Nostalgia: os sentidos do passado no presente.

Nostalgia: os sentidos do passado no presente.

“No presente a mente, o corpo, é diferente, e o passado é uma roupa que não nos serve mais.” Assim definiu o passado, com um brilhantismo invejável, o cearense Belchior, na canção Velha Roupa Colorida. Mas o fato de esta roupa não nos servir mais, não significa que deixamos de gostar dela. Até porque determinadas roupas que ficaram pequenas, foram usadas em momentos especiais, marcantes. Por isso, quando você abre o guarda roupas e a vê ali, automaticamente se lembra daquele momento, o revive em sua cabeça por alguns momentos e se sente bem. É porque, atrelado ao passado está um sentimento muito peculiar: a nostalgia. A nostalgia é, com razão, tão valorizada pelas pessoas, que a Strip Me dedicou uma coleção todinha a ela. É a Coleção Retro, que conta com camisetas recém lançadas como a Chocante e a Sem Surpresa.

O primeiro registro do termo nostalgia data de 1688 na Europa. A nostalgia estava relacionada à melancolia e era vista como uma doença, como uma depressão, porque era identificada em soldados militares que sentiam um certo desespero, uma vontade muito forte de voltar para casa. Daí veio o termo em inglês homesick, que é o mais próximo que se tem na língua inglesa para traduzir a palavra saudade. Mas nostalgia e saudade não são exatamente a mesma coisa. Até porque, ao longo do século XX, a nostalgia perdeu esse viés negativo e passou a ser vista como algo que traz conforto. À medida que uma lembrança é ativada no cérebro, o sentimento, o cheiro, a música que tocava, o sabor da comida, enfim, todos os sentidos daquela lembrança são ativados junto. Tudo isso junto causa um sentimento muito bom, de alegria e paz.

A diferença entre nostalgia e saudade está justamente nesse conjunto. A saudade, além de ser mais tangível e específica, ela pode ser, em alguns casos, é claro, neutralizada. Você pode sentir saudade de visitar a casa da sua avó. Se sua avó ainda é viva e mora na mesma casa, está fácil de resolver. E assim é quando você tem saudade de conversar com uma pessoa, ou comer um prato de determinado restaurante… enfim. A nostalgia é a esse sentimento que você não neutraliza porque é referente a um momento que nunca vai acontecer de novo do mesmo jeito. Você pode se lembrar com todo o amor do mundo daquela viagem que fez quando adolescente com os amigos para a praia. Você ainda é amigo das mesmas pessoas e a mesma praia ainda está lá… mas se vocês tentarem replicar aquela viagem, nunca vai ser a mesma coisa, porque tá todo mundo adulto, uns tem filhos, outro não pode beber porque está fazendo um tratamento de saúde, outro tem que atender um telefonema de trabalho no meio da festa… Os momentos daquela viagem na adolescência nunca mais vão se repetir.

Ah, mas falando assim até parece uma coisa pessimista demais. Nunca mais vai acontecer, ficou no passado. Olhando por essa perspectiva, bate uma tristeza mesmo. Mas faz parte. A nostalgia com certeza traz consigo uma carga de melancolia sim. Mas de maneira geral é positiva. É uma forma do passado te mostrar que a vida tem grandes momentos e é uma linha contínua, ou seja, outros grandes momentos virão. Te incentiva a buscar um futuro, a ver algum significado na vida, que muitas vezes parece mesmo ser sem propósito. A maravilhosa animação da Pixar, Divertida Mente, lançada em 2015, escrita e dirigida pela dupla Pete Docter e Ronnie Del Carmen, mostra isso de uma maneira muito clara. No longa a ideia principal é mostrar como funciona a mente da pré-adolescente Riley num momento de mudança, tanto física quanto emocional. Mas no fim das contas tudo gira em torno das memórias da garota e de como elas são utilizadas. Sem dar spoilers, o momento de maior emoção do filme é justamente quando uma lembrança que era essencialmente feliz, ganha uma certa dose de tristeza, para se tornar uma “memória-base”. A melancolia que vem entremeada à nostalgia está misturada com grandes porções de positividade e alegria. Ao mesmo tempo que você sabe que aquele momento não volta mais, você sabe que são momentos como aquele que fazem a vida valer a pena e te faz querer criar mais momentos como aquele.

E isso faz todo o sentido. Pense da seguinte forma. Sua turma no segundo colegial. Uma turma enorme na mesma sala de aula, todo mundo amigo, era uma bagunça, todo mundo fazia piada de tudo, sacaneava professor. Além do mais ninguém ali tinha responsabilidade nenhuma a não ser passar de ano. Provavelmente foi o período da sua vida em que você mais deu risada e se divertiu até hoje. Lembrar daqueles momentos é delicioso. Mas você gostaria de voltar para o segundo colegial? Sendo que hoje você tem suas responsabilidades, toda uma vida de trabalho e tal, que não é tão divertida assim.  Mas você tem sua independência. Se quiser relaxar no fim da tarde de uma terça feira e tomar uma cerveja no bar, tá tudo bem. Você sabe mais coisas sobre a vida, tem menos medos e inseguranças… Então, o que você sente por essa época do segundo colegial não é exatamente saudade, já que você não quer passar por aquilo de novo. É apenas… nostalgia.

Outro aspecto interessante da nostalgia é que ela pode acontecer de forma coletiva. Se você buscar a etimologia da palavra comemorar, vai ver que ela deriva do latim, com-memorare, que significa relembrar com alguém, ou em comunidade. Claro, hoje em dia comemorar ganhou essa conotação de celebração, festejo, e não tem nada de errado nisso.  Mas quando dizemos que vamos comemorar a independência do Brasil, ou qualquer outro evento que diz respeito a toda a sociedade, significa que é um momento em que todos devemos relembrar aquele evento e pensar sobre ele. Ou seja, algo bem parecido com a nostalgia. Esse é o significado de desfiles nessas datas cívicas, por exemplo. Num desfile, você vê vários setores da sociedade (militares, professores, escoteiros e etc) para homenagear e relembrar em comunidade, comemorar, aquela data, aquele evento específico. Foi o que fizemos ano passado aqui na Strip Me, por exemplo. Comemoramos os 100 anos da Semana de Arte Moderna de São Paulo. E fizemos isso em comunidade, através de alguns textos aqui no blog e de algumas estampas super especiais.

