasilidades, Plantas, Cultura Pop e muito mais. No nosso site você também ficas por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam por lá toda semana.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Top 10 Strip Me: 10 coisas gringas que o brasileiro melhorou.
O Brasil tem muitas tradições, hábitos e invenções autênticas, genuinamente brasileiras. Mas tem também muita coisa de outros países, que o brasileiro, não só incorporou, mas melhorou. A Strip Me te mostra 10 coisas gringas que ficaram melhores no Brasil.
O brasileiro bem sabe que quem tem limite é município. Para a criatividade, ousadia e alegria de quem é nascido e criado neste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, certamente não há limite. Mesmo tendo sido colonizado por europeus, o Brasil criou uma cultura própria e muito original. Mesclando conhecimento de povos originários, africanos escravizados e colonizadores europeus, criamos o samba, a cachaça e o hábito de tomar dois ou três banhos por dia quando está muito calor. Enfim, coisas que só se encontra aqui no Brasil. Mas, claro, tem muita coisa que nós absorvemos de outras culturas, como comer guacamole, ouvir reggae e fumar cigarrinho de artista… e depois comer guacamole de novo.
Mas muita coisa gringa que a gente acaba absorvendo para a nossa cultura, é drasticamente modificada e adaptada à nossa realidade, e acaba invariavelmente sendo melhorada. Do dogão de rua ao futebol, da cerveja ao Carnaval. A Strip Me lista agora para você as 10 melhorias mais marcantes de coisas gringas que fazem parte da cultura brasileira.
Esporte inventado na fria e sisuda Inglaterra, o futebol chegou aqui no Brasil no final do século XIX trazidos pelo Charles Miller. Rapidamente, o futebol se popularizou, e o brasileiro não só dominou o jogo, como o elevou a outro nível. Ainda mais depois de Pelé, Garrincha, Zico, doutor Sócrates e tantos outros magos da bola. Que o brasileiro melhorou o futebol, é algo inquestionável. Mas se você quiser um argumento realmente imbatível, basta comparar quantas copas do mundo o Brasil ganhou e quantas a Inglaterra ganhou.
Já que estamos falando de ingleses, eis aqui outra coisa tipicamente inglesa que o Brasil melhorou. Mas, calma. Antes de qualquer coisa, a gente sabe que o rock nasceu nos Estados Unidos, Chuck Berry, Elvis e etc. Mas, convenhamos, foram os ingleses que realmente formataram o rock n’ roll de maneira mais dinâmica e cativante através dos Beatles, Stones, The Who e tantos outros. Mas aí vieram os brasileiros e pegaram esse rock britânico e sapecaram ali um suíngue maroto, um temperinho latino, mas sem deixar perder a atitude. Claro que estamos falando do movimento tropicalista, que fez essa revolução musical invejável. Duvida? Basta perguntar pra caras como Sean Lennon, Beck e David Byrne (e se tiver a oportunidade de uma experiência espiritual, ao Kurt Cobain) qual a banda mais criativa que eles já ouviram. A resposta será Os Mutantes.
A primeira fotografia feita é atribuída a um francês, Joseph Nicéphore Niépce. E, por um longo período, principalmente na primeira metade do século XX, a fotografia foi dominada por europeus como Henri Cartier-Bresson e Robert Capa. Mas esse jogo virou nos anos 70 quando um fotógrafo mineiro começou a fotografar. Não é exagero dizer que Sebastião Salgado revolucionou a fotografia e o fotojornalismo. Seu olhar sensível e técnica apuradíssima para captar contrastes, nuances e ângulos perfeitos elevam a fotografia ao patamar de obra de arte. Mas o Sebastião Salgado não é o único brasileiro a se destacar mundo afora com seu talento na fotografia. Temos ainda grandes nomes como Araquém Alcântara, Claudia Andujar, Luiza Dorr, Rui Mendes e Walter Firmo.
Réveillon
A tradição de celebrar a virada do ano é comum a vários lugares do mundo, mas só no Brasil temos milhões de pessoas vestindo branco e pulando sete ondinhas na praia. Com direito a fogos de artifício e simpatias que vão de comer lentilha a colocar romã na carteira, o Ano Novo no Brasil é um espetáculo à parte. Vale a pena ressaltar que uma das coisas que torna a virada do ano tão bonita e divertida é essa preocupação com a cor da roupa a ser usada, o branco da paz, o amarelo da riqueza, o rosa do amor… enfim. Isso é uma coisa tipicamente brasileira. Se você for passar a virada do ano em qualquer outro país, dificilmente vai encontrar um monte de gente vestida de branco. Aliás, a origem mesmo de se usar branco no Ano Novo vem das religiões de matrizes africanas, que celebram sempre de branco, pulam ondas e fazem oferenda a Iemanjá.
E por falar em celebração, a festa junina é uma tradição católica que veio da Europa, através dos colonos portugueses, que celebravam o dia de São João, portanto, era chamada de festa joanina. Mas o brasileiro, que não pode ver uma festa, logo juntou os 3 principais santos católicos que tem seus dias celebrados no mês de junho, Santo Antônio, São Pedro e São João, pra poder fazer festa o mês inteiro, festas que passaram a se chamar, portanto, festas juninas. E a festa de São João em Portugal pode até ser ali muito bonita, tem sardinha assada e tal… e tem o fado, que é bonito, mas é triste, né… Aqui, meu camarada, a festa junina bota pra quebrar com música sertaneja animada, forró, quadrilha, sem falar nos rangos! Pipoca, milho cozido, paçoca, quentão, vinho quente… Olha, a gente melhorou, e foi muito, a festa de São João.
A história do Carnaval está relacionada principalmente com a Idade Média, mas, na real, remonta aos festivais da Idade Antiga, na Babilônia, e depois na Grécia e Roma. Apesar do forte secularismo presente no Carnaval, a festa é tradicionalmente ligada ao catolicismo, uma vez que sua celebração antecede a Quaresma. O Carnaval como a gente conhece tem influência direta do Carnaval que rolava em Veneza, na Itália, séculos atrás, quando as pessoas saíam pelas ruas de máscaras, dançando e bebendo livremente. Mas não tinha ziriguidum, né? Fica até difícil saber por onde começar pra justificar que a gente melhorou o Carnaval. O samba, os desfiles das escolas, os bloquinhos, os trios elétricos… olha, não é que a gente melhorou o Carnaval. A gente simplesmente o reinventou.
Dia dos Namorados
Aqui o papo é direto e reto. Você já experimentou comer fondue no verão, com calor de mais de 30 graus de noite? Você acha que romantismo e monogamia combinam com bloquinho e Carnaval de rua? Claramente, o dia dos namorados em fevereiro é uma sandice para nós, brasileiros. Muito melhor é ter o dia dos namorados em junho, que está mais friozinho, clima propício para um jantar a dois, uma taça de vinho. Até a festa típica do mês, a festa junina, exala romantismo, já que tem casamento na quadrilha e um dos santos celebrados é Santo Antônio, o santo casamenteiro. Inquestionavelmente, dia dos namorados brasileiro é muito melhor.
Português
São 9 no mundo os países que tem o português como idioma oficial. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. Em todos eles, o português falado se assemelha muito ao de seu país de origem, Portugal, com o sotaque e vocabulário. Exceto um, o Brasil, é claro! A gente claramente melhorou o idioma, não só com palavras e expressões únicas e charmosas como borogodó, malemolência e eita nóis, mas também imprimindo um ritmo na fala mais agradável e sonoro. E olha que nem vamos entrar aqui nos deliciosos sotaques diferentes que temos aqui no Brasil, todos maravilhosos. A malandragem do carioca, o bom humor do nordestino, o vigor do gaúcho, a leveza do mineirês e as expressões únicas dos nortistas. É igual o futebol. A gente não só aprendeu, mas dominou a parada e melhorou demais.
