8 atributos que justificam a majestade absoluta de Madonna na música pop.

8 atributos que justificam a majestade absoluta de Madonna na música pop.

Ousada e icônica, ela é a própria definição da reinvenção. A Strip Me apresenta 8 argumentos irrepreensíveis que explicam porquê Madonna é a rainha do pop, conquistando o mundo com sua música, estilo e atitude inconfundíveis.

Madonna é uma dessas artistas inexplicáveis, difíceis de serem definidas. Mas se a gente dissecar sua vida e obra, camada por camada, vamos descobrir que o que torna Madonna tão especial é sua habilidade de se reinventar a cada era. Ela não apenas segue as tendências, ela as define. Dos trajes provocantes à espiritualidade de Like a Prayer, passando pela música eletrônica de Ray of Light e chegando à exploração das sonoridades latinas em Music, Madonna sempre esteve à frente de seu tempo.

Aos 66 anos, Madonna continua a desafiar as expectativas e a quebrar barreiras. Fazendo turnês, produzindo música e se engajando em causas sociais, ela esbanja uma energia inigualável e vai deixando um legado brilhante e imortal. Para reforçar isso tudo, a Strip Me traz 8 faces da personalidade de Madonna que justificam seu status de rainha.

Mulher de família.

Apesar do que muita gente pensa, Madonna não é apelido, é nome mesmo. Ela nasceu Madonna Louise Ciccone em 16 de agosto de 1958. Foi batizada com o mesmo nome da mãe, que também ao contrário do que se pensa, não era italiana, mas sim franco-canadense. O pai dela sim era descendente de italianos. É a terceira de seis filhos que o casal Madonna e Silvio tiveram. Porém, a mamãe Madonna faleceu aos 30 anos, vítima de um câncer, quando Madonna filha tinha apenas cinco anos de idade. Madonna cresceu muito ligada à família, que era toda católica, o que viria a influenciar sua música e opiniões controversas no futuro. Madonna foi casada duas vezes e tem seis filhos, sendo dois deles biológicos e quatro adotivos. Suas relações familiares dizem muito sobre sua carreira. Madonna sempre foi crítica ao fanatismo religioso e ativista humanitária.

Rock n’ Roll Girl.

Desde nova Madonna já apresentava aptidão para as artes, dançava e cantava. Adolescente, ouvia tudo que tocava no rádio. Eram os anos 70 e a música negra de James Brown, Sly and The Family Stone e muitos outros, dominava o dial. Com 20 anos de idade e 35 dólares no bolso, Madonna se despediu da família em Bay City, cidade provinciana do estado de Michigan, para ser dançarina profissional em New York. Foi a primeira vez que ela viajou de avião e, chegando em NY, pela primeira vez andou de taxi. Em New York ela fez parte de alguns grupos de dança, até que começou a namorar um músico e passou a conhecer a cena punk e new wave da cidade. Logo montou uma banda com o namorado, chamada Breakfast Club, onde tocava bateria, e guitarra em uma ou outra música. A banda durou pouco e, em seguida ela entrou em outra banda, chamada Emmy, onde desta vez ela era vocalista e guitarrista. Madonna sempre afirmou que consome e gosta de todo tipo de música, mas sempre coloca Debbie Harry e Chrissie Hynde como suas grandes influências.

Rainha dos anos 80.

Mas Madonna começou pra valer seu reinado quando abandonou a banda Emmy e decidiu tentar uma carreira solo apostando em suas próprias composições. Ela então conseguiu assinar com a Sire Records, um selo vinculado ao grupo Warner, que lançou Ramones, Talking Heads, Blondie e tantos outros artistas da cena novaiorquina. Seu primeiro disco, Madonna, lançado em 1983, já chegou de cara ao top 10 da Billboard, impulsionado peplo hit Holiday. Em 1984 sai Like a Virgin e Madonna é realmente alçada ao estrelato. Em 1986 True Blue vende como água contendo clássicos como Papa Don’t Preach e La Isla Bonita. A década é encerrada com o lançamento do polêmico Like a Prayer em 1989, que, além de tudo, teve participação do Prince. Em resumo, Madoona se sagrou a artista que mais vendeu discos na década de 80, emplacando dezenas de hits entre 1983 e 1989. Ali começou o reinado que ninguém conseguiu tirar dela até hoje (e nunca vão tirar).

Empresária de sucesso.

Madonna entrou na década de 90 como uma das maiores artistas do mundo, faturando alto com seus shows e discos. Ao invés de torrar essa grana toda, ela investiu em alguns imóveis e fundou uma empresa multimídia chamada Maverick. A empresa engloba vários setores de mídia como uma gravadora (Maverick Records), uma produtora de filmes (Maverick Films), edição de livros, edição de música, uma divisão de discos latino (Maverick Musica) e uma produtora de televisão. Assim, ela passou a lançar seus discos de maneira quase independente, só dependendo de uma grande gravadora (no caso, a Warner) para distribuição. O primeiro lançamento da empresa foi justamente o polêmico disco Erotica. Além disso, Madonna ganha dinheiro co produzindo filmes, fazendo lançamentos no segmento da moda em parceria com H&M e Dolce & Gabbana, e abrindo até uma rede de academias chamada Hard Candy Fitness com unidades por todo Estados Unidos e outros cinco países. Além disso tudo, ela também investe em obras de arte, adquirindo originais de Fernand Legér, Tamara de Lempicka, Frida Kahlo e Pablo Picasso.

Ativista.

Por desde a adolescência ser questionadora dos dogmas da igreja católica e conviver no meio artístico, Madonna desenvolveu uma noção de empatia por minorias como a comunidade gay. Logo que começou a ter maior autonomia, passou a produzir cada vez mais músicas e vídeo clipes provocativos e questionadores. Com o tempo passou a também a atuar em prol do combate à pobreza, fundando a instituição Raising Malawi. Além disso, sempre se declara a favor da comunidade LGBTQIA+, já ajudou organizações de assistência a portadores do HIV, e defendeu grupos feministas. Madonna também é vegetariana e defende frequentemente este hábito, que faz parte de um discurso que defende a sustentabilidade do meio ambiente e o cuidado com os animais.

Multi-Mulher.

Madonna entendeu logo que entrou no mundo do showbiz que fazer só o básico do que esperam de um artista não é suficiente. Assim, ela se dedicou a muitas outras atividades além da música. Pra começar, assim que conquistou sucesso na música, Madonna já voltou sua atenção para o cinema. Entre 1985 e 2006 ela atuou em mais de dez filmes, e em 2008 estreou como diretora, assinando o filme Filth and Wisdom. Em 2011 repetiu a dose dirigindo o longa W.E. Madonna também se aventurou no munda da literatura infantil escrevendo uma série de 5 livros chamada As Rosas Inglesas. Isso tudo sem falar no seu lado empresarial. Madonna é incansável!

Recordista.

Tanto trabalho tem que gerar algum resultado, né? O primeiro, claro, é financeiro. Madonna é uma das mulheres mais ricas e bem sucedidas do mundo. E, sendo a música o foco principal de sua vida profissional, claro que ela acabou acumulando alguns recordes na indústria musical. Madonna entrou para o Guinnness Book, o livro dos recordes, em 2023, ao atingir a marca de 400 milhões de álbuns vendidos. Com isso, Madonna se tornou a artista feminina mais vendida da história, e, no geral, ficou atrás apenas dos Beatles, Elvis Presley e Michael Jackson. Em 1993 colocou 120 mil pessoas dentro do estádio do Maracanã, o maior público para quem ela já se apresentou até hoje. Com suas turnês gigantescas, é a artista que mais vendeu ingressos de shows na história da música pop! Ou seja, qualquer superlativo utilizado para se referir à Madonna é justificado.

Influente.

Bom, não precisamos nem dizer que se não fosse pela Madonna não existiriam Britney Spears, Lady Gaga, Rihanna, Dua Lipa e muitas outras cantoras pop. Mas Madonna é mais do uma figura influente entre artistas. Ela ajudou a moldar a cara dos anos 80 e 90 ao se preocupar tanto com a estética de seus videoclipes, o figurino que usava em shows e nos filmes. Ajudou a criar um perfil de mulher mais independente, bem resolvida com sua sexualidade e decidida a romper com o patriarcado e machismo que vigoraram tanto até os anos 90, e vêm arrefecendo desde as duas últimas décadas. Que nos perdoem mulheres incríveis como Billie Holiday, Carole King, Joan Baez e Janis Joplin, mas não existe umas mulher no mundo que tenha exercido maior influência artística e de comportamento do que Madonna.

Pronto! Está mais do que justificada a majestade soberana de Madonna. A mulher que reinventou o conceito de diva pop, que começou com lá atrás com as pin-ups e atrizes como Marilyn Monroe. A maior cantora dos últimos 40 anos. Diante de um reinado tão virtuoso, só resta à Strip Me se curvar e prestar sua reverência. Por isso, dentro da nossa coleção de camisetas de música, você vai encontrar, claro, algumas estampas fazendo referência à Madonna, pra você arrasar no look quando for pro show da diva aqui no Brasil. E tem também as nossas coleções de arte, cinema, cultura pop, brasilidades e muito mais. É só colar no nosso site pra conferir e ficar por dentro dos nossos lançamentos, que pintam toda semana.
Vida longa à rainha!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist com o crème de la crème da obra da Madonna. Madonna Top 10 tracks.

Camiseta Bootleg e o Revival dos Anos 90.

Camiseta Bootleg e o Revival dos Anos 90.

As camisetas bootleg, ou oversized t-shirts, estão em alta! Assim como tudo que vem dos anos 90! A Strip Me entrou de cabeça nessa onda e te explica tudo! O hype dos anos 90 e as camisetas bootleg personalizadas!

Parafraseando Oliviero Toscani, a moda é um cadáver que nos sorri. Em seu livro mais célebre, Toscani fala da publicidade, e não da moda. Mas muitos dos conceitos de uma se aplicam à outra. Ele afirma que a maioria das fórmulas usadas pela publicidade para vender são repetidas e recicladas ao longo dos anos. Assim é também a moda, cujas tendências vem e vão de tempos e tempos. Em certo ponto do livro, sendo ainda mais enfático, o fotógrafo italiano dispara: “A publicidade é um modelo falsificado e hipnótico da felicidade.” O mesmo podemos dizer da moda, um modelo falsificado e hipnótico da felicidade. A diferença é que a moda conseguiu subverter este conceito, imprimindo autenticidade e ousadia através do que ficou conhecido como Design Bootleg.

O Desing Bootleg

A parada começou em 1983 com o estilista do Harlem, bairro conhecido por sua comunidade negra em NY, Dapper Dan. Uma cliente chegou em seu ateliê se gabando de sua nova bolsa, enfatizando a marca, Louis Vuitton. Ele pensou: “Se essa garota está tão encantada assim por causa de um nome escrito pequenininho numa bolsa, imagina toda uma coleção de moda com essa marca!” Assim começou a desenvolver moletons, camisetas, jaquetas, bonés e outras peças estampando em tamanho grande várias marcas famosas como Gucci, Louis Vuitton, Fendi e muitas outras. E essas roupas todas eram usadas por gente como Rum DMC, LL Cool J, Bobby Brown e outros nomes do emergente hip-hop. E a moda pegou. Mas o sucesso durou pouco. As marcas entraram com várias ações judiciais e, não só as peças sumiram do mercado, como o ateliê de Dapper Dan foi fechado.

Em 2018 o jovem, e já renomado, estilista Alessandro Michele prestou uma marcante homenagem a Dapper Dan. Além de fazer declarações exaltando Dan, ele apresentou em pleno desfile da Gucci uma jaqueta com dois Gs imensos estampados. De lá pra cá, o design bootleg ficou conhecido e ganhou força no mundo da moda, pegando emprestado do universo musical o termo bootleg, que significa em português nada mais que pirata, falsificação. Os discos bootlegs eram gravações feitas sem autorização dos artistas, feitas por fãs em shows ou de sobras de estúdio que vazavam dos estúdios. E foi numa época bem específica que os bootlegs se popularizaram: os anos 90! Os métodos digitais de gravação e o surgimento do CD contribuíram muito para o boom da cultura do bootleg na música.

Os Anos 90

A música é peça chave para entender a estética dos anos 90 no mundo da moda. As pessoas estavam cansadas das cores berrantes e mangas bufantes, da maquiagem pesada cheia de contrastes e dos cabelos moldados a laquê. Enquanto a moda passava por um momento de transição, a cultura pop tinha suas portas arrebentadas por uns moleques de jeans rasgados, camisas largas de flanela xadrez e cabelos ensebados. A MTV tinha lá seu quinhão de responsabilidade por essa explosão. Mas não foi só ela. De repente, Kurt Cobain estava na capa da revista Time e Eddie Vedder na capa da People, revistas que não tem nada a ver com música. Com a cultura do rock tão efervescente, as próprias gravadoras passaram a vender produtos licenciados com os nomes de suas bandas em letras garrafais, principalmente camisetas. Tais camisetas eram vendidas, principalmente em shows. Você ia curtir a apresentação de sua banda favorita e saía de lá com uma camiseta feita especialmente para aquela tour que a banda estava apresentando. Uma camiseta com o nome e uma foto da banda bem grandes na frente, e atrás, as datas e locais da turnê.