Um ponto interessante da nostalgia, voltando a falar sobre ela individualmente, é que ela sempre tem alguns gatilhos, que variam de pessoa para pessoa, claro. Por exemplo, para muita gente, a primeira coisa que vem à cabeça quando ouve Twist and Shout é o Ferris Bueler no meio de um desfile em Chicago, no filme Curtindo a Vida Adoidado, o que já desencadeia as lembranças das tardes na frente da TV comendo bolacha Passatempo. E esses gatilhos podem te trazer essa nostalgia, esse sentimento saudosista, do nada, sem mais nem menos. Imagine uma pessoa no metrô voltando pra casa, depois do trabalho, lendo um livro ou distraída com qualquer coisa. Passa por ela uma outra pessoa que está usando um perfume específico, aquele cheiro faz lembrar imediatamente de alguém muito querido, que usa exatamente aquele mesmo perfume e com quem ela viveu momentos muito felizes. As imagens dessas lembranças invadem a mente na hora. Ou então um cara que está almoçando sozinho na praça de alimentação do shopping, enquanto organiza em sua cabeça os compromissos que tem de tarde. Eis que começa a tocar uma música específica no som ambiente do shopping. A música que aquele cara ouviu pela primeira vez num churrasco da turma de faculdade, e que fez parte da trilha sonora das festas por um tempo. Pronto! Nostalgia! E tem as imagens também. Se você tem mais de 35 anos, não só vai ver nitidamente a embalagem na sua mente, como pode ser capaz de sentir o gosto do doce ao ler o seguinte: Cigarrinhos de Chocolate Pan, a caixinha vermelha com um garoto com um cigarrinho de chocolate entre os dedos. Lembrou? A mesma coisa acontece se você olhar para a camiseta abaixo. Você não só vai lembrar do sabor do chocolate, como vai lembrar das figurinhas com imagens de animais que vinham junto, e a lembrança pode ir além, se for o caso de, na época, ser uma tia ou sua avó, que dava dinheiro para você comprar o chocolate… enfim, nostalgia em estado bruto!

Como já foi dito aqui. A nostalgia é uma maneira de o passado te mostrar que existe uma linha do tempo coesa, que pode te fazer enxergar perspectivas para o futuro e um significado maior para a sua própria existência. E a cultura pop está aí para isso, para colaborar com os gatilhos, seja uma imagem, uma música ou um filme que marcou uma época. Na Strip Me nós nos interessamos pela vida, no passado, presente e futuro! Com a Coleção Retro, queremos trazer esse sentimento tão abrangente que é a nostalgia, mas vinculado a referências atuais, de maneira inteligente e com muito estilo. A mesma coisa você encontra em todas as outras coleções, como as camisetas de música, cinema, arte, cultura pop e muito mais. Na nossa loja você encontra tudo isso e ainda fica por dentro dos mais novos lançamentos.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma playlist com canções que fazem referência a nostalgia, lembranças e ao passado de maneira geral. Nostalgia top 10 tracks.

Para assistir: Definitivamente, o filme Divertida Mente, título original Inside Out, escrito e dirigido pela dupla Pete Docter e Ronnie Del Carmen e lançado em 2015 pela Disney/Pixar é realmente deslumbrante. Não só o roteiro é incrível, como a animação é ótima e traz um enredo capaz de encantar crianças e adultos, talvez encante até mais os adultos. Tem no catálogo da Dinsey+ e é imperdível!

Top 5 Filmes Cult: A arte de envelhecer bem.

Top 5 Filmes Cult: A arte de envelhecer bem.

Envelhecer é inevitável. Mas envelhecer bem é uma arte. Poderíamos fazer aqui aquelas analogias batidas entre envelhecer com vigor e saúde e um bom vinho envelhecido por décadas e blá blá blá. Mas o nosso negócio aqui é justamente deixar o óbvio de lado e dar valor a outros pontos de vista. Enfim, hoje vamos falar sobre envelhecer bem, com viço e saúde, com propriedade e relevância.

Em especial nas artes, envelhecer bem não é nada fácil. Afinal, a arte, seja ela pintura, música, cinema, teatro, escultura ou fotografia, acaba absorvendo muito do momento em que é concebida. Ainda que seja simplesmente pela estética, o Davi de Michelangelo é expressão clara de seu tempo, o renascimento, com suas formas que carregam uma aura de ultrarrealismo e divindade ao mesmo tempo.

Um Cão Andaluz de Buñuel está encharcado de referências ao seu próprio tempo, de uma Europa pós Primeira Guerra, festiva e questionadora de si mesma. Velvet Underground and Nico, o disco de estreia da Velvet Underground, expressa com nitidez a aura de contra cultura, rebeldia e, até mesmo, certa alienação da juventude dos anos 60.

O que essas três obras tem em comum é que envelheceram bem. Ainda hoje são impactantes, admiráveis e relevantes. Seguem sendo referência para quem quer produzir algo novo hoje em dia.

Por isso, para demonstrar de uma vez por todas, o que significa uma obra de arte envelhecer bem, listamos 5 filmes cults que passaram dos 20 anos e continuam incríveis, que, se vistos ou revistos, hoje em dia ainda vão empolgar, emocionar, divertir e fazer pensar. Vamos á lista!