Tomar cerveja
Vamos com calma. A gente não vai dizer aqui que o brasileiro melhorou a cerveja. De maneira geral, a gente sabe que não dá nem pra comparar as nossas cervejas mais populares com cervejas alemãs, belgas ou holandesas. Agora, o jeito de tomar cerveja, isso a gente melhorou sim, e não tem o que discutir. Onde já se viu tomar cerveja em temperatura ambiente? Esses gringos já viram como é que é a nossa temperatura ambiente aqui? Além do mais, não é só o prazer de tomar uma cerveja estupidamente gelada. Mas é o boteco, a mesa na calçada, a churrasqueirinha com espetinho, a conversa animada com a turma, o torresmo bem fritinho… Não tem pra ninguém! Não tem pub irlandês ou biergarten alemão que supere a aura do boteco. A gente melhorou o jeito de tomar cerveja sim, e pronto!
Gastronomia
No que diz respeito a melhorar coisas estrangeiras, é na gastronomia que o brasileiro brilha de verdade. A começar pelo fato de gostarmos de colocar nomes gringos, que nem sempre condizem com o local mencionado. O pão francês não é um pão tradicional da França, a torta holandesa é criação nossa, e nada tem a ver com os Países Baixos, a linguiça calabresa não tem uma correspondente sequer parecida na Calábria, Itália, e por aí vai. Já pratos tradicionais de outros países ganham mais vida no Brasil. O mirrado hot dog norte americano aqui vira dogão e o céu é o limite para a quantidade de ingredientes a serem acrescentados à salsicha. O sushi japonês, cru e frio, aqui virou o hot roll, que nada mais é que o sushi frito e acrescido de cream cheese, salmão e, às vezes até goiabada. Mas o prato gringo mais brasileiro que existe é o indefectível filé à parmegiana. Na Itália, é tradicional o prato Melanzane alla Parmigiana, ou beringela à parmegiana, que se resume apenas à beringela frita servida com molho de tomate e queijo. Aqui, a gente troca a beringela por um bifão caprichado, empanado e frito, por cima bastante queijo e molho de tomate. E não é servido só não! Ainda acompanha arroz e batata frita, dois carboidratos de uma vez, que é pra dar sustança (sustança, aliás, uma palavra que mostra que a gente realmente melhorou muito o português).
Camiseta CapotãoCamiseta Boto FéCamiseta Cervejinha Republic
Enfim, está aí, mais que provado que não tem pra ninguém! O brasileiro é insuperável em customizar, adaptar e melhorar qualquer coisa. Enquanto a gente espera a Nasa chegar para estudar o brasileiro, dá uma conferida no nosso site a belíssima coleção de camisetas de brasilidades. A Strip Me se inspira na criatividade e bum humor do brasileiro para desenvolver camisetas originais, super estilosas e muito confortáveis! Na nossa loja você confere todas as coleções e ainda fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam lá toda semana.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist deliciosa com músicas gringas que os brasileiros melhoraram com versões em português. Versão Brasileira top 10 tracks.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Cultura pop sem fronteiras: Os 10 artistas latinos mais influentes nos Estados Unidos.
A cultura pop norte americana indiscutivelmente influencia boa parte do mundo. Mas ela está longe de ser unicamente estadunidense. A Strip Me elencou 10 artistas latinos que deixaram sua marca e um colorido a mais na cultura pop dos EUA.
José Carlos de Brito e Cunha, mais conhecido simplesmente como J. Carlos, foi um dos maiores desenhista do Brasil no início do século XX. Chargista implacável, fez caricaturas históricas de boa parte dos presidentes da República Velha. Em 1941 Walt Disney fez uma viagem pela América do Sul, e em sua passagem pelo Brasil se encantou com as paisagens do Rio de Janeiro, com o samba e com os desenhos magníficos de J. Carlos. Disney fez questão de conhecer J. Carlos, e logo os dois se tornaram amigos. Antes de voltar para os Estados Unidos, Disney convidou J. Carlos a se mudar para Los Angeles e trabalhar nos estúdios Disney. O brasileiro recusou o convite, e presenteou o amigo estadunidense com um desenho de um papagaio abraçado ao Pato Donald. Em agosto de 1942 era lançada mundialmente a animação Saludos, Amigos!, uma produção dos estúdios Disney apresentando um novo personagem, que apresentava as belezas do Rio de Janeiro a um atônito Pato Donald ao som de Aquarela do Brasil. Era Zé Carioca, um papagaio que, reza a lenda, é igual ao desenho feito por J. Carlos. É o que diz a lenda, porque tal desenho do cartunista brasileiro nunca mais foi visto, e Walt Disney nunca sequer o mencionou como “inspiração” para criar o Zé Carioca, que se tornaria um dos personagens mais populares da Disney no final da primeira metade do século XX.
Histórias como essa são mais comuns do que se imagina. A cultura pop que consumimos vem essencialmente dos Estados Unidos. Mas ela é encharcada de influências, referências e, muitas vezes, feita por artistas estrangeiros, especialmente da América Latina. Para ficarmos na seara da animação, basta dizer que um dos filmes mais vistos em 2011 foi a animação Rio, criação do brasileiro Carlos Saldanha, arrecadou de bilheteria quase 500 milhões de dólares no mundo todo, sendo que só nos Estados Unidos, a arrecadação foi de 143.6 milhões de dólares. Ou seja, a cultura pop não só é feita a partir de elementos de diferentes nacionalidades, como o próprio público norte americano consome esse conteúdo com fervor. Para celebrar esse mundo sem fronteiras e que abraça culturas de diferentes nacionalidade, a Strip Me apresenta os 10 artistas latinos que exerceram (e ainda exercem) grande influência na cultura pop dos Estados Unidos.
Ritchie Valens
A passagem de Ritchie Valens por este mundo foi breve. Mais breve ainda foi sua carreira musical. Entretanto, seu nome é lembrado até hoje e sua obra ajudou a moldar a música pop e o rock n’ roll como os conhecemos. Ele nasceu na California. Seus pais eram mexicanos, o que fez com que ele assimilasse muito a cultura do México, mas também consumia o que era feito nos Estados Unidos. O cinema e o bebop, e posteriormente o rock, fizeram com que ele se dedicasse ainda muito jovem a aprender a tocar guitarra. Aos 16 anos de idade, formou sua primeira banda, cuja formação era o puro suco da América: a banda chamada Satellites era formada por dois negros, um americano de ascendência mexicana e um de origem japonesa. Meses depois, influenciado por um grande empresário que investiu nele, Ritchie Valens se tornou artista solo e decolou com o sucesso Come On Let’s Go. Em 1958 emplacou a balada Donna. Consolidado como hitmaker, insistiu em gravar uma versão de uma música tradicional mexicana, cantando em espanhol mesmo. La Bamba foi seu maior sucesso, mudou um pouco a cara do rock, até então meio engessado no mesmo formato. Ritchie Valens estava a bordo do avião, que também levava Buddy Holly The Big Bopper, e se acidentou no estado de Iowa, no dia 3 de fevereiro de 1959. Evento que ficou conhecido como “o dia em que a música morreu”.
Cheech Marin
Outro californiano filho de mexicanos, Cheech Marin, ao lado de Tommy Chong, literalmente abriu um novo caminho na cultura pop, dando protagonismo a dois maconheiros convictos, sendo um deles um imigrante mexicano (o personagem de Cheech Marin). A dupla Cheech & Chong foi um sucesso arrebatador, dando início a um novo gênero de comédia, com uma pegada mais alternativa e rock n’ roll que influenciaria artistas da música, como Willie Nelson, da comédia, como George Carlin e do cinema ao inspirar, por exemplo, os irmãos Coen a desenvolver o personagem Jeffrey “The Dude” Lebowski. A duple Cheech & Chong protagonizou mais de 10 filmes, e Cheech Marin se tornou um dos atores mais requisitados de Hollywood, atuando em filmes e em séries de TV aos montes. Claro que na dublagem brasileira, mas a célebre frase que abre a música Queimando Tudo, clássico da banda Planet Hemp, é ninguém menos que Cheech Marin, displicente dizendo “Ah, desde que eu nasci que eu fumo!”