Essas camisetas se popularizaram muito e acabaram inspirando um monte de gente a fazer camisetas no mesmo estilo, fosse de banda ou não, e essa estética se tornou uma marca muito forte da moda nos anos 90. Em especial porque foi nessa época que a moda deixou o glamour de lado para abraçar o street wear. A alta costura e as roupas do dia a dia se misturaram. O hip-hop e rap dos anos 90 também fazem parte disso. Snoop Dogg, Notorious B.I.G. e Tupac eram talvez até mais famosos que a turma do grunge. Eles influenciaram muito o jeito dos jovens suburbanos de se vestir, e chegaram até as passarelas de moda.

No final das contas, a moda é cíclica. Suas tendências são repetidas já faz tempo. Nos anos 60 os mods e seus terninhos bem cortados revisitavam os anos 20, nos anos 80 as moças de vestidos bufantes e rapazes com jaquetas e topetes revisitavam os anos 50, nos anos 00 as polainas e calças Saint Tropez revisitavam os anos 80… e agora chegou a vez dos anos 90! Gargantilhas, vestidos slip em tons pastéis, camisas de flanela, coturnos, jeans rasgados, pochetes… tá tudo aí! Só falta o Evair no Palmeiras e o dólar e o real um pra um!

Camisetas Bootleg Personalizadas

Junto com isso tudo, voltou também o que na gringa eles chamam de oversized t-shirt. Ou seja, camisetas grandes. O nome diz respeito ao tamanho da estampa, mas também da peça em si, afinal, era moda nos 90 usar camisetas largas, parecendo que eram um número maior do que a pessoa precisava, ou seja, oversized. Mas na moda, as coisas não são simplesmente copiadas, mas sim se transformam. Portanto, acabou se tornando trend pessoas encomendarem camisetas personalizadas no estilo das camisetas “de banda” dos anos 90, largas e com estampas grandes. E tem de tudo, há quem personalize estampando o próprio nome ou o nome de alguém que vai ser presenteado com a camiseta, e fotos dessa pessoa, tem quem o faça com jogadores de futebol, personagens de filmes e outras celebridades. Essa moda é recente na gringa e está chegando agora aqui no Brasil.

Camiseta Bootleg Personalizada Raios

Claro que uma novidade carregada de tanta história, tanta referência pop e estilo próprio, já faz parte do completíssimo catálogo da Strip Me. Além das camisetas de arte, música, cinema, bebidas, cultura pop, games e muito mais com estampas lindas e originais, você também pode personalizar a sua camiseta Strip Me como quiser! Inclusive no estilo bootleg! É só você nos enviar sua frase, foto ou arte, que gente faz pra você! Ou seja, você vai ter no peito uma camiseta 100% exclusiva que, além de tudo, é confeccionada em tecido sustentável, com certificação BCI, possui modelagem tradicional unissex, gola redonda, corte reto e o caimento perfeito! Curtiu? Então chega lá na nossa loja pra fazer a sua. Lá você também fica por dentro de todas as nossas promoções e lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada com o que há de melhor das bandas que estamparam as camisetas dos anos 90! Bootleg T-Shirt Top 10 tracks.

8 fatos que você precisa saber sobre o Blink-182.

8 fatos que você precisa saber sobre o Blink-182.

O Lollapalooza está chegando! E com ele o aguardadíssimo show da banda Blink-182. Para preparar o espírito para esse momento memorável, a Strip Me te conta 8 fatos interessantes sobre o trio mais engraçadinho do punk rock.

Blink-182, a banda que tornou “What’s my age again?” o hino dos eternos adolescentes em todo o mundo. Formada por Mark Hoppus, Tom DeLonge e Travis Barker, a banda passou com competência e muito bom humor pela porta do mainstream, aberta pelo Green Day e Offspring. Assim, conquistou uma legião de fãs com seu punk rock entusiasmado e letras irreverentes. E justamente envelhecer parece que não foi fácil para o trio, que ficou famoso, além da música, por aprontar mil travessuras fora dos palcos e não levar a vida nada a sério. Mas, por fim, parece que tudo foi se ajeitando. A banda foi ícone teen, foi desprezada e tida como vendida pelos punks, mas foi amadurecendo e ganhando o respeito da crítica musical e da cena punk. Hoje é uma das bandas com os shows mais disputados do mundo.

E, finalmente chegou a vez do Brasil conferir esse show, depois de três tentativas frustradas da banda vir para a terra tupiniquim. Isso graças ao festival Lollapalooza, que desde 2012 nos brinda com shows incríveis e toda a estrutura de um grande festival. Era para a banda ter tocado ano passado no festival, mas acabou cancelando sua vinda, mas para este ano o show está garantidíssimo! Para te ajudar a ir esquentando os motores para este show tão esperado, a Strip Me conta 8 fatos para você ficar conhecendo melhor Mark Hoppus e sua turma.

Blink antes do 182.

A banda foi formada por um trio de amigos adolescentes, ainda no colégio, em 1992. Quando começou a realmente ser levada a sério por seus integrantes, Mark Hoppus, baixo e voz, Tom DeLonge, guitarra e voz, e Scott Raynor, bateria, a banda foi batizada Blink. Em 1994 lançam seu primeiro disco, Cheshire Cat. Mesmo lançado de forma independente, o disco chama atenção. Tanto que a banda é processada por uma banda da Irlanda com o mesmo nome. Para evitar uma treta judicial, eles decidem colocar um número da na frente do nome. Surge Blink-182. De onde veio esse número, ninguém sabe. Provavelmente os caras acharam que soava bem. Mas ao longo do tempo, deram várias explicações malucas. Por exemplo, dizem que 182 é o peso de um dos integrantes da banda em libras, ou que 182 é o número de vezes em que Al Pacino diz “fuck” no filme Scarface.

A escolha.

No início de 1993 a banda Blink começava a crescer para além dos arredores de San Diego, California, onde se originou. A banda tomava cada vez mais tempo dos três jovens. Mark Hoppus tinha uma namorada ciumenta nessa época, que lhe deu um ultimato: “A banda ou eu!” E por algumas semanas, quase dois meses, ele escolheu a namorada. Mas, um tempo depois, sentiu saudade da sua turminha do barulho, mandou o namoro às favas e retomou seu lugar na banda bem a tempo de gravar a demo que daria origem ao seu primeiro disco.

Dança das baquetas.

Scott Rayner manteve o posto de baterista do Blink-182 até 1998. Em 1996 a banda dava o que falar e as gravadoras estavam desesperadas procurando um novo Green Day. O trio de San Diego acabou assinando com uma major ainda naquele ano, e em 1997 lançaram seu segundo disco, Dude Ranch, que fez um baita sucesso nos Estados Unidos. A fama fez com que Rayner perdesse as estribeiras e afundasse feio na bebida. Depois de algumas mancadas e sumiços em dias de show, Hoppus e DeLonge o expulsaram da banda. Por sorte, eles excursionavam com uma banda chamada The Aquabats, cujo baterista era um prodígio. Para não deixar Hoppus e DeLonge na mão em um show, o baterista Travis Barker, aprendeu a tocar o repertório do Blink-182 em uma tarde. E não saiu de trás dos tambores da banda desde então.

Enema of the State.

E foi em 1999 que o Blink-182 ganhou o mundo, com um disco inspirado e aquele empurrãozinho maroto da MTV. Os clipes de What’s My Age Again?, All the Small Things e Adam`s Song bombaram no mundo inteiro e o punk adolescente voltou para as cabeças. O disco Enema of the State teve duas capas diferentes. A primeira tiragem do disco saiu com o nome da banda com “B” maiúsculo e uma cruz vermelha no chapéu da enfermeira na capa. O trio preferia a grafia do nome com todas as letras minúsculas. Na mesma época a Cruz Vermelha, entidade internacional de saúde, ameaçou processar a gravadora pelo uso de seu símbolo de forma pejorativa, quase obscena, segundo a entidade. Para evitar confusão, foi retirada a cruz do chapéu da enfermeira, e uma nova tiragem do disco saiu com a capa com o nome da banda escrita em letras minúsculas e o chapéu sem a cruz. Aliás, a enfermeira em questão era ninguém menos que Janine Lindemulder, uma estrela em ascensão do cinema pornô na época, o que explica o desconforto do pessoal da Cruz Vermelha. Pra completar, o título do disco é um trocadilho malicioso com a expressão “enemy of the state”(inimigo do estado, ou do governo). A palavra “enema”, que substitui “enemy”, significa em português esperma. Trocadilho típico de quinta série. De fato, what’s my age again?

O preço da fama.

Enquanto a fama e popularidade da banda escalavam em alta velocidade, sua credibilidade dentro da comunidade punk despencava. Enquanto todas as bandas punks no começo do século vinte e um produziam músicas de protesto, incluindo os outrora adolescentes meio bobocas do Green Day, o Blink-182 saía na capa da revista CosmoGirl (a versão norte americana da Capricho) e ganhava o prêmio Nickelodeon’s Kids’ Choice Award. Realmente ficava difícil levar os caras a sério. E isso acabou sendo um ponto de virada, pois o trio ficou realmente incomodado com isso e resolveu mudar.

Amadurecimento.

Em 2003 a banda lançou seu quinto álbum. Intitulado simplesmente Blink-182, o disco mostrava que a banda realmente amadureceu, trazendo novos elementos à sua música, para além dos power acordes rápidos, soando ora como uma banda indie noventista, ora como uma banda new wave dos anos oitenta. O disco chegou a ser comparado com The Police e U2, mas os integrantes da banda afirmam que na época estavam ouvindo muito The Cure, o que ajudou a inspirá-los a escrever letras mais confessionais e questionadoras. Nessa mesma época, para mostrar que estava realmente querendo fazer as pazes com o mundo, durante uma turnê no Reino Unido, o trio foi até a Irlanda e fez questão de conhecer a tal banda Blink, que quase os processou na época do lançamento do Cheshire Cat. Mas essa fase paz e amor durou pouco. Em 2005 a banda anuncia que estava se separando.

Travis Barker nas asas do destino.

Em 2008 Travis estava num avião particular com mais cinco pessoas. Sobrevoando o estado da Carolina do Sul, o avião teve uma pane, pegou fogo e caiu. Apenas Travis e mais um rapaz amigo dele sobreviveram. O baterista teve 68% do seu corpo com queimaduras severas. O acidente fez com Barker adquirisse uma verdadeira fobia a aviões. Mas também fez com que ele e Hoppus voltassem a se falar depois de três anos sem se verem. Começava ali o retorno da banda. E, graças ao esforço e apoio de sua esposa, a socialite Kourtney Kardashian, Travis superou seu medo e voltou a viajar de avião em 2001, facilitando muito a vida da banda, que até então voltara a tocar e se esforçava para fazer turnês sem depender de aviões.

Vindas frustradas ao Brasil.

Já superado o trauma, ao contrário do que dizia Belchior, não foi por medo de avião que Travis Barker não pôde vir tocar no Lollapalooza Brasil em 2023, mas sim porque ele teve um problema nas articulações dos dedos das mãos e teve que passar por uma cirurgia. O show da banda acabou sendo cancelado meio em cima da hora. Mas não foi a única vez que o trio californiano ameaçou vir, mas não veio. Em 2004 DeLonge disse numa entrevista que a banda faria uma turnê mundial e passaria pela América do Sul no segundo semestre de 2005. Criou-se uma grande expectativa, que acabou frustrada com a declaração da separação da banda no começo de 2005. Já em 2001, a banda estava cotada para tocar no Rock In Rio e chegou até a ser anunciada como uma das atrações, mas acabou não rolando. Em uma entrevista ao ex-Malhação André Marques, no extinto programa Video Show, DeLonge disse que estava tudo certo para a banda participar do festival, mas Axl Rose não aceitou que o Blink-182 tocasse na mesma noite que ele, certamente com medo de o Guns n’ Roses fosse eclipsado pela performance magnífica do trio de San Diego. DeLonge disse isso sério e, depois de uma breve pausa, riu e disse que estava de sacanagem e que não sabia por quê a banda tinha sido retirada do line up do festival. E mesmo sem o Blink-182, naquele ano Axl Rose foi às lágrimas no palco.

Enfim, o Blink-182 é uma banda realmente cativante. Seja pelo seu bom humor, ou pelas suas ótimas canções, ou pelas duas coisas juntas. Blink-182 é puro barulho, diversão e arte. Uma banda dessa não ia ficar de fora da trilha sonora da Strip Me, que tem não só o Blink-182, mas também outras bandas punk representadas na excelente coleção de camisetas de música, onde tais bandas são apresentadas em estampas originais e super descoladas. E tem também as coleções de camisetas de cinema, arte, cultura pop, bebidas, games e muito mais. No nosso site você confere isso tudo e ainda fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist deliciosa com o que há de melhor na discografia do Blink-182. Blink-182 Top 10 tracks.