Cães de Aluguel – 1992

Começamos com o mais velhinho da lista. O primeiro filme escrito e dirigido por Quentin Tarantino completa 30 anos, mas com carinha de bebê. Um bebê bem safadinho e violento, é verdade. O simples fato de o filme se passar, na maior parte do tempo, dentro de um galpão fechado e seus personagens usarem ternos pretos  já ajuda muito para que ele seja atemporal, poderia se passar nos anos 70 ou no ano 2000. Mas é a riqueza e brilhantismo do roteiro e dos diálogos, a edição fantástica, as atuações irresistíveis e a trilha sonora impecável que fazem deste filme, ainda hoje, uma baita obra de arte!

Trainspotting – 1996

Se Cães de Aluguel é esteticamente atemporal por se passar num galpão e os personagens, em sua maioria vestirem ternos, em Trainspotting é tudo escancaradamente anos 90. O diretor Danny Boyle fez questão de retratar o tempo e espaço, uma Escócia agitada e colorida numa época de excessos e mudança de comportamento, principalmente para a juventude. O que faz Trainspottig se manter um filme empolgante até hoje é sua postura contestadora, o questionamento filosófico eterno de Sartre, de que o homem está condenado a ser livre, que envolve o roteiro e, mais uma vez, atuações excelentes e uma trilha sonora arrebatadora.

O Grande Lebowski – 1998

A premissa deste filme chega a ser desanimadora. Personagens homônimos ou fisicamente parecidos que trocam de lugar ou são confundidos um com o outro e se metem em mil confusões é uma parada muito antiga no cinema. O que faz de O Grande Lebowski ser tão diferente e tão marcante até hoje é… o grande Lebowski! Claro que tudo funciona lindamente no filme, os personagens coadjuvantes super bem construídos, a trama insólita em constante evolução, a estética desleixada e charmosa dos anos 90, o ar de contracultura… mas o carisma do personagem principal, o inigualável The Dude, que Jeff Bridges entrega com perfeição, é arrebatador. É o tipo de filme que você pode já ter visto várias vezes, mas se estiver zapeando a TV à cabo e passar por ele, é irresistível parar e assistir até o fim.

Quero Ser John Malkovich – 1999

Podemos dizer que se trata de um filme de novatos. Mas que novatos! Este foi o primeiro filme de destaque do Spike Jonze como diretor e o do Charlie Kaufman como roteirista. Ambos rapidamente ganharam o status de gênios do cinema cult. E não é para menos. Em Quero ser John Malkovich o realismo fantástico de Charlie Kaufman se mostra ilimitado, mas sempre ancorado em questões existenciais e muita ironia, a direção bucólica de Spike Jonze é magistral e as atuações impactantes de John Cusack, Cameron Diaz, Catherine Keener e o próprio John Malkovich completam a receita. É um filme atemporal e envelheceu muito bem, porque é realmente fascinante e inusitado de tal forma, que segue sendo instigante e desafiador.

Clube da Luta – 1999

Completamos esta lista com o maior filme cult dos últimos tempos. Todo mundo conhece o Tyler Durden e sabe muito bem qual a primeira regra do clube a luta. Regra esta que quebramos aqui mais uma vez para falar da força descomunal deste filme. Um filme lançado 23 anos atrás e que, de toda essa lista, é o que se mantém mais atual. Afinal o roteiro, excelente diga-se, levanta questões que transcendem qualquer evolução tecnológica, pois diz respeito ao consumismo, a relação com o trabalho, a solidão, empatia, conformismo, a mídia doutrinadora, depressão e etc. Fora isso, tudo é bem feito e funciona no filme. As atuações impecáveis de Brad Pitt e Edward Norton, a direção caótica de David Fincher, a trilha sonora pesada, a fotografia contemporânea e visceral. É um filme que, não só envelheceu bem, mas continua influente e profundo. E assim seguirá pelos próximo 30, 40 anos a frente.

Pronto. Se você quer ter um fim de semana mais tranquilo e caseiro, já tem aí uma listinha respeitável de filmes para ver ou rever. Uma lista que tem tudo a ver com a Strip Me! Para nós a arte contestadora, de vanguarda e questionadora, como são estes cinco filmes, tem um cantinho especial no coração. Por isso fazemos questão de estar sempre entregando camisetas de cinema, música, arte, cultura pop e comportamento com um olhar mais aguçado, mas sem perder a elegância e bom gosto. Pra conferir, é só acessar a nossa loja, onde sempre tem novos lançamentos pipocando.

Vai fundo!

Para ouvir: Uma Playlist com o melhor da trilha sonora de cada um dos filmes listados: Cine Cult top 10 tracks.

Para assistir: Além desse top 5 retumbante, vamos quebrar o seu galho e falar de mais um filme cult clássico e irretocável, mas que não tem mais de 20 anos, por isso não entrou na lista acima. Estamos falando de 500 Days of Summer, um filme cult por excelência, com direito a estética vintage, um caminhão de referências pop e The Smiths na trilha sonora. Mais cult que isso, impossível. E é um filme divertidíssimo mesmo! Pra ver e rever naquele domingo de chuva comendo pipoca no sofá. Ah, sim, o filme é de 2009, dirigido pelo Marc Webb e estrelado pela Zooey Deschanel e Joseph Gordon Levitt.

Sincronia entre Pink Floyd e Mágico de Oz em versão otimizada

Sincronia entre Pink Floyd e Mágico de Oz em versão otimizada

Se você, como a gente, chegou na internet quando isso aqui ainda era só mato, sem dúvida já ouviu falar do efeito “The Dark Side of the Rainbow”. Para os recém-chegados: esse foi o nome dado pra curiosa sincronia entre o The Dark Side of the Moon (1973), mais famoso álbum do Pink Floyd, com o clássico do cinema O Mágico de Oz (1939).