Tom Jobim
O nosso maestro maior não poderia estar de fora desta lista. Afinal, a bossa nova foi reverenciada no mundo todo, porém, nos Estados Unidos a coisa foi além. Literalmente a bossa nova foi incorporada a um dos gêneros mais originais dos Estados Unidos, o jazz. Tanto é que o saxofonista Stan Getz gravou mais de um disco dedicados somente ao gênero brasileiro, até mesmo Quincy Jones foi influenciado pelo nosso som, dedicando também um disco inteiro a bossa nova, que inclui a clássica Soul Bossa Nova. Claro, a bossa nova foi um movimento articulado por vários músicos, em especial João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e etc. Mas foi Tom Jobim quem chegou mais longe fora do Brasil, gravando um disco com Frank Sinatra e levando Garota de Ipanema a ser uma das músicas mais regravadas do mundo. Constatar ainda hoje essa influência imensa de Tom Jobim é fácil. Basta notar que em muitos, mas muitos mesmo, filmes de Hollywood, virou e mexeu tem uma bossinha rolando na trilha sonora.
Walter Salles
Mais um brasileiro nessa lista. No cinema, em especial no cinema cult, Walter Salles é visto como um grande cineasta. Aqui no Brasil encabeçou o movimento Cinema de Retomada, que rolou ali em meados dos anos 90 e fez o cinema brasileiro voltar a ser profissional e relevante. A indicação de Central do Brasil ao Oscar de melhor filme estrangeiro abriu as portas do cinema norte americano para Salles. De cara ele emplacou o excelente Diário de Motocicleta, até conseguir chegar onde muitos cineastas, incluindo nomes como Francis Ford Coppola, sonharam, mas não conseguiram realizar: adaptar para o cinema o emblemático livro On The Road, a bíblia beat de Jack Kerouac. O estilo de filmagem de Walter Salles, que consegue um equilíbrio encantador entre o o cinema underground e o pop, chama cada vez mais a atenção e certamente já influencia diretores mais novos, como os talentosos Ari Aster e Sam Levinson. Sobre Ainda Estou Aqui, falaremos depois que ganharmos o Oscar.
Carlos Santana
Santana ganhou um certo ar de bruxo da guitarra. Certamente isso se deve ao elevado grau de espiritualidade e mística que seu som emana. E esse som só foi possível por Santana se ligar que não dá pra ter fronteiras na música. Ainda pouco conhecido e com apenas um disco lançado naquele mesmo ano, Santana foi um dos maiores destaques do festival de Woodstock, em 1969. A percussão hipnótica e os solos psicodélicos de Soul Sacrifice arrebataram a multidão durante uma das tardes do evento. Carlos Santana nasceu em 1947, no México. Ele começou sua jornada musical sob forte influência do pai, um violonista mariachi. Porém, ao se mudar para os Estados Unidos na adolescência, ele mergulhou no blues e no rock, absorvendo influências de B.B. King, John Lee Hooker e Gábor Szabó. Nos anos 70, álbuns como Abraxas e Santana III consolidaram seu estilo e trouxeram hits como Black Magic Woman e Oye Como Va, uma releitura de Tito Puente, que mostraram como o rock pode abraçar o ritmo latino sem perder a potência. Enquanto o rock progressivo e o hard rock dominavam as paradas, Santana provava que havia espaço para um som mais espiritual, dançante e multicultural.
Alejandro G. Iñárritu
Nascido na Cidade do México, em 1963, Iñárritu começou sua carreira no rádio e na publicidade antes de enveredar pelo mundo do cinema. Sua estreia como diretor veio com Amores Brutos, um drama cru e visceral que entrelaça diferentes histórias. O filme foi um sucesso estrondoso, conquistando prêmios internacionais e colocando o nome de Iñárritu no radar de Hollywood. Assim, em seguida, com 21 Gramas e Babel, completou sua chamada “Trilogia da Dor” e deu uma nova cara para o cinema. Iñárritu não apenas levou uma estética inovadora para Hollywood, mas também desafiou a indústria a pensar de maneira diferente. Seus filmes lidam com temas universais como identidade, imigração, alienação e sobrevivência, tornando-se essenciais para o cinema contemporâneo. Além disso, ele foi um dos expoentes da chamada “Onda Mexicana” em Hollywood, ao lado de Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro, provando que o cinema norte americano está longe de ser uma arte exclusivamente anglo-saxã.
Jennifer Lopez
J.Lo é filha de porto-riquenhos, cresceu no Bronx, New York, ouvindo salsa, pop e R&B, influências que mais tarde definiram seu estilo musical. Essa receita se mostrou certeira. Seu disco de estreia, On the 6, de 1999, foi um sucesso imenso, ajudando, inclusive, a catapultar a carreira da cantora também como atriz em Hollywood. Jenniffer Lopez tem uma carreira musical e como atriz repleta de grandes sucessos, mas sua importância para a cultua pop vai muito além disso. J.Lo quebrou barreiras para os latinos na indústria do entretenimento. Antes dela, era raro ver uma artista de origem latina dominar as paradas pop e o cinema ao mesmo tempo. Sua ascensão abriu portas para estrelas como Shakira, Bad Bunny e Rosalía. Ela também redefiniu padrões de beleza e representatividade. Seu corpo curvilíneo desafiou os padrões eurocêntricos de Hollywood e ajudou a mudar a forma como a mídia via a diversidade de corpos femininos. Enfim, uma diva pop pra ninguém botar defeito!
Sofía Vergara
Sofía Vergara é colombiana e começou sua carreira como apresentadora de TV e modelo. Após chamar a atenção de alguns produtores norte americanos, ela abraçou sua grande chance em 2009, quando foi escalada para viver Gloria Pritchett em ModernFamily, uma das sitcoms mais bem-sucedidas da história da TV americana. Com seu timing cômico impecável e sua representação autêntica de uma mulher latina forte e engraçada, Sofía rapidamente se tornou uma das personagens mais queridas da série. Sofía Vergara desafiou estereótipos e, ao mesmo tempo, trouxe visibilidade para as mulheres latinas na TV americana. Antes dela, os papéis destinados a atrizes latinas muitas vezes se resumiam a personagens secundárias e estereotipadas. Seu sotaque carregado, que poderia ter sido um obstáculo, virou uma marca registrada e um símbolo de orgulho latino. Em vez de tentar esconder suas origens, Vergara usou sua autenticidade como uma vantagem. Fora das telas, Sofía construiu um império empresarial, com linhas de roupas, perfumes e produtos de beleza, tornando-se uma das mulheres latinas mais influentes dos negócios nos Estados Unidos.
Shakira
Shakira Isabel Mebarak Ripoll nasceu na Colômbia em 1977, descendente de famílias libanesa e colombiana. É uma das poucas cantoras de música pop que compõe seu próprio material. E ela começou a compor desde cedo, já impregnada de influências culturais multiétnicas de sua família, misturando isso ao rock, ao pop e R&B. Nos anos 90, ela conquistou o mercado latino com álbuns como Pies Descalzos e Dónde Están los Ladrones?, que trouxeram hits como Estoy Aquí e Ojos Así. Sua autenticidade e versatilidade já eram evidentes, mas foi no início dos anos 2000 que ela deu um salto rumo ao estrelato global. Shakira fez uma transição inteligente para o mercado norte-americano ao lançar Laundry Service, seu primeiro álbum em inglês, em 2001. Daí em diante, ela não parou de crescer. Sua apresentação no Super Bowl 2020, ao lado de Jennifer Lopez, foi um marco na representatividade latina, reafirmando a influência da cultura hispânica nos Estados Unidos. No fim, Shakira não apenas levou a música latina para o topo das paradas norte americanas, ela ajudou a redefinir o que significa ser uma estrela pop global.