Para ler: Altamente recomendável o livro Travis Barker. Vivendo a Mil, Enganando a Morte e Batera, Batera, Batera, a autobiografia de Travis Barker, livro lançado em 2016 pela editora Ideal. Numa narrativa envolvente o baterista conta sua vida, as idas e vindas da banda e seu traumático acidente de avião.

8 Curiosidades sobre a banda Red Hot Chilli Peppers.

8 Curiosidades sobre a banda Red Hot Chilli Peppers.

De volta ao Brasil para cinco shows, os incansáveis Red Hot Chilli Peppers são uma das bandas mais queridas do mundo. Para entrar no clima dos shows, a Strip Me traz 8 curiosidades, pra você ficar sabendo tudo sobre a banda.

Já se vão 40 anos desde quando os amigos Anthony Kiedis, Hillel Slovak, Flea e Jack Irons trocaram o nome de sua banda, de Tony Flow & The Miraculous Masters of Mayhem para Red Hot Chilli Peppers. De lá pra cá muita coisa mudou. A formação que teve idas e vindas, incluindo uma morte trágica, as mudanças de estilo, a discografia de 13 discos, as turnês intermináveis mundo afora e toda uma história de persistência, superação e, acima de tudo, talento! Se os Red Hot Chilli Peppers são hoje uma das maiores bandas em atividade da história da música pop, é porque a jornada desses caras foi intensa, e o que não faltam são histórias pra contar.

Neste mês de novembro, os Chilli Peppers estão de volta ao Brasil para cinco shows, que certamente serão memoráveis. Pra você entrar no clima e curtir esses shows, seja ao vivo, seja pela TV ou internet, a Strip Me te conta 8 curiosidades essenciais sobre a banda, pra você sacar o segredo dessa receita de sucesso apimentada.

1. Formações da banda.

Tudo começou com Anthony Kiedis, Flea, Hillel Slovak e Jack Irons. Slovak e Irons também eram parceiros em outra banda. Em 1984, às vésperas de gravar o primeiro disco dos Chilli Peppers,  Slovak e Irons abandonam Kiedis e Flea, para se dedicarem a sua outra banda. O primeiro disco foi gravado por Kiedis no vocal, Flea no baixo, Jack Sherman na guitarra e Cliff Martinez na bateria. Em 1985, rolam umas tretas e Kiedis expulsa Sherman e convence Slovak a voltar. Kiedis, Flea, Slovak e Martinez gravam o Freaky Style em 1985. Em 1986 Martinez sai e Jack Irons volta. Nessa época um integrante nefasto entra na banda: a heroína. A formação original grava em 1987 The Uplift Mofo Party Plan. Em 1988 Hillel Slovak morre de overdose de heroína. Arrasado, Jack Irons sai da banda. Kiedis passa por um curto período numa rehab. Ainda no fim daquele ano, Kiedis e Flea retomam a banda em memória de Slovak e convocam D.H. Peligro para a bateria e DeWayne McKnight para a guitarra. Atritos pessoais fazem com que McKnight não dure dois meses. Em seu lugar entra um jovem talentoso e fã dos Chilli Peppers chamado John Frusciante. Peligro, que também tinha seus problemas com drogas, é demitido. Em seu lugar entra Chad Smith. Tida como a formação clássica da banda, Kiedis, Flea, Frusciante e Smith gravam os discos Mother’s Milk e Blood Sugar Sex Magik, em 1989 e 1991 respectivamente. Em 1992, arrasado pelos excessos da fama, Frusciante sai da banda. Arik Marshall é contratado às pressas para a banda dar sequência nos shows. Mas ele não agrada Kiedis, que o demite e coloca em seu lugar Jesse Tobias, que também não dura mais de um mês como guitarrista da banda. Em 1993 entra Dave Navarro, que grava o disco One Hot Minute em 1995, e sai da banda em 1998, por tretas pessoais e, mais uma vez, abuso de drogas. Recuperado do vício, é Frusciante quem reassume a guitarra na banda. Com ele, a banda grava Californication, 1999, By The Way, 2002, e Stadium Arcadium, 2006. Em 2007 Frusciante inclui Josh Klinghoffer na banda como para tocar guitarra base, teclado e backing vocal. Em 2008 Frusciante sai da banda deixando Klinghoffer em seu lugar. Com Klinghoffer a banda grava I’m With You, 2011, e The Getaway, 2016. Em 2019 foi anunciada pela banda a saída de Klinghoffer e o retorno de Frusciante. Mais uma vez reunida, a formação clássica lança dois discos em 2022, Unlimited Love e Return of The Dream Canteen, e é como a banda se apresenta no Brasil neste mês.
Ufa!

2. RHCP no Brasil.

Os shows de novembro de 2023 marcam a décima vinda dos Chilli Peppers ao Brasil. A primeira vez foi 10 anos atrás, em 1993. A banda vinha ao lado de Nirvana, Alice In Chains, L7 e outros, para o Hollywood Rock. Na época era Arik Marshall quem tocava guitarra na banda. Depois disso, vieram em 1999, 2001, 2002, 2011, 2013, 2017, 2018 e 2019. Na maior parte das vezes a banda veio para participar de grandes festivais, como Lollapalooza e Rock in Rio. Mas desta vez estão vindo por conta própria, para 5 shows, no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

3. RHCP e o cinema.

Pouca gente sabe, mas Anthony Kiedis e Flea tem uma forte ligação com o cinema. Já atuaram em vários filmes, e Anthony Kiedis, particularmente, tem uma relação ainda mais próxima porque seu pai trabalhava em alguns estúdios de Hollywood e, desde cedo ele tinha contato com várias celebridades em sua casa. Para se ter ideia, uma das primeiras babás que ele teve, ainda bem pequeno, foi ninguém menos que a cantora e atriz Cher! Kiedis atuou em pelo menos 7 filmes, todos pouco conhecidos e sem grande expressão, com exceção de Caçadores de Emoção, de 1991, protagonizado por Keanu Reeves e Patrick Swayze. Já Flea atuou em quase 30 filmes, em alguns fazendo pequenas pontas e em outros com personagens mais marcantes. Sua primeira aparição foi no filme Vidas Sem Rumo (The Ousiders), de ninguém menos que Francis Ford Coppola. Ele também atuou em alguns outros filmes clássicos como De Volta para o Futuro, como um dos capangas de Biff, O Grande Lebowski e Medo e Delírio.

4. A música dos Chilli Peppers.

Não dá pra cravar que os Red Hot Chilli Peppers inventaram um novo estilo. O tal funk rock já vinha sendo feito pelo Funkadelic, basta ouvir o seminal disco Maggot Brain, de 1971, para se ligar nisso. Além do mais, bandas como Devo e Talking Heads, ali pelo fim dos anos 70, também se engraçavam com o soul e o funk, misturando-os com elementos do pós punk. Mas os Chilli Peppers conseguiram elevar o funk rock a um novo patamar, graças às diferentes influências de seus integrantes. Frusciante tem uma bagagem de hard rock, além de sua devoção pela obra de Jimi Hendrix. Anthony Kiedis, na adolescência, esteve envolvido com o pessoal do hip hop, que começava a frutificar em Los Angeles no começo dos anos 80. Flea era trompetista e amante do jazz quando garoto, na juventude se encantou com James Brown, e Chad Smith vem de uma formação eclética de rock n’ roll e música negra. E todos eles foram criados dentro da cena do punk californiano, indo aos shows do Black Flag, Germs, Dead Kennedys e Circle Jerks. Um caldeirão musical que só poderia render uma música de altíssima qualidade e com frescor de novidade, mesmo não tendo nada de tão novo assim.

5. O Elemento Frusciante.

Os Chilli Peppers já passaram por várias fases diferentes, onde sua música sofreu impacto considerável. Há quem considere Freaky Style e The Uplift Mofo Party Plan como as obras definidoras do som da banda, por conta da guitarra frenética de Hillel Slovak. Há quem prefira a pegada rock de Dave Navarro. O estilo mais contido de Klinghoffer até que gerou bons resultados. Mas indiscutivelmente, os momentos de maior inventividade e brilhantismo dos Chilli Peppers se deram quando John Frusciante empunhava a guitarra na banda. Os dois discos mais bem sucedidos da banda e considerados clássicos inquestionáveis do rock mundial tiveram participação ativa de Frusciante na concepção. A saber, os discos Blood Sugar Sex Magik e Californication. O talento e criatividade do guitarrista fica evidente em seus discos solo, mas quando ele une suas qualidades ao talento dos outros 3 chilli peppers, temos uma música de altíssimo nível e com muito potencial pop. Que nos perdoem os guitarristas que já passaram pela banda. Mas o Red Hot Chilli Peppers de verdade tem John Frusciante na guitarra.

6. Blood Sugar Sex Magik e revolução.

O disco Blood Sugar Sex Magik foi lançado no mítico ano de 1991, quando o rock passou por uma revolução avassaladora. O som hedonista e afetado de bandas como Guns n’ Roses e Skid Row foi atropelado pelos gritos inconformados de Kurt Cobain, mas também pelo ritmo alucinante e irresistível dos Chilli Peppers. O disco é irretocável, recheado de singles de sucesso, e tudo isso se deve á união simbiótica entre a banda e o produtor Rick Rubin. Enquanto a banda se ocupou de escrever melodias e letras, Rubin foi meticuloso ao explorar timbres e ambiências. A guitarra de Frusciante em músicas como The Power of Equality e Suck My Kiss são impressionantes. Tem peso, saturação, mas uma definição marcante. O baixo de Flea em Give it Away e Mellowship Slinky in B Major, por exemplo tem um som potente, a bateria de Chad Smith é brilhante, com sons de bumbo e caixa memoráveis! Rick Rubin seguiu produzindo discos dos Chilli Peppers por muitos anos. Mas foi neste disco que a engrenagem, realmente começou a funcionar. E o som de Blood Sugar Sex Magik instantaneamente se tornou referência e inspiração para incontáveis bandas que viriam a seguir.

7. Californication e redenção.

Não por acaso, os dois discos mais importantes de toda a carreira dos Chilli Peppers marcam pontos de virada na indústria musical, mas também na vida dos integrantes da banda. O caso de Californication é emblemático porque representa realmente a redenção da banda. O caso mais evidente é de Frusciante, que estava fora da banda e afundado no vício de heroína, a ponto de Flea encontra-lo quase à beira da morte. Do outro lado, Anthony Kiedis também lutava contra seus próprios demônios e, após a banda praticamente se separar por conta das brigas com Dave Navarro, ele viajou para a Índia, para uma intensa recuperação. Voltou limpo e preparado para ajudar Frusciante. Assim, os Chilli Peppers se reergueram com um disco confessional, honesto e, acima de tudo, irresistível! A fórmula infalível desenvolvida em Blood Sugar Sex Magik pela banda e Rick Rubin foi aprimorada em Californication! E praticamente metade do disco virou hit, colocando mais uma vez os Chilli Peppers como uma das bandas mais influentes e respeitadas para uma nova geração quer surgia ao alvorecer do século vinte e um. Além da força musical, Californication marca uma fase de estabilidade e amadurecimento dos integrantes da banda, em especial Frusciante e Kiedis, que, desde então, não tiveram mais episódios de envolvimento com drogas e mantém uma vida produtiva e saudável.

8. 2022 e o surto criativo.

O ano de 2019 terminou com a notícia de que Klinghoffer estava fora e Frusciante estava de volta aos Chilli Peppers. 2020 começou cheio de esperança e com os Chilli Peppers prometendo disco novo, compondo incansavelmente, até que em março… tudo parou. Um ano depois, com o mundo se vacinando e retomando a vida, os Chilli Peppers também voltaram a se reunir e compor. E compuseram muito, mas muito mesmo! No início de 2022 lançaram o disco Unlimited love, com 17 canções. No segundo semestre do mesmo ano, mais um disco é lançado, com mais 17 canções inéditas, o disco Return of the Dream Canteen. Numa entrevista Chad Smith admitiu que a banda sempre compunha material extra para seus discos, ou seja, sempre ficam umas canções de fora. Mas depois da pandemia e tudo, eles pensaram: ˜Qual o sentido de ficar guardando essas canções?” E eles realmente estavam compondo numa quantidade impressionante e canções com qualidade. Assim, decidiram lançar dois discos com quase vinte músicas cada, no mesmo ano. O que só nos permite concluir uma coisa: Dos Red Hot Chilli Peppers você pode esperar qualquer coisa!