Pois é, o assunto foi já foi supra comentado, já virou camiseta de rock, já gerou inúmeras teorias mirabolantes e muitas vezes conspiratórias, além de ter virado até tema de evento no MIS – Museu da Imagem e do Som (São Paulo) que contratou banda e tudo pra executar as músicas ao vivo enquanto o filme era exibido em um telão. Sensacional, diga-se de passagem.

Tudo indica que foi em meados da década de 90 que algum maluco descobriu que The Dark Side of the Moon é a trilha quase perfeita para o filme. É realmente espantoso: os cortes e viradas das músicas dão todo sentido para as cenas. Momentos de tensão ou calmaria casam com a melodia e letra das músicas. Até as ações de personagens são marcadas em cada canção.  Por exemplo, quando a protagonista Dorothy balança em um muro entra o verso de “Breathe” com a letra “balançando na maior onda”. Em outro momento Dorothy encosta o ouvido no peito do personagem Homem de Lata enquanto ouvimos a batida de coração de “Brain Damage”.  Ainda na mesma música, quando a letra diz “o lunático está na grama”, vemos o personagem Espantalho dando uma surtada.

Quer fazer a sincronia em casa? Dá! Aperte o play no álbum no momento que o leão da MGM solta seu terceiro rugido. Pronto, você vai presenciar um dos mistérios mais legais do mundo do entretenimento. Mistério porque os caras do Pink Floyd negam sumariamente que o efeito seja proposital.

Existem inúmeras versões do efeito na internet, e quem já assistiu alguma delas pode reparar algumas falhas de sincronia. Mas, como a internet está cheia de boas almas, uma delas resolveu esse problema e corrigiu todas as falhas de sincronia. O anjo foi o usuário do YouTube “dumwyteguy” que postou neste ano a versão otimizada de  Dark Side of the Rainbow. Dá o play aí embaixo 😉

Os 30 anos de Rocky IV – A propaganda da Guerra Fria

Os 30 anos de Rocky IV – A propaganda da Guerra Fria

– por José Rubens –

Em 1985, durante o governo Reagan e próximo ao final da tão temida Guerra Fria, Sylvester Stallone brindou a sociedade com o lançamento do quarto filme da saga Rocky. A trama agora era diferente de tudo o que já havia sido feito na saga: o sonho americano presente no primeiro, a retomada de um sonho presente no segundo e a ressurreição da garra (o olho de tigre) do terceiro. Agora, a trama era explosivamente política (literalmente, pois luvas de boxe explodem na abertura do filme), agora, Rocky não representa apenas um americano obstinado, ele representa a liberdade do oeste lutando contra as barbáries dogmáticas do leste. Rocky representa a América de Reagan contra a Rússia de Gorbatchev.

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O filme nada mais é do que uma das inúmeras tramas de ação dos anos 80 que tratavam de arrumar algum jeito de demonizar a Rússia, era a propaganda dos Estados Unidos de Reagan (Rambo II chegou ao ápice em combater o Vietnã e a Rússia no mesmo filme). Isso aconteceu porque, diferente de seu antecessor Jimmy Carter, Ronald Reagan resolveu retomar a treta contra a União Soviética (Jimmy Carter seria da turma do “deixa disso” e o Reagan seria da turma do “chuta a cara deles”). Com isso, veio a propaganda e com essa propaganda veio boom dos “bíceps contra o comunismo” de John Rambo, James Braddock etc.

http://www.youtube.com/watch?v=bwJJkeOTT6Y
Rocky IV tem como vilão dessa vez Ivan Drago, interpretado por Dolph Lundgren, que nesse filme adota a postura de um tropeço monossilábico que toma esteroide e tem sede de sangue (não que ele tenha feito coisas muito diferentes disso, mas eu gosto de me enganar que nos outros filmes ele muda um pouco). Drago vem da União Soviética para fazer uma luta de exibição nos Estados Unidos, que na verdade nada mais é do que a intenção velada de esfregar na decadente cara capitalista americana que a Rússia anda produzindo atletas de performance muito superior. Com isso, ele acaba lutando e matando o eterno adversário/amigo de Rocky Balboa: Apollo Creed (antes da luta, Creed faz uma alusão de como é importante vencer a guerra fria dizendo que “somos nós contra eles” e acaba recebendo, já moribundo, um gelado “se morrer, morreu” de Drago).

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A morte de Apollo faz Rocky buscar vingança e ele então aceita lutar contra Drago em plena União Soviética, com todas as adversidades possíveis, incluindo neve, treino precário, vigilância de agentes soviéticos e a tecnologia anabolizada de Drago (como se Rocky não ciclasse uma Durateston de vez em sempre). Mesmo com isso, Rocky acaba se preparando bem e diante de uma torcida russa hostil, vence a máquina loira e faz com que os russos acabem exaltando o nome do Garanhão Italiano (e ainda por cima a luta é no Natal, ou seja, uma metáfora melhor para associar Balboa a um salvador, só se Rocky representasse o time todo do Corinthians durante a final do Paulista de 77).

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Por conta dessas particularidades políticas, Rocky IV é considerado por muitos um filme horrível e um simples veículo de propaganda Reaganista (eu já acho bom para caralho, é um dos meus filmes preferidos na vida e acho que quem não consegue tirar algo de positivo nas nuances desse filme é daqueles que compartilha texto político no Facebook, não faz ideia do que o texto diz e quando alguém discorda da publicação, se limita apenas a mandar um VAI ESTUDAR VAI).