Guillermo del Toro
Guillermo del Toro cresceu no México dos anos 70 fascinado por histórias de terror, literatura gótica e monstros clássicos. Essa paixão foi nutrida desde cedo por cineastas como Alfred Hitchcock e o herói mexicano El Santo, além da estética sombria das histórias de H.P. Lovecraft. Ele começou jovem no cinema como maquiador de efeitos especiais, o que lhe deu uma visão detalhada sobre o design de diferentes criaturas, o que lhe seria muito útil no futuro. Mesmo sendo um cineasta de nicho, del Toro conseguiu algo raro: ser respeitado tanto pela crítica quanto pelo público. Seu talento para equilibrar terror, emoção e beleza visual fica evidente em Círculo de Fogo, por exemplo, um blockbuster que homenageia os filmes de monstros japoneses. No entanto, sua consagração veio com A Forma da Água, uma história de amor entre uma mulher muda e uma criatura aquática. O filme rendeu a del Toro o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme, tornando-o um dos poucos latinos a conquistar essa honraria. Guillermo del Toro não apenas trouxe novas perspectivas para Hollywood, mas também quebrou barreiras para cineastas latinos. Seu trabalho celebra os monstros como metáforas para a humanidade e transforma o horror em poesia.
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Se tem uma coisa que a cultura pop dos Estados Unidos nunca conseguiu evitar foi a influência latina. Ainda bem! Apesar do discursinho vazio imperialista que pinta os Estados Unidos como uma ilha cultural autossuficiente, a verdade é que o país sempre dançou, cantou e vibrou ao som de diversos ritmos. Da música ao cinema, da televisão à literatura, a cultura norte americana seria infinitamente mais pobre sem esse tempero. Ainda bem também que a Strip Me respira e se inspira com essa latinidade, com a nossa brasilidade e com a convergência de culturas, de onde quer que elas venham! Nossas camisetas de cinema, música, cultura pop, arte e muito mais, reforçam, com muito estilo e originalidade, que não tem muro ou fronteira que a arte não consiga transpor.
Vai fundo!
Para ouvir: Uma playlist caprichada com o que de melhor os artistas da música citados neste texto produziram. Sem Fronteiras Top 10 tracks.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em 10 atores/atrizes brasileiros que fazem sucesso na gringa.
Isso não é exatamente novidade, mas cada vez mais artistas brasileiros se destacam em séries e filmes internacionais. A Strip Me listou os 10 mais famosos.
Hollywood é o grande palco dos sonhos no universo cinematográfico. E, ao longo dos anos, diversos atores e atrizes brasileiros têm provado que o talento tropical pode brilhar intensamente sob os holofotes internacionais. Em performances marcantes e grandes papéis em blockbusters, nossos artistas têm deixado sua marca ao redor do mundo. Claro, para chegar lá é preciso enfrentar uma longa jornada de muito trabalho, estabelecer uma rede de contatos confiável, ultrapassar a barreira linguística, encarar alguns preconceitos e, acima de tudo, ter muito talento. Ainda bem que aqui a gente é brasileiro e não desiste nunca.
E muita gente encarou essa jornada toda e se deu bem. E quem abriu essa porteira com seus balangandãs e borogodó foi a inesquecível Carmen Miranda, que não consta nessa lista justamente por ser tão importante e já ter um texto todinho dedicado a ela aqui no blog. Para ler é só clicar aqui. Mas a lista de grandes atores e atrizes brasileiros que se deram bem nos Estados Unidos e também na Europa é consideravelmente longa. E é importante dizer que a gente importa talentos não só na atuação, mas tem muito brasileiro que manda bem demais trampando no cinema internacional como fotógrafos, editores, sonoplastas, maquiadores, figurinistas… enfim. Mas hoje a Strip Me destaca os 10 atores e atrizes mais conhecidos na gringa. Confere aí.
José Wilker
Sem dúvida, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. José Wilker foi um mestre no teatro, no cinema e na televisão. Ainda que não tenha tido uma carreira internacional muito prolífica, atuou em pelo menos dois filmes gringos que receberam notoriedade. O principal deles foi Medicine Man, onde Wilker atuou ao lado de ninguém menos que Sean Connery. O longa se passa na Amazônia e fala sobre um curandeiro que parece ter encontrado uma planta com propriedades altamente curativas. Além de contar ainda com Lorraine Bracco no elenco, o filme é dirigido pelo John McTiernan, o homem responsável por filmes como Duro de Matar, O Predador, O Último Grande Herói e Caçada ao Outubro Vermelho, e tem trilha sonora assinada por Jerry Goldsmith, compositor das trilhas de filmes como Poltergeist, os três filmes da franquia Rambo, Gremlins e Alien.
Sônia Braga
Depois de Carmen Miranda, certamente Sônia Braga foi a atriz que alcançou maior sucesso em Hollywood. Além de seu talento incontestável, sua beleza incomparável conquistou os norte americanos. Prova disso é sua extensa filmografia, onde dos 51 filmes em que atuou, mais de 20 são produções estadunidenses. E não estamos falando de filmes desconhecidos onde ela faz um papel coadjuvante qualquer. Ela já atuou ao lado de gente como Willian Hurt, Clint Eastwood, Robert Redford, Raul Julia, Charlie Sheen e muitos outros. Para fugir dos óbvios O Beijo da Mulher Aranha e Luar Sobre Parador, destacamos aqui o empolgante filme The Rookie, longa dirigido e protagonizado por Clint Eastwood. Foi lançado em 1990 e, apesar de não ter tido tanta repercussão na época, vale a pena conferir. Ah, sim, e vale mencionar também que ela participou de séries como Sex and the City e Luke Cage, mostrando que talento não tem prazo de validade.
Seu Jorge
Mais conhecido por sua excelente obra musical, Seu Jorge também surpreendeu como ator em produções brasileiras e internacionais. Ele interpretou Pelé dos Santos no cultuado A Vida Marinha com Steve Zissou, de Wes Anderson, onde encantou o público com versões em português de músicas de David Bowie. Sua naturalidade em cena e carisma deram todo um charme a mais para o longa. Tanto que Wes Anderson voltou a contar com a atuação de Seu Jorge no recente Asteroid City. Ainda assim, nada que ele tenha feito no cinema supera sua brilhante atuação no insuperável curta Tarantino‘s Mind ao lado de Selton Mello.
Maria Fernanda Cândido
Depois de ficar conhecida nacionalmente como a Paola, da novela Terra Nostra, e seu sotaque italiano caricato, a excelente atriz Maria Fernanda Cândido teve sua estreia no cinema internacional justamente num filme italiano. Il Traditore, dirigido por Marco Bellocchio, foi lançado em 2019 e narra a história real do mafioso Tommaso Buscetta. O filme foi muito elogiado naquele ano em Cannes e abriu as portas das produções estrangeiras para atriz. Dali em diante ela participou de mais uma produção italiana, Bastardi a Mano Armata (2021), uma francesa, Les Chambres des Merveilles (2023), e uma grande produção hollywoodiana do universo Harry Potter, o filme Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Ela participou também de uma ótima série chilena chamada El Presidente, que retrata o escândalo de corrupção da FIFA deflagrado em 2015.
Gabriel Leone
O jovem Gabriel Leone ganhou notoriedade por aqui recentemente por interpretar Ayrton Senna na série biográfica do piloto na Netflix. Mas ele já vinha chamando a atenção por suas atuações em novelas e na série brasileira Dom. Em 2023 já chegou chegando no mercado internacional com um papel relevante no ótimo filme Ferrari, de Michael Mann. Além disso, já está confirmado no elenco da nova temporada da série dos irmãos Russo, Citadel. Com apenas 32 anos de idade e muito talento, certamente ainda vem muita coisa boa por aí na carreira de Gabriel Leone.