Para conhecer em detalhes toda a trajetória do Red Hot Chilli Peppers, se liga no dossiê sobre a banda em duas parters, que publicamos aqui no blog ano passado.
Dossiê RHCP parte 1
Dossiê RHCP parte 2

De fato, os Chilli Peppers são encantadores! Não só uma banda com músicas arrebatadoras, divertidas e dançantes, como também um grupo de pessoas inspiradoras, verdadeiras e talentosas! Tal qual a Strip Me, os Chilli Peppers são barulho, diversão e arte! E o que mais a gente pode querer nessa vida? Por isso, nós temos camisetas inspiradas e referenciando a vida e obra dos Red Hot Chilli Peppers, que são lindas e ideais para você curtir em qualquer rolê e, é claro, nos shows da banda! É só dar uma olhada no nosso site, na coleção de camisetas de música. Aí você aproveita e já confere as camisetas de cinema, arte, cultura pop, bebidas, e muito mais! Além disso, na nossa loja você também fica por dentro dos lançamentos, que pintam por lá toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Claro, uma playlist no capricho com o que de melhor os Chilli Peppers fizeram, mas aqui vamos priorizar a produção da banda tendo o Frusciante como guitarrista. RHCP Top 10 Tracks.

Para ler: O livro Acid for the Children é a autobiografia de Mike Balzary, mais conhecido como Flea! O livro é delicioso de se ler, com uma linguagem fluida e bem humorada, com capítulos curtos e histórias muito saborosas da infância e adolescente do baixista. O livro saiu no Brasil pela editora Belas Letras. Vale a pena demais a leitura!

Foo Fighters One by One: Todos os discos, do pior ao melhor!

Foo Fighters One by One: Todos os discos, do pior ao melhor!

O queridão Dave Grohl e sua turma tocam no Brasil neste fim de semana. Para esquentar os motores para os shows, a Strip Me deu uma geral na discografia da banda.

É realmente incrível que os Foo Fighters estejam em turnê depois de tanta coisa. Nós, brasileiros, lembramos muito bem de março do ano passado, quando fomos surpreendidos com o cancelamento do show da banda no Lollapalooza, por conta da morte de Taylor Hawkins. Em agosto do mesmo ano, a mãe de Dave Grohl também faleceu, deixando o vocalista despedaçado. Com tanta tragédia, era de se esperar que a banda, ainda que não encerrasse oficialmente suas atividades, pelo menos embarcasse num hiato por um período de tempo. Mas qual o quê! Após poucos meses de luto, os Foos se juntaram em estúdio com um novo baterista, o competente Josh Freese, e conceberam, simplesmente, um dos melhores discos de 2023, o excelente But Here We Are. O disco saiu em junho deste ano e a banda já está em turnê mundo afora. Eles tocam no Brasil no dia 7 de setembro em Curitiba e no dia 9 em São Paulo, como atração do festival The Town.

Para se preparar para os shows, nada melhor do que dar uma geral na carreira da banda e ouvir alguns discos. Por isso, a Strip Me realizou a quase hercúlea tarefa de selecionar todos os discos dos Foo Fighters do pior ao melhor. Então confere aí como ficou essa lista. Ah, sim, estão inclusos aqui somente os 11 discos de estúdio, com canções inéditas. Discos ao vivo e coletâneas não entraram.

11 Concrete and Gold (2017)

No final de 2015 os Foo Fighters lançaram um EP chamado Saint Cecilia, com 5 canções. O lançamento foi feito em homenagem às vítimas dos atentados terroristas de Paris, em novembro daquele ano. Com o EP. Dave Grohl divulgou uma carta aberta, que dava a entender que a banda poderia encerrar as atividades, mas que um novo disco seria feito antes. Este disco é Concrete and Gold. Sem dúvida o disco menos inspirado dos Foo Fighters, apesar das boas influências que ele carrega. Dave Grohl parece ter entrado no estúdio com o Álbum Branco dos Beatles embaixo do braço. Mais do que isso, Paul McCartney em pessoa participa do disco. Talvez a sanha de misturar essas influências sessentistas com o rock de arena da banda tenha feito Dave Grohl escrever boas canções, mas sem aquele brilho que faz o parquinho pegar fogo. É um disco morno. A maior prova de que a banda estava desmotivada e sem vontade de trabalhar pra valer é que subutilizaram a presença de Paul McCartney, o colocando para tocar bateria em uma das faixas, e nada mais!

10 Sonic Highways (2014)

Em 2012 Dave Grohl disse que os Foo Fighters fariam uma pausa por tempo indeterminado, para descansar, depois de anos ininterruptos de turnês intermináveis. Mas, como tem gente que gosta de descansar carregando pedra, Grohl pegou esse tempo livre e concebeu o ótimo documentário Sound City. Em meados de 2013 já rolava um zum zum zum de que a banda estava em estúdio produzindo material novo. Em dezembro, Grohl confirmou os boatos e disse que o disco já tinha nome, Sonic Highways, e que seria feito de uma maneira muito diferente. De fato, o disco foi gravado na estrada, cada música gravada numa cidade diferente com algum convidado local e com um contexto. A ideia é realmente ótima. Mas nem sempre uma boa idéia acaba sendo bem realizada. O disco é irregular e sem inspiração nenhuma. Sabe quando a gente vê na tv aqueles reality shows de culinária e alguém faz um prato lindo, cheio de conceito, mas que quando os jurados provam, não tem gosto de nada? Então. É isso. Sonic Highways é um um prato lindo e cheio de conceito, mas sem nenhum tompêro.

9 In Your Honor (2005)

Apesar de Dave Grohl parecer um cara simples, sem afetações, hábitos excêntricos ou vaidade, ele certamente tem alguns arroubos de megalomania em se tratando de música. In Your Honor foi o primeiro deles. Depois de passar meses compondo ao violão em sua casa, Grohl decidiu que o próximo disco dos Foos seria um disco duplo, onde um disco conteria somente músicas agitadas e cheias de distorção e outro somente com faixas acústicas. Além disso, o vocalista acabara de construir em sua casa, em LA, um estúdio profissional. Foi lá que a banda gravou todo o disco, e também a banda assina a produção da obra. É complicado dizer que o disco que entrega Best of You é um dos mais fracos da banda. Mas é a mais pura verdade. A real é que o disco plugado é bem bom e traz os destaques do álbum como um todo. Best of You, DOA e No Way Back são ótimas músicas. Do acústico, salvam-se ali Friend of a Friend e Miracle. O fato é que se condensassem os dois discos num só, teríamos um álbum muito bom. Mas acaba ficando pra trás por ser um disco longo e cansativo, com uma ou outra pérola no caminho.

8 Medicine of Midnight (2021)

Apesar da recepção fria de Concrete and Gold por parte de crítica e público em 2017, a banda se lançou em suas costumeiras turnês mundiais e tudo estava bem. Em 2019 Grohl já acumulava uma boa quantidade de músicas novas e a banda começou a produzir o disco no fim daquele ano. Era para o disco sair no início de 2020. E aqui entra aquela frase, a mais dita na década atual: Mas aí veio a pandemia, né? Por fim, o disco foi lançado em fevereiro de 2021 e foi uma grata surpresa! A banda que vinha desacreditada, depois de dois discos fracos, ressurgiu com um disco moderno, inspirado e divertido de se ouvir, sem perder a mão do bom, velho e sujo rock n` roll. O disco equilibra bem as guitarras saturadas com batidas e ritmos inspirados, com Taylor Hawkins em seu auge como baterista. O disco emula um som oitentista, mas sem soar datado. Em vários momentos lembra Bowie na fase Let`s Dance/Scary Monsters. Um disco revigorante para uma banda que estava se perdendo dentro de si mesma.

7 Echoes, Silence, Patience and Grace. (2007)

Lá em 1997, depois de uma exaustiva turnê, Pat Smear, guitarrista que acompanhava Grohl em empreitadas musicais desde os tempos do Nirvana, resolveu deixar os Foo Fighters, alegando esgotamento. Em 2005, durante a turnê de In Your Honor, Pat Smear fez algumas participações com a banda, mas ainda receoso de voltar definitivamente. Ainda sem Smear de volta, mas vira e mexe tocando em alguns shows, a banda lança o ao vivo Skin and Bones em 2006 e se recolhe para compor material novo. Para alavancar o disco,. Grohl convidou o produtor Gil Norton, responsável pelo clássico The Colour and the Shape e Pat Smear para gravar uma canção. Echoes, Silence, Patience and Grace foi recebido com entusiasmo. Emplacou 3 singles no primeiro lugar da Billboard e trouxe de volta um Foo Fighters direto e cheio de energia, com grandes canções como The Pretender, Long Road to Ruin e Let it Die. É um disco que só não está mais perto do top 5 porque acaba tendo algumas canções sem graça, que tornam o disco um pouco cansativo do meio para o fim. É o caso da balada insossa Stranger Things Have Happened e da dispensável instrumental Ballad of the Beaconsfield Miners.

6 But Here We Are (2023)

Como foi dito no início, é fantástico que depois de tanta tragédia, em especial para Dave Grohl, a banda esteja tão afiada, e tenha concebido um disco tão brilhante. Mas, na real, é aquela coisa, a dor foi transformada em música. A faixa título do disco diz tudo. “Você está pronto agora? Dor. Separação. Reverência. De braços dados, estamos para sempre. Eu te dei meu coração. Mas aqui estamos nós.” Acontece que, além dessa carga dramática toda transformada em arte, Dave Grohl foi capaz de revisitar praticamente todas as fases da banda, em especial as mais prolíficas. Show me How e Under You poderiam facilmente figurar entre o repertório de There`s Nothing Left to Lose. Rescued poderia estar no The Colour and the Shape. But Here We Are é um disco coeso, empolgante e inspirador! Só não entrou no top 5 porque… porra, porque daqui pra frente é só disco muito f#d@!

5 One by One (2002)

One by One é o terceiro disco da banda. Foi concebido em meio a muita treta e insegurança. O disco anterior, There`s Nothing Left to Lose tinha ido super bem, rolou uma mega turnê bem sucedida… mas quando a banda parou para compor novas canções o clima não foi dos melhores. Discussões começaram a pintar entre os músicos quanto a que rumo tomar com o novo disco, estavam inseguros com relação a qualidade das novas músicas… E, numa hora de crise, Dave Grohl fez o que qualquer um faria: Deixou tudo de lado e foi tocar bateria com outra banda. Grohl assumiu temporariamente as baquetas do Queens of the Stone Age e, com eles, gravou o disco Songs for the Deaf e saiu em turnê com a banda no primeiro semestre de 2002. No segundo semestre, os Foo Fighters estavam escalados para tocar em alguns festivais. Mas o clima estava péssimo, e a banda em voltas de terminar. Porém, os shows que fizeram foram muito empolgantes, a banda se reconectou e foi todo mundo para Alexandria, cidade do estado de Washington onde Grohl morava, e gravaram ali o One By One. E é um petardo. O disco já abre com All My Life. Depois seguem Times Like These, Tired of You, Halo, Burn Away e muitas outras. Um disco sensacional! Talvez um pouco longo (15 canções). Mas ainda assim, um disco muitíssimo acima da média.

4 Foo Fighters (1995)

O primeiro disco dos Foo Fighters é um disco solo do Dave Grohl. Ele só batizou a obra como Foo Fighters porque não queria que o disco ficasse conhecido como “o disco do cara do Nirvana”. Funcionou. O disco foi gravado em outubro de 1994, seis meses depois de Kurt Cobain cometer suicídio. Após a morte de Cobain, Dave Grohl cogitou abandonar a vida de músico. Mas acabou encontrando na música uma forma de se curar. Ele já vinha compondo algumas músicas desde 1991, 1992, quando morou com Kurt compôs músicas como Marigold, que chegou a ser gravada pelo Nirvana. Depois de gravar e batizar a compilação de músicas simplesmente como Foo Fighters, Grohl saiu distribuindo cópias. Quando viu que todo mundo curtiu e tinha até uma gravadora interessada, recrutou Nate Mendel e William Goldsmith, baixista e baterista da banda Sunny Day Real Estate, e Pat Smear, seu parceiro no Nirvana, e colocou a banda na estrada para divulgar o disco. Assim surgiu Foo Fighters como banda propriamente dita. Ah, sim, e o disco é ótimo, assim como em But Here We Are quase trinta anos depois, Grohl transformou sofrimento em grandes canções. Destaque para Big Me, This is a Call, Alone + Easy Target e I`ll Stick Around. É um disco com grandes canções, mas sem muito equilíbrio. Mas Dave Grohl só estava começando a moldar sua inigualável fórmula para unir barulho e melodia.

