Cinema europeu em recorte: por Gustavo Castello Branco

Cinema europeu em recorte: por Gustavo Castello Branco

A convite do pessoal da Strip Me, arrisco hoje alguns palpites sobre o tema cinema. Para fazer um recorte com o qual me sinta mais tranquilo para comentar, propus um foco sobre o cinema europeu e alguns de seus grandes protagonistas. Afinal, não há como falar em Sétima Arte sem prestar tributo a seus primeiros entusiastas.

O cinema como parte das expressões humanas, na forma como o conhecemos hoje, tem raízes nos primeiros anos do século 20, nas idéias ficcionais do francês George Meilés em sua obra A Viagem à Lua, de 1902.

A partir daí começamos a ver essa arte ganhar corpo e o mundo, levando pessoas a novos lugares – mesmo que sem sair do lugar – e as colocando frente a novas questões, tanto na esfera social quanto no âmbito do indivíduo e suas questões existenciais.

E é nesse último ponto que quero me ater: indicar algumas obras com berço no Velho Continente que marcaram pela forma como expõem a relação do homem com suas questões internas e de que forma o resultado disso o condiciona na sua relação com os demais indivíduos.

Desnecessário dizer – como ficará fácil de ser observado – que meio as grandes guerras mundiais, a temática seja recorrente e fonte de inspiração para abordar boa parte das questões citadas no parágrafo anterior.

Segue ai mais uma lista de ‘10 indicações que valem a pena…’.

O Encouraçado Potemkin (1925)

Direção: Sergei Eisenstein

Apesar de se tratar de um filme pago pelo governo de Stalin para dar apoio ao regime comunista, a dramaticidade que Eisenstein imprime ao retratar a rebelião de um navio de marinheiros russos, em 1905, contra o czarismo de Nicolau II, é realmente marcante.

Mesmo mudo, o filme impressiona pela capacidade com que transmite em forma de arte a insatisfação de um povo com um governo centralizador e restritivo, alheio ao sofrimento coletivo.

Para muitos a grande obra prima do cinema, O Encouraçado Potemkin já mostrava, logo no início do século 20, o potencial da Sétima Arte.

O Encouraçado Potemkin

Metrópolis (1927)

Direção: Fritz Lang

Talvez o grande nome do movimento que ficou conhecido como Expressionismo Alemão, Fritz Lang – que na verdade era austríaco – mostra em uma visão futurista para a época a evolução das lutas de classe no então longínquo ano de 2026.

Enquanto a classe dominante residia no ‘Jardim dos Prazeres’, na superfície, os trabalhadores se amontoavam no subsolo da cidade, sem condições mínimas e escravizados.

O filme também dá conta da intenção capitalista de substituir homens por máquinas nas produções e a capacidade de robôs adquirirem características humanas.

Trata-se da típica abordagem do Expressionismo Alemão, retratando em formas sombrias e pessimistas o cenário desolador na Europa após a Primeira Guerra Mundial.

Metropolis

 Um Cão Andaluz (1929)

Direção: Luis Buñuel

Uma mistura de realidade e sonho com uma larga dose de surrealismo. É o que se poderia esperar do filme que apresentou ao mundo o espanhol Luis Buñuel, neste curta em uma parceria memorável na criação da história com ninguém menos que Salvador Dali.

Trata-se de uma daquelas obras que valem mais pela estrutura inovadora e seu caráter artístico do que por qualquer lição que se possa tirar da história. Mesmo porque o filme tem rupturas tão recorrentes de continuidade que dão um ar de ‘cada um entenda como quiser’.

cao andaluz

Ladrões de Bicicleta (1948)

Direção: Vittorio de Sica

Também em um contexto pós-guerra – Segunda Guerra Mundial –, o italiano Vittorio de Sica retrata em Ladrões de Bicicleta a devastação social e econômica a qual grande parte da Europa foi submetida após o fim dos conflitos (ao menos os físicos).

Um pai de família, por anos desempregado, consegue trabalho como colador de cartazes. Contudo, tem sua bicicleta roubada – requisito para ficar com o emprego – e se vê não apenas em uma luta pessoal pela recuperação do bem que lhe permite o sustento, mas também contra o desespero de voltar a levar a vida que tinha.

Mais um filme da primeira metade do século 20 que retrata de forma muito direta as relações entre o capital e o proletariado, e precariedade da situação gerada por essa disputa desigual.

 ladroes de bike

O Sétimo Selo (1957)

Direção: Ingmar Bergman

De forma teatral, o sueco Ingmar Bergman mostra em O Sétimo Selo o mundo do século 14 destruído pela peste, onde pessoas descrentes duelam em uma batalha perdida contra a morte.