Bruna Marquezine
Aqui no Brasil Bruna Marquezine é a personificação da palavra celebridade. Ficou muito famosa por atuar em novelas e séries brasileiras, ganhou status de sex symbol, protagonizou um relacionamento conturbado com um jogador de futebol… e para completar o pacote, vem ganhando destaque no cinema internacional. Sua primeira aparição em produção gringa foi no filme cult Breaking Through, de John Swetnam, lançado em 2015. Mas foi em 2023 que ela conseguiu um papel de destaque numa grande produção, o longa Besouro Azul, uma produção da DC Comics, que vem engrossar esse caldo de filmes de super heróis dos quadrinhos. Marquezine assinou contrato com a UTA (United Talents Agency), uma das maiores agências de atores e atrizes dos Estados Unidos. Portanto, é certo que novos papéis em Hollywood logo logo vão pintar para ela. Até porque, desde 2019 ela já pode ser considerada uma celebridade internacional, já que desfila como modelo nos principais eventos de moda do mundo, como a New York Fashion Week, Semana da Moda de Milão e Paris Fashion Week, desfilando por marcas como Dolce & Gabbana.
Wagner Moura
O baiano Wagner Moura conquistou o Brasil como o Capitão Nascimento em Tropa de Elite, mas foi sua atuação impecável como Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix, que o lançou de vez no cenário internacional. Sem ser falante nativo do espanhol, Moura não apenas aprendeu o idioma, mas também deu vida a um dos personagens mais complexos da história da TV. A performance lhe rendeu indicações a prêmios importantes e consolidou sua carreira fora do Brasil. Isso sem falar nos impagáveis memes, em especial do Pablo Escobar contemplativo. Mas a carreira internacional de Wagner Moura começou antes de Narcos, e em grande estilo. Em 2013 integrou o elenco do longa-metragem de ficção científica estadunidense Elysium, contracenando com Matt Damon e Jodie Foster. Desde então, a carreira internacional do ator vem deslanchando, ele já participou de produções pequenas, mas muito elogiadas, como o longa de 2019 Wasp Network, de Olivier Assayas, até produções hollywoodianas como Agente Oculto, de 2022 e Guerra Civil, de 2024.
Morena Baccarin
Morena Baccarin é brasileira, mas passou boa parte de sua vida nos Estados Unidos. Isso certamente ajudou muito para que ela conseguisse consolidar uma carreira de atriz por lá. Ela começou se destacando em séries como Firefly e Homeland, nessa sendo indicada ao Emmy, inclusive. Mas foi na série Gotham que ela realmente mostrou a que veio. Nada mais justo, afinal, quem nasceu no Rio de Janeiro, como ela, tira de letra a violência da cidade do Batman. Já no cinema propriamente dito, ela ganhou notoriedade interpretando a namorada de Wade Wilson, no filme Deadpool, da Marvel. Reconhecimento merecido aliás, até porque não deve ter sido fácil aturar as piadas de quinta série do herói que ela namorou no filme.
Rodrigo Santoro
Rodrigo Santoro é outro nome indispensável nessa lista. Ele começou sua carreira internacional em filmes como Simplesmente Amor, de 2003, mas sua transformação como o Rei Xerxes em 300, de 2006, foi o turning point de sua carreira. Além de Hollywood, Santoro também conquistou espaço em produções latinas e europeias. Com mais de 30 filmes nas costas, sendo pelo menos uns 15 estrangeiros, Santoro já está com sua carreira internacional mega consolidada, o que nos permite aqui simplesmente relembrar seus pequenos deslizes, como a breve (e embaraçosa) participação na série Lost e o intragável filme As Panteras Detonando.
Alice Braga
Seguindo os passos de sua tia Sônia, Alice Braga despontou logo como uma excelente atriz. Fez seu nome atuando muito bem no excelente Cidade de Deus, de 2002. Como o filme teve projeção internacional, ela acabou chamando a atenção na gringa. Estreou lá fora em 2006, ao lado de Brendan Fraser, Mos Def e Caralina Sandino Mereno em Journey To The End Of The Night, que não é um baita filme, mas é um bom entretenimento. Em seguida já conseguiu um papel de destaque, co protagonizando o filme Eu Sou a Lenda, de 2007, com Will Smith. Alice Braga carrega uma filmografia de 34 filmes, sendo 22 estrangeiros. É de encher a tia Sônia de orgulho! E todos nós, brasileiros, também, é claro.
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E o que faz com que tantos brasileiros estejam se dando bem na indústria cinematográfica internacional? A resposta é uma só, e está lá no começo deste texto. É o borogodó que só a gente tem, é claro! De Carmen Miranda a Alice Braga De José Wilker a Gabriel Leone, o brasileiro chega lá e entrega o serviço bem feitinho e com um temperinho a mais. Não há quem resista. Assim como não dá pra resistir a imensa variedade de produtos da Strip Me, que exalam brasilidade por todas as fibras! Camisetas de cinema, música, cultura pop e muito mais, além de bonés, bermudas, ecobags e outros acessórios. Cola no nosso site pra conferir e ficar por dentro de todos os lançamentos.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em 10 coisas que você só encontra no verão brasileiro.
Da piscina de plástico à praia, pro brasileiro não tem tempo ruim. E é no verão que isso se cristaliza. Originalidade, criatividade, bom humor e muita diversão fazem do verão brasileiro o melhor do mundo. E a gente pode provar. A Strip Me apresenta 10 coisas que só se vê no verão do Brasil.
Praias paradisíacas do Caribe, cruzeiros luxuosos no Mediterrâneo, festas louquíssimas em Ibiza, os outlets em Miami, beleza e choque de culturas na Indonésia… tudo isso é muito lindo, muito legal. Mas se você quer aproveitar o verão com versatilidade, alegria, bom humor e muito borogodó, não tem lugar melhor que o Brasil. Um lugar onde a cerveja gelada e o filtro solar disputam a mais alta posição de prioridade, onde cada cidadão ganha credencial de metereologista pra dizer se vai chover ou não antes de combinar o rolê (e se chover também, fod@-se, vamos beber do mesmo jeito), onde a dancinha do hit do verão é infalível. Nosso verão é mesmo mágico!
E tudo isso, claro, graças ao brasileiro, que sabe se virar muito bem com o que tem à mão. Se não tem praia, tem laje, se não tem sorvete, tem geladinho. Viaja pra praia pra fazer churrasco, faz um parque aquático no quintal de casa com ducha, piscina de plástico e mangueira. Olha, é muita coisa. A Strip Me selecionou 10 coisas que você só encontra no verão do brasileiro. Se prepara, que com certeza, você vai se reconhecer em pelo menos metade dessa lista.
Piscina de plástico.
Começamos com um clássico dos quintais brasileiros. A princípio, um produto destinado às crianças, mas pode facilmente se transformar num paraíso inflável que faz do fundo da sua casa um clube exclusivo, onde adultos se refestelam sentados confortavelmente, bebericando cerveja e saboreando um tira gosto qualquer, que está num prato que boia na piscina sobre a tampa de plástico de um cooler.
Bronzeado na laje.
Não é todo mundo que consegue ir pra praia no verão. Não só isso, a maioria dos brasileiros não só não pode ir para a praia, como está trabalhando. Mas é isso que vai impedir que o brasileiro ostente um bronzeado caprichado? Quer vai impedir a brasileira de ficar com aquela charmosa e característica marquinha de biquini? É claro que não! É para isso que existe a laje! O rooftop tupiniquim. Um lugar não só onde é possível se deitar confortavelmente para tomar sol, mas que também pode ser palco para altos churrascos e pagodes. E se na laje tem uma piscina de plástico, aí o bagulho fica louco, é rooftop área vip!