Para o bem ou para o mal, Rocky IV é um ícone cultural, por conta das cenas memoráveis, de diálogos clássicos, de uma trilha sonora incrível e outros temperinhos capitalistas que enchem o coração do nerdzinho enrustido que usa camiseta descolada de alegria (tipo eu). Até porque, concordando ou não com a ideia implícita (explícita na verdade, mas isso nunca vai ser dito oficialmente) no filme, o fato de conseguir abstrair os absurdos ou até mesmo detectar com um certo senso crítico, onde estão os pontos mais gritantes da propaganda apresentada na obra, é o que vale, pois se formos levar a ferro e fogo toda e qualquer propaganda presente em filmes, vamos ficar assistindo cinema europeu conceitual até morrer, e sinceramente, quem não tem problemas de insônia, não precisa disso.


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Do luxo ao lixo: a máfia de Scorsese em Os Bons Companheiros

Do luxo ao lixo: a máfia de Scorsese em Os Bons Companheiros

– por José Rubens

 

Filmes de gângsters são muito recorrentes no cinema, desde os primórdios quando o gênero acabou sendo marcado por atores como James Cagney, passando por um período de filmes genéricos, com a mesma abordagem batida até chegar no ápice da glamorização com o clássico de Francis Ford Coppola: O Poderoso Chefão. O filme de Coppola deu uma perspectiva mais honrosa ao crime organizado, a família Corleone, comandada e articulada por Don Vito (nosso querido Marlon Brando/maior ator que já existiu/dono de ilha/artista fechado com os índios) possuía características morais muito fortes (falar de moral e crime organizado na mesma frase é meio complicado, mas para eles isso fazia sentido). Vito era contra o ingresso das famílias no ramo dos narcóticos, era um homem que se doava à família e um líder que não desconsiderava os pedidos de favores de seus amigos e apadrinhados, Vito procurava ser o mais correto possível com os seus negócios escusos e mais ainda com sua família, tanto que sempre disse que nunca quis que Michael Corleone tivesse entrado para as atividades da “cosa nostra”.

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Olha só, que belezinha, hein?! As atividades ilícitas dos italianos não parecem tão ruins, na verdade, no mundo dos bandidos, eles conseguem ser os mocinhos. Porém, em 1990, Martin Scorsese joga por água abaixo essa perspectiva abrilhantada quando dirige o maravilhoso Os Bons Companheiros, inspirado nos fatos reais contidos no livro Wiseguy, de Nicholas Pillegi. O filme conta a trajetória de Henry Hill, um rapaz com ascendência irlandesa e italiana que desde pequeno sonhava em ser um gângster. Como Henry não tinha o sangue 100% italiano, ele não podia fazer parte da máfia, porém isso não o impedia de ser um “associado” que podia fazer uns trambiques e ganhar uns muitos “dinheirinhos de pinga”.

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Com a ajuda dos amigos James Conway e Tommy DeVito, Henry comete os mais diversos delitos, desde roubos e extorsões até tráfico de drogas, e aí está um dos muitos aspectos em que a máfia de Scorsese difere da de Coppola, na vida real, o crime não mede esforços para lucrar, seja roubando ou matando, no fim ele quer mesmo é ficar por cima da carne seca, sair melhor que todo mundo.

strip-me-camisetas-goodfellas-2 Outro ponto interessante em Os Bons Companheiros é a seguinte questão: até onde vai esse bom companheirismo? Será que ele existe mesmo? Nós vemos no filme que no primeiro sinal de alerta, aquele que antes era seu amigo deve ser liquidado, para eles isso nem de longe é um problema, pois vemos durante o filme alguns sendo mortos sem nem mesmo serem delatores, mortos por ganância, por queima de arquivo ou só por capricho mesmo. A máfia de Scorsese não possui o mínimo senso de moral, ela está interessada no dinheiro e no poder, não na família e nos amigos, muito menos no preço que esse dinheiro e esse poder podem custar.

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Podemos constatar também que, diferente de muitas figuras de O Poderoso Chefão, que mesmo de uma maneira discutível possuíam integridade (até mesmo o Sonny que era um lunático), os personagens do filme de Martin Scorsese são completamente tomados por emoções mundanas primitivas. Tommy é um sádico que encontra prazer na violência, Henry se torna um descontrolado viciado em cocaína e Jimmy se mostra cada vez mais ganancioso e egoísta, isso sem falar no chefão de todos, Paul Cicero, que no fim só se preocupa com o dinheiro, quer distância de problemas e lava as suas mãos quando algum “bom companheiro” se ferra.

strip-me-camisetas-goodfellas-4Os Bons Companheiros acabou sendo um grande injustiçado do Oscar (assim como Scorsese continua sendo, tenho a impressão que ele só começou a ganhar de uns anos pra cá porque a Academia ficou com medo dele morrer), porém o seu valor é inestimável: as atuações são espetaculares (a de Joe Pesci principalmente), a trilha sonora é excepcional (Rolling Stones, Tony Bennett, Cream, Aretha Franklin e vários outros dinossauros sagrados), além de sua verdade nua e crua, sua visceralidade e sua contribuição para explicar o óbvio: o dinheiro sempre fala mais alto.

 


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Breakfast at Audrey’s: 5 curiosidades sobre a diva

Breakfast at Audrey’s: 5 curiosidades sobre a diva

 

Audrey Hepburn é considerada uma das atrizes mais glamourosas de todos os tempos. O sucesso todo não veio por acaso, além da beleza, delicadeza e talento da diva, ela também se consagrou como ícone da moda e foi pioneira entre as celebridades a trabalhar em causas humanitárias. Conheça 5 curiosidades da vida de Audrey que ressaltam as inúmeras virtudes da bonequinha de luxo.

 

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1. Dor com amor se paga

Audrey estava na Holanda quando o país foi invadido por nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, em meio a uma absurda escassez de comida, tirava dinheiro do seu próprio bolso (e de sua própria mesa) para alimentar refugiados famintos.

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2. Quem dança seus males espanta

Audrey era bailarina profissional e dançava para arrecadar fundos em prol do movimento de resistência holandesa ao nazismo.