Ao retornar à sua vila após longas cruzadas, um cavaleiro se depara com a situação de caos instalada pela doença e fica frente a frente com a morte, que veio para lhe buscar. Começa então um desafio metafórico – definitivamente um dos grandes momentos do cinema – entre os dois a ser resolvido sobre o tabuleiro de xadrez.

Uma trama complexa e existencialista que para alguns faz uma alusão clara ao temor nuclear que se instalou após o fim da Segunda Guerra Mundial.

 setimo selo

Os Incompreendidos (1958)

Direção: François Truffaut

Tida como a obra que mostrou ao mundo o movimento Nouvelle Vaugue – um chamado ao cinema mais barato e intimista –, Os Incompreendidos mostra um pouco da história do próprio Truffaut, na figura de um jovem parisiense com problemas familiares e que não se ajustava a autoridade escolar.

Desacreditado, acaba cometendo pequenos crimes para sobreviver e vai para um reformatório. Os problemas de um adolescente meio a um mundo em reconstrução deram o tom a uma das maiores obras já produzidas pelo cinema francês.

os incompreendidos 

Acossado (1960)

Direção: Jean-Luc Godard

Também parte do movimento de renovação cinematográfico francês, Godard dá mais um passo no Nouvelle Vaugue com Acossado, tratando um pouco sobre a invasão da cultura americana na Europa pós-guerra.

Com uma linguagem cinematográfica bastante diferente do que se costumava usar na época, ele mistura tendências e revela em arte um pouco do resultado gerado a partir desse encontro mais próximo entre as culturas.

Tudo isso tendo como escopo central os diálogos entre um casal (um francês e uma estudante norte-americana residente em Paris) que vê sua relação se estreitar meio a um plano de fuga para a Itália, após se envolverem no assassinato de um policial.

Acossado 

8 e meio (1963) 

Direção: Federico Fellini

8 e meio foi a saída genial que Federico Fellini encontrou para sua momentânea falta de inspiração. Parece contraditório que um lapso de ausência de criatividade tenha rendido ao mundo uma das películas mais consagradas da história do cinema, mas foi exatamente assim que aconteceu.

O diretor italiano tinha um elenco, os recursos necessários, mas lhe faltava um roteiro. Então ele projetou seu alter ego no protagonista do filme, interpretado por Marcello Mastroianni, um diretor de cinema pressionado pela imprensa e pelos produtores a concluir um filme que ainda não existe.

De forma interativa, a impressão que se tem é que a película vai se criando ao desenrolar da obra meio a sonhos, delírios e um pouco de mundo real.

8 e meio

Solaris (1972)

Direção: Andrei Tarkovsky

Como boa parte da produção de Tarkovsky, Solaris mistura em sua receita filosofia e ficção científica. Adaptado de uma obra de mesmo nome, o filme se passa em uma estação que orbita o planeta Solaris.

Em cenas longas, com poucos diálogos e muita densidade, Tarkovsky explora a degradação do homem em um mundo em decomposição, minado pelo capital e ao mesmo tempo cético sobre a validade das respostas científicas.

Tudo isso protagonizado por tripulantes que parecem perder a lucidez meio as recorrentes aparições de figuras de seus passados no ambiente da estação espacial. Uma trama extremamente complexa que faz valer a fama do diretor soviético.

Solaris

Saló ou Os 120 dias de Sodoma (1974)

Direção: Pier Paolo Pasolini

Extremamente engajado com as causas dos movimentos sociais, tendo inclusive participado do Partido Comunista na Itália, não é de se espantar que as obras de Pasolini tenham um grande peso ativista.

Em Os 120 dias de Sodoma o diretor italiano faz uma adaptação da obra do Marques de Sade em que retrata os dias derradeiros e violentos do decadente modelo Fascista – a serviço das vontades da Alemanha nazista – após o final da Segunda Guerra Mundial.

Em cenas fortes, Pasolini retrata um pouco do lado perverso do ser humano. Sexo, humilhação e torturas dão o tom do conturbado e chocante enredo que se passa em uma mansão no norte da Itália.

 salo

Então é isso. Dicas pertinentes para você que curte cinema. Vale ressaltar que ação não é o grande apelo dos filmes listados. Então o ideal é estar bem disposto para assistir e não correr o risco de ir para o ‘mundo dos sonhos’ nos primeiros 15 minutos.

por Gustavo Castello Branco

 


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DIRECTOR’S CUT: resenhas por Paulo Argollo

DIRECTOR’S CUT: resenhas por Paulo Argollo

Os grandes diretores do cinema mundial merecem nosso respeito e admiração. Com a camiseta Director’s Cut Strip Me você carrega no peito a história do cinema e pode aproveitar para azarar umas gatinhas. Já pensou? A garota chega e fala: “Ainnn, eu adoro os filmes do Tarantino!”. É a sua chance de puxar um papo! Você pode perguntar quais os três filmes dele que ela mais gosta, e daí, começar aquele papo certeiro!

camiseta-directorscut-stripme

Mas o quê? Você não conhece a obra desses monstros sagrados?