3 Wasting Light (2011)

Em 2009 os Foo Fighters encerraram a turnê do disco Echoes, Silence, Patience and Grace e resolveram tirar uns meses de férias. Mais uma vez, Dave Grohl foi descansar carregando pedra e montou a banda Them Crooked Vultures, uma superbanda na real, já que contava com Grohl na bateria, Josh Homme, do Queens of the Stone Age, na guitarra e ninguém menos que John Paul Jones, ex baixista do Led Zeppelin! A banda passou o ano fazendo shows e gravou um ótimo disco. Com todo mundo descansado e cheio de energia, os Foo Fighters voltam a se reunir em 2010 e Pat Smear é oficialmente reintegrado à banda. E os planos eram promissores. O novo disco seria gravado na garagem da casa de Dave Grohl, usando somente equipamentos analógicos e tendo como produtor Butch Vig, o cara que produziu o Nevermind, o clássico do Nirvana. Tudo conspirou e o disco é sensacional! Pesado, com boas melodias e algumas canções memoráveis. A cereja no bolo para os fãs mais antigos de Dave Grohl foi a participação de Krist Novoselic no disco. O ex baixista do Nirvana toca na faixa I Should Have Known. O disco ainda conta com a participação de Bob Mould, do Husker Dü, tocando guitarra e fazendo backing vocals em Dear Rosemary, umas das melhores músicas do disco. Wasting Light é um dos melhores discos dos Foos por trazer canções brilhantes interpretadas por uma banda madura e bem entrosada.

2 There’s Nothing Left To Lose (1999)

Fãs do Foo Fighters com uma queda por rock mais pesado certamente colocariam Wasting Light como o segundo melhor disco da banda. Mas vamos segurar essa emoção e pensar racionalmente. There`s Nothing Left To Lose é um disco impecável. Mas como Dave Grohl e companhia chegaram a ele?  Bom, pra começo de conversa, este disco marca a entrada de Taylor Hawkins na bateria. Na real, foi uma fase de muita mudança na formação da banda. Vamos lembrar que Pat Smear deixou a banda em 1997, depois da tour de The Colour and the Shape. O baterista William Goldsmith também já tinha deixado a banda. Goldsmith foi substituído por Hawkins e Pat Smear foi substituído por Franz Stahl, guitarrista que tocara com Grohl na banda Scream nos anos 80. Em 1998 Grohl, Mendel, Stahl e Hawkins se reuniram para compor material para um disco novo. Porém, as ideias não estavam batendo entre Stahl e o resto da banda, o que culminou em sua demissão. There`s Nothing Left To Lose foi concebido e gravado basicamente pelo trio Grohl, Mendel e Hawkins. Como sempre, na adversidade, Dave Grohl tira da cartola canções inspiradíssimas. Trata-se de um disco impecável porque é nele que Grohl encontrou o equilíbrio perfeito na sua fórmula de misturar barulho e melodia. A união do Teenage Fanclub com o Motorhead. Neste disco estão clássicos absolutos como Learn to Fly, Next Year, Breakout e Generator, além de pérolas como Aurora e Headwires. É um disco que não tem como não gostar!

1 The Colour and the Shape (1997)

Quis o destino que o disco mais impactante e que ficaria para sempre estabelecido como o melhor  de toda a obra da banda de Dave Grohl fosse o segundo disco, assim como Nevermind foi o segundo disco do Nirvana. E não é exagero nenhum cravar que The Colour and the Shape é um dos melhores discos da segunda metade dos anos 90. Depois de gravar sozinho o disco de estreia da banda, Dave Grohl conseguiu o que queria. Não ser mais visto como “o cara do Nirvana”, mas sim como o vocalista dos Foo Fighters. A boa aceitação da de crítica e público e a boa relação entre os músicos dentro da banda, que na época contava com Dave Grohl e Pat Smear nas guitarras, Nate Mendel no baixo e William Goldsmith na bateria, inspirou Grohl a compor canções grandiosas e irresistíveis! Vale dizer aqui que uma das grandes forças do disco é a bateria cavalar… que foi gravada pelo próprio Dave Grohl. Reza a lenda que, após ouvir a primeira mixagem das músicas, com Goldsmith na bateria, Grohl achou as baterias das músicas sem pegada, sem inspiração. E ele foi lá e regravou tudo. Lógico que Goldsmith ficou puto e saiu da banda. Foi quando Grohl, que precisava de alguém pra começar a tour do disco, conseguiu convencer o baterista da banda da Alanis Morissette a abandonar a cantora e se juntar a ele nos Foos. E Taylor Hawkins estava dentro. Bom, The Colour and the Shape é um disco brilhante, impecável e atemporal. Duvida? Ouça ele inteiro. O disco fala por si. E ali estão alguns dos maiores clássicos da banda, como Monkey Wrench, Everlong e My Hero.

Certa vez, Grohl disse numa entrevista: “Adoro estar em uma banda de rock, mas não sei se necessariamente quero estar em uma banda de rock alternativo dos anos 90 pelo resto da minha vida.” A frase é perfeita e explica a longevidade dos Foo Fighters. Fazer o que ama, mas não se acomodar. Procurar sempre inovar, encontrar caminhos diferentes, mas sem perder a personalidade e originalidade. Uma inspiração e tanto para a Strip Me, que está às margens de completar 10 anos de barulho, diversão e arte, procurando sempre novos caminhos. E é claro que você encontra estampas referentes aos Foo Fighters e muitas outras bandas na nossa coleção de camisetas de música, pra você curtir o show dos Foos no maior estilo! Além disso, na nossa loja ainda tem as camisetas de cinema, bebidas, arte, cultura pop e muito mais. Dá uma olhada lá no nosso site, e aproveita para ficar por dentro dos nossos lançamentos, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Nossa prática aqui é sempre fazer um top 10. Mas hoje vamos abrir uma exceção para essa banda tão maravilhosa e fazer um top 11, com uma música de cada discos dos Foo Fighters. Mas não aquelas óbvias, tá? Everlong, Learn to Fly, Best of You… todo mundo conhece. Vamos pinçar aqui músicas menos óbvias, porém igualmente excelentes. Foo Fighters top 11 Tracks.

Para assistir: É imperdível o divertidíssimo documentário Foo Fighters Back and Forth, dirigido pelo James Moll e lançado em 2011, praticamente junto com o disco Wasting Light. O doc dá uma geral na história da banda e apresenta sua trajetória desde as gravações de Grohl sozinho 1994 até os bastidores de Wasting Light. Enfim, é bom demais e vale a pena ver.

Para ler: Dave Grohl já foi contemplado com pelo menos três bons livros contando sua trajetória. Mas o definitivo, claro, é o escrito por ele mesmo. Bom humorado e com muita fluidez Grohl escreve suas memórias no excelente livro Contador de Histórias: Memórias da Vida e Música, lançado em 2022 no Brasil pela editora Intrínseca. Leitura recomendada!

12 filmes que contam a história do rock! Parte 1

12 filmes que contam a história do rock! Parte 1

No mês do rock, a Strip Me apresenta 12 histórias de cinema, sobre alguns dos mais importantes artistas da música pop!

Que o rock n’ roll é mais que um gênero musical, mas um estilo de vida, todo mundo sabe. Porém, algumas vidas são mais interessantes que outras, e elevaram alguns artistas a um status de quase divindade. E, na grande maioria dos casos, esse status é, ao mesmo tempo, a glória e a ruína. Afinal, convenhamos, a maioria das histórias são bem parecidas. Um artista de origem humilde, com muito talento, ascende ao estrelato, se perde em excessos de todo tipo e alguns ficam pelo caminho e outros dão a volta por cima. Mas todos acabam virando lendas.

O cinema é prodígio em contar essas histórias com muita eficiência. São muitos os filmes que se prestam a retratar a vida de artistas famosos. O Dia do Rock é 13 de Julho. Portanto, aproveitamos para declarar o nosso amor ao rock n’ roll elencando alguns dos melhores filmes sobre artistas que ajudaram a moldar essa música e esse estilo de vida que a gente tanto adora! Selecionamos 12 filmes e dividimos este post em 2 partes. Hoje você confere 6 filmes e semana que vem, um dia antes do Dia do Rock, publicamos a segunda parte deste texto. Então prepara a pipoca e se liga na nossa lista!

Minha Fama de Mau (2019)

Assim como a maior parte das cinebiografias já feitas, este filme foi escrito baseado no livro de mesmo nome, que conta a história de Erasmo Carlos. No caso, o livro é uma autobiografia muito bem escrita e recheada de boas histórias. O filme consegue transmitir a mesma leveza e ingenuidade dos primeiros anos da Jovem Guarda e a evolução de Erasmo como músico e pessoa. Claro, sem a complexidade do livro, por falta de tempo e espaço. Mas Lui Farias dirige o filme com competência, o roteiro, escrito a seis mão por L.G. Bayão, Lui Farias e Letícia Mey, é superficial, mas se sustenta bem, principalmente por conta de seus personagens serem nossos velhos conhecidos, Erasmo Carlos é interpretado por Chay Suede com elegância. Minha Fama de Mau é um filme bem divertido, uma sincera ode aos primórdios do rock n’ roll brasileiro e a um de seus principais nomes.

What’s Love Got to Do with It (1993)

Este filme saiu no Brasil em 1994 sob o título Tina – A Verdadeira História de Tina Turner. O título original, além de aludir a uma das músicas mais famosas de Tina Turner, tem tudo a ver com o enredo do filme, que conta a história de Turner desde a infância até o auge de sua carreira, passando pelo seu conturbado casamento com Ike Turner. O filme é dirigido pelo britânico Brian Gibson, responsável pela cinebiografia de Frida Kahlo como produtor, além de dirigir o divertidíssimo Still Crazy, filme sobre uma banda fictícia dos anos 70. O roteiro é assinado por Kurt Loder e Kate Lanier, além da própria Tina Turner. É um filme muito bem executado, com uma excelente trilha sonora e cenas bem dramáticas. Tina Turner teve uma vida sofrida, mas repleta de êxitos e momentos inesquecíveis. O filme é muito bom, teve algumas indicações ao Oscar, inclusive, mas foi soterrado por uma avalanche de ótimos filmes naquele ano, como A Lista de Schindler, Philadelphia, Jurassic Park, O Fugitivo, Em Nome do Pai e Sintonia de Amor.

Elis (2016)


Não é exagero dizer que Elis Regina é a maior cantora brasileira de todos os tempos. Da mesma forma, não é forçar a barra incluí-la numa lista dedicada a artistas do rock n’ roll. Sempre foi uma artista controversa e disposta a romper com qualquer limite imposto. Por isso mesmo, ela fez parte da passeata contra a guitarra elétrica nos anos 60, e nos anos 70 não economizou nas distorções e frases bluesy para cantar canções do Belchior. Elis teve uma vida tão intensa, que as quase duas horas de filme não são suficientes, e muita coisa ficou de fora. Mas Hugo Prata, que dirigiu e escreveu o filme, com o apoio dos roteiristas Luiz Bolognesi  e Vera Egito, entrega um filme bem acabado, com uma fotografia vigorosa, boas atuações, mas um roteiro superficial e um pouco atropelado. Mas só pela trilha sonora e pela fotografia, já vale a pena assistir.

Walk the Line (2005)

Também conhecido por Johnny e June, este filme é baseado em um dos melhores livros de rock n’ roll já escritos: a autobiografia de Johnny Cash! O livro tem uma riqueza de detalhes e um tom confessional tão impactantes, que chega a ser surpreendente que o filme não deixe muito a desejar em relação ao livro. Isso quer dizer que se trata de um baita filme bom! A química entre Joaquim Phoenix e Reese Whiterspoon interpretando Johnny Cash e June Carter Cash é avassaladora! Além disso, o roteiro é muito bem amarrado e rico em grandes cenas e bons diálogos. James Mangold escreveu e dirigiu o filme com brilhantismo. Aliás, um ótimo diretor. Vamos lembrar que ele é o homem responsável por Garota Interrompida, além de ter concebido o mais profundo filme sobre um personagem de histórias em quadrinho, o excelente filme Logan, de 2017. Walk the Line é um filmaço, responsável por apresentar o contestador e cascudo Johnny Cash às novas gerações. Só por isso, já merece nosso respeito.

Cazuza: O Tempo não Pára (2004)

A verdade é que este filme acabou gerando quase tanta polêmica quanto a própria vida de seu personagem principal. Não que o filme seja ruim. É um bom entretenimento, mas deixou de fora muita coisa importante da vida pessoal e profissional de Cazuza. Um dos maiores motivos de discussão foi que o filme sequer cita os nomes de duas pessoas muito próximas de Cazuza: Lobão e Ney Matogrosso. Lobão era o melhor amigo de Cazuza, e os dois viviam juntos pra cima e pra baixo, e compuseram várias músicas juntos, a mais famosa é Vida, Louca Vida. Já Ney Matogrosso foi um dos primeiros namorados de Cazuza, o caso de amor dos dois durou pouco tempo, mas foi o suficiente para ficar na história, mas não no filme. Cazuza: O Tempo não Pára foi dirigido por Walter Carvalho e Sandra Werneck, e escrito por Lucinha Araújo, Fernando Bonassi e Victor Navas. O filme é um bom entretenimento, mas não passa disso. Quem melhor definiu o longa foi justamente Lobão, que, ao ser perguntado sobre o filme, disparou: “Parece um episódio de Malhação.”