Gelinho, geladinho ou sacolé.
O nome vai variar de acordo com a região do Brasil. Consiste numa iguaria doce e refrescante que encanta crianças e adultos no verão. É simplesmente um saco plástico comprido onde é colocado suco de fruta ou leite com achocolatado e levado ao freezer para congelar. Uma vez congelado, está pronto para ser saboreado. Basta mordiscar uma das pontas e ir sorvendo aos poucos o líquido que vai derretendo. Tal qual a piscina de plástico, o gelinho foi concebido para saciar e refrescar serelepes crianças em férias escolares. Mas pode facilmente ser adaptado para o mundo dos adultos. Imagine o suco de limão adoçado, adicionado a uma dose de cachaça, congelado no saquinho. É praticamente um sorvete de caipirinha.
Fila do pão em padaria de cidade litorânea.
Os abençoados que conseguem viajar para praia nas férias de verão, vivenciam algumas dessas nossas peculiaridades de verão. Uma delas é a indefectível e plural fila do pão. Em especial nas pequenas cidades litorâneas, que tem sua população triplicada nessas temporadas, as poucas padarias existentes ficam lotadas pela manhã, com pessoas em busca de um pãozinho fresco para o café da manhã. Formam-se filas. E é onde a mágica acontece. A grande maioria ali está de férias, de bem com a vida, então, essas filas tornam-se um local de bate papo, onde fala-se de amenidades, se o dia vai dar praia ou não e etc. Ainda que a fila esteja grande, muitas vezes o papo é tão bom, que quando você vê, já chegou sua vez.
Ducha no quintal.
Mais um clássico do verão brasileiro. Ter no quintal uma bela ducha. A lógica é bem simples. Tá ali no quintal uma galera, amigos e/ou família. Churrascão rolando a mil, animação, Gino e Geno estourando na caixa de som e o calor de rachar mamona que não dá trégua. A solução para aplacar o calor é simples. Vai lá, toma aquela ducha caprichada e volta para o bate papo, molhado mesmo. Ducha no fundo de casa no sábado de tarde é simplesmente um clássico BR.
Água de coco.
Vá lá, o consumo de água de coco não é exclusividade nossa. Mas o Brasil está entre os 5 maiores produtores e exportadores tanto do coco verde, quanto da água de coco envasada. E não tem brasilidade maior do que parar aquela caminhada debaixo de um sol escaldante e comprar uma água de coco geladinha, ficar ali naquela expectativa enquanto o coco é aberto. Seja na praia ou no parque no meio da cidade, a água de coco é um dos mais deliciosos combustíveis do brasileiro no verão.
Esportes e competições de areia.
Voltando a falar da praia, este ambiente democrático e plural onde a gente vai pra curtir o calorão em toda a sua plenitude. Afinal, tá tudo bem ficar debaixo do sol suando em bicas, já que tem aquele mar maravilhoso te esperando com ondas convidativas. Entre tantas diversões possíveis na praia, muita gente aproveita para fazer jogos e competições. Tem de tudo. Desde uma pelada improvisada com gols feitos de chinelos, até uma corrida de uma ponta a outra da praia beirando o mar. Tem também o popularíssimo frescobol, uma espécie de tênis sem rede e sem muita regra além de não poder deixar a bolinha cair no chão. Tem também o futvolei, também conhecido por altinha, tem quem curta jogar peteca, empinar pipa… enfim, são muitas opções. Ah, sim, tem também a competição de volume de caixas de som portáteis, onde quem atingir o maior volume ganha o título de maior chato sem noção da praia.
Camarão & Caipirinha.
Ainda na seara do pé na areia, não podemos deixar de mencionar a dupla dinâmica das praias e do verão brasileiro. Sentar na mesa de um quiosque, uma sombra fresca, aquela brisa deliciosa, o mar azul deslumbrante a frente… eis que se apresenta na sua mesa uma generosa porção de camarões fritos ou simplesmente cozidos, bem temperadinhos, e um copo com aquela caipirinha caprichada, cheia de gelo, bem refrescante. Olha, se uma cena como essa não representa um verão perfeito, eu não sei o que mais poderia ser.
Amizade sincera com quem tem piscina.
No verão cresce muito o interesse das pessoas por conhecer gente nova, fazer novas amizades. Em especial nas redes sociais, isso fica muito evidente. Mas, claro, sempre existem alguns pré-requisitos. O mais comum é que o novo amigo ou amiga tenha piscina em casa. Pesquisas sem qualquer fundamento científico indicam que pessoas que possuem piscina são mais acolhedoras, extrovertidas, aglutinadoras e animadas. Portanto, um brinde às novas amizades. E se for rolar uma pool party, é só chamar!
Churrasco na laje.
Já exaltamos aqui nessa lista o rooftop mais amado do brasileiro, a laje. Mas vale a pena detalhar uma das atividades mais importantes da laje, que pode ocorrer o ano inteiro, mas no verão é especial: o churrasco. É um lugar excelente para fazer churrasco devido a sua altura elevada. Sempre tem um ventinho pra refrescar, além de proporcionar um visual panorâmico da cidade e, quando o todo mundo já comeu bastante e está naquele bate papo descontraído tomando uma cervejinha gelada, o pôr do sol vem coroar este momento tão sublime. Isso sem falar na animação. Churrascos na laje são sempre concorridíssimos e muito divertidos, um encontro de coolers recheados de cerveja e gelo, caipirinhas e outros drinks que rodam de mão em mão pela festa e um revezamento de gente pra cuidar da churrasqueira e não deixar o pão de alho queimar. Realmente um evento ímpar!
No fim, o verão brasileiro é uma aula prática de como transformar calor em felicidade. É a estação que convida todo mundo a sair de casa, socializar e viver momentos que ficam na memória. Enfim, não há dúvidas: o nosso verão é o mais original e divertido do mundo. E todo esse calor e brasilidade inspiram a Strip Me a criar camisetas, bonés, óculos de sol, bermudas e ecobags pra garantir que você esteja pronto e no estilo para qualquer rolê, do churrasco na laje ao luau na praia. Dá uma olhada no nosso site pra conferir. Lá você fica por dentro de todos os lançamentos, que pintam toda semana.
| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em 7 curiosidades para entender o folclore brasileiro.
Claro, ninguém está competindo, mas não dá pra negar que o folclore brasileiro é o melhor do mundo, né? plural e riquíssimo, nosso folclore vai da gastronomia às lendas mais fascinantes. A Strip Me traz 7 curiosidades sobre o folclore brasileiro, pra você ficar sabendo tudo sobre o assunto.
No dia 22 de agosto de 1846, o escritor inglês William John Thoms inventou o termo folklore, unindo as palavras folk (pessoas, povo) e lore (conhecimento, saber), para designar os conhecimentos e cultura tradicionais que formam a identidade de um povo ou sociedade. Isso significa que o termo engloba todo o tipo de manifestações culturais, como música e dança, mas a melhor e mais clara personificaçãso do folclore são histórias e lendas contadas oralmente. Tanto é que dois dos mais famosos pioneiros no estudo do folclore foram os Irmãos Grimm, que coletaram e registraram em livros muitas das lendas folclóricas da Europa, que acabariam por se tornar os populares contos de fadas (que de infantis não tinham nada). Portanto, o conceito de folclore surgiu no século XIX e foi se espalhando pelo mundo, fazendo com que cada povo buscasse seus elementos folclóricos.
Aqui no Brasil, até rolaram alguns estudos sobre o folclore brasileiro ainda na segunda metade do século XIX, mas foi só no século XX que isso se tornou uma pauta realmente relevante entre intelectuais e a coisa toda desenrolou. A Strip Me traz 7 curiosidades que vão te deixar muito bem informado sobre o folclore brasileiro e tudo que ele envolve.
Origens.