Tudo bem, calma, rapaz. A gente dá um jeito.

  • DAVID LYNCH

Veludo Azul (Blue Velvet – 1986)

Um jovem encontra uma orelha humana, acredita tratar-se de um crime, começa a investigar e depara-se com um gângster maluco.

Drogas, sadomasoquismo e música dark/gótica/deprê completam a receita.

Precisa de mais? Filmaço!

1.BLUE VELVET

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Twin Peaks (série de TV – 1990-1991)

Não é um filme, eu sei. Mas trata-se de uma série única. Uma garota é encontrada morta e um agente do FBI chega à pequena cidade para investigar o crime.

É uma série genial! Lynch está livre, leve e solto! Mistério, erotismo, violência, humor negro, bizarrice…está tudo lá! Especialmente, a primeira temporada é irretocável.

2.twin

Império dos Sonhos (Inland Empire – 2006)

Uma garota que sonha em ser atriz numa Hollywood colorida e decadente desenvolve múltiplas personalidades, confundindo-se entre as personagens que interpreta.

Uma obra de arte! Fotografia lindíssima e extravagante, ótimos diálogos e toda aquela loucura gostosa do velho Lynch!

3.inland empire

  • BRIAN DE PALMA

Carrie, a Estranha (Carrie – 1976)

Adaptação do clássico livro de Stephen King, Carrie é uma garota com poderes paranormais. Tímida e retraída, é alvo de chacotas (para os mais novinhos: chacota = bulliyng) em todo o colégio. Mas chegou a hora dela revidar.

O cartaz de lançamento do filme vinha com a frase:

“Se você gosta de terror…convide Carrie para o baile.”

Clássico!

4. Carrie

Scarface (1983)

Um porto-riquenho residente em Miami quer ganhar a vida a qualquer custo.

Um dos filmes mais violentos e impactantes da história do cinema! Al Pacino dá um show de interpretação. Drogas e violência amarram com primor o roteiro de Oliver Stone (sim, ele mesmo!).

“Say hello to my little friend!”

5. scarface

Os Intocáveis (The Untouchables – 1987)

No auge da Lei Seca, Al Capone comanda a venda ilegal de bebida alcoólica nos Estados Unidos. Um agente federal, um policial e um contador armam uma ofensiva para prender o gângster mais famoso da história.

Um verdadeiro clássico! Atuações incríveis com destaque para Robert DeNiro como Al Capone.

Se você já viu uma cena de tiroteio em câmera lenta onde um carrinho de bebê rola escada abaixo, agradeça a Brian de Palma.

6. intocaveis

  • STANLEY KUBRICK

2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey – 1968)

Um objeto estranho é encontrado na superfície da Lua e um robô é enviado para desvendar o caso.

O grau de pioneirismo deste filme é absurdo! O homem sequer havia pisado na Lua e Kubrick já falava de viagens espaciais tripuladas, inteligência artificial e questões amplas sobre a existência humana.

Gênio!

7. Space Odyssey

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange – 1971)

Num futuro distópico, um jovem delinquente é preso e vira cobaia de experimentos psíquicos numa tentativa exagerada de conter a violência.

Se na literatura, 1984 de George Orwell é tido como marco da ficção de um futuro distópico, Kubrick elevou Laranja Mecânica à obra de arte nesta adaptação irretocável, que contou ainda com a atuação inspiradíssima de Malcolm McDowell.

8. clockwork

Nascido Para Matar (Full Metal Jacket – 1987) 

Uma visão clara sobre a desconstrução de personalidade sofrida pelos recrutas que iam para o Vietnã e os horrores da guerra.

Um dos filmes mais icônicos sobre a guerra do Vietnã. Contundente e emocionante.

Ainda não apareceu até hoje na história do cinema um sargento tão casca-grossa como o Sgt. Hartman deste filme.

9. full-metal-jacket

  • FRANCIS FORD COPPOLA

O Poderoso Chefão (The Godfather – 1972)

Perto do estourar uma guerra entre as famílias da máfia italiana nos Estados Unidos, Michael Corleone é levado a assumir o papel de seu pai como chefe dos negócios.

Marlon Brando está um absurdo, Al Pacino impressionante, Robert Duvall, Diane Keaton, James Caan…são tantas atuações brilhantes! O roteiro de Mario Puzo é fantástico e a direção de Coppola é irretocável.