Rocketman (2019)

Elton John é um dos artistas mais intrigantes do rock n’ roll. É originalíssimo e mega talentoso, mas também carrega uma tonelada de referências externas. Tem virtudes comparáveis aos maiores gênios. O lirismo de Freddie Mercury, as melodias de Paul McCartney e a estética de David Bowie. Essa personalidade multifacetada e exuberante é lindamente retratada no excelente filme Rocketman. Um filme de fotografia e edição impressionantes, roteiro incrivelmente bem amarrado e quebrando paredes, e uma direção fantástica. É uma das melhore cinebiografias já feitas, sem sombra de dúvidas. Há quem torça o nariz para o filme, por ele ser muito próximo de um musical. Mas as pessoas esperavam o que? Afinal é a vida do Elton John! Só poderia ser contada através da música (e de figurinos excêntricos, claro). O filme tem a direção de Dexter Fletcher e roteiro de Lee Hall. E é um filme imperdível!

Essa foi a primeira parte da celebração da Strip Me pelo ia do Rock! Na semana que vem você confere a segunda parte dessa lista, com mais 6 filmes sobre grandes nomes do rock ‘n roll. Enquanto não chega essa parte 2, você pode dar aquela conferida no nosso site e escolher suas camisetas favoritas da nossa coleção de camisetas de música. Aproveita e dá uma olhada nos lançamentos, que pintam na nossa loja toda semana, além de camisetas de cinema, arte, cultura pop e muito mais. Barulho, diversão e arte é com a gente mesmo!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist caprichada com músicas dos artistas biografados nos filmes citados neste texto! Rock no Cinema (Parte 1) top 10 tracks.

Para ler: Sem dúvida, entre todos os livros que inspiraram filmes, um dos melhores e mais impactantes é Cash, a autobiografia de Johnny Cash. Direto ao ponto, com uma escrita fluída e simples, Johnny Cash coloca nas páginas toda a sua vida, suas virtudes, seus pecados, seus altos e baixos, sua relação com a família, com a música, com o amor, com a religião e consigo mesmo. É um relato fortíssimo e inspirador. Livro praticamente obrigatório, de tão bom.

Os 10 melhores filmes do gênio Martin Scorsese

Os 10 melhores filmes do gênio Martin Scorsese

A Strip Me não tem medo da polêmica e, para homenagear Martin Scorsese, elencou entre os mais de 25 filmes do diretor, seus 10 melhores.

Imagine um menino que nasceu em New York na década de 1940, descendente de sicilianos, crescendo num bairro de imigrantes, onde a pobreza contrasta com alguns homens de ternos bem cortados tomando café na porta de alguns estabelecimentos, com cara de poucos amigos. O que se pode esperar do futuro desse menino? Ora, ser padre, é claro! Pois era o que queria ser quando adulto o adolescente Martin Scorsese, nascido no Queens em 1942. Porém, por ter uma saúde frágil, o jovem Scorsese quase não saía para a rua e faltava muito na escola. Para compensar, seus pais frequentemente o levavam para se distrair no cinema. Acontece que nos anos 50, quando Martin passava da infância para a adolescência ainda não tinha essa coisa de filmes para crianças. Então, com 12 para 13 anos, ele assistia filmes de Alfred Hitchcock e Ingmar Bergman. E tudo mudou.

Hoje Martin Scorsese é facilmente reconhecido como um dos maiores nomes do cinema de todos os tempos. E é curioso notar que tudo em sua vida pessoal colaborou para que ele fosse um cineasta tão autêntico, realista e de alto primor técnico. Ter crescido nos arredores de Little Italy,  em New York, nos anos 50, sendo ele próprio descendente de sicilianos, lhe deu uma visão única da máfia em seu auge. Sua religiosidade fez com que o catolicismo e a cristandade estivessem sempre presente em sua obra, mas sob um viés questionador, provocador até, justamente por ele ter muitas vezes questionado a sua fé, depois que o cinema e a literatura, e consequentemente a reflexão sobre a religiosidade, se tornaram um hábito.

A obra de Scorsese é vasta e impressionante, tamanha a qualidade de praticamente todos os seus filmes. São 25 filmes entre 1968 e 2019, sendo que tem mais um a caminho, que será lançado ainda neste ano. E isso só ficção, sem falar nos documentários, que são 12 no total, e pelo menos 3 são realmente fabulosos. Além disso, a obra de Scorsese é marcada por parcerias longevas e de muito sucesso, em especial com o ator Robert De Niro, e atualmente com Leonardo Dicaprio.  Há quem diga que a melhor forma de conhecer um artista é através de sua obra. Então, resolvemos selecionar os 10 filmes mais importantes da carreira do diretor. Não foi fácil escolher só 10 entre tantos filmes incríveis.  Então, você confere a seguir os 10 melhores filmes de Martin Scorsese segundo a Strip Me.

10 – O Rei da Comédia (1982)
Um filme excelente, apesar de menosprezado. Mas é compreensível que assim seja. O Rei da Comédia foi o filme que sucedeu Touro Indomável. O filme é empolgante ao misturar comédia e drama para contar a história de um homem perturbado, que vive entre sua própria imaginação e a realidade, cujo desejo é ser um grande comediante. Para alcançar seu objetivo, ele vai até as últimas consequências para se apresentar no talk show mais famoso da TV, apresentado por um renomado comediante. Protagonizado por Robert De Niro e Jerry Lewis, O Rei da Comédia é um baita filme, que ganhou mais atenção do público recentemente. Afinal, claramente o elogiadíssimo filme Joker, lançado em 2019, é mais que uma clara homenagem, é praticamente um remake do filme de Scorsese.

9 – Vivendo no Limite (1999)
Mais um filme sensacional de Scorsese que é pouco conhecido. Também compreensível que assim seja. 1999 foi um ano abençoado para o cinema. No mesmo ano foram lançados Clube da Luta, De Olhos Bem Fechados, Garota Interrompida, Beleza Americana e A Espera de um Milagre. Porém, Vivendo no Limite não deixa nada a desejar a estes filmes. Scorsese traz a história de um motorista de ambulância workaholic, que começa a ver fantasmas dos pacientes que não conseguiu salvar e, ao invés de diminuir, aumenta sua entrega ao trabalho. O filme é alucinante, com uma fotografia e edição fantásticas, uma trilha sonora arrebatadora com The Clash, Van Morrison, Johnny Thunders, R.E.M. e The Who. Além disso, Scorsese consegue arrancar de Nicolas Cage, que sempre foi um ator mediano, uma atuação vigorosa.

8 – O Irlandês (2019)
É o filme mais recente de Scorsese e pode ser considerado um épico, não só por ser um filme longo (mais de 3 horas de duração). O irlandês conta a história que tem ligação direta com um dos casos mais impactantes da história recente dos Estados Unidos, e que continua ainda hoje sem uma conclusão, o caso da morte do líder sindical Jimmy Hoffa. Além de se embrenhar num tema tão espinhoso, o filme tem outros atrativos. Pra começo de conversa, reúne Al Pacino e Robert De Niro finalmente num filme decente e a altura da qualidade dos dois atores. É um filme brilhante, que tem diálogos excelentes, ótimas cenas de ação e uma história bem amarrada, que prende a atenção. Um filme com a cara (e a qualidade) de Scorsese.

7 – Cabo do Medo (1991)
Um suspense como só Scorsese poderia fazer e só De Niro poderia protagonizar com tanta excelência! O roteiro é bem simples. Na verdade, o filme em si não é novidade, pois trata-se de um remake do filme de mesmo nome lançado em 1962 e protagonizado por Gregory Peck. Mas a versão de Scorsese é imbatível! A história gira em torno de um criminoso condenado que, ao sair da cadeia, passa a atormentar a família do promotor que o colocou na prisão. A entrega de De Niro ao personagem é assustadora.  É um suspense de roer as unhas que vale ser visto e revisto! Além de tudo foi o filme que revelou ao mundo a jovem atriz Juliette Lewis.

6 – Os Infiltrados (2006)
Este foi o filme responsável pelo primeiro Oscar de Scorsese. Sim, Os Infiltrados é um ótimo filme. Mas não é pra Oscar. Ele concorreu com Babel, Pequena Miss Sunshine e Cartas de Iwo Jima, que são tão bons quanto, se não melhores. Mas é possível que a academia tenha dado o Oscar a Os Infiltrados em nome do conjunto da obra de Scorsese, que tem pelo menos um cinco filmes antes deste que mereciam, e muito, a estatueta. Tá, mas isso não diminui em nada o filme, que fique claro. Os Infiltrados é um filme de máfia como só Scorsese pode conceber, repleto de violência e com uma trama que privilegia seus personagens. Mais uma vez, Scorsese apresenta um filme empolgante, com uma trilha sonora excelente e ótimas atuações. Aliás, de novo Scorsese tira leite de pedra ao fazer um ator mediano apresentar uma atuação acima da média. O nome da vez é Mark Wahlberg.

5 – Casino (1995)
Entramos no Top 5! Começamos a pisar em solo sagrado, de filmes que realmente mudam a perspectiva das pessoas e revolucionam de alguma maneira o jeito de fazer cinema. Casino é um filme de Martin Scorsese por excelência. Tudo que faz de Scorsese um cineasta genial está lá.  A escolha do elenco, que entrega atuações brilhantes, um roteiro denso e bem amarrado, cenas de violência explícita impressionantes, fotografia instigante, trilha sonora impecável e direção perfeita. A história se assemelha a do filme Bons Companheiros, pois conta a trajetória de um judeu associado à máfia que é designado para gerenciar um casino em Las Vegas. O filme é inspirado numa história real. Uma curiosidade aqui é que a trilha sonora, além de muito bem escolhida, tem um papel essencial no filme. Como a maior parte do filme acontece dentro de um casino, onde não se vê o mundo exterior e as roupas são sempre extravagantes e atemporais, é através das músicas que o passar dos anos é evidenciado. Enfim, um filme imperdível!

4 – O Lobo de Wall Street (2013)
O negócio de Scorsese é realmente contar histórias de personagens incríveis, carismáticos e que tem uma trajetória vertiginosa. Aqui a máfia dá lugar ao igualmente inescrupuloso e ganancioso mercado de ações e especulação monetária. Leonardo Dicaprio, numa atuação exuberante e irretocável, encarna um ousado homem de negócios que começou por baixo e cresceu rapidamente, entendo os meandros, pormenores e excessos do mercado financeiro. É um filme tão empolgante e divertido, que nem parece que tem 3 horas de duração. Além de tudo é um filme apresenta tamanho realismo que deixa uma pulga atrás da orelha: será que o alto escalão do mercado financeiro é desse jeito mesmo, ou isso é só uma caricatura?

3 – Touro Indomável (1980)
Após concluir Taxi Driver, seu primeiro filme realmente reconhecido pelo público e pela crítica, Martin Scorsese lançou um filme  que foi um fracasso total. Esse fracasso fez com que ele quase desistisse do cinema e fosse trabalhar apenas como diretor de vídeo clipes. Foi Robert De Niro quem o incentivou a continuar. Na mesma época em que De Niro dava essa força, chega ás mãos de Scorsese o roteiro de Touro Indomável, a história do lutador de boxe Jake LaMotta, uma história real. O filme é de uma sensibilidade inacreditável. Carrega consigo uma carga imensa de brutalidade e drama, que fizeram com que LaMotta tivesse uma vida de glória nos ringues e desastrosa dentro de casa. O trabalho de De Niro aqui é soberbo, sua transformação física ao encarnar o protagonista em seu auge na juventude e decadente na velhice é impressionante. Touro Indomável é o segundo filme da carreira de Scorsese que deveria ter ganho o Oscar. Outra curiosidade é que o próprio LaMotta, quando assistiu ao filme chorou muito e, ao final, ele perguntou para a sua esposa se ele havia sido uma pessoa tão terrível como aparece no filme. Ela respondeu: “Você era bem pior”.