Antes de mais nada, é bom ressaltar que um dos fundamentos do folclore de maneira geral é não se saber a origem de seus elementos, uma vez que eles são natos à sua sociedade e transmitidos de maneira oral ao longo de gerações. Portanto, aqui não vamos tratar da origem de personagens, lendas e etc, mas sim dar uma geral em como esses elementos começaram a ser estudados, catalogados e etc. O nome mais importante do folclore brasileiro é o historiador e antropólogo Luiz da Câmara Cascudo. Mas não foi o único. Enquanto Câmara Cascudo fazia seus estudos no Rio Grande do Norte, em São Paulo Mário de Andrade também mergulhava no Brasil profundo, bem como Monteiro Lobato. Aliás, a Semana de Arte Moderna de 1922 foi importantíssima para gerar curiosidade e interesse de cada vez mais pessoas pelo folclore brasileiro.
Personagens mais conhecidos.
São muitos os personagens do folclore brasileiro. Muitos deles conhecidos apenas em algumas regiões, já que as lendas do nosso folclore são distintas nas diferentes partes de um país tão grande, afinal, tais lendas e personagens surgem em ambientes diferentes. A região norte tem suas lendas mais ligadas às florestas e aos indígenas, no nordeste tem muita influência africana, dada a alta concentração de escravizados em Pernambuco e na Bahia no período colonial. Nas regiões sul e sudeste são lendas e personagens relacionadas às fazendas e no centro oeste misturam-se lendas de fazendeiros com a cultura indígena. Entretanto, por terem sido retratados em livros, filmes e séries de TV, alguns personagens dessas lendas ficaram conhecidos no país todo. Alguns deles são:
Saci-Pererê: Entidade zombeteira, Saci é um pequeno negrinho conhecido por realizar travessuras contra viajantes e moradores da zona rural. Possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Boitatá: cobra de fogo que, na lenda, atacava aqueles que incendiavam a floresta. Curupira: Entidade da floresta, de cabelos vermelhos como o fogo e os pés ao contrário (com os calcanhares para frente). É o protetor da floresta, aterrorizando os homens brancos que a desmatam.. Boto cor-de-rosa: Personagem do folclore amazônico, é um boto (o golfinho de água doce) que se transforma em um homem sedutor, frequenta festas, seduzindo e engravidando mulheres solteiras. Mula sem Cabeça: A história varia um pouco de um lugar para o outro, mas em geral, trata-se de uma mulher que se deitou com um sacerdote religioso e foi amaldiçoada, se transformando em uma mula com labaredas de fogo no lugar da cabeça, que galopa pelos campos de noite, assombrando as pessoas. Iara: É a sereia brasileira. A lenda de Iara vem dos índios. Dizem que Iara era uma habilidosa guerreira, que despertava a inveja de seus irmãos homens. Os irmãos armaram uma emboscada para matá-la, mas ela não só escapou, como acabou matando seus irmãos. Seu pai, indignado pela morte dos filhos homens jogou Iara no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Os peixes a resgataram e a transformaram em sereia. Desde então, ela aparece vez por outra para encantar com sua beleza e seu canto pescadores que se aventuram pelos rios da Amazônia. Cuca: Personagem que surgiu na Península Ibérica e se enraizou no folclore brasileiro através dos colonos portugueses e espanhóis que vieram para cá na época das grandes navegações. É uma bruxa que pode ter a forma de uma velha, ou de uma mulher com cara de jacaré. Uma das versões da lenda diz que, a cada 1.000 anos, brota de um ovo uma nova Cuca. Então, a Cuca “antiga” se transforma em um pássaro de canto triste, enquanto a nova Cuca assume seu papel, fazendo maldades maiores do que a anterior. Recentemente, muita gente tem implorado para ser pego pela Cuca, que foi repaginada e interpretada pela maravilhosa Alessandra Negrini numa série de TV.
Festas.
Nem só de lendas e personagens curiosos vive o folclore. Os costumes e cultura tradicionais de um povo também fazem parte do folclores. Desta forma, algumas festas típicas, celebradas há muito tempo e que caracterizam a cultura brasileira podem ser consideradas folclóricas. assim é o Carnaval, a Festa Junina e o Bumba Meu Boi (ou Boi Bumbá). Curiosamente, as 3 festas tem origem européia, sofrendo adaptações e transformações, se mesclando às culturas de povos originários e africanos e se tornando autenticamente brasileiras. Essas festas são todas reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Gastronomia.
E não tem festa sem comida, né? Mas falando sério, a gastronomia faz parte da cultura, principalmente quando se trata de um prato cuja a origem é desconhecida ou tem muitas versões e existe faz muito tempo. Provavelmente o mais emblemático desses pratos seja a feijoada, cuja a origem gera muita polêmica. A maioria dos historiadores negam a versão de que a feijoada foi criada pelo escravos, que pegavam as partes do porco que seus donos não comiam. Pois ensopados de feijão com aparas de carnes já eram comuns na Europa antes da colonização do Brasil. Possivelmente, a feijoada, assim como as festas e algumas lendas, é resultado da mistura de culturas, alguma receita européia que foi adaptada com ingredientes brasileiros. O mesmo vale para o pato no tucupI, o acarajé e até mesmo o churrasco de chão, típico do sul do país. Tudo isso faz parte do nosso folclore. E, claro, para ajudar na digestão, a nossa boa e velha cachaça também é folclórica!
Música.
A música é parte fundamental do folclore. Não só aqui, mas em todo lugar. Aqui no Brasil a gente se acostumou a tratar o folclore como uma coisa restrita a essa parte de lendas, do Saci e da Mula Sem Cabeça. Já em outros países, a música tradicional é tão presente que se tornou um gênero, a folk music. Claro, rolou aí uma apropriação do termo folklore entre os gringos, em especial os estadunidenses. Uma coisa é o Woody Guthrie, ou até mesmo o Bob Dylan, tocando canções antigas ao violão, outra coisa é uma gurizada mais nova tocando canções originais, novas e dizendo que fazem folk music. Mas pra nós isso não interessa. O que interessa é que a nossa música folc é riquíssima! O samba é folc, a moda de viola é folc, o frevo é folc, o baião é folc! E gente como Cartola, Luis Gonzaga, Tonico e Tinoco e muitos outros são autores autênticos da música folclórica brasileira!
Literatura.
Voltando aos personagens e lendas, o folclore, como já dissemos aqui é essencialmente formado por histórias contadas de forma oral e transmitidas de geração para geração. Mas alguns escritores ajudaram a popularizar essas lendas para além de suas regiões de origem através da literatura. Muitos livros foram escritos tanto romances e contos, como compêndios e estudos sobre lendas do folclore. Aqui vamos citar os dois mais importantes, um na área do romance e outro na área dos estudos. O modernista Mário de Andrade escreveu uma obra definitiva sobre o folclore brasileiro, o livro Aspectos do Folclore Brasileiro. Um compilado de ensaios sobre diferentes pontos de vista e abordagens do nosso folclore. Foi relançado pela Editora Global em 2019 sob a supervisão de mestres e doutores titulares do curso de antropologia da USP (Universidade de São Paulo). Outra obra que não pode deixar de ser citada é O Sítio do Pica Pau Amarelo, a obra mais conhecida de Monteiro Lobato. Trata-se de 23 volumes, escritos entre 1921 e 1947. Entre os volumes mais célebres estão Reinações de Narizinho, O Saci, Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática e Histórias de Tia Nastácia. Todas as histórias se passam num sítio e são permeadas por lendas e personagens do folclore brasileiro. Todos os 23 livros foram lançados por várias editoras ao longo dos anos, mas os mais caprichados são os lançados pela Editora Brasiliense, em capa dura.
Filmes e Séries.