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3. Habla que eu te escuto

A atriz era fluente em cinco (CINCO) idiomas: Inglês, Espanhol, Francês, Holandês e Italiano. Manda mais que tá pouco?

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4. Coisa de cinema…

Audrey era uma artista completa. Não só ganhou um Oscar, 3 BAFTAS e 3 Globos de Ouro por sua atuação no cinema, como também foi homenageada no teatro com um Tony, na música com um Grammy e na televisão com um Emmy. Ufa!

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5. Fazendo o bem olhando a quem

Entre suas contemporâneas celebridades, Audrey foi primeira a apoiar a causas humanitárias e a ser reconhecida por seu trabalho em prol da infância. Em 1988 foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela UNICEF.

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“I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I believe in miracles.” 

Audrey Hepburn

 


 

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Review: Kurt Cobain – Montage of Heck

Review: Kurt Cobain – Montage of Heck

“I think people want me to die because it would be a classic rock ‘n’ roll story.” (Eu acho que as pessoas querem que eu morra, porque isso se tornaria uma história clássica do rock); escreve um já estafado Kurt Cobain em um de seus diários. A diferença aqui é a forma inteligente como o diretor Brett Morgen aborda a questão.

Durante todo o documentário Montage of Heck, a condução do filme é dada pelo próprio Cobain. Suas pinturas, diários, esboços de músicas, letras e home vídeo caseiros se tornam o roteiro do filme. A narração, aliás, também é do próprio Kurt, o que dá ao filme um caráter ainda mais intimista e humano.

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Outra sacada genial é a forma como os desenhos, letras e anotações de Cobain ganham vida através de animações gráficas envolventes, numa linguagem do próprio músico.

Não que a história em si seja novidade pra alguém. O garoto caipira do subúrbio, que descobre nas artes e no rock and roll uma fuga para os problemas pessoais é caso corriqueiro em qualquer lugar do mundo. A diferença é forma como o filme escancara isso: a sensibilidade com que esse mesmo garoto traduziu essas questões de forma artística e urgente.

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O behind the scenes da vida de Cobain é o ponto alto. As imagens de arquivo da família gravadas em super 8mm do pequeno Kurt Cobain, ainda criança, interagindo com a câmera evocam uma espécie de predestinação. O pequeno menino loirinho de Aberdeen, com 4 anos, empunhando uma guitarra de brinquedo que se tornaria a última estrela do rock mundial.

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Esqueça os documentários clássicos que exibem apenas narração e fotos e mais fotos. Montage of Heck, que demorou 8 anos para ficar pronto, é especialmente um ótimo filme porque Courtney Love e Frances Bean (a filha de casal) liberaram para o diretor todo o acervo que continham do músico. Literalmente todo o acervo. E isso, no caso de Cobain, significa assistir a uma espiral tanto para a fama como para a tragédia.

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Montage of Heck é o documento definitivo de Kurt. Um filme que transcende a idolatria dos fãs e escancara o personagem e o ser humano Cobain, sob a ótica do próprio artista. É a visão de Kurt sobre si mesmo. Sem filtros. É trágico, emocionante e imperdível.

http://www.youtube.com/watch?v=cw5nZeptzEU

Ps: O filme entrará em cartaz também no Brasil, a partir de 12 de Maio. Ainda que não exista confirmação oficial, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre devem exibir o filme por tempo limitado.


 

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Por dentro da selva: 5 grandes filmes sobre a Guerra do Vietnã

Por dentro da selva: 5 grandes filmes sobre a Guerra do Vietnã

por José Rubens

A Guerra do Vietnã me desperta muita curiosidade, sem dúvidas é a minha guerra favorita (não que eu goste de gente morrendo por conta de desavenças políticas e econômicas gente, não é isso não, e se fosse eu nunca admitiria, pois minha mãe com certeza vai ler isso daqui), pois é, na minha opinião, o maior retrato do equívoco que foi a Guerra Fria, o embate de duas potências que fizeram países menores sofrerem não só com guerras, mas também com ditaduras sanguinárias de ambos os lados. Sem falar no contexto da contracultura em que ela se insere nos anos 60 (contestação, música, hippies, drogas, Woodstock, protestos contra a guerra, Dennis Hopper e Peter Fonda andando de moto…), contudo, grandes e vergonhosos desastres causados por guerras (como foi o caso do fracasso americano no Vietnã), geram maravilhosos filmes, a história comprova isso. A cruel Segunda Guerra gerou títulos muito bons como O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha, o embate no Golfo gerou Soldado Anônimo, e graças à Guerra do Iraque temos Guerra ao Terror, entre muitos outros, obviamente com o Vietnã não seria diferente…

1. Platoon (1986)

Um dos meus filmes favoritos e com certeza, disparado, meu filme de guerra favorito, perdi as contas de quantas vezes já imitei aquela cena célebre do Willem Dafoe tentando correr até o helicóptero (ainda imito às vezes, a constituição e a bíblia me dão esse direito, não me julguem senão Deus castigará a todos). Dirigido por Oliver Stone (que realmente serviu no Vietnã), Platoon conta a história do idealista Chris Taylor, um jovem oriundo de uma família bem estruturada financeiramente que se alista para defender o seu país no Vietnã. Taylor, interpretado por Charlie Sheen (antes dele, vocês sabem…) descobre então que na guerra não existe tanto patriotismo quanto ele imaginava, e sim horror, desunião, medo e insanidade. O filme também tem como figuras chaves, o ponderado e humano Sargento Elias, interpretado por Willem Dafoe e o frio e sociopata Sargento Barnes, interpretado por Tom Berenger (os dois atores acabaram concorrendo ao Oscar de melhor ator coadjuvante, mas apesar do filme conquistar quatro estatuetas, os dois acabaram ficando sem o prêmio), os quais contribuem muito para o soldado que o jovem Taylor acaba por se tornar. Platoon venceu quatro Óscares.