1 – Empate Técnico
Não dá pra dizer qual destes dois filmes é melhor. Além de serem filmes bem diferentes, os dois são irretocáveis e realmente geniais, cada um com suas particularidades. Portanto, os dois entram para a lista como número 1.
Taxi Driver (1976)
Martin Scorsese era o homem certo na hora certa para realizar Taxi Driver. Primeiro, ele conhece New York como ninguém. Segundo, não tem medo de explorar a violência e brutalidade, e o faz sem parecer forçado. Terceiro, ele tem ao seu lado Robert De Niro, um ator fenomenal. Taxi Driver é um retrato de seu tempo. Um Estados Unidos sem esperança e violento, amargurado com o fim da guerra do Vietnã, que gerou milhares de homens perturbados, veteranos de uma guerra que matou mulheres e crianças, que só sabiam matar e agora estavam sem emprego. Esse é o perfil Travis Bickle, personagem principal, interpretado por De Niro. O filme é um clássico absoluto, desses que tem cenas tão icônicas que são repetidas em inúmeros filmes depois dele (“You talkin’ to me?”). Era um filme pra levar o Oscar. E ele perdeu sabe pra quem? Para Rocky, sim o filme de Sylvester Stallone sobre o boxeador Rocky Balboa. E ele levou o Oscar porque, além de ser realmente um ótimo filme, mostra exatamente o mesmo Estados Unidos despedaçado, mas tem como protagonista um homem simples, do povo, que consegue vencer na vida. Afinal, um pouco de otimismo não faz mal a ninguém.
Bons Companheiros (1990)
Coppola que não nos ouça, mas foi Martin Scorsese quem realmente definiu os moldes de um bom filme de máfia. E Foi com este Bons Companheiros que o fez. Claro que a trilogia Poderoso Chefão é genial, mas traz uma visão limitada, romantizada e vista de cima para baixo do mundo da máfia. Já Scorsese traz um olhar mais realista, com uma visão mais ampla e menos glamourizada. Além disso é quase didático ao explicar através da vida de Henry, como funciona a hierarquia da máfia italiana. Primeira coisa a ser dita sobre este filme: de novo Scorsese arranca uma atuação brilhante de um ator medíocre, neste caso Ray Liotta, que interpreta com perfeição o protagonista Henry Hill, um rapaz que não pode ser  efetivado na máfia por não ser de origem italiana, mas que é um gângster associado à máfia, com todos os seus privilégios, junto com  seus amigos  Jimmy Conway e Tommy (Robert De Niro e Joe Pesci). Mais uma vez Scorsese ajuda a mostrar a passagem do tempo através de uma trilha sonora excelente. Mais uma vez ele traz a violência crua e sem rodeios. Mais uma vez ele executa uma direção irretocável. Mais uma vez ele perde o Oscar. Desta vez, não tem muita explicação. O ganhador do Oscar naquele ano foi Dança com Lobos. Um ótimo filme, mas Bons Companheiros é melhor, mais completo, mais intenso. Bons Companheiros é o filme de máfia perfeito. É um filme que não dá pra cansar de rever. É uma obra prima, assim como Taxi Driver.

Menção honrosa
Precisamos falar, nem que seja por cima do trabalho de Scorsese como documentarista de música. Pelo menos 3 de seus documentários merecem ser mencionados: The Last Waltz, de 1978, que documenta o último show da banda The Band, famosa por acompanhar Bob Dylan, antes de sua separação. Além das músicas, é um filme  emocionante, com alguns depoimentos e uma fotografia delicada. George Harrison: Living in the Material World, de 2011 é outro documentário brilhante, contando a vida do guitarrista dos Beatles sob um viés mais pessoal e humano. Repleto de imagens raras e depoimentos de amigos e familiares, é uma homenagem a altura do talento do inigualável beatle George. Por fim, Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story, de 2019, é acachapante. O filme retrata a turnê de Bob Dylan de 1975 pelos Estados Unidos. Uma turnê insana que além de músicos, contava com vários amigos, entre eles o poeta beat Allen Ginsberg. O filme traz imagens memoráveis de shows e de backstage, além de vários depoimentos interessantíssimos.

Que homem é Martin Scorsese! Um cineasta desse gabarito não podia deixar de ser homenageado pela Strip Me, que claro, tem estampa incrível com referência a um de seus filmes. O cinema cru e revolucionário de Scorsese é uma inspiração e referência para a marca! Confere na nossa loja as camisetas de cinema, de música, arte, cultura pop e muito mais. Além disso, no nosso site você fica por dentro de todos os nossos lançamentos, que pintam toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist poderosa, baseada no que há de melhor em todas as trilhas sonoras dos filmes do Scorsese. Scorsese Top 10 tracks.

Os 5 segredos de The Dark Side of the Moon.

Os 5 segredos de The Dark Side of the Moon.

O clássico disco da banda Pink Floyd completa 50 anos neste mês. Para celebrar, desenterramos 5 segredos sobre esta obra prima da música pop. Afinal, tudo que é extraordinário carrega em si um pouco de mitologia e surpresa. Com este disco não é diferente.  The Dark Side of the Moon é um dos mais importantes discos da história da música popular mundial. Desde seu lançamento até hoje é celebrado, teve sua capa icônica parodiada e referenciada no cinema, nos quadrinhos e por outros artistas na música. É um marco da cultura pop tão emblemático que Strip Me não poderia deixar de homenageá-lo. São 3 camisetas fazendo referência direta ao disco, e mais algumas dedicadas à banda.

Dadas as proporções gigantescas da obra, acaba sendo chover no molhado se meter a contar a história do disco, destrinchar as canções, seus significados e etc, após 50 anos de seu lançamento. Quem se interessa minimamente por música, já sabe de tudo isso. Entretanto, alguns detalhes muito interessantes e curiosos às vezes passam despercebidos da maioria das pessoas. Portanto, hoje vamos celebrar toda a grandeza do The Dark Side of The Moon falando sobre 5 pormenores, detalhes que tornam o disco muito mais saboroso.

  • Os números.

Ok, antes de falar de pormenores, vamos falar de superlativos. No ranking dos discos mais vendidos dos últimos 50 anos no mundo todo, o DSOTM está em quarto lugar. Ele perde, apenas para os discos Thriller, do Michael Jackson em primeiro, Back in Black, do AC-DC  em segundo e a trilha sonora do filme O Guarda-Costas em terceiro. Oficialmente, a EMI diz que foram vendidas aproximadamente 25 milhões de cópias do Dark Side, incluindo vinil, CD e K7. Mas esse número pode facilmente chegar a 45 milhões se contarmos as edições de aniversário, boxes de luxo, reedições e até mesmo cópias piratas. Para se ter ideia, na Inglaterra, onde o disco mais vendeu, estima-se que uma em cada cinco casas britânicas tem uma cópia do disco. Com estes números, matematicamente, é possível afirmar que a cada minuto, em algum lugar diferente no mundo, tem alguém ouvindo o The Dark Side of the Moon. Para completar, o número mais espantoso: Existem mais de mil edições oficiais lançadas do disco mundo afora! Além das atualizações regulares de vinil para k7 e CD, estamos falando de edições com capa simples, gatefold, edições mono, estéreo, som quadrofônico e surround, pequenos ajustes de arte… a lista é interminável. Não é à toa que ele completa 50 anos de lançado entre os 4 mais vendidos da história da música pop.

  •  A capa.

A capa do Dark Side of the Moon é tão icônica e emblemática que não dá pra imaginar ler ou ouvir o nome do disco, ou as canções, sem associar imediatamente à imagem do prisma. É como imaginar o Tyler Durden sem a dupla Pitt e Norton, ou Taxi Driver sem o DeNiro. Simplesmente não dá. Como outras anteriormente para o Pink Floyd, a capa do disco Dark Side of The Moon foi criada pelo grupo de artistas gráficos Hipgnosis. A ideia mesmo surgiu de um dos integrantes do grupo, o designer Storm Thorgerson, depois de uma conversa com Rick Wright, que havia dito que a banda não queria usar fotos, como a legendária vaca do disco Atom Heart Mother, mas sim algo minimalista, simples, mas elegante, sofisticado. Porém, numa das várias reuniões entre o pessoal da Hipgnosis e a banda, uma das ideias ventiladas havia sido de usar o herói dos quadrinhos Surfista Prateado. A imagem imponente de um surfista prateado pairando sobre o cosmos seduzia a banda, que se ligava nos quadrinhos da Marvel na época. A ideia só foi descartada de vez quando Thorgerson apresentou a ideia do prisma, e, de cara, todo mundo se ligou que aquela era a capa ideal. Ainda bem.

  • A rejeitada.

O Pink Floyd sempre teve uma relação estreita com o cinema. A começar pela entrada do próprio David Gilmour, que antes de fazer parte da banda, fazia uns bicos de modelo fotográfico e tinha aspirações a ser ator. Mas ele entrou para segurar a onda das loucuras de Syd Barrett, fazendo uma guitarrinha base, acabou por substituir Barrett, que deixou a banda em 1968, e se tornou parte fundamental como cantor, guitarrista e compositor. Já com a formação Waters, Gilmour, Wright e Mason estabelecida, a banda investiu em produzir músicas para trilhas sonoras de filmes. Um deles foi o impactante  Zabriskie Point, do gênio italiano Antonioni , lançado em 1970. O Pink Floyd contribuiu com 4 canções para a trilha sonora do filme, além de temas incidentais. Porém, uma das canções foi rejeitada e não entrou no filme. Chamada The Violent Sequence, era um tema instrumental composto por Wright, uma melodia linda ao piano, mas que Antonioni, ao ouvir, disse: “Até que é uma música bonita, mas é muito triste, me faz pensar em igrejas.”. Dois anos depois, a banda resgata aquele tema, que se encaixa perfeitamente numa das letras mais inspiradas e transcendentais escrita por Roger Waters. A música foi incluída no The Dark Side of the Moon rebatizada como Us and Them.

  • O financiamento.

A inclusão de Us and Them no disco não é a única ligação de The Dark Side of the Moon com o mundo do cinema. E se você acha que eu vou falar sobre O Mágico de Oz, errou feio, errou rude. Até porque, sobre isso nós já falamos vastamente aqui neste blog, no post The Dark Side of The Rainbow, publicado em setembro de 2021. Acontece que em 1973 a trupe de humor Monty Python estava arrebentando na tv britânica com o seu programa Monty Python’s Flying Circus. Muito antes de existir internet e vaquinhas virtuais, tipo crowdfunding, os Pythons já se adiantavam. Lutando para financiar seu primeiro longa metragem, mas sofrendo com o conservadorismo das grandes produtoras da indústria cinematográfica, a trupe se fez valer da moral que tinha entre a classe artística, em especial astros do rock, e saíram pela Inglaterra espalhando que estavam arrecadando dinheiro para financiar seu primeiro filme. Além de jogos de futebol, os caras do Pink Floyd também não perdiam os programas do Monty Python. Com parte do dinheiro recebido pelas vendas de Dark Side of the Moon, o Pink Floyd assumiu 10% do orçamento do filme de estreia dos Pythons, o clássico Monty Python and the Holy Grail, lançado em 1975. Além do Floyd, o filme foi bancado por outros astros como George Harrison, Elton John, Led Zepellin e outros. Os Cavaleiros que Dizem Ni agradecem.

  • A música escondida.

Quem se interessa pela história do rock dos anos 60, sabe que o Pink Floyd sempre teve uma relação bem próxima com os Beatles. Agora, que tem um dedo dos Beatles no The Dark Side of the Moon, isso é pouca gente que sabe. Em 1967, o Pink Floyd, ainda com Syd Barrett e sem Gilmour na guitarra, gravava seu álbum de estreia no estúdio 1 do Abbey Road Studios. No estúdio 2, ou seja, na sala ao lado, os Beatles gravavam o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Muito pouco há de comprovação, mas muito de especulação, sobre interferências de uma banda no disco da outra e vice-versa. A mesma coisa aconteceu em 1972, quando o Floyd gravava o Dark Side em uma sala do Abbey Road, e na outra, Paul McCartney, com os Wings, gravava o Red Rose Speedway. Uma das ideias de Waters para o Dark Side of the Moon era amarrar as canções com várias falas aleatórias, frases soltas. Para isso, saiu entrevistando todo mundo no estúdio Abbey Road, do porteiro e do pessoal da limpeza, até os técnicos de som e músicos, fazendo perguntas que iam de “Qual sua cor favorita?” até “O que você acha que existe depois da morte?”. Um dos entrevistados foi Paul McCartney, que estava sempre pelos corredores do estúdio. Acontece que a fala de Paul acabou sendo descartada. O beatle quis ser engraçadinho, fez vozes e piadocas, que não combinavam com o clima do disco. Porém, quis o destino que, mesmo sem a fala do Paul, houvesse uma pontinha de Beatles naquele disco.

Quando o porteiro Gerry O’Driscoll gravava sua entrevista, possivelmente no refeitório do estúdio, havia um aparelho de som ligado. Foi ele quem disse, por acaso, as frases que foram escolhidas para encerrar o disco, ao final da música Eclipse. Ele diz: “There is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it’s all dark.”. Justamente quando ele está dizendo isso, ao fundo, tocava uma versão instrumental da música Ticket to Ride, dos Beatles ao fundo. Se você ouvir com atenção, logo após a fala de Gerry, entre os batimentos cardíacos, ao fundo é possível ouvir as frases melódicas de Ticket to Ride sendo tocadas por uma orquestra! Ouça o final de Eclipse com fone de ouvido e volume alto para comprovar. Portanto, se alguém te disser que as últimas notas musicais do disco The Dark Side of The Moon são da música Eclipse, você pode discordar com propriedade.