TV As produções do audiovisual envolvendo o folclore brasileiro não é assim tão vasto quanto a literatura. Claro, é uma mídia bem mais cara e trabalhosa. Ainda assim, existem vários títulos excelentes disponíveis por aí, alguns não tão fáceis de serem encontrados, é verdade, mas que vale a pena procurar. Entre os filmes, recomendamos duas produções recentes e muito interessantes. A primeira é Recife Assombrado, um filme de terror muito bem executado, dirigido por Adriano Portela e lançado em 2019. Trata-se da história de um jovem que procura seu irmão desaparecido na cidade de Recife, e acaba se deparando com assombrações, muitas delas ligadas a lendas do folclore. Na mesma pegada de terror, dirigido por Erlanes Duarte e lançado em 2021, temos Curupira, O Demônio da Floresta. Um filme intenso onde um grupo de jovens se perde na floresta amazônica e enfrentam um truculento caçador e o assustador Curupira. Recife Assombrado é um filme mais difícil de ser encontrado, já Curupira, O Demônio da Floresta está disponível na Amazon Prime e na Apple TV.
Já as séries, temos a clássica produção da TV Globo de Sítio do Pica Pau Amarelo, lançada em 1977 e feita até 1986, tendo 14 temporadas. A série adapta para a TV boa parte da obra de Monteiro Lobato com muita eficiência, além de ter na abertura a música de Gilberto Gil que se tornou um clássico absoluto. Mais recente, a Netflix produziu entre 2021 e 2023 a série Cidade Invisível, onde as criaturas folclóricas vivem na atualidade disfarçadas entre as pessoas comuns, mas acabam sendo ameaçadas. A série tem apenas duas temporadas, a segunda é mais fraquinha, mas a primeira é excelente e vale muito a pena assistir.
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| Por Paulo Argollo | Comentários desativados em Coleção Brasilidades Strip Me: O melhor do Brasil é a brasilidade.
Brasilidade é aquele tempero especial que só se encontra por aqui. A Strip Me transformou todo esse tempero em camisetas lindas, que fazem parte da Coleção Brasilidades.
Em vários lugares do mundo a expressão “Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.” é conhecida. Mas aqui no Brasil o buraco é mais embaixo, e se a vida nos dá um limão, a gente faz logo uma caipirinha, aproveita o embalo e já mete fogo na churrasqueira, chama os amigos. Tudo porque a vida nos deu um limão. Foi pensando justamente que o Brasil tem esse ritmo diferente e tantas outras peculiaridades, que a Strip Me criou uma coleção incrível dedicada às nossas brasilidades. Nossos hábitos, o jeito de falar, a cultura, a gastronomia, e até mesmo o controverso jeitinho brasileiro… o melhor do Brasil é a brasilidade!
Aliás, o jeitinho brasileiro é uma boa maneira de começar esse nosso papo sobre brasilidade. Com razão, é um termo que tem certo peso pejorativo, porque, muito já se viu que essa criatividade do brasileiro é usada muitas vezes para o mal. Não à toa, o jeitinho brasileiro é também conhecido por Lei de Gerson. Gerson de Oliveira é um ex-jogador de futebol, foi um meio campista de primeira, considerado um dos melhores jogadores da seleção brasileira tricampeã de 1970. Seleção essa que tinha também Pelé no seu auge. Inclusive, durante a copa de 1970, Pelé protagonizou um acontecimento único na história do futebol. Ele imortalizou um gol perdido, após uma jogada inacreditável, dando o famoso drible da vaca no goleiro uruguaio no final do jogo entre Brasil e Uruguai, semifinal da competição. Mesmo sem o gol, o lance foi tão bonito, que entrou pra história. Bom, voltando. Gerson, meio campo da seleção, carioca da gema, foi convidado em 1976 para protagonizar o comercial de TV de uma marca de cigarros. Sim, um jogador de futebol fazendo propaganda de cigarro. Outros tempos… Enfim. No comercial, Gerson era entrevistado por um jornalista, que perguntava por que ele tinha escolhido a marca de cigarros Vila Rica. Ele responde: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também!” A frase “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”, dita no mais malemolentecarioquês virou bordão, e sempre que alguém precisa justificar alguma subversão desde então, já manda “É a lei de Gerson, né? Eu preciso levar a minha vantagem.”
O outro lado do jeitinho brasileiro, que não tem essa carga pejorativa e tal, já está explícita no parágrafo acima. Faz parte do jeitinho brasileiro contar umas duas histórias diferentes, acabar invariavelmente falando de futebol, para explicar uma coisa que poderia ser dita em duas ou três frases. Convenhamos. Explicar o jeitinho brasileiro falando do gol que não foi mais famoso do mundo e de um jogador de futebol fazendo propaganda de cigarro é o mais puro suco de Brasil! Através de tantas histórias e peculiaridades como essas, a Strip Me se inspira para criar camisetas super estilosas e brasileiríssimas como a camiseta Campinho, a camiseta Não Gol e a camiseta Suco de Brasil. São camisetas mega confortáveis e lindas, cujas estampas são muito bem elaboradas, com personalidade e um toque minimalista. Equilíbrio perfeito entre estilo e simplicidade.
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Tá aí! Simplicidade é outra palavrinha fundamental para explicar um pouco melhor esse nosso conceito de brasilidade. Se a gente tivesse que escolher um único ícone, que resumisse tudo que envolve brasilidade, sem sombra de dúvida, o escolhido seria o nosso amado doguinho vira lata caramelo. Pensa bem. O vira lata caramelo é o mestre da adaptação, se sente em casa em qualquer calçada, e, sem fazer força, consegue ser mais fiel que qualquer corinthiano. Ele está lá quando a gente mais precisa, para não desperdiçar aquele petisco que caiu da mesa do boteco na calçada ou para acompanhar o amigo bêbado que, prudentemente, resolveu deixar o carro na frente do bar e foi embora a pé. Importante ressaltar, inclusive, que boteco que se preza tem um vira lata caramelo perambulando entre as mesas. Aquele bar que não tem cardápio de mesa, mas aquele menu pendurado na parede, com as opções e respectivos valores escritos com giz. Onde a cerveja é sempre estupidamente gelada, também conhecida por canela de pedreiro, o único lugar capaz de transformar desconhecidos em amigos de infância em poucos goles. O botequim é a maior instituição da cultura brasileira. Tanto é que até hoje é lembrado o Zicartola, boteco capitaneado pelo casal Dona Zica e Cartola, um dos maiores gênios do samba. Localizado na legendária Rua da Carioca, no centro da cidade do Rio de Janeiro, o estabelecimento servia desde simples porções de salaminho fatiado, até portentosas feijoadas, não deixando faltar a cervejinha gelada e um bom batuque, que era feito pelos próprios clientes. Gente como Zé Ketti, Aracy de Almeida, Nara Leão, Paulinho da Viola e tantos outros. Por pura inaptidão para administrar o negócio, o Zicartola durou apenas 20 meses, de setembro de 1963 a maio de 1965. O estabelecimento passou das mãos de Cartola para outra lenda da música brasileiro, o mestre Jackson do Pandeiro. Ainda bem que o que não falta, ainda mais no Rio de Janeiro, é botequim, que é pra vira lata caramelo nenhum se sentir abandonado.
O boteco não precisa de glamour para ser bom, assim como o vira lata caramelo não precisa de pedigree para ser amado. Glamour e pedigree, aliás, palavras estrangeiras. Ambos são brasilidade em estado bruto: descomplicados, alegres, e com um carisma que derrete qualquer mau humor. É nessa vibe de simplicidade, descontração e afeto que as estampas da coleção Brasilidades da Strip Me são elaboradas. Camisetas de altíssimo nível, perfeitas pra qualquer rolê. Do boteco à balada, do churrasquinho ao festival de música. Se liga, por exemplo na camiseta Sextou, na camiseta Menu de Bar e na camiseta Caramelo do Brasil, pra ver que é exatamente a síntese de tudo que a gente falou até agora.
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