 

  1. Apocalypse Now (1979)

Esse filme, dirigido por Francis Ford Coppola teve tudo para não acontecer, devido à “zica” que assolou sua produção: Martin Sheen quase morreu, um tufão destruiu o set de filmagem, Marlon Brando queria dar calote etc. O calvário foi tão gigantesco, que em 1991, um documentário chamado Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse, conta todo o sacrifício que foi gravar Apocalypse Now. O filme conta a história do Capitão Benjamin Willard, interpretado por Martin Sheen (pai do Charlie), que é designado para a missão de encontrar e matar o Coronel Walter Kurtz, interpretado por Marlon Brando, Kurtz acabou enlouquecendo e se embrenhando no meio da selva, indo parar no meio de uma tribo vietnamita, que o trata como se ele fosse uma entidade divina (isso no meio de muitas cabeças empaladas, claro). O filme possuí personagens marcantes, como o Coronel Killgore, interpretado por Robert Duvall (que adora o cheiro de napalm pela manhã) e um fotojornalista maluco que venera o “trabalho” de Kurtz, interpretado por Dennis Hopper, e cenas fantásticas, como o bombardeio americano a um vilarejo ao som de Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner. O filme conquistou dois Óscares.


 

  1. Nascido para Matar (1987)

Kubrick mostra em Nascido para Matar algo diferente dos outros dois clássicos sobre a Guerra do Vietnã acima, ele mostra todo o treinamento que transforma aqueles homens em verdadeiros combatentes selvagens, a primeira parte toda do filme traz o treinamento do protagonista Joker (que acredita piamente que é um assassino nato que tem como objetivo de vida, o combate e o sangue no campo de batalha), interpretado por Matthew Modine, e seus companheiros, o treinamento é tão brutal que acaba por transformar um rapaz inseguro e incapaz, como o soldado Pyle, interpretado por Vicent D’Onofrio (ele intepreta o homem que aquela barata gigantesca “veste”, no primeiro filme do MIB), em um verdadeiro lunático. O resto do filme retrata a vida dos soldados no campo de batalha e como se tornar um assassino não é uma tarefa simples, como Joker sempre acreditou.

http://www.youtube.com/watch?v=x9f6JaaX7Wg


 

  1. Nascido em Quatro de Julho (1989)

Novamente, Oliver Stone dirige um filme sobre a Guerra do Vietnã, mas dessa vez, ele foca no pós guerra do veterano Ron Kovic, interpretado por Tom Cruise, que acabou ficando paraplégico por conta da guerra. O filme mostra como a experiência em combate, a precariedade do hospital de veteranos e as dificuldades depois do acidente, acabaram mudando os valores de Ron, pois ele se alistou ao exército justamente por ser o típico jovem americano que crê no amor incondicional pela pátria (na família, na moral e nos bons costumes) e após sua experiência no Vietnã, ele acaba se tornando um atuante ativista contra a guerra. O Filme também conta com Willem Dafoe e Tom Berenger, que trabalharam em Platoon.


 

  1. O Franco Atirador (1978)

Dirigido por Michael Cimino, O Franco Atirador conta a história dos amigos Michael, interpretado por Robert de Niro, e Nick, interpretado por Christopher Walken, que são dois simples metalúrgicos que tem como um de seus hobbies, a caça, quando são mandados para servir na Guerra do Vietnã, eles são capturados por soldados do Vietnã do Norte e são obrigados a jogar roleta-russa (algo extremamente saudável para a cabeça de um ser humano normal), milagrosamente, os dois conseguem escapar mas apenas Nick consegue subir no helicóptero de resgate, Michael então conduz seu outro amigo, Steven, interpretado por John Savage, a um território amigo e acaba se desencontrando de Nick, mais tarde os dois se encontram em um clube na cidade, onde homens apostam em jogos de roleta-russa. O filme se torna extremamente psicológico quando Michael volta para buscar Nick, mas este se encontra tão atormentado por conta do Vietnã e das tensas rodadas de roleta-russa, que nem reconhece mais o seu melhor amigo. O Franco Atirador trata de como a fragilidade do psicológico e das relações humanas não é páreo para os horrores e o trauma da guerra. O filme ganhou cinco Óscares.


 

 


 

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Pulp Fiction Facts

Pulp Fiction Facts

Pulp Fiction é daqueles filmes definitivos. A estética, os diálogos, o roteiro inovador com histórias bizarras que se cruzam, a violência tratada de maneira escrachada, os personagens sensacionais, enfim… Pulp Fiction é, sem sombra de dúvida, o melhor de Tarantino e também um marco na cultura pop.

Assim, como quase tudo já foi dito sobre o filme, resolvermos abordar o lado behind the scenes da coisa. Então, se liga nesses 10 Pulp Fiction Facts que separamos e que você, provavelmente, não sabia. I dare you. I double dare you motherfucker! J

1. O vício de Vincent Vega em Heroína

Para fazer o personagem Vincent Vega da forma mais realista possível, John Travolta pediu a um amigo viciado em heroína para descrever qual a sensação ao usar a droga, já que o personagem Vincent era um viciado em heroína. O amigo então deu a seguinte dica a Travolta: fique bêbado de tequila e deite em uma banheira de água quente; essa será a representação mais próxima possível da sensação dos efeitos da heroína. John Travolta diz que treinou a tática diversas vezes com a esposa em um hotel para se preparar para as filmagens.

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2. O casal Marcellus Wallace e Mia Wallace

Apesar de formarem um casal no filme, é interessante perceber que os personagens não conversam em nenhuma cena.

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3. Ezequiel 25:17

A passagem bíblica citada por Jules antes de atirar em um personagem não é, de fato, verdadeira. Na verdade, Samuel L. Jackson e o diretor Quentin Tarantino usam apenas duas frases originais da bíblia, sendo que o restante do texto foi criado por eles mesmos antes das filmagens.