Paul McCartney e David Gilmour. Knebworth Fair, 1976 – Crédito da Imagem: Hulton Archive

Depois desses segredos revelados sobre um dos maiores e mais importantes discos da história da música pop, só nos resta ouví-lo mais uma vez, com toda a devoção e respeito que ele merece! Seja na vitrola ou no Spotify, celebre os 50 anos do Dark Side of The Moon ouvindo de Speak to Me até Ticket to Ride em alto e bom som! E aproveite para cultuar esse disco também através das super estilosas camisetas da Strip Me. Confira a versão minimalista do prisma, o Mágico de Oz e A Estátua, todas fazendo referência ao Dark Side, além de muitas outras estampas de música, camisetas de cinema, arte, cultura pop e muito mais. Tudo isso na nossa loja, onde você também fica por dentro dos lançamentos, que aparecem toda semana!

Vai fundo!

Para ouvir: A gente sempre faz uma playlist aqui com 10 músicas. E são exatamente 10 músicas que compõe o Dark Side of the Moon. Então, é ele que você vai ouvir sem medo de ser feliz! Afinal é um top 10 pra ninguém botar defeito!

Para assistir: Imperdível o documentário dirigido por Matthew Longfellow, que faz parte da série de filmes Classic Albuns. Pink Floyd: The Making of the Dark Side of the Moon, lançado em 2003, traz não só uma breve história da banda, como todo o processo de concepção e gravação do Dark Side of The Moon. Vale a pena demais ver. Tem no catálogo da Amzon Prime Video.

Para ler: Também indispensável para entender a criação máxima do Pink Floyd, o livro The Dark Side Of The Moon – Os Bastidores da Obra Prima do Pink Floyd, lançado em 2006 pela editora Zahar e escrito pelo jornalista John Harris. O livro tem uma narrativa ótima e traz vários detalhes interessantíssimos! Leitura mais que recomendada.

Give Peace a Chance

Give Peace a Chance

A música é algo atemporal, isso não é novidade para ninguém. Uma sinfonia de Beethoven pode soar tão atual quanto uma canção do Daft Punk. Tudo depende apenas da sensibilidade e das preferências pessoais de cada um. Mas existe um fator extra que pode fazer uma canção se tornar, não só atemporal, mas também essencial. É quando ela traz consigo uma mensagem, um significado relevante e comum a todos os povos. É por isso que a Strip Me elaborou duas estampas inspiradas numa das campanhas mais emblemáticas da cultura pop do século XX: Give Peace a Chance e War is Over. A primeira faz menção à irresistível canção de John Lennon e a segunda evoca os cartazes e outdoors criados pelo casal Lennon e Ono espalhados por várias cidades do mundo pedindo o fim da guerra do Vietnã.

John Lennon certamente é o mais controverso e plural dos 4 Beatles, além de ser uma das personalidades mais importantes do século XX. Inquieto, logo no início da banda, Lennon já demonstrava ser contestador, se opondo aos limites que o empresário Brian Epstein impunha. Em 1965, indo contra as recomendações de Epstein, John falou publicamente sobre maconha, se posicionou contra a guerra do Vietnã e protagonizou a famosa polêmica sobre os Beatles serem maiores que Jesus Cristo. Depois, entre 1967 e 1968, foi ele quem interpelou o guru Maharishi Mahesh Yogi, questionando seus supostos abusos contra algumas garotas em seu retiro espiritual. Por fim, chega 1969, quando John se casa com Yoko Ono e o casal resolve aproveitar a mídia que naturalmente atraía para promover uma campanha pela paz e pelo fim da guerra do Vietnã, que se tornava cada vez mais sangrenta.

John e Yoko se casaram no dia 20 de março de 1969 em Gibraltar, território ao sul da Espanha que pertence ao Reino Unido. Foram passar a lua de mel em Amsterdã. Percebendo que por onde passavam atraíam muitos fotógrafos e repórteres, o casal teve a ideia de convidar a imprensa para entrar em seu quarto de hotel. Em novembro de 1968 John e Yoko haviam lançado o disco Two Virgins, uma colagem de ruídos pretensamente avant-garde. Acontece que nesse disco, John e Yoko aparecem nus na capa e contra-capa. Com isso em mente, quando a imprensa foi convidada a entrar no quarto do casal,  os jornalistas esperavam algo tão provocador quanto a capa do Two Virgins. Mas o que encontraram foram John e Yoko de pijamas brancos, recostados na cama e rodeados por cartazes pedindo paz e o fim da guerra. Começava assim os famosos bed-ins de John e Yoko pela paz.

Os bed-ins nada mais eram do que uma coletiva de imprensa dentro de um quarto de hotel, onde John e Yoko, de pijamas, sentados numa cama falavamo com repórteres e autoridades sobre a paz e o fim da guerra. Os primeiros bed-ins aconteceram entre os dias 25 e 31 de março de 1969 em Amsterdã, e depois entre os dias 26 de maio e 1 de junho do mesmo ano em Montreal, no Canadá. E foi justamente no último dia em Montreal que John arranjou um gravador portátil e reuniu alguns amigos, entre eles o entusiasta do LSD Timothy Leary, a cantora Petula Clark, o comediante Tommy Smothers, o ativista negro Dick Gregory, para gravar uma canção recém escrita por ele e Yoko. A emblemática Give Peace a Chance.

Give Peace a Chance é uma música brilhante por vários motivos. Tem uma melodia simples e cativante, um refrão que, além de fácil de cantar, tem uma mensagem imponente e funciona muito melhor quando cantado em uníssono por várias pessoas. Por isso mesmo, John quis reunir um número grande de pessoas para a gravação, que conta apenas com um violão e um ou outro instrumento de percussão na parte instrumental. É uma canção tipicamente folk, quase dylanesca.  Fora o refrão, John entrega nos versos uma letra questionadora, onde diz que tem se falado sobre tudo no mundo, sobre revolução, inflação, regulação, meditação, sobre John e Yoko, Timothy Leary, Bob Dylan, Allen Ginsberg… enfim, tudo, menos sobre paz! Para assim, entrar no refrão: “tudo que estamos dizendo é para dar uma chance á paz”. Give Peace a Chance foi lançada no início do segundo semestre de 1969 e atingiu logo as primeiras posições da Billboard, tornando-se um hino para todos os ativistas pelo fim da guerra.

John e Yoko, satisfeitos com a repercussão dos bed-ins resolvem dar sequência à sua luta pela paz. Com o fim do ano de 1969 se aproximando, eles iniciam a campanha War is Over. Escolhem 11 grandes cidades ao redor do mundo para nelas espalharem outdoors e cartazes em branco, somente com os dizeres War is Over If You Want It. Happy Christmas from John & Yoko. Londres, Paris, Roma, Amsterdã, Atenas, Berlim (naquela época Berlim Ocidental), Los Angeles, New York, Toronto, Montreal e Tóquio receberam cartazes do tipo lambe-lambe, além de grandes outdoors brancos com a frase War is Over. A campanha foi lançada oficialmente no dia 15 de dezembro em Londres com um show da Plastic Ono Band, banda de John e Yoko que teve várias formações. Para este show especificamente, a banda era formada por Keith Moon, Billy Preston, Eric Clapton e George Harrison. Inclusive, este show acabou sendo a primeira vez que John e George subiam num palco juntos desde 1966, e também foi a última vez que a dupla se apresentou em público. A campanha ainda rendeu a música Happy Xmas (War is Over), lançada como single por John Lennon em 1 de dezembro de 1971. A música ganhou o mundo, subindo até o topo das paradas de sucesso em vários países e sendo regravada por muitos artistas ao longo dos anos, se tornando um verdadeiro hino de natal. Aliás, aqui no Brasil foi um dos primeiros memes da internet, antes do termo meme existir, através da versão em português da cantora Simone.

Em abril de 1975 a guerra do Vietnã chegava ao fim. Os Estados Unidos deixaram o país asiático às pressas, sua embaixada em Saigon foi evacuada num um desenfreado desespero, em cenas que ganharam o mundo. Em dezembro de 1980 John Lennon foi assassinato em frente ao prédio onde morava em New York. Mais de 50 anos depois de lançadas, as músicas de John Lennon seguem sendo relevantes. Independente de qual seja a guerra em curso mundo afora, Give Peace a Chance ainda é um hino pela paz e Happy Xmas um belo e questionador hino de Natal. Os bed-ins e a campanha War is Over ainda hoje são relembradas e cultuadas como marcos da contra cultura, da luta por direitos humanos e da cultura pop de maneira geral.

O conjunto da obra fala por si própria. Ou seja, somam-se os fatos de John Lennon ser um dos Beatles, de serem Give Peace a Chance e Happy Xmas grandes canções, de toda a campanha pela paz ter um verniz de arte conceitual muito bacana graças a Yoko Ono e a mensagem transmitida ser tão atemporal e indispensável. Tudo isso faz com que a Strip Me se inspire para lançar camisetas de música, arte, cinema, cultura pop e muito mais, sempre ligadas a princípios humanos, libertários e de preservação à vida e ao meio ambiente. Confira essas e outras estampas na nossa loja e fique esperto por lá para acompanhar as novidades da seção de lançamentos!

Vai fundo!

Para ouvir: As músicas de protesto mais marcantes de John Lennon em sua carreira solo! Power to the People Top 10 Tracks.

Para assistir: John e Yoko fizeram alguns registros em vídeo durante os bed ins em Montreal que resultaram num mini documentário chamado Bed Peace. Tem completinho no Youtube, mas sem legenda em português. Porém, vale a pena ver pelo registro da época e conferir o clima que rolava durante essas entrevistas.

10 camisetas de música para ir do happy hour à balada

10 camisetas de música para ir do happy hour à balada

Chegou a sexta-feira e você marcou de encontrar os amigos em uma balada, mas antes tem o happy hour da empresa e você quer aproveitar até o final, sem correr riscos de se atrasar para o próximo compromisso?

Saiba que é possível ir de um lugar para o outro sem precisar passar em casa para trocar a camiseta.

Quer saber como? A gente te conta!

Por isso, separamos 10 camisetas de música que te deixarão pronto para ir do happy hour à balada sem perder o estilo. Confira! 

10 camisetas para sair do happy hour e ir direto para a balada

Vestir uma camiseta de banda ou com ícones musicais é uma ótima pedida para esses momentos, principalmente porque elas são divertidas, representam estilo e criatividade e caem bem para toda e qualquer ocasião.

Camiseta Pick-Up

A camiseta Pick-Up é ideal para você que respira música e quer juntar o clássico com o moderno!

Camiseta headphone

A camiseta headphone foi pensada com conceitos da música, da arte, do cinema e da cultura pop para você curtir todos os rolês sem perder o conforto e o estilo.

Camiseta do Nirvana – Super Smile

Trazendo uma mistura perfeita de ícones da década de 90: o Nirvana e o videogame, essa é a camiseta para quem gosta de misturar exclusividade e nostalgia.

Camiseta do Pink Floyd – Triângulo Minimalista

Vintage e minimalista para você que curte detalhes mais discretos e descolados ao mesmo tempo. Além de linda, essa camiseta do Pink Floyd já mostra o seu bom gosto musical de saída.

Camiseta de Rock com guitarras icônicas

A guitarra é um dos ícones mais marcantes na história do Rock e, claro, que isso não seria possível sem os grandes guitarristas que conhecemos ao longo do tempo. Com esta camiseta de Rock você veste atitude e uma homenagem aos principais nomes da guitarra. Slash, Hendrix, Keith Richards, Page, Eddie V.Halen… Todos os ícones do rock’n’roll têm uma guitarra icônica: essa é a homenagem da Strip Me.

Camiseta do Queen – Break Free

E por falar em icônico, temos aqui uma camiseta do Queen com um dos momentos mais memoráveis da banda (e da música). A camiseta Break Free é para quem gosta de exclusividade e não quer passar despercebido na pista de dança.

Camiseta Jimi Hendrix

Uma estampa com um dos maiores nomes da história da música e que vem marcando gerações há décadas por seu estilo autêntico de tocar guitarra. Mais que uma camiseta do Jimi Hendrix, essa é para quem gosta de um look ousado e cheio de atitude com um gênio do rock que dispensa apresentações.

Camiseta disco minimalista

Seu estilo é clássico e cheio de personalidade? A camiseta com um disco de vinil estampado em conceito minimalista traz o clean e o super cool para deixar o seu look ainda mais exclusivo.

Camiseta David Bowie: Let’s Dance

Se você gosta de dançar muito e abalar a pista de dança ao lado de outras pessoas, além de curtir a vida com conforto e estilo, essa camiseta é para você! Se você curte um visual classudo chic como Bowie aprovaria, essa camiseta é pra você. Se você ama se vestir com conforto e elegância: essa camiseta é pra você.

Camiseta Daft Punk – Robot

Juntando a dupla mais legal da música eletrônica com o teste utilizado para barrar robôs na web, essa camiseta é divertida, estilosa, criativa, exclusiva e diferente. Perfeita para quem quer se destacar na multidão com muita autenticidade.

Depois dessas 10 opções incríveis, não tem mais desculpa para você não sair de um rolê para o outro sem precisar passar em casa para trocar de roupa! Visite o site da Strip Me na categoria Música e veja muito mais looks e opções para quem quer se vestir bem com camisetas descoladas, bonitas e sustentáveis.

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