Ou seja, tudo o que você já sabe, já leu em tudo quanto é lugar e tem plena noção que é tudo a mais pura verdade.

10. godfather

Apocalypse Now (1979)

Um jovem capitão do exército é enviado ao Vietnã para matar um oficial desertor que se considera uma divindade para uma tribo perdida no meio do Camboja.

Nenhum filme sobre o Vietnã é mais impactante e contundente que este. Poucos filmes de guerra conseguem ser tão densos e claustrofóbicos. Mesmo sem tantas cenas de batalhas, é um filme violentíssimo.

Um filme indispensável que nos ensinou que tem gente que adora o cheiro de napalm pela manhã.

11. apocalypse now

Drácula de Bram Stoker (Dracula – 1992)

Filme adaptado do clássico livro de Bram Stoker sobre o mais famoso dos vampiros.

Fora as ótimas atuações de Gary Oldman, Winona Ryder e Anthony Hopkins, este filme é tão bom, mas tão bom que até o canastrão do Tom Waits está convincente. Um filme obscuro, Coppola foi buscar nos clássicos do expressionismo alemão inspiração para uma fotografia tão pesada e direção certeira.

Para quem acha que vampiro brilha no sol e chora ouvindo Paramore, fica a dica.

12. dracula

  • MARTIN SCORSESE

Taxi Driver (1976)

A guerra do Vietnã gerou mais que bons filmes de guerra no meio da selva. Taxi Driver é o filme mais impactante sobre um veterano da guerra que volta pra casa confuso, pois só sabe matar pessoas e não consegue viver em sociedade.

Robert DeNiro se mostra um ator descomunal neste filme denso e opressor.

Com Taxi Driver aprendemos que levar uma garota para um cinema pornô no centro da cidade não é uma boa ideia no primeiro encontro. Vlw flws!

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A última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ – 1988)

Um filme corajoso retrata a vida de Jesus e seus últimos dias até sua crucificação.

Scorsese se enche de ousadia para mexer num vespeiro que é a religião. Com a ótima atuação de William Dafoe (possivelmente um dos atores mais feios de Hollywood) o filme apresenta um Jesus mais humano e inconstante, colocando em questão vários dogmas do cristianismo.

Um excelente filme para ser assistido com a mente aberta.

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Os Bons Companheiros (Goodfellas – 1990)

Possivelmente, este seja o filme mais didático sobre como funcionava a máfia italiana na metade do século XX, antes do tráfico de drogas aparecer. O filme conta a história de um rapaz ambicioso que escolhe a vida do crime para prosperar, aliando-se à máfia.

Além de dirigir o filme com maestria, pontuando cada época com uma trilha sonora matadora e muita violência, Scorsese merece aplausos por fazer um ator medíocre como Ray Liotta atuar muito bem.

Filme obrigatório!

15 goodfellas

  • QUENTIN TARANTINO

Cães de Aluguel (Reservoir Dogs – 1992)

Um gângster convoca um grupo de bandidos para um simples assalto a uma joalheria. Mas o trabalho não sai como o esperado.

Com certeza, este é um dos filmes mais geniais da história devido à sua simplicidade. O filme se passa praticamente o tempo todo num barracão e não é nem um pouco cansativo. Pelo contrário é instigante! Ninguém escreve diálogos como Tarantino! Ninguém é tão sádico como Michael Madsen, ninguém é tão casca-grossa como Harvey Keitel e ninguém morre tão bem como Tim Roth!

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Pulp Fiction: Tempo de Violência (Pulp Fiction – 1994)

Refinando sua arte em escrever diálogos antológicos, Tarantino concebeu este clássico. Um filme que tem cara de filme independente europeu, mas é muito mais divertido e tem uma produção hollywoodiana e não é forçado. Aqui várias histórias se cruzam com um elenco de peso, muito sangue e humor negro.

Para informações relevantes tal qual como é chamado o quarteirão com queijo no McDonalds da França, como aplicar uma injeção de adrenalina ou se o Marcellus Wallace parece uma vadia, assista essa beleza de filme e divirta-se.

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Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds – 2009)

Enquanto um grupo de judeus norte-americanos é enviado à Europa para trucidar nazistas, uma jovem parisiense tem a chance de praticar um atentado à grande cúpula alemã.

São tantos e tantos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, e todos mostram o sofrimento dos pobres judeus, que Tarantino colocou os livros de história de lado e a reescreveu à sua maneira. Ver judeus escalpelando nazistas e um Hitler mimado e ridículo é impagável! Isso sem falar nas atuações incríveis de Brad Pitt e Christoph Waltz.

Um verdadeiro filmaço!

18 Inglourious Basterds

por Paulo Argollo

 


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