Se liga: “Ezekiel 25:17. ‘The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brother’s keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon thee!”.

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4. O papel de Mia Wallace

Uma Thurman fez da personagem Mia Wallace uma referência eterna do que é ser cool, maluca, junkie etc., sendo até impossível imaginar outra atriz senão ela vivendo Mia. Mas, na verdade, antes de Uma Thurman pegar o papel, várias atrizes foram cogitadas, tais como: Julia Louis-Dreyfus, Halle Berry, Meg Ryan, Isabella Rossellini, Daryl Hannah, Joan Cusack e até mesmo Michelle Pfeiffer. Ainda bem que Tarantino ficou mesmo com Uma Thurman, e, reza a lenda que, para convencê-la, o diretor ligou na casa da atriz e leu para ela o roteiro inteiro do filme pelo telefone. Ela topou fazer o papel na hora!

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5. Bad Motherfucker

A carteira usada por Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) com a inscrição “Bad Motherfucker” existia mesmo, e era, na realidade, a carteira de Quentin Tarantino.

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6. Robert Rodriguez dirigiu algumas cenas de Pulp Fiction

O diretor Robert Rodriguez é amigo de longa data de Tarantino e juntos já dirigiram diversos cenas em variados filmes. Um fato curioso é que, mesmo não citado nos créditos, Robert dirigiu a maioria das cenas de Pulp Fiction em que Tarantino está atuando.

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7. 8 milhões de dólares

8 milhões de dólares foi o preço de Pulp Fiction. Apesar de extremamente barato para os padrões do cinema americano, destaca-se que dos 8 milhões, 5 foram somente para pagar os cachês dos atores. Com o sucesso do filme, foram arrecadados mais de 210 milhões de dólares nas bilheterias de cinema de todo o mundo.

Cannes Film Festival Retrospective

8. A cena de estupro de Marcellus Wallace

O ator Ving Rhames, que interpreta o chefão Marcellus Wallace, se recusou a fazer a cena onde ele é estuprado. A produção do filme então conseguiu que o ator Max Julien fizesse a cena no lugar de Max.

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9. Kurt Cobain foi cotado para o filme?

Em diversas entrevistas, Courtney Love já alegou que o diretor Quentin Tarantino queria que Kurt Cobain interpretasse o papel do traficante Lance. Ainda segundo Courtney, Kurt negou o papel por achar que estaria fazendo apologia ao uso de drogas. Tarantino negou a história diversas vezes, mas, uma coisa é fato: a semelhança física do personagem Lance (interpretado pelo ator Eric Soltz) com Kurt Cobain é inegável, não?

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10. A cena de Dança no Jack Rabbit Slim

Que Pulp Fiction é cheio de referências a diversos outros filmes, isso é fato. Mas uma cena em especial ganha destaque: a genial cena de dança interpretada por Uma Thurman e John Travolta é, na verdade, uma homenagem de Tarantino à cena de dança de Gloria Morin e Mario Mezzabotta’s no filme de Frederico Fellini.


 

11. Bônus: A palavra Fuck é dita 265 vezes durante o filme.

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Edward Mãos de Tesoura facts

Edward Mãos de Tesoura facts

Em 1990, estreava uma das maiores obras de Tim Burton: Edward Mãos de Tesoura. Roteirista e diretor do longa, Burton se inspirou em diversas fábulas e contos pra criar a narrativa que também flerta com particularidades à la Frankenstein. Considerado um filme cult, foi lançado somente em alguns cinemas e para um público bem restrito. Mas, o sucesso inegável fez com que o filme chegasse ao grande público.

De fãs para fãs, 10 curiosidades sobre o filme!

1. Johnny Depp fala apenas 169 palavras durante o filme todo.

  1. Tom Cruise, Jim Carrey, Robert Downey Jr. e, pasme, até o rei do pop Michael Jackson, chegaram a ser cogitados para o papel de Edward.

  1. Drew Barrymore foi considerada para interpretar a personagem Kim. Mas foi Winona Ryder, que já havia trabalhado com o diretor Tim Burton em “Beetlejuice” (1988) e era namorada de Johhny Depp na época que acabou estrelando o longa.

"Edward Scissorhands" Premiere

  1. O primeiro esboço do filme foi escrito como um musical. Conceito revisitado por Burton em “O Estranho Mundo de Jack” (1993) e “A Noiva Cadáver” (2005).

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  1. Robert Smith, do The Cure, foi convidado para fazer a trilha do filme. Burton até mandou o roteiro para o músico, mas ele, que não conhecia o diretor e estava ocupado gravando o oitavo álbum do The Cure, “Disintegration”, passou a oferta. Danny Elfman, vocalista da banda Oingo Boingo, aceitou o convite e acompanhou o diretor na produção de outras 9 trilhas sonoras.


  1. A maquiagem do personagem de Edward era bem sussa de fazer, levava só duas horinhas pra ficar pronta.

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As cicatrizes se modificam tanto em tamanho como em profundidade ao longo do filme.

  1. O bairro onde o longa foi filmado é real. Fica nos arredores de Tampa, na Flórida (EUA). Para serem realizadas as filmagens, todas as casas foram pintadas com cores fofas e os moradores, hospedados em um hotel.

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Essa é a visão do bairro hoje.

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  1. O visual de Edward foi inspirado pelo sonâmbulo imortalizado por Veidt em O Gabinete do Dr. Caligari(1920), clássico do cinema mudo.

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  1. Esse menininho correndo na calçada logo no início do filme é Nick Carter, da boybandBackstreet Boys.


  1. A última atuação no cinema do ator Vincent Price (1911–1993) foi em Edward Mãos de Tesoura. E no filme sua participação termina com a morte de seu personagem.

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Uou 🙁


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